31/01/2010

Vida inteligente entre os artistas cristãos! - Denzel Washington - Mantendo a fé

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por Brett McCracken

Denzel Washington é muito mais do que apenas um superstar, ganhador de Oscar. Ele é um cristão que leva a sério o seu papel ... mesmo que isto signifique um pouco de sangue, como em seu novo filme: Book of Eli.

Denzel Washington é um dos mais bem sucedidos e respeitados atores de Hollywood. Mas o vencedor de duas estatuetas do Oscar (em 1989 e 2001 de Glória de Dia de Treinamento) é também um dos mais atuantes cristãos de Hollywood.

Filho de um pastor pentecostal de Mount Vernon, Nova York, Denzel, aos 55 anos, há mais de 30, tem participado ativamente da igreja West Angeles Church of God in Christ, lê sua Bíblia todas as manhãs, e sempre escolhe papéis em que pode “passar” uma mensagem positiva ou o reflexo de sua profunda fé pessoal.

A fé está em todo lugar no novo filme pós-apocaliptico de Denzel: The Book of Eli, que estreou sexta-feira e está sendo promovido com outdoors com os trocadilhos “B-ELI-EVE” (Acredite) e “D-ELI-VER US.” (Salve-nos). No filme, Denzel assume o papel de um viajante misterioso que tem um facão como arma, chamado Eli, dirigido por Deus para proteger a última cópia da Bíblia existente na Terra - isso mesmo, a Bíblia - e levá-la para o ocidente, para protegê-la de bandidos que procuram usá-la como uma “arma” de controle.

O personagem de Denzel no filme utiliza a violência intensamente - esquartejando os bandidos em cada esquina -, mas que começa a se sensibilizar quando conhece uma garota inocente (Mila Kunis), que o lembra que podemos ficar tão presos em proteger a Palavra de Deus que, por vezes esquecemos-nos de vivenciá-la.

Para Denzel, “vivenciá-la” é essencialmente caracterizado pelo amor e sacrifício. A mensagem final de Eli, diz ele, é “faça mais pelos outros do que você faria para si mesmo”. Esta uma mensagem que Denzel sempre ouviu desde criança.

“Oramos a respeito de tudo, todos os dias”, disse Denzel a membros da mídia religiosa na semana passada, em Los Angeles. “E sempre terminamos com 'Amém. Deus é amor'. Eu imaginava que 'Deus é amor' era apenas uma expressão. Levei muito tempo para aprender o que realmente significava. Eu não me importo com o livro que você lê ou no que você acredita, se você não tiver amor, se você não amar o seu próximo, então você não tem nada”.

Embora Denzel não seja um grande fã da palavra “religião”, e se abstenha de qualquer posicionamento do tipo “Eu estou certo, você está errado”, ele não se envergonha de falar, sem rodeios, sobre sua fé cristã.

“Eu creio que Jesus é o Filho de Deus”, diz ele. “Eu fui batizado no Espírito Santo. Eu sei que isso é real. Eu estava numa sala. Meu rosto 'explodiu', chorei como um bebê, e aquilo quase me 'matou de susto'. Um tipo de medo que chacoalhou minha vida. Vou ser honesto com você, levantei-me e segui na direção oposta daquela que deveria. Eu não sabia o que estava acontecendo. Foi muito forte. Levei muitos anos para dar meia-volta”.

Recentemente, sentado em sua casa lendo a Bíblia (esta é a terceira vez que ele está lendo-a do início ao fim), Denzel se deparou com uma passagem sobre a sabedoria e entendimento em Provérbios 4, que o fez refletir sobre sua vida.

“Estou nesta enorme casa cheia de todas essas coisas”, observou. “Eu ouvi a Bíblia me dizendo: 'Você nunca vê um caminhão de mudanças atrás de um carro funerário. Você não pode levar todas essas coisas consigo. Os egípcios tentaram, mas foram roubado. Eu disse: 'O que você quer, Denzel?' E uma das palavras da devocional daquele dia era sabedoria. Então comecei a orar 'Deus, me dê uma porção daquilo'. Eu já consegui todo o sucesso possível na minha carreira. Mas eu posso ficar melhor. Eu posso aprender a amar mais. Eu posso aprender a ser mais compreensivo. Eu posso ganhar mais sabedoria”.

Assim como seu personagem em The Book of Eli, Denzel acredita na vocação profética e, por isso, tenta aproveitar ao máximo do trabalho que ele acredita ter sido lhe dado pelo próprio Deus: no seu caso, a fama mundial e uma das carreiras cinematográficas mais profícuas de sua geração. Denzel se lembra de uma história de quando ele tinha 20 anos, que demonstra como ele relaciona intimamente a sua fé com sua carreira.

Era 27 de março de 1975 e Denzel - que acabara de ser expulso da escola - estava sentado no salão de beleza de sua mãe. Uma senhora que, enquanto secava os cabelos e olhava fixamente para ele, de repente, pediu-lhe um pedaço de papel e, de forma trêmula, escreveu a palavra “profecia”. Aquela mulher era Ruth Green, uma das mais antigas mulheres da igreja mais antiga da cidade, conhecida por ter um dom da profecia. Naquele dia, ela disse a Denzel: “Rapaz, você irá viajar pelo mundo e falar para milhões de pessoas.”

ImageNaquele verão, Washington era um equipante em um acampamento da YMCA (Associação Cristã de Moços) em Connecticut. Os equipantes faziam esquetes para os acampantes, e alguém sugeriu a Denzel que ele tinha um talento natural para aquilo e deveria prosseguir atuando. Naquele outono, Denzel voltou a estudar no campus da Universidade Fordham, de Lincoln Center, onde iniciou sua formação em teatro. “Anos mais tarde”, lembra-se Denzel”, perguntei ao meu pastor, se ele achava que eu tinha um chamado para ser pregador, e ele disse: 'Bem, você não está falando para milhões de pessoas? Você não viajou o mundo?”

Reconhecendo que ele havia sido colocado em uma posição privilegiada, Denzel se sentiu obrigado a usar aquilo da melhor forma possível, “pregando” mensagens positivas sempre que estivesse atuando.

“Eu tentei direcionar meus papéis”, diz ele, “mesmo nos piores papéis como em Dia de Treinamento. A primeira coisa que eu escrevi no meu script (de Dia de Treinamento) foi ‘o salário do pecado é a morte’. No roteiro original, você descobria que meu personagem havia morrido pela televisão. E eu disse, 'Não, não. Para que eu pudesse justificar que ele havia vivido da pior maneira possível, ele teria de morrer da pior maneira, também. Eu fui arrancado do carro pelo Ethan [Hawke], rastejei como uma cobra... O bairro inteiro virou suas costas para mim e então eu fui feito em pedaços”.

Foi mais fácil “direcionar” o personagem de Eli em uma direção positiva, “quer dizer, quase fácil”, brinca Denzel, porque “esse cara é mais violento que o personagem de Dia de Treinamento. Ele é mais violento do que Malcolm X”.
No entanto, da mesma forma que o personagem de Denzel em Chamas da Vingança, a violência de Eli é usada como forma de proteger os inocentes.

“Quando eu fiz Dia de Treinamento”, diz ele, “havia um policial que disse que a Bíblia afirmava existirem aqueles cujo encargo é proteger os inocentes, e que para isso lhe é dado o direito de ser violento. Aquele policial disse: ‘Baseado nisso é que eu e meu parceiro vivemos. Isso é o que fazemos’. Talvez ele precisasse daquele versículo para justificar o que estava fazendo”.

Embora ele tenha encenado personagens violentos em filmes como Dia de Treinamento, American Gangster e, agora, Eli, Denzel é, na vida real, um homem de família calmo e gentil. Casado com Pauletta por mais de 26 anos e pai de quatro filhos, John David, Katia e os gêmeos Malcom e Olivia-Washington, Denzel está longe do estereótipo do ator de Hollywood.

Além de seu envolvimento com a igreja (ele doou US$ 2,5 milhões em 1995 para o West Angeles COGIC para construírem uma nova instalação), Denzel - que sempre inclui em seus autógrafos um “Deus te abençoe” - é um colaborador, há muito tempo, do Boys & Girls Clubs of America (que ele participou quando criança), entre outras caridades.

