30/05/2009

TRINTA MILHÕES DE CRENTES FERIDOS…

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ESTÃO ESQUECIDOS NAS TRINCHEIRAS

POR: Luiz Montanini

A igreja talvez seja hoje o único exército do mundo cujos soldados não voltam para buscar seus feridos no campo de batalha. Ao contrário, substitui-os rapidamente no batalhão e segue em frente, esquecendo-se de que muitos soldados de valor ficaram à beira da morte pelas trincheiras.
Caso o último censo do IBGE tivesse incluído questão sobre o número de "desviados" no Brasil, o resultado seria assustador.
Calcula-se que, hoje, existam no País entre 30 milhões e 40 milhões de "desviados". Por "desviados" entenda pessoas que um dia tiveram seu nome no rol de membros de algum grupo cristão, mas que hoje estão à margem da vida da igreja.
Essas pessoas - cuja boa parte povoa hospícios e presídios ou, saco às costas, vaga errante à beira de estradas - um dia confessaram alegremente a Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor e no outro se viram literalmente jogados na sarjeta espiritual.
Nesse contingente de desviados há casos para todo tipo de pessoas. Do endurecido ao desprezado, do chafurdado na lama pelo engano do pecado ao desesperado para sair dele, mas sem ninguém para lhe estender a mão.
É dessa classe de pessoas que trata esta edição. De pessoas desesperadas por uma nova chance, mas sem ter a quem recorrer porque, sabem, o único lugar onde encontrariam novamente a paz para sua alma é a igreja, mas ali, pensam, há santos demais para admitir o retorno de um filho pródigo como ele.
Afinal, com ou sem motivo, um dia foram expulsos sumariamente. Seja porque, inadvertidamente, cortaram os longos cabelos ou caíram em erros considerados "sem volta" por sua igreja, como o adultério; seja porque foram disciplinados, escrachados, alijados da comunhão e, não raro, se excluíram ou foram excluídos. Como Satanás, foram expulsos do paraíso. Como Caim, receberam uma mancha na testa e foram condenados a andar errantes pelo mundo pelo resto de sua vida miserável. O problema é que em seus casos específicos, não foi Deus o autor do juízo sumário.
Com tamanha carga sobre as costas, voltar é passo difícil; em algumas situações, impossível.
- A própria igreja discrimina os desviados - constata Sinfrônio Jardim Neto, líder do ministério "Jesus não Desistiu de Você", de Belo Horizonte, dedicado à restauração da vida dos desviados.
- A igreja vê o desviado como se fosse Judas Iscariotes, que traiu a Deus e a igreja. E o trata como se fosse lixo que precisa ser retirado daquele ambiente. Mal sabe que o desviado é como o ouro de Deus que se perdeu na lama podre. Está perdido na lama, mas ainda é ouro e precisa de gente interessada, garimpeiros que estendam a mão e vasculhem até encontrá-lo.
Uma igreja de 200 membros perde outros 400 em 10 anos. Na próxima vez em que for a um culto, pare um instante e olhe à sua direita e esquerda. Agora, saiba que, daqui a dez anos, é possível que a senhora, o jovem sorridente e o austero senhor que estão em cadeiras ou bancos próximos a você cantando louvores estejam completamente afastados da igreja, amargurados com Deus e entristecidos por algum motivo.
De acordo com estatística do pastor mineiro Sinfrônio Jardim Neto, uma igreja de 10 anos de funcionamento, que tenha mantido média de 200 membros, viu passar por seu rol, ao longo dessa década, o dobro desse número. Uma evasão como essa explica a conta fictícia do parágrafo anterior.
Segundo as contas que têm feito ao longo de suas inúmeras campanhas em igrejas brasileiras desde 1994, quando começou a trabalhar com desviados, 400 pessoas que passaram por uma igreja que tem média de 200 membros estão desviadas hoje.
Em português claro e chocante: a igreja permanece com sua média de 200 membros, substituindo-os naturalmente. Mas essa rotatividade, originada na dificuldade de "fechar a porta dos fundos", resulta, ao final de 10 anos, em perda de 200% no número de pessoas.
Esses números, destaca Sinfrônio Jardim, são relativos apenas a desviados. Aqui não estão incluídos outros itens, como mudança de membro para outra igreja.
Expulso da igreja porque não usava chapéu:
As causas para o chamado desvio de pessoas na igreja são variadas, explica Sinfrônio Jardim Neto. Desde o abandono da fé em razão da volta voluntária ao pecado até a exclusão, pela liderança da igreja, em decorrência de coisas pequenas mas consideradas pecado por eles.
Em suas viagens, Sinfrônio Jardim diz que encontra situações de exclusão que seriam hilárias se não fossem tão perniciosas à vida das vítimas. Pessoas que foram excluídas por causa do legalismo exacerbado de igrejas cujos líderes zelosamente disciplinaram, com exagero, pequenas contravenções. Na ânsia de limpar o pecado, jogaram fora o "pecador" junto com a água suja.
- Vejo gente sofrendo, afastada da igreja por causa de coisas pequenas, como ter cortado o cabelo, ter deixado a barba e até, pasme, por ter sido visto andando de bicicleta. Uma vez, em Campos, no Rio, conheci um homem que foi expulso da igreja porque não usava chapéu, como ordenava o estatuto da igreja.
Falsas profecias levam muitos ao desvio:
Outra causa para o apartheid espiritual de muitos é a decepção com lideranças. O membro procura alguém para confessar uma fraqueza ou pecado e, em vez de perdão e ajuda para vencer o mal, recebe maior condenação.
As profecias falsas são também causa importante de desvio da fé. Inúmeras pessoas naufragam depois de receber profecias falsas. A pessoa tem o filho doente, por exemplo, e recebe uma "palavra de Deus" de cura. Pouco tempo depois a criança morre. Ela fica desesperada. Ou então ouve que deve se casar com alguém porque é vontade de Deus. Obediente, casa-se e, algum tempo depois, percebe que a voz ouvida não era da parte de Deus. Em vez de se decepcionar com o homem, decepciona-se com Deus e sai da comunhão, explica o pastor Sinfrônio Jardim.
E há, claro, grande número de pessoas que se aproxima de Deus seduzidas por propaganda enganosa. Chegam porque alguém lhes prometeu prosperidade aqui e agora, mas não percebem as implicações do discipulado a Cristo. Querem as bênçãos do cristianismo, mas nada de porta estreita e caminho apertado. Querem sair do mundo, mas levar o pecado a reboque. "Querem a salvação, mas não querem largar o pecado", resume Sinfrônio Jardim.
Por último, a decepção contra o próprio Deus é causa de afastamento de muitos. A pessoa é uma crente fiel e, de repente, alguém a quem ela ama morre, por exemplo. Nesse caso, se não tiver alicerces firmes em Deus, ela culpa a Deus pelo infortúnio. Age como se Deus tivesse sido ingrato com ela, sempre tão fiel, e, portanto, a seus olhos, merecedora de recompensa.
Poucas visitas ao desviado resultam em maior condenação:
Depois que experimentam a expulsão do paraíso, poucos conseguem encontrar lugar de arrependimento. Pior é que, se forem depender de boa parte da igreja para isso, já terão na mão o passaporte para o inferno.
Na pesquisa de Sinfrônio Jardim Neto, entre 60% e 70% dos desviados não recebem qualquer visita de líderes ou membros após sair da igreja. São simplesmente descartados ou substituídos por outros membros.
O restante dos desviados (entre 40% e 30%) recebe de uma a três visitas, que se revelam infrutíferas, porque, na maioria das vezes, a visita é de cobrança ou condenação. Em vez de amar o pecador e odiar o pecado, os visitantes lançam ambos na cova profunda do inferno. Jogam pedra, condenam. Decretam o inferno-já para o pecador. "É como bater de vara sobre a ferida de alguém... o ferimento e a dor só vão aumentar", compara Sinfrônio Jardim.
Hospícios e presídios estão lotados de ex-crentes:
Ainda segundo a pesquisa de Sinfrônio Jardim, existem três lugares onde sempre vão se encontrar desviados: nos hospícios, nos presídios e na mendicância:
- Vá a um hospício e, ali, você encontrará muita gente internada que recita versos bíblicos e canta canções cristãs. Essas, um dia se afastaram, caíram em pecado e os demônios tomaram conta de sua vida. Ficaram endemoninhadas.
- Depois visite um presídio e você encontrará inúmeros Josués, Elias e Samuéis. Detentos de nome bíblico, que demonstram o berço cristão. Ali você começa a conversar com um deles e descobre que é filho de presbítero de igreja.
- Por último, passe próximo a rodoviárias e estações de trem ou tente conversar com um andarilho de beira de estrada. Pelo menos três, entre dez dessas pessoas que andam bebendo errantes, sacos de bugigangas às costas, já participaram de uma igreja cristã. Ali, não raro, você encontra homens que um dia ocuparam solenes púlpitos e pregaram o evangelho.
E por que não voltam? Sinfrônio Jardim entende que a falta de perdão a si próprio e da própria igreja e o entendimento errado de que o que fez é imperdoável por Deus afastam-nas ,cada vez, mais do ponto de retorno.
- Mais da metade dos que se desviaram tem problemas sérios com o ressentimento e falta de perdão. Não voltam porque não conseguem perdoar, ou não querem perdoar ou acham que não merecem perdão.
O peso que está sobre a pessoa fica insuportável às vezes, explica Sinfrônio Jardim. Há denominações, por exemplo, que pregam que quem pratica adultério jamais será perdoado. Ora, com um decreto como esse na cabeça, o pecador desiste de qualquer tentativa de reconciliação com o Deus irado que lhe foi pintado e se transforma em um monstro na terra. Passa a praticar os mais baixos pecados, porque, pensa, se já está condenado ao inferno por toda a eternidade, resta aproveitar seus dias na terra.
Poucos saem em busca da ovelha extraviada:
Hoje, a maioria das igrejas não possui qualquer trabalho específico para trazer suas ovelhas desviadas de volta ao aprisco. Ninguém pensa em deixar suas noventa e nove ovelhas e sair atrás da centésima, extraviada. Sinfrônio Jardim também tem explicação para esse fenômeno. Afirma que, na visão expansionista de muitas igrejas hoje, é pouco lucrativo deixar noventa e nove ovelhas e sair por lugares ermos atrás de uma ovelhinha extraviada que nem sabe se está viva ou que talvez esteja tão ferida que não tenha chance de sobreviver.
- Muitos acham que não vale a pena tamanho esforço, que vão perder tempo. E, para aliviar a consciência, usam o argumento de que a pessoa já conhece a Palavra.
Outros chegam a usar versos bíblicos para justificar o esquecimento. "Saíram de nós porque não eram dos nossos..." é um dos mais recitados.
A falta de visão de restauração descrita por toda a Bíblia é ignorada nesses casos. "Buscar ovelhas perdidas é visão
antipática em muitas igrejas", lembra Sinfrônio Jardim. "Isso porque, quando o membro sai, geralmente sai falando mal da igreja ou do pastor. Acaba ficando malvisto dentro da própria igreja que, em vez de amá-lo e lhe perdoar, passa a tratá-lo como ovelha negra. Dessa forma, quando alguém se dispõe a ir atrás dessa ovelha perdida, torna-se também impopular e corre risco de ser também malvisto. E poucos estão dispostos a isso".
Igreja Batista da Lagoinha foi buscar três mil desviados:
O retorno, com sucesso, dos desviados à igreja depende, basicamente, da atitude da igreja. "A porcentagem de desviados que retorna à igreja não passa de 10% no Brasil, mas se a igreja toma uma atitude de ir buscá-los, consegue até 80% de sucesso", afirma o pastor Sinfrônio Jardim.
Bons exemplos não faltam: a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, já reagrupou três mil pessoas ao seu rebanho de trinta mil pessoas em pouco mais de dois anos. Ali, o pastor César Teodoro dirige o ministério "A centésima ovelha", junto com o líder principal da igreja, Márcio Valadão.
A igreja Assembléia de Deus em Brasília, dirigida pelo pastor Elienai Cabral, também tem obtido sucesso no resgate aos seus desviados. Outra Assembléia de Deus, dirigida por Daniel Malafaia, em Campo Grande (MS), tem obtido sucesso semelhante.
"Fomos amados. Apenas amados. E isso fez toda a diferença"
O casal Valmir Soares e Alina é exemplo perfeito de filhos pródigos restaurados. Conheceu a Deus, resolveu seguir seus próprios caminhos, reconheceu o estado em que estava, conseguiu forças para voltar, foi recebido com festa e experimentou a restauração em suas vidas, nesta ordem:
A primeira experiência de Valmir e Alina com Cristo aconteceu em 1987. Por um ano e meio eles se relacionaram com Deus e com a igreja local que freqüentavam, em Campinas, SP. "O problema é que não abri totalmente o coração naquela época. O resultado é que, ao longo do tempo, fui esfriando, as coisas foram ficando difíceis e eu acabei tomando duas decisões erradas, que resultaram no meu afastamento da comunhão".
- Aí não tem jeito, você entra mesmo no pecado e fica até pior. Comecei a praticar coisas horríveis e a mentir para minha esposa. Quando pensava em voltar, havia sempre a voz acusadora do diabo, dizendo que eu era indigno, que ninguém iria me receber; enfim, que já não tinha volta. Eu me lembrava dos irmãos, da alegria e do amor que desfrutávamos, mas o pecado me impedia de voltar.
- Outra coisa que me impedia de voltar era a presunção, lembra Valmir. "Dizia para mim mesmo: tenho o Senhor na Bíblia... não preciso voltar. Eu não tinha o entendimento de que é o corpo quem nos sustenta".
- Mas, aí, Deus usou a vida do próprio casal que nos falara inicialmente de Jesus, os irmãos Hélcio La Scala Teixeira e Isabel, hoje pastores em São José dos Campos, SP.
Valmir relembra: "Um dia, depois de uma conversa franca com eles e de novo convite, eu e minha esposa resolvemos visitar a igreja novamente. Enchemo-nos de coragem e fomos. Era um domingo de setembro, em 1992. Fomos recebidos, literalmente, como filhos pródigos. A maioria dos irmãos nos abraçou, orou conosco e, pela graça de Deus, fomos tocados novamente. Fiquei mais de uma hora chorando num canto, arrependido".
Hoje o casal está restaurado e integrado na vida normal da igreja.
- "O melhor de tudo, diz Valmir, é que, em tempo algum, recebemos o menor olhar de acusação dos irmãos. Nem mesmo por parte daqueles que nos tinham aconselhado anteriormente e a quem não tínhamos dado ouvidos. Ninguém disse: 'Eu te avisei.' Fomos amados. Apenas amados. E isto fez toda a diferença".