Denzel, que está indo para à Broadway, nesta primavera, para aparecer junto com Viola Davis na peça Fences, de August Wilson, sabe que ele tem sido abençoado com muito, mas rapidamente minimiza sua fama e sucesso dizendo que são apenas um presente de Deus.
“Não é sobre mim”, disse Denzel em uma entrevista de 2007 na revista Reader's Digest. “Recebi certas habilidades, e olho para elas da seguinte forma: o que vou fazer com o que tenho? Quem é que vai ser engrandecido com isso?” Perto do final de Eli, o personagem de Denzel cita a famosa passagem de 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate ... guardei a fé”.

É uma linha condizente com o próprio Denzel. Ele é um superstar de Hollywood que, embora não seja perfeito, oferece um raro exemplo de um cristão em um lugar de extrema aclamação e sucesso e que não deixou isso subir à sua cabeça, em vez disso continua fundamentando sua vida na Bíblia e na confiança em Deus.

Em seus mais de 30 anos como ator, Denzel Washington tem lutado o bom combate e feito o que muitos não conseguiram. Ele manteve a fé.

Fonte: Christianity Today. Tradução livre de Whaner Endo

Cristianismo Criativo - Vida inteligente entre os artistas cristãos! - Denzel Washington - Mantendo a fé

Via: Pavablog

NEM TEMPO, NEM FORA DE TEMPO

 Justiça do RJ proíbe evangelização nos trens metropolitanos

Desde setembro de 2009 o TJ-RJ mantém a proibição de evangelização nos trens urbanos do RJ.

A EVANGELIZAÇÃO SOBRE OS TRILHOS

Por determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ), não é permitida qualquer manifestação religiosa nos trens ou estações administrados pela Super-Via, empresa concessionária do transporte ferroviário de passageiros na região metropolitana da capital fluminense. Os avisos estãos afixados de proibição por toda parte, nas bilhetrias, nos vagões das composições, e advertem aos cerca de 500 mil usários da empresa que o descumprimento da determinação judicial pode gerar repressão policial.

A decisão foi determinada pela juiza Viviane do Amaral, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde argumenta que os usuários não ingressam nos vagões em busca de participação em culto, mas sim, com o objetivo de exercer seu direito de ir ou vir. A magistrada também afirma, que proibir a realização de culto dentro dos vagões de trens, de forma alguma afronta o preconceito constitucional, que assegura a liberdade de culto, posto que esta não é absoluta, devendo ser observado o local de sua realização.

Apesar da determinação judicial, a evangelização que acontece há mais de 20 anos, não foi totalmente interrompida. O assistente de promoções Oníveres Hermida Lins, 38 anos, diz que todos os dias faz de suas conversas com amigos pelo rádio, com alto-falante, uma pregação em suas viagens de ida e volta no ramal Japeri. E acrescenta: "Essa foi a direção que o Senhor me revelou em oração. Eles não podem me proibir de falar, e assim, eu atinjo as pessoas que estão ao meu redor.

Já a dona de casa, Sidnéa Pires Barbosa, 45 anos, que também realiza esse tipo de evangelização desde 1999, diz que: "Esta seria a terceira vez que tentam paralizar a propagação da Palavra de Deus, nos trens urbanos do Rio de Janeiro." E acredita que é o momento das orações serem intensificadas para que a situação seja revertida. "Vamos ver o que Deus fará, pois a obra é do Senhor, então, o homem não a pode parar. Nossa luta não é contra carne nem sangue, mas contra as potestades", pondera Sidnéa, sem deixar de lamentar o parecer da justiça.

NO ESTADO DE SÃO PAULO

A situação é identica, onde também não é permitido pregar e cantar em alta vóz, tocar instrumentos musicais ou distribuir folhetos evangelisticos, nos trens administrados pela Companhia Paulista de Trens Metroplolitanos (CPTM). Trajeto este, que são 272 km de vias, em seis linha interligadas, que atendem 22 municípios da Grande São Paulo, com 870 mil pessoas diariamente.

Mesmo assim, diariamente, ás 5:45hs, Denise Pereira de Moraes, 49 anos, diz já está na estação de Itapevi, localizada no extremo oeste da Região Metropolitana, rumo à estação Júlio Prestes, na capital, onde durante uma hora, ela, de maneira informal, puxa conversa com algumas pessoas, e sutilmente, introduz uma palavra de ânimo e conforto fundamental da Bíblia. E acrescenta que: "A abordagem tem de ser discreta, porque há guardas dentro do vagão. Mas, não podemos deixar de pregar! As pessoas já estão tão sofridas e precisam de uma mensagem de encorajamento".

Existe também um trabalho evangelístico dentro dos trens, desenvolvido por vários cristãos, há mais de 28 anos na capital paulista, onde é organizado pela Cruzada Evangelística Interdenominacional Trem das Boas Novas. E segundo o pastor Marcelo Oliveira Silva, presidente da instituição, diz que: "A recomendação aos voluntários é fazer orações silenciosas. Sempre utilizamos camisetas com a seguinte pergunta: Posso orar por você? E com frequência, somos abordados", revela o pastor.

Já a advogada Teresinha Neves, da Cruzada Evangelística Interdenominacional Trem das Boas Novas, informou que a Companhia de trens, alega o cumprimento do Decreto Federal 1832, do ano 1996, que proibe a prática de atividades que pertubem os usuários. Mas, de acordo com a advogada, a empresa faz uma interpretação subjetiva e conveniente do decreto e tem-se mostrado impassível nas diversas tentativas de diálogo. Afirmando que a Companhia de trens, não deseja acordo, pelo contrário, cria um clima de imposição; concluindo e adiantando que o conflito deve ser solucionado no âmbito judicial, onde ela se prepara para mover uma ação contra a concessionária, para que seja garantida a liberdade de crença, de culto e expressão assegurada pela Constituição.

Fonte: Patrícia Scott (Jornalista/Repórter)FONTE:     Justiça do RJ proíbe evangelização nos trens metropolitanos | Alabastro

Ansiedade e preocupação

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Elias R. de Oliveira

A ansiedade é uma sensação de receio, preocupação e de apreensão, decorrente da excessiva excitação do Sistema Nervoso Central, sem causa evidente. Ela é parente próximo do medo (muitas vezes onde a diferenciação não é possível), é distinguida dele pelo fato de o medo ter um fator desencadeante real e palpável, enquanto na ansiedade o fator de estimulo teria características mais subjetivas. Concluindo: Aos olhos de Deus é um pecado!
“A seguir, dirigiu-se Jesus a seus discípulos, dizendo: Por isso, eu vos advirto: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes.” Lc 12.22,23 (Veja também: Lc 12.11,12,25,26; 1Co 7.32; Fp 4.6; 1Pe 5.7)
No texto de Lucas, encontramos o Senhor Jesus chamando a atenção dos discípulos para a necessidade de uma vida isenta de preocupações, mostra-lhes ainda, que a excessiva ansiedade não produz nenhum fruto proveitoso na edificação espiritual, pelo contrário, manifesta-se como resultado de uma vida desprovida de fé na providência divina.
Nos dias contemporâneos o quadro não é muito diferente. A ansiedade tem entrado nos corações com muita força, roubando o lugar reservado ao Espírito Santo de Deus; as causas são as mais diversas, entre elas:
1- Dificuldade financeira (geralmente provenientes de negócios e ações realizadas por impulso, sem a devida analise de rendimentos. É muito fácil comprar, são os crediários, cartões, etc. Mas, são compromissos que vencem e precisam ser honrados.);
2- Situação Profissional (Emprego no Brasil é extremamente difícil);
3- Família (Educação de filhos, problemas conjugais, etc.);
4- Espiritual (É comum encontrarmos irmãos ansiosos por verem as promessas de Deus cumprir-se em suas vidas); etc.
O mandamento de Deus para nossas vidas em relação à ansiedade / preocupação é extremamente claro, Ele proíbe que seus filhos abram seus corações para tais frutos da carne, que são portas abertas para a ação do inimigo.
“Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso”. Mt 6.25-27
O servo deve cultivar em seu coração a fé e a perseverança em Deus, confiando na Sua bondade e amor; jamais somos desamparados! Seja qual for à situação, por mais séria que possa mostrar-se, a confiança deve ser inabalável nEle. (“Por acaso faltou a vocês alguma coisa quando eu os enviei sem bolsa, sem sacola e sem sandálias? —Não faltou nada! —responderam eles.” Lc 22.35) Afinal, quando aceitamos o Eterno como Salvador, entregamos a nossa vida integralmente, isto significa que abrimos mãos da vontade própria, submetemo-nos aos seus desígnios, em conseqüência, somos agraciados por sua promessas (“Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.” Hb 13.5).
A ansiedade sempre nascerá nos corações dos santos, mas, não podemos deixá-la frutificar. (“Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto”. Jr 17.7,8) Esta é a descrição de uma vida cheia do Espírito Santo e amparada pelo Pai. Quando a ansiedade frutifica, ela destrói a fé, a comunhão é abalada e abre espaço para o desespero. Ao primeiro sintoma de sua presença, devemos lançar-nos aos pés de Cristo, depositando sobre Ele os fardos pesados. (“Entregue os seus problemas ao SENHOR, e ele o ajudará; ele nunca deixa que fracasse a pessoa que lhe obedece.” Sl 55.22; “Portanto, sejam humildes debaixo da poderosa mão de Deus para que ele os honre no tempo certo. Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês.” 1Pe 5.7,8).
Uma vida tomada por ansiedades e preocupações é inútil à Obra do Senhor. O principio de nosso compromisso é a confiança, se não há confiança (fé) é impossível agradar a Deus (“Sem fé é impossível agradar a Deus...” Hb 11:6) e conseqüentemente, sermos instrumentos úteis em Suas mãos. Amados, não permitam que o diabo vós engane, fechando vossos olhos para a grandiosidade da misericórdia de Deus, mostrando-lhe uma realidade desprovida da graça de Deus.
Tens problemas? Dificuldades? Provações? Falta-lhes alguma coisa? Olhe para o Senhor! Clame, busque, pague o preço de uma vida santa, reta e justa. Seja íntimo de Deus!
(”Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Fp 4.6)
Aos fiéis está reservada a vitória.