UM DESVIO MONSTRUOSO
• Há hoje, apenas no Brasil, entre trinta e quarenta milhões de pessoas que um dia freqüentaram alguma igreja evangélica.
• Uma igreja de dez anos, que manteve média de duzentos membros, viu passar, por seu rol, o dobro desse número. Isto é, quatrocentas pessoas que passaram por essa igreja estão desviadas hoje.
• A porcentagem de desviados que retorna à igreja não passa de 10% no Brasil.
• Entre 60% e 70% dos desviados, estes não receberam qualquer visita de líderes ou membros quando decidiram sair da igreja.
• Entre 40% e 30% receberam de uma a três visitas, que se revelaram, na maioria das vezes, de cobrança ou condenação.
• Hospícios e presídios são os lugares de destino de boa parte dos desviados.
• De cada dez andarilhos, três deles freqüentaram alguma igreja um dia.
• A maioria dos desviados (acima de 50%) é afetada pelo ressentimento com sua liderança
Livros de Sinfrônio Jardim Neto, que tratam do assunto "desviados":
Jesus não desistiu de você (1 e 2)
Voltei Agora
Onde está o seu irmão?
Editora Betânia
A reconquista
Editora Vida
Outros livros:
Além do perdão
Don Baker
Editoria Betânia
Disciplina na Igreja
Russell Shedd - Edições Vida Nova
Decepcionado com Deus
Phillip Yancey
Editora Vida (?)
Para entrar em contato com o "Ministério Jesus não Desistiu de Você", ligue (31) 3452-1840
E-mail: daria@prover.com.br
www.jesusnaodesistiudevoce.com.br

Postado por Sammis Reachers

FONTE: Arsenal do Crente: Novembro 2007

Como vencer as tentações

 

Quando se fala em tentação deve ficar bem claro que só é tentado quem tem compromisso a não fazer algo por alguma razão. No nosso caso, somos tentados a pecar e nos esforçamos para não fazê-lo, pois sabemos que o pecado é rebelião contra o nosso Deus e certamente seremos separados de sua comunhão se nos entregarmos a ele deliberadamente (Is 59.1,2). A tentação pode ser proveniente tanto de nós mesmos (Tg 1.13-15) como do Diabo (Lc 22.31) e não sobrevém a nós acima do que possamos suportar (1 Co 10.13), neste versículo vemos também que Deus não nos pode tentar, porém ele pode permitir tal coisa, mas ao mesmo tempo nos dá o escape, pois ele conhece nossa estrutura e lembra que somos pó (Sl 103.14). Bom, agora sabemos o que é tentação, quem nos tenta e porque somos tentados, mas fica uma pergunta: “Como vencer as tentações?!”. A Bíblia, sendo um livro perfeito no que diz respeito ao conhecimento necessário à nossa salvação, nos revela como podemos realizar essa façanha.

1 – Tendo compromisso com Deus :

“E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela, Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.” (Gn 39.10-12).

Neste trecho das Escrituras vemos o compromisso de um jovem com Deus, seu nome era José, Filho de Jacó. Ao ser tentado a deitar-se com a mulher de seu senhor ele fugiu, isso porque tinha compromisso, não com seus desejos íntimos e carnais, mas com o seu Deus que é santo e quer que sejamos santos como ele é (1 Pe 1.15,16).Que nós venhamos a fugir do pecado quando ele bater a nossa porta com seus apelos, muitas vezes irresistíveis. Não nos esqueçamos que com a tentação virá também o escape (1 Co 10.13)! Outros versículos que nos ensinam a fugir do pecado são estes: 1 Co 6.18; 10.14; 1 Tm 6.11.

2 – Resistindo o Diabo:

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.7).

Se por um lado, como já disse, somos tentados por nossa próprias paixões, outro agente é Satanás, porém, se a Bíblia nos adverte a fugirmos do pecado, por outro lado, ela nos manda resistirmos ao Diabo! Para isso precisaremos conhecer a Palavra de Deus que nos ajudará a resití-lo (Mt 4.4,7,10), nestes versículos vemos que Jesus, no deserto, venceu a tentação dizendo: “Está escrito!”.

3 – Vigiando e orando:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41).

Não há outro meio de vencê-lo, se no s falta forças, oremos, cantemos ao Senhor, façamos a sua obra e meditemos na sua Palavra, pois fazendo assim estaremos ocupando a nossa vida com aquilo que edifica (Gl 3.2; Fp 4.8), muitas vezes caímos no engodo de Satanás porque ocupamos a nossa mente com aquilo que não edifica, porém, é orando e vigiando que estaremos alerta para não cairmos nas ciladas preparadas para nós.

4 – Andando no Espírito:

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5.16).

O Espírito Santo de Deus tem um papel importantíssimo no nosso viver diário. Ele habita em nosso corpo, o que nos faz entender que ele não se importa somente com o nosso coração, no sentido bíblico da palavra, mas com a totalidade do nosso ser, espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23). O Espírito Santo nos transmite a sua santidade no sentido prático, essa santificação ocorre em nós paulatinamente e nos leva dia-a-diaem direção à santidade de Cristo que um dia nós alcançaremos (1 Ts 3.2), por isso andemos na direção do Espírito e ele nos capacitará a vencermos as tentações!

Conclusão:

Quero finalizar com um trecho muito edificante das escrituras: “Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos” (2 Pe 2.9). Jesus nos promete livrar-nos do dia da tentação que há de vir para tentar os que habitam na terra (Ap 3.10), portanto, se está difícil resistir a tudo isso, tenhamos esperança em Deus que um dianos levará para estarmos para sempre com Ele e este corpo corruptível já terá sido mudado num corpo incorruptível de glória no céu onde as aflições terão seu fim, se sofremos por Cristo ele nos recompensará (1 Pe 4.12-19)!

Por Clébio Lima de Freitas.

fonte: Chama Pentecostal

28/05/2009

QUE MUNDO! QUE TEMPO! QUE HORA!

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O mundo está muito estranho. Nunca antes o vi assim. Nem tampouco soube que ele [em estado continuo] tenha entrado em algo semelhante ao que agora de vê.

Entre os homens são bilhões de seres.