fonte:   nsiedade e preocupação - eJesus - Cristianismo On Line - O site que Proclama os Ensino de Jesus

30/01/2010

LEIA A BÍBLIA INTEIRA!



O missionário A. Sydenstricker narrou o seguinte:

Certo lavrador leu a Bíblia inteira, todos os anos, durante cinquenta anos. Tinha sete filhos. Cinco tornaram-se ministros do Evangelho, e dois foram anciãos da igreja. Faz mais de quarenta anos que um dos filhos de um dos cinco ministros é missionário na China, e eu sou esse filho.

Testemunho de Joana Prado e Victor Belfort

Testemunho - James Irwin - Astronauta

 

O Testemunho de Quem Andou na Lua
O ex-astronauta norte-americano James Irwin, tripulante da nave espacial Apolo 15, foi o oitavo homem a caminhar na lua e o primeiro a dirigir um jipe lunar. Ele e seu companheiro de tripulação permaneceram três dias explorando a superfície da lua, a bordo do jipe.
James Irwin era um crente formal, sem grandes entusiasmos pelo trabalho da Igreja. Depois que voltou da lua, as coisas mudaram. Ele confessou: "Quando estava na lua, lembrava-me especialmente do Salmo 121: "Elevo os meus olhos para os montes; de onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra" (Sl 121:1-2).
Foi em conseqüência desta experiência que ele revelou, após doze dias no espaço, a bordo da Apolo 15, ter sentido a "presença de Deus" e descoberto "a fragilidade do planeta e a necessidade de protegê-lo".
Após aposentar-se da NASA, James Irwin dedicou sua vida à pregação do Evangelho. Fundou uma organização, que denominou "Hight Flight" - Vôo Alto -, destinada ao financiamento das campanhas evangelísticas que realizou pelo mundo. Ele queria dizer ao mundo inteiro de sua experiência com Deus na Apolo 15.
E para quem lhe questionava da relevância deste seu novo projeto, depois da sua aventura no espaço, ele respondia: "A propagação da mensagem de Jesus ao redor do mundo é a coisa mais importante para mim, que me traz íntima satisfação pessoal. Não posso desejar bênção maior, e me senti realizado quando posso contar o que Cristo tem feito na minha vida".
Perguntando, certa vez, se trouxe alguma coisa da lua, ele disse: "Apanhei muitas rochas na lua, sendo uma considerada a mais antiga já encontrada no Universo. Mas Cristo é que é a única Rocha Verdadeira e eterna. A única rocha que não pode falhar é Jesus Cristo, o Filho de Deus e Salvador do mundo".
Ao entrevistador que lhe perguntou: "A religião está fora de moda?", James Irwin respondeu: "Não. Certamente as Igrejas precisam mudar os métodos, sem tocar na essência, que permanece válida e poderosa. Os resposáveis pelas Igrejas, seja qual for o ramo do Cristianismo, precisam sair de seus templos e ir ao encontro dos que estão indiferentes à vida religiosa".
James Irwin, em toda sua carreira de piloto e especialmente depois de entrar para o programa espacial da NASA, recebeu o treinamento para toda e qualquer sensação física, na busca de grandes altitudes em seu desejo de voar mais e mais. Mais tarde, alguém lhe perguntou: "Como voar até Deus?" A resposta foi: "Preparando-se espiritualmente. Com esperança em Cristo, o Filho de Deus.
Assim estaremos nos preparando mesmo para o vôo mais alto que todos devemos fazer, sem trajes espaciais, sem nave espacial. Vamos voar e encontrar Jesus lá nos céus". Esse vôo final, maior e mais glorioso, o ex-astronauta fez aos 61 anos de idade, no dia 10.08.91, ao falecer de problemas cardíacos, no estado de Colorado, EUA. Para o mundo inteiro ficou o testemunho de um cientista que temeu e honrou o Criador.

FONTE:  Pregações e Debates - Porque a Tua Palavra, Não Passará...: Testemunho - James Irwin - Astronauta