Fome, consumo, lixo, sujeira, poluição, pestes, pragas, novas doenças, ar sujo, medo, depressão, pânico, doença mental, desconfiança, hostilidade, desamor, frieza afetiva, falência familiar, perda de referencias e de senso de conveniência; morte da sabedoria e glória da insensatez; desequilíbrio de poderes, controle, manipulação, indução, aldeia global, instantaneidade de tudo; ansiedade sexual, desafeição paterno-materna; corrupção, roubos, arrombamentos, seqüestros, trafico, banditismo legal, política como ação de pirataria, evolução cientifica para o bem e o mal; engenharia genética, clonagem, reprodução com controle genético, tecnologias de manipulação, alienação; religião anestésica, perda da transcendência, ódio de ser, medo do futuro, suicídio, desmaios, angustias, drogas, desagregação, ódio social, homicídios familiares; mentira e mentira, criação virtual de identidades, escuta, espionagem, invasão, vergonha, maldade, perversidade, perversão, normalização do que não é, falsificação, máscara, irrealidade, virtualidade, fantasia, pesadelo, terror, agressão, fuga, atropelamento, evasão, esconderijo, engano, distanciamento da realidade; auto-legislar, instituição do egoísmo, intolerância, fanatismo, divisão, guerra, morte, dor, promessa de vingança, vontade suicida, decisão de aniquilamento como vitória final, apequenamento planetário...

No meio ambiente vai faltar ar e água. O frio mudará de endereços, bem como o calor, as estações, as previsões. As criaturas morrerão cada vez mais; espécies inteiras morrerão, pois, se terá tudo o mais: sujeira, emissões de morte na natureza, ação predatória baseada no imediato. Os mares sobrarão, os degelos gerarão dilúvios e tsunamis, etc. A Terra se inviabilizará.

No que seja experiência normal na Terra, haverá crescente introdução de coisas espantosas, como o rugido do mar e das ondas, luzes de estranhos objetos, aparições supostamente alienígenas, expectação do imprevisível; sem falar que novas dimensões estão sendo lentamente tocadas e penetradas, e, por tal invasão humana em outras dimensões poder-se-á ver o abrir de portas assustadoras; e, assim, tornarmos nossas ficções em nossas próprias realidades aterradoras.

Do ponto de vista espiritual e religioso o que se tem é a preparação de um caminho para um Messias, ou Cristo, ou Buda, ou Santo Líder; pois, até mesmo se busca criar um novo Jesus, nascido não da descendência de Davi, mas sim da de Madalena com Jesus; enquanto se vê uma crescente busca pelo novo representante da divindade para esta nova e nascente Era do Morrer Civilizatório. Daí essa busca por evangelhos apócrifos, que permitam a criação de um novo Jesus, e que tem como seu apostolo mais fiel, Judas, o Iscariotes. Um Jesus sem coluna vertebral. Um Jesus sem forma e vazio. Um Jesus recipiente de tudo e de qualquer coisa. Um Jesus que não é o modelo, mas, ao contrario, modelado. Isto enquanto os Islâmicos querem ser os senhores de todos os homens em toda a terra. O que daí advirá será o caos.

Por isto, cada vez mais, quero investir em meus filhos e netos, pois, o melhor legado que posso deixar, além de quem sou, digo, escrevo, penso, falo, prego e anuncio, é o que a eles ensino, na esperança de que sejam preparados para os tempos ainda adiante de nós.

Insensatos! Sabeis discernir os tempos, os ventos, as nuvens, e os outros sinais naturais, e, não sabeis discernir os sinais desta geração?” — é o que indaga Jesus.

Para quem leva isto a sério, Jesus diz:

Vigie. Fique atento. Não durma. Guarde suas luz, seu azeite. Faça o bem. Não maltrate a ninguém. Aumente seu talento. Ajude. Socorra a todos os que puder. Veja-me em cada ser humano, mas não se deixe enganar. Não siga a ninguém. O Filho do Homem não estará no interior de nenhuma casa. Ele aparecerá nos céus. Não haverá dúvidas. Por isto, mantenha os olhos fitos nas coisas dos céus. Não tema a perseguição. Pregue em todas as nações. Não se assuste com o esfriamento do amor e a proliferação da iniqüidade. Não tema. Eu venci o mundo, e ninguém arrebatará você de minha mão. Pois, estou com você até o seu ultimo dia. Mas saiba: é na sua perseverança que você salvará a sua alma para o que é eterno.

Caio Fábio

27/05/2009

EU TAMBÉM NÃO TE CONDENO…

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Pode procurar que você não vai achar. Não importa aonde vá, estou absolutamente convencido de que há duas coisas que você nunca vai achar. Você pode correr o mundo e o tempo, e tenho certeza que jamais conseguirá achar alguém que não se envergonhe de algo em seu passado. Para qualquer lugar que você vá, lá estarão elas, as pessoas que gostariam de apagar um momento, uma fase, um ato, uma palavra, um mínimo pensamento. Todo mundo tenta disfarçar, e certamente há aqueles que conseguem viver longos períodos sem o tormento da lembrança. Mas mesmo estes, quando menos esperam são assombrados pela memória de um ato de covardia, um gesto de pura maldade, um desejo mórbido, um abuso calculado, enfim, algo que jamais deveriam ter feito, e que na verdade, gostariam de banir de suas histórias ou, pelo menos, de suas recordações.
Isso é uma péssima notícia para a humanidade, mas uma ótima notícia para você: você não está sozinho, você não está sozinha. Inclusive as pessoas que olham em sua direção com aquela empáfia moral e sugerem cinicamente que você é um ser humano de segunda ou terceira categoria, carregam uma página borrada em sua biografia, grampeada pela sua arrogância e selada pelo medo do escândalo, da rejeição e da condenação no tribunal onde a justiça jamais é vencida. Você não está sozinho. Você não está sozinha. Não importa o que tenha feito ou deixado de fazer, e do que se arrependa no seu passado, saiba que isso faz de você uma pessoa igual a todas as outras: a condição humana implica a necessidade da vergonha.
A segunda coisa que você nunca vai encontrar é um pecado original. Não tenha dúvidas, o mal que você fez ou deixou de fazer está presente em milhares e milhares de sagas pessoais. Não existe algo que você tenha feito ou deixado de fazer que faça de você uma pessoa singular no banco dos réus – ao seu lado estão incontáveis réus respondendo pelo mesmíssimo crime. Talvez você diga, “é verdade, todos têm do que se envergonhar, mas o que eu fiz não se compara ao que qualquer outra pessoa possa ter feito”. Engano seu. O que você fez ou deixou de fazer não apenas se compara, como também é replicado com absoluta exatidão na experiência de milhares e milhares de outras pessoas. Isso significa que você jamais está sozinho, jamais está sozinha, na fila da confissão.
Talvez por estas razões, a Bíblia Sagrada diz que devemos confessar nossas culpas uns aos outros: os humanos não nos irmanamos nas virtudes, mas na vergonha. Este é o caminho de saída do labirinto da culpa e da condenação: quando todos sussurrarmos uns aos outros “eu não te condeno”, ouviremos a sentença do Justo Juiz: “ninguém te condenou? Eu também não te condeno”.
É isso, ou o jogo bruto de sermos julgados com a medida com que julgamos. A justiça do único justo reveste os que têm do que se envergonhar quando os que têm do que se envergonhar desistem de ser justos.

publicado por Ed René Kivitz

FONTE: Outra Espiritualidade :: Ed René Kivitz:.

SENDO UM LAGO…E NÃO UM COPO

 

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O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um
copo de água e bebesse.
-’Qual é o gosto?’ – perguntou o Mestre.
- Ruim’ – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a
um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho
disse:
-’Beba um pouco dessa água’.Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre
perguntou:
-’Qual é o gosto?’
-’Bom! disse o rapaz.
-’Você sente o gosto do sal?’ perguntou o Mestre.
-’Não  – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou suas mãos e disse:


-’A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde
a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é
aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Em outras palavras: É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.

FONTE: Blog Alex Fajardo

ATENTADO MISSIONÁRIO

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Todos os dias, vemos no jornal que um novo atentado terrorista ocorre no Iraque e em outras partes do mundo. Além dos prédios derrubados e carros queimados, milhares de pessoas morrem ou desaparecem. O atentado é um ato criminoso. Todos nós condenamos os atentados terroristas e temos até medo deles.

No entanto, gostaria de refletir sobre um outro tipo de atentado. Em primeiro lugar, ele não é um ato criminoso, mas talvez seja até um pouco pior. Depois, ele não é cometido por terroristas com uma falsa esperança, mas é cometido por cristãos que têm esperança de uma vida eterna. Esse atentado não usa explosivos ou aviões seqüestrados, mas poderosas armas invisíveis como desprezo, desinteresse e insensibilidade.

Trata-se do “atentado missionário” que muitos crentes cometem semanalmente. Um terrorista, quando descobre a falsa esperança que lhe é vendida, morre por ela. O cristão, depois que descobre a esperança de vida eterna, morre com ela, sem repartir com os outros. O terrorista faz qualquer coisa para arranjar dinamite e bombas, amarra-as ao corpo e explode tudo que for possível. O cristão pega a Bíblia “dinamitada” que tem à sua mão e guarda-a bem guardada, com medo que ela faça estragos em sua vida e na vida das pessoas que estão ao seu redor.

O terrorista tem alvos específicos. Ele quer explodir prédios e matar pessoas. O crente, muitas vezes, não tem alvo. O máximo que ele faz é construir alguns prédios que são chamados de “igrejas” para se esconder dentro deles. Talvez a única coisa em que o terrorista e o cristão são iguais é que ambos podem matar pessoas. O terrorista quer matar pessoas para defender sua causa. O cristão pode matar algumas pessoas por não propagar a sua causa.

Milhares de pessoas já morreram em atentados terroristas no mundo todo. No entanto, milhares de pessoas morrem diariamente pelo mundo, por causa dos “atentados missionários” cometidos por milhares de cristãos. Um cristão comete um “atentado missionário” quando deixa de fazer aquilo que Deus está pedindo que ele faça pela obra missionária. Um cristão comete um “atentado missionário” quando deixa de orar, contribuir, ir, pregar ou ensinar todas as coisas que Jesus mandou.

Muitos também cometem “atentados missionários” quando desprezam a obra missionária, são insensíveis à necessidade de testemunhar de Jesus ou simplesmente não se interessam pela salvação de mais pessoas. O resultado são milhares de pessoas morrendo todos os dias, sem esperança e sem Jesus, e que habitarão o inferno eternamente. Isto, sim, é um verdadeiro atentado, sem chance de reação por parte dos atingidos.

Para saber se você tem participado dos atentados missionários ao redor do mundo, responda às perguntas a seguir: “Oro por missões constantemente?”, “Ajudo a sustentar missionários?”, “Obedeço ao ‘Ide’ de Jesus em minha vida?”

Se você respondeu “sim” às perguntas, alegre-se, pois você está contribuindo para levar salvação a muita gente. No entanto, se você respondeu “não”, leia o artigo outra vez e pense um pouco no assunto.

Josué Campanha
Fonte: www.miaf.org.br

26/05/2009

DIREITO À VIDA

 

O direito ao corpo

PARA provar uma ideia que todos consideravam louca, ele atravessou o oceano Pacífico, do Peru até a Polinésia, numa balsa semelhante àquelas que são usadas ainda hoje no lago Titicaca.
A tecnologia usada na construção da balsa tinha de ser aquela disponível em tempos pré-colombianos, pois a ideia louca que Thor Heyerdahl queria provar era que era possível que, em tempos imemoriais, os homens tivessem migrado pelo Pacífico usando os recursos de que dispunham.
Essa aventura fantástica tomou o nome de expedição Kon-Tiki, partiu da costa do Peru no dia 28 de abril de 1947 e chegou à ilha Raroia 101 dias depois, tendo navegado 4.300 milhas.
Aos 84 anos, quando estava com sua família gozando férias em sua casa na Itália, Thor Heyerdahl foi diagnosticado como tendo um tumor cerebral. Ele parou de comer e de tomar remédios até partir em sua última expedição pelo Grande Mar desconhecido...
Era comum que os médicos de antigamente tivessem, na sala de espera de seus consultórios, a tela de Samuel Luke Fildes "O Médico". Lembro-me de tê-la visto pela primeira vez num consultório, enquanto esperava que o médico me atendesse. A tela me impressionou tanto que eu, menino de sete anos, sai da poltrona onde estava assentado e me aproximei da tela para ver os seus detalhes. Nunca esqueci. Cheguei a escrever um texto sobre ela. Ela representa a fantasia romântica do médico de antigamente que, com armas frágeis, lutava sozinho contra a morte.
Ele vivia fora do tempo. Era um médico de antigamente. Com sua velha maleta, ia pelos bairros da periferia de Campinas para atender os pobres. Meu afeto por ele cresceu quando vi, na sua casa, uma reprodução de "O Médico".
Já bem velho, com câncer, consultando seu corpo e sua alma, concluiu que não fazia sentido lutar uma batalha perdida. O certo seria que vida e morte seguissem seu caminho. Parou de comer e de tomar remédios. E foi assim que ele partiu...
Esses dois casos me vieram à mente quando, provocada por circunstâncias, minha imaginação pensou a terrível possibilidade de um AVC que me condenasse a uma vida sem sentido, sem saídas, humilhante, um peso para as pessoas que me amam e impotente, vida que se resumiria numa espera do fim.Eu deixaria de ser dono do meu próprio corpo e não teria mais o poder para tomar as providências para a aventura pelo Grande Mar desconhecido...
Lembro-me de uma paciente que me contou que o seu pai, homem religioso que rezava diariamente, começou a rezar o Pai Nosso de uma maneira diferente: passou a omitir a súplica "o pão nosso de cada dia dá-nos hoje". Do jeito dele, ele também tomou a decisão...Tenho estado pensando nas pessoas que, por sua condição física de dor ou humilhação, prefeririam que a morte tomasse a vida no seu colo e a fizesse dormir. O desejo de morrer é uma oração, um suspiro da vida que deseja voar.
Acho que Bach concordaria comigo. Foi para esses que suspiram e desejam voar, ele mesmo inclusive, que ele compôs o seu comovente coral "Vem doce morte". Ouvindo esse coral, a partida fica triste, bela e calma...
Agora me pergunto, eu gostaria de saber: se Thor Heyerdahl e esse médico anônimo de Campinas estivessem num hospital, ser-lhes-ia permitido bater suas asas?
Rubem Alves, na Folha de S. Paulo.

fONTE: PavaBlog O DIREITO AO CORPO

A PRECIOSA PAZ - Alzira Sterque

A PAZ - Alzira Sterque A PAZ - Alzira Sterque Alzira Sterque Para ser livremente usado em apresentações nas igrejas.

24/05/2009

O ESCUDO DA FÉ

 

Na madrugada de 7 de maio, três dias antes do Dia das Mães, Christiane Yared, 49 anos, recebeu o caixão lacrado de seu filho de 26 anos, Gilmar Rafael Yared. Nunca viu o que restou dele após a brutal colisão, numa avenida de Curitiba, com o carro blindado do deputado Fernando Ribas Carli Filho, de uma família importante de políticos do estado do Paraná. Já está provado, pelo exame de sangue, que o deputado estava embriagado na hora do acidente. Além disso, Carli Filho tinha perdido o direito de dirigir desde julho do ano passado. Tinha 130 pontos na carteira e 30 multas, 23 delas por excesso de velocidade.

A mãe de Gilmar, pastora evangélica e empresária, dona de uma firma de bolos e doces, falou a Ruth de Aquino, para o blog Mulher 7×7, de ÉPOCA, sobre os seus últimos 15 dias, de luto. Seu choro se mistura a seu principal motivo de viver: a batalha para que a verdade seja estabelecida, e a justiça seja feita. “Quero o deputado Carli Filho fora das ruas, senão ele vai matar de novo”, diz Christiane. “Seu caráter está formado. Ele não é uma criança”.

O que sua vida se tornou nessas duas semanas, depois de perder seu filho?

Christiane – Eu não estou mais vivendo a minha vida. Hoje fui pela primeira vez ao local do acidente com meu esposo, comprei 26 rosas brancas (Gilmar tinha 26 anos), e fomos chorar, e nos ajoelhar. (neste momento, Chris – como é chamada – começa a soluçar e chorar ao telefone, e pede “desculpas”). Nos tiraram nosso pulmão, hoje a gente respira para os outros, para nossos outros filhos, para os filhos de nossos amigos, filhos dessas famílias todas que têm nos amado e consolado pelo Brasil todo. Eu nem chorei a morte de meu filho direito, porque se eu não agisse logo, ele é que seria “o drogado”, “o bêbado”, ele é que teria entrado na rua errada na hora errada.

Está provado que seu filho dirigia devagar na hora do acidente?

Christiane – Meu filho estava a 30 quilômetros por hora, a perícia nos avisou hoje. Os pneus estavam intactos. O carro do deputado Carli vinha a 190 quilômetros por hora, cortou o carro do meu filho ao meio, cortou o tampo do carro, cortou a cabeça de meu filho, que foi encontrada a 40 metros de distância, um filme de terror. Você pode imaginar as pessoas procurando no escuro, à 1h da madrugada, a cabeça de alguém? Um rapaz enorme, de 1m98? Foi um banho de sangue porque eles foram amassados pelo carro blindado e potente do deputado, um Passat alemão. O amigo de meu filho também virou uma massa humana. Do Gilmar, ficaram só os braços. Tudo muito triste, muito doído.

Hoje, sobre o que a senhora e seu marido mais conversam?

Christiane – A vida dos outros tornou-se o único sentido. Pensamos em vender tudo que temos para lutar pelos que ficaram. Temos a esperança de reencontrar nosso filho porque somos religiosos. Eu sou pastora evangélica, me converti há 14 anos. E também precisamos viver por nossos outros dois filhos, Danielle, de 29 anos, veterinária, e o Jonathan, 22 anos. Eles são uns amores, ela uma guerreira e ele, um tesouro. O Gil era a alegria, um raio de sol que entrava em qualquer lugar. Ele via a vida como um presente. Sorria e cumprimentava a garçonete, o pedreiro, o menino que pedia alguma coisa. Ele sempre tinha uma palavra para todos.

Como estão seus outros filhos após a perda do irmão?

Christiane – Os dois estão engajados nessa luta, vai ter uma passeata grande no domingo em Curitiba, um manifesto a favor da vida às 10h da manhã. Caminharemos até o parque mais próximo, vamos fazer o culto, vamos agradecer por estar vivos. Vamos pedir que seja feita justiça, que não haja impunidade, porque, para cada família que perde alguém assim e a causa fica impune, trata-se de um crime hediondo.

Muitas pessoas têm se solidarizado com seu drama?

Christiane – A cada dia, dezenas de pessoas entram no meu Orkut. Oitenta, 100 pessoas. Fora os que me telefonam. Um senhor me ligou da cidade em que o pai do deputado é o prefeito, Guarapuava, me avisando preocupado: a senhora está lidando com coronéis. Eu disse que estava tranquila, porque sou filha de um general, sou filha de Deus. Tenho um escudo, e as palavras não me ameaçam. Sou evangélica, mas católicos, espíritas, budistas, todos me abraçam, me consolam, é lindo porque para Deus não existe religião. Essa família brasileira é abençoada, esse povo brasileiro não tem igual no mundo. Religiões foram os homens que criaram. Sei que Deus está olhando para cá. As pessoas estão me sustentando em oração. Numa igreja em Mato Grosso do Sul, os membros estão em jejum há 12 dias. Pedem por nós.

FONTE: PavaBlog

VIDA COMUNITÁRIA

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Na comunidade cristã, nós nos reunimos em nome de Cristo, e assim, nós o conhecemos no meio de um mundo sofredor.
Nela, a nossa mente cansada e fraca, incapaz de perceber plenamente as dores do mundo, é transformada numa mente de Cristo, à qual nada do que é humano é estranho.
Em comunidade nós não somos mais uma massa de indivíduos desamparados, mas somos transformados num povo de Deus.
Em comunidade nossos temores e nossas irritações são transformados pelo amor incondicional de Deus, e nos tornamos manifestações pacíficas de sua misericórdia sem limites.
Em comunidade nossa vida se torna solidária, porque na forma como vivemos e trabalhamos juntos, a misericórdia de Deus se faz presente no meio de um mundo de desalento.

Henri Nouwen

FONTE: PavaBlog

22/05/2009

CONTEXTUALIZAÇÃO MISSIONÁRIA - Entrevista com o Dr. Paul Hiebert

Nota Veredas: a entrevista abaixo foi extraída da revista TodosNós, Nº 1, Maio- Julho de 2003. O honrado Dr. Hiebert veio a falecer em 2007.