Autoridade e mulheres no ministério

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Sheryl Ann Dawson Adams

Se este fosse um artigo tradicional sobre autoridade, eu o escreveria muito diferente. Falaria sobre a autoridade nos Antigo e Novo Testamentos. Falaria sobre o uso e abuso da autoridade e sua relação chegada, o poder, na Bíblia. Teria um setor sobre a autoridade de Jesus, outro sobre a autoridade da igreja. Trataria de que maneira a Bíblia é compreendida e crida a ser autoritária. Arrazoaria que, finalmente, quando tudo já foi dito e feito, que toda autoridade pertence a Deus.
Esta não é, entretanto, um artigo tradicional sobre autoridade. Este é um artigo sobre autoridade e o assunto inteiro de mulheres no ministério. De fato, duvido seriamente que eu estaria escrevendo este artigo se não houvesse aqueles que acreditam, baseados em uma maneira determinada de interpretar a Bíblia, que eles têm a autoridade de proibir mulheres de ocupar certos cargos e desempenhar certas funções na igreja. É verdade que eles têm o poder de proibir mulheres de gozar dos plenos privilégios dentro da igreja. Se eles têm a autoridade é outro assunto.
Parece-me que nossos problemas são provenientes de maneiras diferentes de ver a Bíblia. Todos nós acreditamos que a Bíblia é autoritária. Alguns de nós, entretanto, em nosso desejo de afirmar a singularidade da Bíblia têm a separada do seu desenvolvimento histórico. De fato, algumas pessoas são perturbadas com a idéia de que a Bíblia tem um elemento histórico. É impossível, entretanto, ler a Bíblia inteira e não perceber que a matéria escrita que nós chamamos Bíblia, se desenvolveu dentro de comunidades de fé - primeiro na nação de Israel, mais tarde na Igreja Cristã Primitiva.
À medida que desenvolveu a arte de escrever, os Israelitas, debaixo da liderança de Deus, começaram a registrar em forma escrita sua história religiosa. Temos alguma parte do que escreveram, mas não tudo. Da Bíblia, podemos ver que eles tinham mais matéria disponível: as Crônicas dos Reis e Israel e Judá (2 Reis 14:28), as crônicas dos profetas, Nata e Gade, (I Crônicos 29:29) um livro chamado, O Livro das Guerras do Senhor (Números 21:14). Nem temos uma carta que Paulo escreveu que está mencionada em Colossenses 4:16. Vemos que o acervo de literatura religiosa disponível a eles foi maior do que aquele que está disponível a nós. Podemos também ver das muitas anotações editorais (por exemplo, “naqueles dias” ou “até o dia de hoje”, são duas dicas que material tem sido redigido) que a possibilidade pelo menos existe que material mais antigo pode ter sido redigido por mãos mais tarde.
A conclusão do fato de que a Bíblia desenvolveu, e não caiu do céu completamente escrita, é que ela pode as vezes refletir a maneira de pensar, a atitude, a teologia das comunidades em que desenvolveu. Se nós aceitarmos uma teoria de inspiração que diz, “se a Bíblia o diz, Deus o diz”, criamos, sem necessidade, muitos problemas para nós mesmos. Deus não fez cada declaração que achamos na Bíblia. Mesmo quando está claro que Deus fez uma declaração, precisamos fazer certas perguntas a respeito dela de maneira a compreender a intenção de Deus. Um bom exemplo do que estou falando é a declaração de Jesus em Mateus 26:11, “Porquanto os pobres sempre os tendes convosco....” Aceito ao pé da letra, podia se dizer que Jesus está dizendo que não há nada que qualquer um pode fazer para lidar adequadamente com o problema dos pobres porque Jesus (quer dizer, Deus) disse que os pobres sempre haveremos conosco. Um segundo passo lógico a tomar é pensar que não adianta tentar erradicar a pobreza como quase que parece ser a vontade de Deus que nós haveremos sempre os pobres conosco. Se, entretanto, compreendemos a declaração de Jesus à luz do contexto do Antigo Testamento do qual saiu (Deuteronômio 15:1-11, Levítico 25, e outras passagens do Antigo Testamento que lidam com o Jubileu), vemos que, com esta declaração, Jesus estava de fato condenando seus ouvintes judeus. Os judeus sempre haveriam os pobres com eles porque eles não tinham sido dispostos a praticar o Jubileu que Deus tinham lhes ordenado a praticar de modo a ter justiça econômico. Vemos disso que em qualquer tempo que tentamos compreender, ou dar uma resposta para, ou interpretar qualquer declaração por Deus ou Jesus, fazemos bem em compreender a declaração à luz da Bíblia inteira, não simplesmente ficando só.
As vezes Deus falou e deu ordens que Deus esperava o povo obedecer. Até com uma ordem, entretanto, precisamos decidir se Deus intentava que todos as pessoas, em todos os lugares, em todos os tempos obedecessem a ordem, ou somente um determinado povo em um determinado tempo e lugar. As leis dietéticas no Antigo Testamento, por exemplo, são exemplos bons e claros das ordens que Deus intentava para certas pessoas em um certo tempo e lugar. A visita de Deus ao Pedro no eirado em Atos 10:9-16 torna claro que estas leis são canceladas; tornando possível Judeu e Gentio comer juntos, que, claro, tornaria muito mais fácil para os Judeus serem testemunhas aos Gentios.
As declarações que achamos no Novo Testamento que parecem indicar que mulheres não podem ensinar, ter autoridade sobre um homem, ou falar na igreja (1 Coríntios 14:34-38, 1 Timóteo 2:11-15) nos apresentam vários desafios. Primeiro precisamos decidir se declarações feitas por um seguidor de Jesus tenham o mesmo peso, ou tenham a mesma autoridade, como declarações feitas por Jesus? Feita esta pergunta separada do assunto de mulheres e ministério, a maior parte dos Crentes iriam dizer não. Por que, então, precisamos perguntar, as declarações neste contexto se tornam tão “autoritárias”? Próximo, precisamos decidir se Deus, que tem permitido as declarações ficar na Bíblia, intenta que eles sejam observadas por todas as pessoas, em todos os lugares, em todos os tempos. Se respondermos sim àquela pergunta, temos arranjado problemas para nós mesmos, porque então precisamos dizer que, no Novo Testamento, temos exemplos de mulheres que estão quebrando as ordens de Deus por ensinar, falar e orar na igreja, e por ter papeis de liderança na igreja. É para estes exemplos de mulheres no Novo Testamento que aqueles que insistem que mulheres hoje não têm as mesmas oportunidades e privilégios precisam dar uma resposta, ou uma interpretação.
Porque não podemos dizer da Bíblia o que sabemos da vida? Pessoas são diferentes. Pessoas diferentes vivem a vida diferentemente, vejam as coisas diferentemente, interpretam a Bíblia diferentemente. O mesmo foi obviamente verdade para as pessoas que escreveram a Bíblia, e para as pessoas que estavam vivendo as suas vidas naquele tempo e cujas experiências se tornaram parte da matéria bíblica. A sociedade delas foi quase que completamente orientada para com o homem, no entanto, alguém escreveu, debaixo da liderança de Deus, o primeiro capítulo de Gênesis. Se tivéssemos somente Gênesis um, seria impossível negar a igualdade das mulheres debaixo de Deus. Homem e mulher foram criados no mesmo ato da criação e dados os mesmos mandamentos, privilégios, e responsabilidades. Um resultado do pecado tem sido que os sexos tem achado difícil viver como iguais. Este é um dos temas que Gênesis dois explora.
No Novo Testamento, achamos quase que a mesma situação que achamos em nossas igrejas hoje. Algumas igrejas estavam mais abertas à liderança de mulheres do que eram outras, e isto a Bíblia reflete. A Bíblia não ensina a subordinação de mulheres, ao contrário reflete que mulheres casadas eram pedidas a se submeterem voluntariamente à autoridade de seus maridos em certas situações. Não devemos interpretar esta reflexão de como as coisas estavam em algumas situações para insistir que a Bíblia ensina que cada mulher deve ser subordinada a cada homen em cada situação. Isto é uma representação falsa do que achamos.
O que é que achamos. O que é que a Bíblia nos reflete a respeito da relação de homens e mulheres durante o tempo em que a Bíblia estava chegando a ser? Não é algo como o seguinte: O mundo foi dos homens. Os homens eram os sacerdotes e reis. Homens tiveram o voto e o poder. Com raras excepções, uma mulher achou seu lugar na sociedade através da sua relação com um homen na sua vida. Há na Bíblia, entretanto, uns poucos exemplos em que um homen procura uma mulher e se submete à sua liderança (autoridade?).
O exemplo mais óbvio disto é a história que achamos de Débora e Baraque em Juízes 4. De fato, Débora domina esta história de tal maneira que a maior parte dos Cristãos nem seriam capazes de dar o nome do general masculino sem procurar a história. Débora é a profetisa. Os homens tiveram o poder de a impedir de ser uma sacerdotisa. Eles não podia a impedir de ser uma profetisa, porque o Espírito de Deus não podia ser controlado. O Espírito veio para quem Deus escolheu. Ele é uma profetisa e ela está julgando o povo. Ela mandou chamar Baraque e ele veio. Então ele insiste que ela va junto com ele para a batalha, embora ele seja advertida de ante mão que o resultado não trará glória para ele. Através do Espírito, Débora determinou a estratégia do exército. No tributo a Débopra que achamos em Juízes 5 vemos o reconhecimento que Débora foi a verdadeira líder do exército naquele dia.
No capítulo 28 de 1 Samuel, Saulo procura uma necromante em Em-Dor. No capítulo 34 de 2 Crônicos, aqueles em poder procuram a profetisa chamada Hulda.
No capítulo 18 de Atos, versículo 24 e seguintes, lemos que Priscila, junto com Áquila, ensinou Apolo. Aparentemente, Apolo recebeu de boa vontade aquilo que Áquila e Priscila tiveram para oferecer. É bom que 2 Coríntios não tinha sido escrito ainda. Parece que Apolo não sabia que uma mulher não deveria estar o ensinando.
Eu sou a primeira para admitir que os exemplos são poucos. Está bom. O que é de admirar não é que temos somente poucos exemplos, mas que temos um exemplo siquer, dada a dominação masculina daquele dia. O que estes exemplos dizem para nós é que havia um lugar, mesmo naquela sociedade, para uma mulher que estava claramente sendo usada por Deus. Ainda mais admirável é que homens procuravam estas mulheres e se submeteram à autoridade delas. A coisa mais extraordinária ainda é que as histórias, ainda poucas, acharam o caminho para o relato escrito e não foram apagadas por redatores mais tarde.
Estas histórias nos contam tudo que precisamos saber quando falarmos sobre autoridade e o assunto de mulheres e ministério. A pergunta que precisamos fazer é: Esta mulher está sendo usada por Deus para fazer o trabalho de Deus? Se respondermos sim, então precisamos dizer que a mulher tem a autoridade para fazer o que ela está fazendo, e neste caso seria errado usar poder indevido para proibi-la de fazer aquilo que Deus está a usando para fazer.
A Bíblia diz muito a respeito do poder. Um tema da Bíblia é a influência como poder. Melhor expressado, influência é poder. A Bíblia reconhece o impacto tremendo de mulheres sobre a sociedade, embora sua influência seja muitas vezes usada atrás dos bastidores, para assim dizer. Acredito que a razão principal que achamos a condenação tão severa na Bíblia da mulher casada que é adúltera é que ela tem escolhida usar sua influência na família e na sociedade por mal, em vez do que por bem. A verdade da declaração que influência é poder é verdade para nós hoje também. Alguns podem ter o poder a nos proibir de exercitar plenamente os dons que Deus tem nos dado na igreja, mas ninguém tem o poder de nos proibir de usar nossa influência para trabalhar para uma mudança no futuro.
Parece-me que uma palavra final precisa ser dita sobre a autoridade. Sinto me segura em dizer que provavelmente cada Batista acredita que a Bíblia é autoritária. Acreditamos na autoridade da igreja. Acreditamos que toda autoridade, em último caso, pertence a Deus. O que geralmente não continuamos a dizer (e com boa causa, porque geralmente não é necessário dize-lo), é que não temos provas objetivas para afirmar a autoridade de Deus. Qualquer declaração que fazemos a respeito de Deus é uma declaração de fé. Acreditamos - ou temos fé - que Deus existe. O não crente acredita - ou tem fé - que Deus não existe. Nenhum pode provar que o outro seja certo ou errado. Acreditamos que Deus de alguma maneira foi envolvido na produção e preservação da Bíblia. Acreditamos que Deus “fala” a nós através da Bíblia de maneiras que não estão verídicas de outros livros - até outros livros religiosos. Não podemos provar que isto é a verdade. “Saber” em nossos corações é deveras autoridade subjetiva.
Porque acreditamos a Bíblia é uma autoridade para nós, nós tentamos compreende-la à medida que a lemos. Algumas passagens são mais fáceis de compreender do que outras. As vezes precisamos interpretar passagens. Dizer que interpretamos uma passagem significa que não sabemos com certeza exatamente o que a passagem significa, que estamos dando a melhor explicação que podemos com a informação que nos foi fornecida. O caso é que uma interpretação é justamente uma interpretação. Não é prova indisputável que é isto o que o escritor bíblico estava tentando dizer.
O que estou tentando dizer é que interpretações não são provas objetivas. Interpretações são mais como hipóteses que funcionam melhor enquanto esperamos por mais informação a ficar disponível. Parece-me, dado que interpretações de certas passagens são muito subjetivas e têm mudadas com o tempo e muito provavelmente mudarão de novo, uma maneira melhor de abordar uma compreensão de Deus, autoridade, e mulheres seria começar com o que acreditamos que sabemos a respeito de Deus. Uma boa pergunta de fazer seria: Acreditamos de verdade que Deus criou um sexo superior ao outro? Acreditamos de verdade que a intenção de Deus foi que qualquer ser humano iria governar qualquer outro ser humano? Não foi a intenção de Deus que Deus iria governar todos os seres humanos, que são iguais debaixo de Deus? Estaríamos dispostos a dizer que os Estados Unidos, “com liberdade e justiça por todos”, toma uma posição mais firme para a igualdade do que Deus?
De alguma maneira sabemos (prova subjetiva, clara) que igualdade é o ideal de Deus. O autor de Gênesis um o acreditou. Jesus o acreditou. Paulo o acreditou quando escreveu Gálatas 3:28. Se nos escritos posteriores de Paul parece como se ele recuasse da sua posição de igualdade, o que se deve fazer é descobrir porque ele fez isto, e não jogar fora igualdade de baixo de Deus como o ideal.
Alguns tem sugerido que a Bíblia ensina igualdade de baixo de Deus e papeis separados mas iguais no lar e na igreja. Um problema com esta interpretação é que os papeis nunca são iguais. Os papeis para mulheres de alguma maneira geralmente ficam os papeis que a maior parte dos homens não querem. Outra problema com esta interpretação é que isto não é o que o Novo Testamento ensina para determinar os papeis dentro da igreja. Na igreja, Deus, através do Espírito, outorga cada Crente com um dom para ser usada em edificar a igreja. Em nenhum lugar no Novo Testamento achamos escrito que o Espírito outorgará certos dons somente para homens e outros dons somente para mulheres. O critério do Novo Testamento para a possessão de um dom é simplesmente perguntar: A pessoa tem o dom de __________? A presença do dom foi a validação que o Espírito tinha dotada aquela pessoa com aquele dom. Porque não podemos usar aquele critério em nossas igrejas hoje? Se uma mulher tem os dons de pregar e pastorear, porque não podemos acreditar que Deus tem a dado aqueles dons tão certo como Deus tem dado a uma outra mulher ou homem o dom de uma bela voz? Qualquer “autoridade” que temos como Crentes individuais é simplesmente a “autoridade” de usar os dons que Deus tem nos dado. Nenhum de nós tem qualquer “autoridade” de proiber outros Crentes de exercitar os dons que Deus tem os dado.