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Ele também foi missionário. É professor de antropologia e autor de vários livros sobre antropologia missionária. Ele é considerado o principal antropólogo cristão da atualidade. Viaja ao redor do mundo dando palestras e cursos sobre missões em escolas missionárias e seminários. Ele é referencial para muitos líderes de missões em vários países.
Dr. Hiebert foi um dos principais preletores do 1º Congresso Nordestino de Missões, que aconteceu em outubro de 2002 na cidade de Caruaru/PE, onde gentilmente concedeu esta entrevista à Revista TODOSNÓS.
TODOSNÓS – Qual a importância da antropologia para a obra missionária?
PAUL HIEBERT – Eu creio que o missionário precisa pelo menos de duas coisas: uma é estudar as Escrituras, estudando teologia, teologia bíblica e teologia sistemática. A outra é estudar as pessoas e saber como se comunicar com as pessoas. A antropologia é importante para ajudar-nos a entender as pessoas. Muitos missionários não conhecem o povo, a cultura; a antropologia é essencial para que sejamos bons missionários. Mas a antropologia também pode nos ajudar a estudar as Escrituras porque ela nos ajuda a entender as pessoas envolvidas nas Escrituras.
TODOSNÓS – Quais os perigos e benefícios da contextualização das Sagradas Escrituras na pregação transcultural?
PAUL HIEBERT – O perigo da contextualização é quando colocamos a mensagem na língua local e na cultura do povo, porque a língua e a cultura do povo podem destruir, mudar a mensagem, ou afastá-la da verdade. Se não tivermos cuidado, o Evangelho pode ser convertido à cultura.
Mas há um perigo em não contextualizar; não teremos testemunha, nem mensagem, nem evangelismo. Em ambas as partes há perigo, mas o perigo de não contextualizar é maior do que o perigo de contextualizar.
Nós precisamos contextualizar criticamente, pensando e sabendo o que estamos fazendo, não só adotar tudo ou rejeitar tudo, mas fazer isso com critério.
TODOSNÓS – Quando fizermos alguma contextualização ou usarmos a antropologia para a pregação e ensino, não há algum perigo de deixarmos as Escrituras em segundo plano?
PAUL HIEBERT – Eu diria que o perigo é colocar a nossa teoria acima das Escrituras, a teoria social que usamos para estudar as pessoas, porque o Evangelho é para ganhar as pessoas. Então não podemos colocar as pessoas contra as escrituras; o Evangelho é para as pessoas. Mas também há o mesmo perigo na teologia sistemática e teologia bíblica, porque usamos métodos humanos para estudar as Escrituras. Então, existe o mesmo perigo em fazer teologia e fazer missiologia.
TODOSNÓS – O senhor pode citar algum exemplo na Bíblia onde Jesus usou a contextualização em seus ensinos?
PAUL HIEBERT – Todas as parábolas são contextualizações locais. Hoje nós devemos usar parábolas, não somente as parábolas bíblicas, mas situações reais do nosso dia-a-dia também.
TODOSNÓS – O senhor deve saber que a igreja brasileira foi influenciada na sua formação e ao longo do tempo pela cultura européia e americana, que implantou seus costumes como sendo “o certo”, é possível para a nossa igreja hoje resgatar sua identidade cultural e aplicá-la a uma teologia nos moldes brasileiros?
PAUL HIEBERT – Num certo sentido a igreja católica trouxe o catolicismo da península ibérica, Portugal e Espanha, e trouxe para cá um modelo de catolicismo ibérico. Os protestantes trouxeram mais da Europa do norte e dos Estados Unidos. Minha pergunta é: Qual é a identidade brasileira?Porque aqui há uma influência muito grande ibérica, depois, norte da Europa, Estados Unidos, também árabe, dos índios nativos e dos negros africanos... È uma grande mistura. Por isso eu vejo no Brasil um bom modelo de integração transcultural. Então todos esses detalhes devem ser estudados para se estabelecer qual é a “identidade brasileira”. Então vem a questão da nova contextualização cristã brasileira.
Os estudiosos precisam trabalhar exatamente nessa questão da identidade, de como juntar essas partes, porque isso pode se tornar um modelo na evangelização tribal, nos vilarejos, e inclusive urbana. Não existe só uma identidade brasileira; existem muitas influências de tudo quanto é lugar, misturado. Não podemos somente pegar uma identidade – aquela que achamos correta – e aplicarmos o Evangelho para ela; ela é muito mais complexa. Eu creio que a igreja evangélica no Brasil pode ajudar a formar essa identidade brasileira, mais vai ter que avaliar todas as influências que teve dos Estados Unidos e Europa e não somente aceitá-las como se fossem as respostas.
TODOSNÓS – Bruce Olson em seu livro “Por esta cruz te matarei”, comenta que quando estava ensinando os índios sobre a questão de “construir sua casa sobre a rocha”, os índios não conseguiam aceitar essa parte, pois eles não conheciam esses métodos de construção e construíram suas casas (ocas) apoiadas em estacas fincadas na areia; então ele inverteu os fatos bíblicos para que eles compreendessem a moral do ensino e ensinou que o homem sábio edificou sua casa sobre a areia. O que o senhor acha? Ele contextualizou correto ao inverter os fatos bíblicos?
PAUL HIEBERT – Antigamente se pensava que não se poderia fazer isso, porque a Bíblia não diz isso. A tradução teria que ser literal, sem nenhuma contextualização. Depois começaram a dizer: “Não, temos que contextualizar, então foram para o outro extremo”. Bruce, nesse caso representa o outro extremo. Ele tentou corrigir o modelo antigo, porque o modelo antigo estava errado. Talvez as pessoas entendessem melhor dessa forma, mas não é o que as Escrituras estão dizendo. Agora estamos chegando mais para a contextualização crítica, temos que manter a Bíblia como foi escrita, depois podemos colocar notas no roda-pé ou notas explicativas. È mais fácil fazer esse processo com parábolas, porque elas são literais. Nos ensinamentos de Jesus, temos que ter ainda mais cuidado para manter a forma como está nos originais. Eu compreendo o que ele fez, mas eu não faria dessa forma. O que eu faria era o seguinte: traduziria como está no texto sagrado, mas colocaria uma nota de roda-pé, explicando o que isso significa na nossa cultura.
TODOSNÓS – Dentro da mesma questão: nós queríamos saber se ele poderia ensinar aos índios o método de edificação sobre a rocha? Ou se ele fizesse isso estaria adulterando a cultuara dos índios?
PAUL HIEBERT – O que eu acho que poderia fazer era dizer: “Isso é o que a Bíblia diz”. Jesus disse: “Façam suas casas sobre a rocha”. Então, nas notas de roda-pé, um comentário dizendo o que isso significa para essa cultura. Isso não mudaria a cultura, mas explicaria o que Jesus estava dizendo para aquela cultura. Um exemplo simples disso seria o dinheiro. A Bíblia pode dizer lá que “eram trinta ciclos”. Nós podemos traduzir como trinta ciclos. Alguém diria: “Temos que traduzir isso como quinhentos dólares. Agora todos compreenderiam”. A questão é que na época não havia dólares. Então com a inflação o valor vai mudando e na próxima edição sairia por setecentos ou novecentos dólares. Então devemos traduzir como trinta ciclos e colocarmos uma nota do roda-pé, dizendo que isso corresponde a mais ou menos tantos dólares. Assim ficaria fácil mudar a nota de roda-pé, porque todos sabem que roda-pé é uma explicação e não o texto em si.
TODOSNÓS – O senhor concorda com a afirmação de que o missionário é um destruidor de culturas, como dizem os antropólogos? Quando é que isso é verdade?
PAUL HIEBERT – Missionários destroem culturas, o comércio destrói culturas, o governo tem destruído culturas, educação tem destruído culturas, Coca-cola tem destruído culturas, Mercedes Benz tem destruído culturas. As culturas estão sempre mudando. Não existe cultura estática.
O comércio e o governo têm destruído as culturas muito mais que os missionários. A questão sobre mudança é: a mudança é boa ou ruim. Não queremos olhar para aquelas pessoas que estão morrendo de fome e dizer que isso faz parte da cultura e deixá-las morrerem de fome. Não queremos que elas morram de pragas ou doenças se nós temos remédios e podemos ajudar. Nós como missionários, devemos ajudar as pessoas a manter suas culturas, mas transformá-las fazendo com que elas sejam melhores.Muitos antropólogos acusam os missionários falsamente de destruírem culturas, mas o sistema educacional moderno destrói mais culturas do que os missionários. Cientistas, sociólogos...Todos estão tentando fazer mudanças culturais. Programas de desenvolvimento e outros mais. Agora, os antropólogos não querem que elas mudem. Nesse caso, o antropólogo é colonialista, porque o antropólogo decide: “Eles não podem mudar, mesmo que eles queiram”. Se sair um novo modelo de computador , o antropólogo quer um ; mas se um nativo quiser também, o antropólogo diz que não, que eles não podem ter.
Então os antropólogos devem ter muito cuidado porque às vezes eles não mudam culturas, mas eles se transformam em colonialistas, tão maus quanto aqueles que mudam as culturas.
TODOSNÓS – No Brasil os antropólogos não querem que os missionários entrem nas tribos indígenas, dizendo que essas tribos devem continuar com sua cultura original. Será que isso não é remorso pelo que o próprio país fez com o índio no passado, desprezando sua cultura e sua gente?
PAUL HIEBERT – Eles estão tentando nos lembrar que não devemos destruir culturas de uma forma maléfica. Como missionários devemos ser sensíveis ao que as pessoas das tribos estão falando. Mas se querem ser honestos, os antropólogos deveriam falar muito mais alto contra os grandes projetos, (empreendimentos onde milhões de árvores são cortadas). Onde os missionários foram, acabaram traduzindo a Bíblia para a língua nativa. Fazendo isso estamos mostrando respeito pela cultura e tentamos preservá-la. Quando o governo diz para os índios que eles devem aprender o português, o governo está destruindo a cultura. Muitas vezes os missionários têm ajudado essas tribos a se modernizarem, mas manter a sua cultura dentro da “modernidade”. Então isso é uma ponte entre o tradicional e o moderno. Muitos antropólogos querem mantê-los, querem que eles permaneçam tradicionais, mas o povo quer os remédios, eles querem os computadores, nós dizemos: “Não, não podem”. Nós mantemos essas pessoas como animais num zoológico para que possamos estudá-las e ganhar dinheiro com elas. Se os antropólogos gostam tanto delas, então por que não vão lá viver com elas? Não, eles não querem isso, eles querem viver em suas casas grandes. Eles não amam essas pessoas, eles não vivem toda sua vida lá. Eles as estudam como animais, você compreende? Eles dizem: “vamos preservar essa cultura”, mas eles não as amam realmente; se não, eles iriam lá e tentariam ajudá-las. Num mundo moderno, não haverá pessoas que não sejam afetadas pelo modernismo. Porque as pessoas tribais , na primeira oportunidade que têm, vão logo comprar lanternas, facões, facas e outros artefatos ou até mesmo armas de fogo? Elas querem isso. Nós não devemos forçá-los a permanecer num estado tradicional. Nós devemos deixar que eles mesmos tomem essa decisão, e devemos estar lá para ajudar da melhor forma possível. Dessa forma eu acho que os antropólogos nem sempre são amorosos.

via site da Missão Avante - http://www.missaoavante.org.br/

FONTE: Veredas Missionárias

SITUAÇÃO DO BRASIL – Etnias Indígenas -

 

Foram divulgadas pelo IBGE as estatísticas populacionais dos municípios brasileiros em 2008, com a estimativa de 189.612.814 brasileiros morando em nossa pátria. Destes mais de 180 milhões, 700 mil são indígenas, distribuídos em 345 etnias e representando 0,37% da população brasileira. Apenas 165 etnias têm presença evangélica, e mais da metade, 180 etnias, continua sem a existência de uma igreja, sem a presença de missionários, evangelistas ou crentes. Precisamos de 540 missionários ou mais, para completar a evangelização de todas as etnias no Brasil.
O desafio da Igreja hoje, portanto, encontra-se espalhado por matas, rochas, montanhas, desertos, ilhas e planícies remotas e grandes centros urbanos em países resistentes.
O cântico profético de Simeão continua clamando por uma oportunidade para os povos sem Cristo. Para que as nações sejam alcançadas pela salvação de Deus em Cristo, a igreja, sua testemunha fiel, tem sobre seus ombros a responsabilidade da grande comissão. Não temos o direito de reter para nós a mensagem que foi dada a todos os povos. Precisamos anunciar o evangelho aos confins da terra.

Compilado por Jadir Siqueira
Fontes: Ethnos – cultura dos povos
Dados da NTM – Jill Goring
Instituto Antropos
*Texto extraído da revista CONFINS DA TERRA, Ano 42, número 136 (Jan – Mar 2009), publicada pela Missão Novas Tribos do Brasil.

FONTE: Situação do Brasil – Etnias Indígenas - Nacoes por Heranca

O QUE É ISTO? Uma lição de amor.


Esboço de uma tradução:
--- O que é isto? diz o pai
--- Um pardal, responde o filho
--- O que é isto? Pergunta o pai novamente
--- Um pardal, eu já disse.
--- O que é isso? O pai pergunta novamente.
O filho, perdendo toda a paciência, explode:
--- EU JÁ NÃO LHE FALEI QUE É UM PARDAL? É um par-dal!
O pai se retira triste e volta com seu diário nas mãos.
Pedindo para que o filho o leia "alto". O filho começa, então, a leitura:
" Hoje levei meu filho, que acabou de completar três anos, ao parque. Já no jardim nós avistamos um pardal, e ele perguntou, cerca de 21 vezes: O QUE ERA? E eu, sem demonstrar raiva, ou expressar qualquer sentimento ruim, respondi ao meu menininho, todas as vezes, sem perder o afeto, nem a paciência".

O resto vc assiste...uma lição de amor, paciência e compreensão, coisas que devemos buscar sempre!

20/05/2009

A VITÓRIA DOS CRISTÃOS...

...não é não sofrer; é não ser derrotado por nenhum tipo de sofrimento.

A vitória dos cristão não é não sofrer; é não ser dero... on Twitpic

MUITOS CRISTÃOS SÃO INSUPORTÁVEIS

LEIA O TEXTO ATÉ O FINAL ANTES DE …CRITICAR

Amo Jesus. O que me deixa maluco são seus seguidores. Para ser sincero, não gosto de muitos cristãos. Note bem, eu não disse “alguns” cristãos; eu disse “muitos”. Não gosto deles — não gosto mesmo, nem um pouquinho. Por várias vezes, prefiro andar com gente doida, profana, incrédula e perdida do que com aqueles que se dizem cristãos, mas, na verdade, são fariseus de mente limitada e metidos a críticos.

Tenho um amigo que é pastor de uma grande igreja. Certa vez, durante uma entrevista, ele disse ao repórter que orava seis horas por dia. O jornalista, muito impressionado, perguntou por que ele orava tanto tempo. O pastor respondeu, com toda franqueza: “Minha igreja é muito grande, e odeio muitas pessoas que fazem parte de-la. Preciso orar seis horas por dia para que Deus me ajude a amá-las”.

Gostaria de amar todos os cristãos, mas não consigo. E vou enumerar algumas razões pelas quais isso acontece.

Não gosto de muitos cristãos pela capacidade que possuem de ser terrivelmente críticos. Eles assumem aquela pose do tipo sou-mais-santo-que-você e se consideram melhores do que todo mundo. Brigam e discutem pelos motivos mais ridículos.

• “Você está lendo a versão errada da Bíblia.”

• “O estilo de louvor de sua igreja é sem graça.”

• “O ensino sobre o Antigo Testamento é insuficiente.”

• “Por que não prega mais sermões expositivos?”

• “Sua igreja deveria realizar mais trabalhos evangelísticos.”

• “Você é por demais evangelista, devia se preocupar mais com o discipulado.”

Esses especialistas em igreja costumam ser os mesmos que não sabem dizer o nome do vizinho não-cristão. Aaaarghhh! Fico doen-te com esse tipo de gente. E quando o tema da conversa ultrapassa as questões da igreja, a coisa é ainda pior:

• “Evangélicos só devem assistir a filmes cristãos, que não são violentos.” (Adorei ver a cara dessas pessoas quando A paixão de Cristo, de Mel Gibson, foi lançado.)

• “Quem ouve música do mundo vai para o inferno.”

• “Cristão não faz tatuagem.”

• “Os Teletubbies são coisa do Diabo.”

• “Cristão de verdade não vai à Disney.”

Não consigo imaginar Jesus escrevendo frases como essas no chão.

Outro tipo que faz meu estômago revirar é aquele pregador fu-rioso: “Se você não se converter, vai queimar no inferno, pecador!”. Por experiência, posso dizer que os pregadores nervosinhos em geral pecam tanto quanto (ou mais do que) as pessoas a quem costumam pregar.

Se o que você leu até agora ainda não é suficiente para convencê-lo, ainda há mais: certos cristãos são muito esquisitos. É só dar uma olhada nos programas evangélicos exibidos na televisão. Alguns deles complicam muito o meu trabalho. Em tese, remo no mesmo barco, mas confesso que fico tentado a fazer piada das muitas bobagens que vejo.

Não é de admirar que não-cristãos assistam a esses programas só para rir. Sei que há muitos ministérios cristãos sérios que ocupam espaços na grade de horários da televisão, e dou o maior apoio. Mas, sejamos sinceros, existe muita coisa bastante bizarra para ver.

Se você se sente ofendido com o que acabou de ler, peço que coloque a mão na consciência e seja franco: já reparou no jeito que muitos televangelistas se vestem? Junte-se a isso a maquiagem forte e o cabelo cheio de laquê das mulheres desses pastores-apresentadores. Parece até um cafetão acompanhado de uma perua — é possível até que um cafetão e uma perua de verdade se vistam e se maquiem melhor.

Isso sem falar no grande engodo que é o discurso antibíblico: “Deus quer que seus filhos sejam ricos, por isso posso andar por aí em carros de luxo”. Para completar, eles ainda pregam no melhor estilo vou-pegar-seu-dinheiro, finalizando todas as falas com aquele “amém?” constrangedor. “Jesus ressuscitou dentre os mortos, amém? E ele está pronto para perdoar seus pecados, amém? Clame pelo Senhor agora, amém?”. Isso me embrulha o estômago, amém?

O que é isso?

O pior de tudo, porém, é o potencial de certos evangélicos à hipocrisia mais nojenta. São capazes de dizer uma coisa e fazer outra completamente diferente. Isso não apenas macula o nome de Jesus, como também fornece mais munição para esse mundo incrédulo usar contra o corpo de Cristo. É como o sujeito que procurou certo pastor protestante e perguntou:

— Pastor, será que o senhor faria o funeral de meu cachorro?

— Não fazemos funerais de cachorros — o pastor respondeu.

— Que pena — disse o homem, aparentemente decepcionado, mas rindo por dentro. — Eu estava disposto a fazer uma oferta de 100 mil para a igreja. Pelo jeito, terei de procurar outra.

— Opa, espere um pouquinho — reagiu o pastor. — Por que você não disse antes que seu cachorro era protestante?

Essas são algumas das razões pelas quais não gosto de muitos cristãos. Para falar a verdade, muitos deles também não gostam de mim. Dizem que sou radical demais. Que minha teologia é rasa. Que sou bom mesmo é de marketing. E meu pecado imperdoável: sou pastor de uma “megaigreja” (o que, automaticamente, faz de mim um egocêntrico que só se preocupa com dinheiro).

Agora que meus motivos já estão expostos, podemos começar. Espero que cheguemos aonde Deus deseja: um lugar que, provavelmente, não é o que ocupo agora. De qualquer maneira, sinto-me melhor depois de desabafar. Obrigado pela atenção que me dispensou até agora.

O cristão de quem menos gosto

Se você acha que minha cisma é apenas com evangélicos de outras igrejas, está enganado. Quando olho para minha igreja, encontro muitas pessoas das quais também não gosto. Não tenho o menor interesse em saber o que querem e como vivem. Fico bastante perturbado com isso, doente mesmo.

Há um tipo de cristão que considero o pior de todos, disparado. É o que mais me aborrece. Tira meu sono. Embrulha meu estômago. O cristão que mais detesto… sou eu!

Não estou brincando. Detesto muitas coisas em mim. Detesto ser menos do que aquilo que Cristo deseja. Tenho nojo de mim quando digo coisas que não deveria e que são incoerentes com a Palavra de Deus.