FONTE:  Autoridade e mulheres no ministério - eJesus - Cristianismo On Line - O site que Proclama os Ensino de Jesus

29/01/2010

O naturalista e o missionário: Charles Darwin e Robert Kalley

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Artigo extraído da revista Ultimato, nº 261, nov-dez/1999

“Em 1809 nasceram duas crianças especiais no Reino Unido; uma em Shrewsbury, na Inglaterra, e outra em Mount Florida, na Escócia. A primeira chamava-se Charles e a segunda, Robert. Este era 7 meses mais novo que aquele. Charles era filho de uma família muito culta e Robert, de uma família muito rica.

Os dois rapazes talvez nunca tenham se encontrado. Ambos, porém, foram estudar medicina na Escócia no mesmo ano, em 1825, obviamente com a mesma idade (16 anos), Charles na Universidade de Edimburgo e Robert na Universidade de Glasgow. Logo depois de formados, ambos fizeram longas viagens em navio a vela no exercício de suas profissões, Charles, como naturalista, e Robert, como médico de bordo. O primeiro embarcou no Beagle pouco antes de completar 23 anos e deu uma volta ao mundo: atravessou o Atlântico, contornou os dois lados da América do Sul, atravessou o Pacífico, passou pela Oceania, atravessou o Índico, contornou o Sul da África, atravessou outra vez o Atlântico e retornou à Inglaterra. A viagem durou quase 5 anos (dezembro de 1831 a outubro de 1836). Robert embarcou no Upton Castle com 20 anos incompletos e foi até Bombaim, na Índia. Os dois ficaram impressionados com algumas cenas chocantes que viram durante a viagem. Charles ficou chocado com a situação social dos nativos da Austrália e Nova Zelândia, transformados em escravos pelos próprios colonizadores europeus. E Robert, com as aberrações sociais da Índia. Tanto um como o outro se casaram em 1838, com 29 anos; Charles, com Emma, e Robert, com Margareth.

Não obstante tanta coincidência, os dois britânicos eram religiosamente diferentes. Depois de abandonar o curso de medicina (tinha pavor das cirurgias), Charles matriculou-se na Universidade de Cambridge para estudar a Bíblia e tornar-se clérigo (1828). Não tinha, então, a menor dúvida quanto à verdade absoluta e literal de cada verso das Escrituras Sagradas. Já Robert foi se desfazendo da bagagem religiosa recebida no lar (a família desejava muito que ele estudasse teologia e se fizesse pastor) até se tornar ateu. Passou a ter aversão e repugnância às leis do Criador, o que o deixava mais em liberdade para satisfazer todos os desejos que lhe viessem ao coração, sem temer as conseqüências e penalidades.

Aconteceu, porém, que os dois moços experimentaram mudanças religiosas na década de 1830, quando tinham vinte e poucos anos. Charles desistiu da carreira eclesiástica, formou-se em artes e tornou-se agnóstico. Robert renunciou a sua incredulidade e passou a ter profundo respeito por Deus. O que levou Charles a abandonar a fé foram as suas pesquisas científicas. O que levou Robert a abraçar a fé foi o testemunho de uma paciente muito enferma e muito pobre que enfrentava com incrível serenidade o sofrimento e a morte (1835).