Detesto quando, na condição de líder, tomo decisões que magoam as pessoas. Detesto quando minhas atitudes pecaminosas magoam os seguidores de Cristo e afugentam os não-cristãos. Detesto essas coisas que vejo em mim.

Livro: Confissões de um pastor / Editora: Mundo Cristão

[via Solomon]

fonte: PavaBlog

A GRAÇA DE DEUS

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Cada crente deve ser agradecido a Deus. A salvação é pela graça, tanto no planejar quanto no executar. Deus que fez o plano, também o executa. E tudo é pela graça, o favor imerecido de Deus. Deus é o arquiteto e também o construtor da casa feita de pedras vivas. Cristo disse: "Eu edificarei a minha igreja". Se pudermos mudar a figura de linguagem; Deus prepara a mesa e nos dá o apetite para dela comermos do pão da vida. O Espírito Santo enche a casa do Pai convidando-os a entrar. Esta coerção não é externa, de modo a não interferir no livre arbítrio do homem, mas uma compulsão interna pela qual o pecador se torna disposto. E esta prontidão é resultado da convicção dos seus pecados pelo Espírito Santo, e uma revelação de Cristo, no pecador, como Senhor e Salvador. Em outras palavras os homens crêem pela graça. Quando Apolo chegou a Acaia, trazendo cartas de recomendação aos apóstolos, diz-se que "aproveitou muito aos que pela graça criam". Atos 18:27.

Um homem, certa vez, referiu-se a si mesmo como tendo sido feito por si próprio. Um ouvinte comentou: "É bom que confesse tal fato. A maioria acusaria sua a má sorte, ou a sua esposa, ou mesmo o criador". É fácil e natural, o homem louvar-se a si mesmo. Mas todo crente é produto da graça. Paulo, como crente, alegrava-se em dizer: "Mas pela graça de Deus sou o que sou". 1 Coríntios 15:10. Numa obra de graça, o Espírito Santo, pelo poder de convicção das Escrituras, dá ao pecador uma visão de si mesmo, e em seguida, livra o pecador da frustração resultante, ao lhe dar uma visão de Cristo, através da luz do evangelho. Um velho Puritano certa vez clamou: "Ó, onde estaria eu, se não tivesse olhado para Cristo?"

DEFINIÇÕES DE GRAÇA

A palavra grega "charis" aparece na Bíblia (Novo Testamento) mais de cento e cinqüenta vezes e é geralmente traduzida como "graça" em nossa Bíblia. Não é fácil pegar uma palavra que aparece tantas vezes e com tanta diversidade de aplicações e desenvolver uma doutrina uniforme e constante. Além disso, toda a verdade sobre o assunto nunca poderá ser condensada em uma só frase. Graça é um dos atributos divinos ou perfeições de Deus em Sua natureza, que é exercida na salvação de pecadores. Grandes e bons homens já batalharam com a verdade da "graça", tentando defini-la e descrevê-la. Que possamos agora meditar no que alguns disseram:

Dr. Dal: "Graça é amor que ultrapassa todos os limites de amor". Graça não é algo que se deve ao pecador, mas é algo que ele recebe; não é algo que ele pode reivindicar.

Alexandre Whyte: "Graça e amor são essencialmente o mesmo, sendo que graça é o amor se manifestando e operando em certas condições, e adaptando-se a certas circunstâncias. O amor não tem limite nem lei como tem a graça. O amor pode existir entre iguais, ou pode ir até aos que estão acima de nós, ou descer aos que estão abaixo de nós. Mas a graça, por sua natureza, só conhece uma direção. Ela desce aos que estão abaixo; é amor de verdade, mas amor às criaturas, portanto humilhando-se. O amor de um rei por seus iguais ou pelos outros do palácio real é amor. Mas seu amor aos súditos é graça. É por este motivo que o amor de Deus é chamado de graça". Esta citação merece ser relida várias vezes.

Alexandre Maclaren: "A palavra graça é um tipo de sumário da totalidade de bênçãos imerecidas que vêm ao homem através de Jesus Cristo. Em primeiro lugar, ela descreve o que nós chamamos de "disposição" na natureza divina; e ela indica um amor perdoador de Deus, imerecido, espontâneo, eterno e que chega ao nível do homem. Todas as disposições de Deus são ativas. Portanto a palavra passa de uma disposição a uma manifestação, fazendo da graça de Deus um amor ativo. Desde que as atividades de Deus nunca são infrutíferas, a palavra passa a significar todas as coisas abençoadas da alma que são conseqüências da mão condescendente de Deus que produz frutos em nossa vida por Seu amor imerecido e gratuito". Estude esta citação para entendê-la.

Phillips: "Graça é algo em Deus que está no coração de todas as Suas atividades de redenção, Seu rebaixar-se e estender de Sua mão das alturas de sua majestade, para tocar o insignificante e a miséria".

Em análise destas definições e descrições do que é graça, encontramos que a palavra é aplicada a três coisas nas Escrituras. A primeira: a atitude de Deus ou Sua disposição de amor e favor ao pecador, é graça. A Bíblia diz que Noé achou graça aos olhos de Deus. A atitude de Deus para com ele era uma disposição de favor e amor, e sendo Noé pecador, esta disposição foi graça. A segunda: quando Deus faz algo de bem pelo pecador, isto é graça. "Pela graça sois salvos". A terceira coisa é que os efeitos ou frutos da graça dada ao crente são também chamados de graça. As graças ou virtudes do salvo são produtos da graça de Deus operando nele. A disposição dos macedônios de ofertarem com liberalidade é chamado de "graça", (2 Coríntios 8:1); e o dinheiro dado aos santos pobres de Jerusalém é também chamado de graça, (2 Coríntios 8:19). A vida transformada do povo que Barnabé viu em Antioquia é chamada de graça de Deus. Atos 11:23.

"Graça! Que som admirável, harmonioso para escutar; os ecos a ressoam no céu e toda terra o ouvirá".

COMO MELHOR COMPREENDER A GRAÇA

Talvez o melhor sistema de compreensão do que é graça, é ver como ela se contrasta com outras coisas na Bíblia:

1. Ela se diferencia da lei em sua origem e natureza. "Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo". João 1:17. Moisés era a voz da lei; Cristo era o porta-voz da graça. É a natureza da lei fazer demandas; é a natureza da graça outorgar bênçãos. A lei é um ministério de condenação; a graça é um ministério de perdão. A lei coloca o homem a uma distância de culpa do Senhor; a graça traz o homem para perto de Deus. A lei condena o melhor dos homens; a graça salva o pior dos homens. A lei diz: "Faça e viverás"; a graça diz: "Crê e viverás". A lei exige perfeição; a graça providencia a perfeição. A lei condena; a graça liberta da condenação. Enquanto o homem estiver debaixo da lei, ele está perdido. O único modo para o homem escapar do jugo da lei é pela fé em Jesus Cristo, "Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que nele crê". Romanos 10:4. "Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça". Romanos 6:14.

2. A graça se contrasta com o pecado em seu domínio. O pecado reina para a morte; mas a graça para a vida eterna. Romanos 5:21. O pecado recebe seu poder de condenação através da lei 1 Coríntios 15:36; mas a graça rouba do pecado este seu poder ao entregar Cristo para a satisfação da lei. 1 Coríntios 15:57. A única e verdadeira fonte de perigo é a lei violada; o único meio de verdadeiro escape é a lei satisfeita. Cristo satisfez a lei por Seu povo, para que a lei pudesse ser satisfeita com eles.

3. A graça se contrasta com as obras na salvação dos pecadores. "Pois pela graça sois salvos por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie". Efésios 2:8-9. A salvação é pela graça do Criador em lugar das obras da criatura. A salvação pela graça exclui a possibilidade de obras, sejam elas grandes ou pequenas, morais ou cerimoniais. A salvação pela graça não dá ocasião para o homem se gloriar. Toda gloria é dada a Deus.

"A graça planejou salvar o ser humano. A graça efetuou cada passo do plano".

4. A graça se contrasta com dívida quanto a causa da salvação. "Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça". Romanos 4:4-5. O pensamento aqui é que o homem que recebe o salário pelas suas obras, não recebe da dádiva da graça, mas recebe do que lhe é devido. Não existe graça onde o homem recebe por causa do que merece ou ganha. Graça exclui a noção de débito ou obrigação. A salvação pela graça implica que Deus não é obrigado a salvar. Se existe uma obrigação da parte de Deus para com o homem, não seria a graça a causa da salvação. Foi pela graça de Deus não por obrigação alguma que Ele salvou o pecador. Toplady disse bem: "O caminho ao céu não é uma estrada de pedágio, mas uma estrada livre, pela graça imerecida de Deus em Cristo Jesus. A graça nos encontra como pobres mendigos e nos deixa como devedores".

"Como as montanhas elevam-se sobre os vales, assim a graça excede aos nossos mais altos pensamentos".

A GRAÇA NA TRINDADE

Todas as três pessoas da Trindade são igualmente graciosas para com o pecador. A graça do Pai, do Filho e do Espírito é igual em sua extensão, mas é distinta em operação e administração.

1. O Pai é a fonte de toda graça. Ele propôs o fato e o plano da graça. Ele formulou o concerto de graça e preparou um meio pelo qual "os pecadores banidos da presença dEle, não fossem expulsos dEle". Ele fez a escolha, pela graça, de quem seriam os beneficiados por Sua graça, e na plenitude dos tempos mandou Seu Filho ao mundo para servir como mediador da graça.

2. O Filho eterno é o canal de graça. O único meio pelo qual a graça de Deus pode atingir o pecador é através de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que rejeita a graça de Deus jamais deve se considerar como beneficiário da graça de Deus! Sua obra reconciliou graça e justiça, como está escrito: "A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram". Salmo 85:10.

João Bunyan, bem-aventuradamente perdido na contemplação da incomparável graça do Filho de Deus, exclamou: "Ó Filho do Bendito! A graça Te tirou de Tua glória; a graça Te trouxe para a terra; a graça fez com que tomasses sobre Ti o peso de nossos pecados, peso inexplicável de maldição; a graça se encontrava em Teu coração; a graça sangrou de Teu lado ferido; a graça estava em Tuas lágrimas; a graça se achava em Tuas orações; a graça se derramou de Tua fronte coroada de espinhos! A graça se apresentou com os cravos nas mãos e os espinhos na fronte! Ó, aqui estão as insondáveis riquezas da graça! Graça para alegrar o pecador! Graça para a admiração dos anjos! Graça para atemorizar os demônios!

3. O Espírito Santo é o administrador da graça. Sem a graciosa operação do Espírito Santo na conversão do pecador, nenhum pecador seria beneficiado pela graça. O Espírito toma o que é de Cristo e o dá ao pecador. Ele desperta todas as almas escolhidas por Deus, e conduz a Cristo todas as ovelhas pelas quais o Bom Pastor dera Sua vida. João 10:11. Ele conquista o mais endurecido dos corações, e limpa a lepra mais imunda do pecado. Ele abre os olhos cegos pelo pecado e os ouvidos fechados por Satanás. O Espírito Santo revela a graça do Pai e aplica a graça do Filho.

"Podemos escutar a verdade do púlpito, mas aplicação da verdade é a obra de Deus".

Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

BOA MÚSICA

ILUSTRAÇÃO: A Última Viagem

 

Era tarde da noite, quando o taxista recebeu o chamado. Dirigiu-se para a rua e número indicados.
Tratava-se de um prédio simples, com uma única luz acesa no andar térreo.
Ele pensou, logo, em buzinar e aguardar. Mas também pensou que alguém que chamasse o táxi, tão tarde, poderia estar com alguma dificuldade.
Por isso, saiu do carro, foi até a porta e tocou a campainha. Ele ouviu som como de algo se arrastando, uma voz débil dizer:
“Estou indo. Um momento, por favor.”
Uma senhora idosa, pequena, franzina, com um vestido estampado, abriu a porta.
Equilibrava-se em uma bengala, e, na outra mão, trazia uma pequena valise.
Ele olhou para dentro e percebeu que todos os móveis estavam cobertos com lençóis.
“Pode me ajudar com a mala?” Disse a senhora.
Ele apanhou a mala e ajudou a passageira a entrar no táxi. Ela forneceu o endereço e pediu: “Podemos ir pelo centro da cidade?”
“Mas o caminho que a senhora sugere é o mais longo”, observou o taxista.
“Não tem importância”, afirmou ela, resoluta. “Não tenho pressa. Desejo olhar a cidade, pela última vez.
Estou indo para um asilo, porque não tenho mais família e o médico me disse que morrerei breve.”
O taxista, que começara a dar partida, desligou o taxímetro, sutilmente. Olhou para trás, fixou-a nos olhos e perguntou: “Aonde mesmo a senhora gostaria de ir?”
E ele a levou até um prédio, na área central da cidade. Ela mostrou o edifício onde fora ascensorista, quando era ainda mocinha.
Depois, foram a um bairro onde ela morou, recém-casada, com seu marido. Apontou, mais adiante, o clube onde dançou, com seu amor, muitas vezes.
De vez em quando, ela pedia que ele fosse mais devagar ou parasse em frente a algum edifício.
Parecia olhar na escuridão, no vazio. Suspirava e olhava.
Assim, as horas passaram e ela manifestou cansaço: “Por favor, agora estou pronta. Vamos para o asilo.”
Era uma casa cercada de arvoredo e, apesar do horário, ela foi recepcionada, de forma cordial por dois atendentes.
Logo mais, já numa cadeira de rodas, ela se despediu do taxista.
“Quanto lhe devo?”
“Nada”, disse ele. “É uma cortesia.”
“Você tem que ganhar a vida, meu rapaz!”
“Há outros passageiros”, respondeu ele.
E, sensibilizado, inclinou-se e a envolveu em um abraço afetuoso. Ela retribuiu com um beijo e palavras de gratidão: “Você deu a esta velhinha um grande presente. Deus o abençoe.”
Naquela madrugada, o taxista resolveu não mais trabalhar. Ficou a cismar: “E se tivesse, como muitos, apenas tocado a buzina duas ou três vezes e ido embora?
E se tivesse recusado a corrida, pelo adiantado da hora?
E se tivesse querido encerrar o turno, de forma apressada, para ir para casa?”
Deu-se conta da riqueza que é ser gentil, dedicar-se a alguém.
Dois dias depois, retornou à casa de repouso. Desejava saber como estava a sua passageira.
Ela havia morrido, na noite anterior.
...........................
Por vezes pensamos que grandes momentos são motivados por grandes feitos.
Contudo, existem coisas mínimas que representam muito para uma vida.
O importante é estar atento, a fim de não perder essas ricas oportunidades de dar felicidade a alguém.
Mesmo que seja um simples passeio pela cidade, uma ida ao cinema, um volta pelo jardim, um bate-papo num final de tarde, atender um telefonema na calada da noite.
Pense nisso! E esteja atento para as coisas mínimas, os gestos quase insignificantes.
Eles podem representar, para alguém, toda a felicidade.

FONTE: BLOGGERGOSPELDAY

19/05/2009

NÃO TEM PREÇO!

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 Sobre o  que realmente vale nesta vida

Erick Schimdt, presidente e CEO do Google, pediu para os jovens desligarem seus computadores para se dedicar à parte humana da vida.
De acordo com o jornal The Huffington Post, a frase foi dita nesta segunda-feira (18), durante um discurso na cerimônia de formatura na Univerdade da Pensilvânia dos Estados Unidos para seis mil estudantes.
Schimdt disse aos estudantes que eles precisam se aproximar das pessoas. "Desliguem seus computadores. Está na hora de vocês desligarem o telefone e descobrir tudo o que é humano ao nosso redor. Não há nada melhor do que segurar a mão do seu neto quando ele está dando os primeiros passos".
O CEO do Google é doutorado pela Universidade da Califórnia e durante a cerimônia recebeu um diploma de doutor honorário em Ciência. Segundo Amy Gutmann, presidente da universidade, o título reconhece as contribuições de Schmidt à humanidade. "Por ter dedicado sua carreira para criação de uma nova era de aprendizado potencializado pela tecnologia."
Schmidt já havia recebido no domingo (17), uma graduação semelhante na Universidade Carnege de Pittsburgh.
fonte: Adnews
dica da Marília Cesar

FONTE: PavaBlog

SOBRE AS LÁGRIMAS QUE NINGUÉM VÊ

LÁGRIMAS NO SILÊNCIO - Pr. Júlio Severo LÁGRIMAS NO SILÊNCIO - Pr. Júlio Severo Alzira Sterque Sobre a triste realidade dos abusados sexualmente.

EVANGELISMO

O QUE É, AFINAL, EVANGELISMO? - Alzira Sterque O QUE É, AFINAL, EVANGELISMO? - Alzira Sterque Alzira Sterque QUAL O PROPÓSITO DE SERMOS SALVOS?

18/05/2009

UMA RELEITURA DE ROMANOS 8

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por Ariovaldo Ramos

Deus não tem mais nada contra os que estão em Cristo, porque os que estão nessa situação têm o poder do Espírito Santo atuando em si, de maneira que não estão mais condenados a viver em estado de rebelião, o pecado não os controla mais. Foram libertos pelo sacrifício de Cristo, tanto da prisão espiritual quanto desse controle.

Basta que se deixem conduzir pelo Espírito Santo, que é o que os distinguem como filhos de Deus, que viverão de modo agradável a Deus. Eles ainda têm a velha natureza neles, mas não são mais obrigados por essa natureza a nada, porque a presença do Espírito Santo, neles, manifesta uma nova natureza.

É fato que, o que é verdade para a dimensão espiritual não o é na física; ainda morrerão, mas com a certeza da ressurreição.

Ressuscitarão porque o Espírito de Deus, que ressuscitou a Jesus, vive neles, por isso eles não são mais prisioneiros da velha natureza; pelo contrário, podem anulá-la e às suas obras.

Eles não precisam mais viver de maneira medíocre, são filhos, chamam a Deus de Pai, foram adotados por Ele, e podem viver de acordo com o seu novo estado. Não precisam ter medo, o próprio Espírito é quem lhes garante que são filhos de Deus. Podem acreditar nisso e viver baseado nisso. Sempre que eles forem nessa direção, o Espírito os fará alcançar esse padrão de vida.

Eles estão identificados com Jesus, receberão tudo o que Jesus recebeu mas, agora, compartilham do sofrimento de Cristo. Eles o suportam, pois sabem que não dá para comparar com o que receberão.

Aliás, toda a criação sofre também porque Deus, por causa do crime da raça humana contra Ele, ao invés de aniquilar a humanidade, submeteu-a ao sofrimento (pôde fazer isso por causa do sacrifício de Jesus Cristo). E o sofrimento humano se estende a todas as criaturas sobre quem o ser humano tinha domínio (Gn 1.28) – daí porque a doença e a morte.

Todos, portanto, aguardam o grande dia da ressurreição da humanidade e de tudo o que estava debaixo da mesma. Todo o planeta será renovado. Por isso, é de se esperar que já, agora, os que sabem de sua ressurreição ajam em favor de toda a criação, preservando e restaurando, dentro de suas possibilidades, o meio ambiente. Porque os que aguardam a ressurreição, compreendem a dor das demais criaturas.

Eles, os que têm o Espírito Santo, que já saboreiam um pouco da glória futura, confiam que receberão todas as promessas que pertencem aos filhos, e esperam com paciência e certeza.

No dia-a-dia contam com o Espírito Santo, que intercede por eles com uma profundidade inalcançável, mas  segundo a vontade de Deus, que é transformá-los em pessoas cada vez mais parecidas com Jesus. De modo que, tudo o que lhes acontece, coopera para que cheguem mais perto desse modo de viver. Deus decidiu que faria isso com eles desde antes da criação do mundo – o Pai decidiu que o Filho teria irmãos, passando de unigênito para primogênito, mas que todos os irmãos seriam como o irmão mais velho.

Ninguém consegue ser, de fato, contra eles, porque Deus é por eles. E não tem como eles serem acusados, porque Deus os declarou sem culpa – Ele os perdoou. Deus lhes deu o seu próprio Filho e, com ele, tudo o que eles precisassem para ser como Jesus de Nazaré.

Portanto, eles sofrem não porque Deus não os ama, mas porque eles se identificam com Cristo, e sofrem por estarem do lado de Cristo, e por tudo o que faria Cristo sofrer. Mas eles estão prontos! Eles sabem que são ovelhas que estão se identificando com o sacrifício de seu pastor, Jesus.

Assim, eles sabem que o amor de Cristo sempre estará com eles ajudando-os a ser mais que vencedores em qualquer sofrimento. A vitória deles não é não sofrer, é não ser derrotado por nenhum sofrimento.

FONTE: Portal Missão Integral - ARTIGOS - ariovaldoramos.com.br