A partir dessas diferentes experiências revolucionárias, Charles e Robert tornaram-se notáveis, cada um em sua área. O primeiro tornou-se cientista. O segundo tornou-se médico-missionário. O trabalho de Charles levou muita gente a desacreditar da autoridade das Sagradas Escrituras. O trabalho de Robert levou muita gente a gostar de ler a Bíblia e de praticar suas normas de fé e conduta.

Quando Robert se converteu, Charles estava ainda a bordo do Beagle. Quando Charles publicou, em 1839, o seu primeiro livro — Relatório de pesquisas em história natural e geologia dos países visitados durante a viagem ao redor do mundo no Beagle — Robert foi ordenado pastor presbiteriano [1] em Londres. Ambos estavam, então, com 30 anos.

Depois de sua longa viagem, Charles se dedicou à pesquisa e aos livros, quase todo o tempo em Down, no condado de Kent. Teve cinco filhos. Depois de sua conversão, Robert estudou teologia e se tornou missionário-médico na Ilha da Madeira (1838-46) e no Brasil (1855-76). Casado duas vezes, nunca teve filhos.

Charles morreu em abril de 1882 com a idade de 73 anos. Robert morreu 6 anos depois, em janeiro de 1888, com 79. O primeiro está sepultado na Abadia de Westminster, em Londres, e o segundo, no modesto Dean Cemitery, em Edimburgo.

O nome completo do naturalista é Charles Darwin. O nome completo do missionário-médico é Robert Reid Kalley. O primeiro é mais conhecido por sua teoria da evolução, que causou uma revolução na ciência biológica, mediante a publicação de seu mais importante livro Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural, há 140 anos. O segundo é mais conhecido por ser o primeiro missionário protestante a se radicar no Brasil, dando origem a duas denominações brasileiras: Igreja Evangélica Congregacional do Brasil [2] e Igreja Cristã Evangélica do Brasil.

Segundo o testemunho do Duque de Argyle, Charles Darwin nunca se livrou de certos conflitos íntimos, mesmo com a leitura da Bíblia e as orações da esposa, que era cristã”.

Posts relacionados: - Charles Darwin se converteu? - A propósito dos  200 anos de Robert Kalley

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[1] Kalley, apesar de ser membro da Igreja da Escócia (Presbiteriana), não foi ordenado pastor presbiteriano. Ele foi ordenado por um grupo de pastores de diferentes denominações em Londres a fim de poder exercer plenamente o ministério que já vinha realizando na ilha da Madeira (Portugal). Sua ordenação por parte desses pastores o deixaram sem vínculos denominacionais.

[2] O nome correto da denominação é União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil

CategoriasOutros Tags:Charles, criação, criacionismo, Cristianismo, Darwin, Deus fé, evolução, evolucionismo, igreja congregacional, Kalley, missionário, Reid, RobertFONTE:  O naturalista e o missionário: Charles Darwin e Robert Kalley « Anderson Paz

A MENINA E O MAR

 

Conta uma lenda que, muito antigamente, no tempo quando nem existia televisão ainda. Quando viajar era de trem e para poucos, e a vida era ganha com muita dificuldade. Era um tempo onde as crianças brincavam de jogar bola de gude nas calçadas de barro, empinar pipa e pique-pega. A vida passava tão lentamente que crescer durava uma eternidade. Telefone e farmácia se escrevia com "ph" e para ligar para uma pessoa, em outra cidade, era preciso pedir à telefonista, que se conhecia pelo nome, para completar a chamada.
Havia uma pequena menina que morava no interior, numa cidadezinha cujo nome, até hoje, nem consta nos mapas. Um lugar no meio do nada, longe de tudo, na verdade, chamar de "cidade" poderia ser considerado um exagero. Estava mais para um pedaço de estrada, com um pequeno conglomerado de casas humildes que eram utilizadas como armazéns, bares e uma pequena pousada para quem passava por ali de viagem. Mas tudo bem. Deixa como está! Vamos chamar de cidade assim mesmo.
Esta menina observava os viajantes chegarem à sua casa e falar sobre os lugares por onde passavam, contavam histórias da cidade grande, mas havia algo que sempre a deixou intrigada. Eles falavam de uma coisa chamada "mar". Para uma menina acostumada com a poeira da estrada de chão e a sequidão do sertão, onde água, quando tinha, só na torneira ou na bica. Tentar conceber a imagem de um lugar cheio de água que cobria todo o horizonte, até onde os olhos podiam alcançar, era um misto de curiosidade, incredulidade e temor.
Aos poucos, dentro daquele pequeno universo, a pequena menina foi crescendo. Um dia brincar de boneca já não era tão interessante e a vida naquele bucólico vilarejo ficava chata demais com o passar dos dias. Seu único desejo era poder sair daquele lugar para conhecer o tal do mar. Ela sempre ouviu falar sobre o barulho que ele fazia quando quebrava suas ondas nas rochas, de como conseguia engolir embarcações gigantescas e até mesmo o sol todos os dias. Ela ouvia histórias dos tesouros que o mar escondia e dos peixes que poderiam ser maiores do que a sua própria casa. A menina ficava curiosa, tentando imaginar como as pessoas conseguiam atravessar de um país para outro através das suas águas. Era uma imagem grande demais para sua pequena mente alcançar, mas mesmo assim ela se apaixonava cada vez mais por aquele sentimento. Chegava até sonhar com o que poderia ser o mar ou, pelo menos, com o que ela achava que seria o mar.
Seu aniversário de 15 anos se aproximava e ela pediu ao pai para não fazer festa. Queria uma viagem de presente. Naquela época, uma moça fazer 15 anos, era um acontecimento com porte de desfile de feriado nacional com honras militares. Mas ela estava disposta a abrir mão daquele momento tão esperado por sua família, para realizar o grande sonho de sua vida. Conhecer o mar.
O pai não teve outra escolha, a não ser cumprir o desejo da filha. Afinal eles nunca haviam viajado para tão longe juntos, e era justo realizar o único pedido da pequena filha que estava virando moça.
Viagem preparada, passagens compradas no guichê da estação de trem. Teve até bandinha para se despedir da menina no dia do seu aniversário. Era uma longa jornada até chegar no litoral, mas a menina nem prestava atenção nas paisagens que iam aparecendo na janela do trem.
— Pai, você já viu o mar?
Perguntava a menina, tentado tirar o máximo de informações do pai para construir sua própria imagem do mar. E ele tentava descrever como podia, hora rindo, hora impaciente com a quantidade de perguntas sobre o mar.
A viagem levaria uns dois dias, mas ela não se importava, valia o sacrifício para ter o sonho realizado.
Chegando o grande dia, já estavam se aproximando do litoral. A menina eufórica nem quis passar no hotel, foi primeiro para a praia. A primeira lágrima escorreu dos olhos dela. Era lindo o que via, nada do que ela imaginou era tão grande e estonteante como o que ela estava vendo e presenciando naquele momento.
— Pai, eu posso chegar perto dele?
Perguntou a menina, ao pai, sem conseguir segurar as lágrimas misturadas com o sorriso mais radiante que ele já tinha visto nela. Antes que ele respondesse, ela já corria pela areia da praia tirando os sapatos.
Ela só queria chegar perto o suficiente para descobrir se a água era tão salgada e gelada quanto falavam. Ela já começava a sentir a areia molhada na sola dos pés e de repente, a euforia se misturou com um medo que ela nunca havia sentido antes. Todas as histórias que ela já tinha ouvido sobre o mar, até então, começaram a vir à sua mente ao mesmo tempo. A violência do barulho das ondas quebrando na areia a segurou por um momento até que, calmamente, a sobra de água de uma onda avançou pela areia e cobriu seus pés lentamente. Ela levou um susto, quis fugir, mas aqueles poucos segundos se eternizaram e a paralisaram enquanto a água escorria novamente para o mar fazendo cócegas na sola dos pés da menina.
O medo aos poucos se transformou em confiança e a menina tentou chegar mais perto do mar e o mar também se aproximava dela com ondas cada vez mais fortes. Ela teria que escolher entre não provar o mar ou molhar o único vestido que tinha ganho de aniversário. Até que, sem esperar, de repente, uma grande onda a cobriu e a molhou por completo. Pronto, já não havia mais o que escolher, a surpresa da onda a fez se entregar por definitivo àquela nova experiência.
A menina finalmente encontrou o mar e o mar a encontrou também.
Em nossas vidas também é assim: Nos relacionamos com Deus da mesma forma que esta menina se relacionava com o mar. Vivemos na sequidão e expectativa de encontrar um Deus que, às vezes, só conhecemos de ouvir falar. Ouvimos o testemunho de terceiros sobre suas experiências com a regeneração, cura e perdão experimentados em Deus. Nada do que imaginamos pode chegar perto do que Ele realmente é e significa mas, muitas vezes, quando temos a oportunidade de prová-lo e conhecê-lo de fato, temos medo de molhar nossa aparência. Perdemos, então, a oportunidade de vivenciar este poder de Deus em nossas vidas. Para experimentá-Lo precisamos nos envolver profundamente.
Conhecer Deus por inteiro é a maior experiência que alguém pode desejar e alcançar em toda a sua vida. Nada se compara ao seu poder e glória, nenhum oceano consegue ser maior ou mais profundo que o amor e perdão nEle encontrados para cada um de nós.
Buscá-lo, pode ser uma longa jornada, mas quando nos encontramos com a plenitude de Sua Glória não conseguimos deixar de tocá-lo ou ser tocados por Ele. Quando encontramos Deus, ao mesmo tempo somos achados por Ele. Algumas vezes somos pegos de surpresa por Deus e depois disto não há mais como voltar atrás.
Um dia, até mesmo o mar se rendeu à Palavra Viva de seu Criador. Quem tem poder para criar e dar ordens ao mar, tem poder para trazer abundância de água a qualquer deserto. Mais que o mar, quem o criou deseja transformar a sequidão do pecado e da morte em abundância de água viva de graça e misericórdia. Permita, hoje, que a onda do amor de Deus inunde sua alma e lhe traga vida.
O Deus que pairava sobre as águas te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!
Leia outros textos do pastor Pablo Massolar
Visite o blog Ovelha Magra (ovelhamagra.com)

Postado por Pablo Massolar às 10:25 3 comentários

FONTE:  onfeitaria Cristã

28/01/2010

FONTES TRANSCENDENTES DE TERNURA

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John Piper

A ternura de Deus para com os humildes está arraigada em sua auto-suficiência transcendente. Isto significa que aqueles que amam enaltecer a grandeza de Deus (o que todos deveriam fazer, de acordo com Salmos 40.16) precisam deleitar-se na ternura para com os humildes. Deus exalta a sua auto-suficiência transcendente por amar o órfão, a viúva e o estrangeiro.
Deus é Deus sobre todos os outros deuses. Ele é o Senhor sobre todos os senhores. Ele é "grande". É "poderoso". É "temível". Com base nesta grandeza, Moisés disse que Deus "não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno". Tudo isso enfatiza a auto-suficiência transcendente de Deus. Ele não aceita suborno, porque não tem motivo para aceitá-lo. Deus já possui todo o dinheiro do universo, e controla o subornador. Ele está acima dos subornos como o sol está acima das velas ou como a beleza está acima dos espelhos.
Moisés também disse que Deus não faz acepção de pessoas. Ou seja, Ele não tenta conquistar o favor de alguém por meio de tratamento especial. Fazer acepção de pessoas é outro tipo de suborno, não com dinheiro, mas com tratamento privilegiado. Deus está acima disso, porque não precisa do favor dos outros. Se Ele quer que algo seja feito, não fica preso a estratégias coercivas. Ele simplesmente o realiza. Fazer acepção de pessoas é o que você faz, quando não pode enfrentar as conseqüências da justiça. Mas Deus não é somente capaz de enfrentar essas conseqüências, Ele é a fonte de toda capacidade de enfrentá-las. Deus não depende de ninguém, além dEle mesmo. Ele é transcendentemente auto-suficiente.
Agora, temos a parte mais preciosa. Com base nessa auto-suficiência transcendente, Moisés disse que Deus "faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes". Visto que Deus não pode ser subornado pelo rico e não tem deficiências a serem remediadas por meio do favoritismo, Ele trabalha em favor daqueles que não se podem dar ao luxo de pagar subornos e que nada têm para atrair a parcialidade dEle — o órfão, a viúva e o estrangeiro. Esta é a razão por que eu disse que a ternura de Deus para com o humilde está arraigada em sua auto-suficiência transcendente.
Em seguida, temos a aplicação no versículo 19: "Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito". Isto não deve ser feito por sermos transcendentemente auto-suficientes. Deve ser feito por sermos os beneficiários da abundante plenitude transcendente de Deus. Visto que o nosso Deus transcendente age por nós e nos satisfaz consigo mesmo, podemos nos unir a Ele em condescendência. Esta é a razão para crermos que continuaremos a ser beneficiários, se não tentarmos suborná-Lo com nossas obras ou exibir-nos para conquistar a predileção dEle. Se nos reconhecermos como pessoas em condição de desamparo, semelhante à de uma viúva, de um órfão ou de um estrangeiro, e dependermos da espontânea graça futura de um Salvador auto-suficiente, seremos amados para sempre. E, sendo amados dessa maneira, teremos poder e prazer em amar como somos amados.
Isto é o que está subentendido em Tiago 1.27: "A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações". Esta é a verdadeira religião, porque flui da auto-suficiência transcendente de Deus, é sustentada pela sua graça e ecoa para a sua glória. Isto não corresponde a fazer o bem socialmente. É uma evidência da abundante provisão de Deus. Que Deus nos torne um povo cheio de ternura, para a glória de sua transcendente auto-suficiência!
Extraído do livro:

Uma Vida Voltada para Deus

Uma Vida Voltada para Deus
John Piper

+ Detalhes

Editora Fiel

O profeta da graça

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Mauro Lima

A graça de Deus é um conceito revelado de forma detalhada no Novo Testamento. Entretanto, esse dom eterno de Deus aparece em diversas oportunidades nos livros do Antigo Testamento. Jonas é um dos profetas precursores da graça de Deus. Seu livro foi escrito provavelmente por volta de 760 a.c. Sua missão era anunciar a destruição iminente da cidade de Nínive, a capital da Assíria. Jonas era profeta de Israel e como nacionalista não nutria simpatia pelos cidadãos de Nínive, pela consciência das destruições que a Assíria havia promovido em Israel (II Reis.15:29). Ele foi um profeta mandado por Deus a pregar aos gentios, razão pela qual se pode compreender sua recusa, entendendo que aquela cidade não merecia o perdão de Deus.
As controvérsias a respeito da história de Jonas e o respaldo sobre os fatos narrados no livro que leva seu nome devem ser sanados com base nas palavras de Jesus: "porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra" (Mateus 12:40).
O livro de Jonas demonstrou a graça eterna de Deus para com os homens. A palavra graça quer dizer “favor imerecido”. Na história de Jonas, Deus demonstrou sua graça despontando para salvação de uma cidade inteira: Nínive (Jonas 1:2). Jonas entendeu que aquela cidade não merecia o perdão de Deus e consciente da intenção de livramento da parte do Senhor preferiu fugir a cumprir a ordem divina (1:3; 4:1-2).
Mesmo na sua fuga, Jonas o porta voz da graça de Deus, sem querer colaborou com a salvação de homens pagãos que não conheciam ao Senhor (1:16). Deus se manifestou a Jonas, segundo a sua fé (1:9). A linguagem de Deus é adequada à nossa crença. Jonas citou o mar e a terra seca, mas esqueceu o homem. O Deus criador de toda a natureza escolheu o homem como a coroa da criação (compare com 1:4, 12, 15 e 17; 2:3, 5 e 10; 4:6,7 e 8). Repare que Deus usou a natureza para demonstrar o quão importante é a alma humana.
Deus insistiu com Jonas em favor de Nínive (3:1-2). A intervenção divina em favor de Nínive é uma figura da intervenção de Deus na história em favor do homem. Assim como Jonas permaneceu três dias no ventre do peixe por uma ação deliberada de Deus para a salvação de Nínive, Jesus ficou três dias no “coração” da terra (Mateus 12:40), de lá ressuscitando para salvação de todo o mundo.
Jonas é o retrato da incapacidade humana de propagar a graça de Deus, sem a correta compreensão do que ela representa: ele se recusou a anunciar a palavra de Deus por acreditar no privilégio da salvação apenas para um grupo “especial” de pessoas, os hebreus (1:9). No livro pode-se ver o poder da palavra de Deus para salvação de todos os homens (3:5-10). O poder da mensagem de Deus que Jonas levou não fora reconhecido até então pelo próprio Jonas.
Jonas fez a declaração pontual da presença da graça de Deus no contexto da sua trajetória como profeta (...pois eu sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. 4:2b). O egoísmo do profeta ao ver o arrependimento do povo de Nínive (4:1), a ponto de pedir sua própria morte (4:3), indica quanta incompreensão pairava em seu coração a respeito da graça de Deus (esse mistério era incompreendido pelo profeta Efésios 3:1-6).
No livro, a graça de Deus se manifestou em várias ocasiões: (1) Para os navegadores; (2) para Jonas no ventre do peixe; (3) para Nínive; (4) para o próprio Jonas quando quis morrer. Deus desejava que Jonas compreendesse que a sua intenção era abrir os olhos de toda uma cidade que estava cega pelo pecado (4:11). Se uma alma humana vale mais que todo o mundo perdido e Deus usou as forças da natureza para demonstrar essa verdade, qual é o valor de uma cidade? A história de Jonas foi um sinal precioso de Deus para que os Hebreus compreendessem a mensagem de Jesus no futuro.
Lições do livro de Jonas
1. Assim como fez com Jonas, é possível que Deus coloque a nosso encargo a salvação de pessoas que julgamos não serem dignas da graça de Deus.
2. Quando privamos as pessoas da graça de Deus podemos estar condenando nossa própria vida a também perder a graça. Jonas quase a perdeu!
3. O homem só pode propagar a graça de Deus, se a graça tiver se manifestado em sua própria vida. A graça é uma dádiva divina por meio da fé.
4. A graça de Deus é um composto fundamental do nosso trabalho:
a) Viver a graça;
b) Anunciar a graça.
5. Se vivermos a graça, somos capazes de compreender quão poderosa ela é e como pode alcançar as pessoas.
6. Podemos assim anunciá-la não como uma teoria espiritual distante, mas como uma experiência especial de Deus na nossa vida (há uma grande diferença quando a nossa pregação reflete a nossa própria experiência com Deus).
7. Quanto mais a graça abundou na nossa vida, mais gratidão nós temos diante de Deus e mais desejo de que ela alcance outras pessoas (Lucas 7:40-47).
Apesar de ter ouvido a mensagem de Deus mediante a pregação de Jonas, Nínive se afastou de Deus e foi destruída em 612 a.c. Nesse ano, a cidade foi tomada por uma coalizão de medos e caldeus em uma dinastia independente chamada "Neobabilônia". Seu fundador, o general caldeu Nabopolassar conquistou e destruiu Nínive definitivamente.FONTE:     O profeta da graça - eJesus - Cristianismo On Line - O site que Proclama os Ensino de Jesus

CURSO DE FORMAÇÃO MISSIONÁRIA GRATUITO

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(Pastor Eliezer e Missionária Luciana em Cochabamba, Bolívia, fazendo a obra de Deus)

Amados irmãos, o CETEM (Centro de Educação Teológica e Missionária), que está localizado em Natal, RN, está oferecendo o curso de FORMAÇÃO MISSIONÁRIA, gratuitamente, tanto de forma online como presencial.

“Porque é impossível ficarmos indiferentes à necessidade espiritual de grupos humanos, nas pequenas cidades, nos sertões, nas aldeias, neste país e em outros. Milhares de vidas não tiveram a oportunidade de ouvir falar de Cristo. Não é que nunca quiseram ouvir. É que falta gente para obedecer ao IDE de Jesus. Alguém que renuncie a interesses próprios e chegue até eles, levando-lhes a perfeita e doce mensagem do evangelho. "Todo coração sem Cristo é um campo missionário." Se você decide-se a alistar-se nas fileiras do Supremo General, deseja apresentar-se a Ele, "(...) aprovado como obreiro que não tem do que se envergonhar, e maneja bem a palavra da verdade."

Muitos são vocacionados, mas esbarram na situação financeira que os impede de frequentar um curso de formação na área de missões. Eu entendo e gostaria que todas as instituições de formação missionária oferecessem seus cursos gratuitamente para alavancarmos um movimento missionário brasileiro de muito maior amplitude, para alcançarmos Jerusalém, Judéia, Samaria e os Confins da terra.

Nosso material é bem elaborado e dentro dos padrões estabelecidos por Deus.

Nossa visão é: treinar homens e mulheres que queiram compromisso com Jesus Cristo e com Seu Reino, afim de que Seu nome seja proclamado às nações.

Nosso Alvo: Disponibilizar nossos recursos didáticos ao maior número de pessoas.

Nossa Metodologia: O Curso de Formação Missionária funciona de 02 (duas) formas: *Presencial e *Em ambiente Virtual, através de uma plataforma educacional e-learning, onde o aluno quando matriculado terá acesso restrito ao conteúdo programático, testes e avaliações. Podendo contar com a ajuda do Tutor da sala para tirar dúvidas e esclarecimentos, além de participar de fóruns com outros alunos. Dispomos também de uma biblioteca virtual para pesquisas. Na verdade o aluno não estará sozinho, uma equipe de homens e mulheres com experiência teológica e missionária estarão dando o suporte necessário.

Quais os requisitos para se inscrever?

1- Ter chamado

2- Ser membro de uma Igreja Evangélica

3- Estar disposto a completar o curso até o final.

OBs.: caso o aluno não complete o curso ou não responda os questionários, sua inscrição é imediatamente cancelada. O mesmo não terá como voltar e solicitar nova inscrição, o próprio sistema rejeita. Por isso é bom que o aluno tenha certeza do que ele quer.

DURAÇÃO: O aluno tem um prazo de 06 meses para concluir com efeito todos as disciplinas, podendo concluir antes, dependendo da disponibilidade de cada um. Por exemplo, são oferecidas 14 disciplinas no curso de FORMAÇÃO MISSIONÁRIA. O aluno só poderá fazer uma disciplina por vez. Quando ele concluir uma disciplina a outra será automaticamente liberada.

SÃO AS DISCIPLINAS:

1- EVANGELISMO E DISCIPULADO

2- MÉTODO DE ESTUDO BÍBLICO

3- INTRODUÇÃO BÍBLICA

4- HISTÓRIA DE MISSÕES

5- MISSÕES URBANAS E TRANSCULTURAL

6- HOMILÉTICA

7- VIDA DO APÓSTOLO PAULO

8- HERMENÊUTICA

9-LIDERANÇA CRISTÃ

10- ANTROPOLOGIA MISSIONÁRIA

11- MISSIOLOGIA EM ROMANOS E EM EFÉSIOS

12- CARÁTER E VIDA CRISTÃ

13- GUERRA ESPIRITUAL

14- PLANTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE IGREJAS”

Pr. Jean Aguiar

Fundador e diretor do CETEM

Visite o site do CETEM: http://www.cetemnatal.com.br/tmp/

fonte:  Veredas Missionárias

27/01/2010

ARREPENDER-SE É MUDAR O MUNDO



O arco da narrativa de Lucas, que se alça no evangelho que traz o seu nome e se fecha graciosamente no livro de Atos, é sustentado por um bom número de conceitos-chave, motivos centrais que [re]aparecem em momentos estratégicos e amarram dessa forma a sua estrutura. São temas como batismo, arrependimento, salvação, plano divino e a relação entre a rejeição e a expansão da mensagem da boa nova.
Dentre esses, o menos importante não será a noção de metanoia/arrependimento. A raiz grega para “arrependimento” aparece 25 vezes no trajeto de Lucas-Atos, número que representa mais de 45% de todas as ocorrências da palavra no Novo Testamento. Mais importante do que observar essas cifras, no entanto, será notar que os demais autores do Novo Testamento, quando usam a palavra, não se dão ao trabalho de defini-la ou de fornecer para ela quaisquer verdadeiros pontos de referência. Lucas é o único autor neotestamentário a apresentar chaves numerosas e inequívocas para que seu leitor entenda a natureza do arrependimento, “Frutos dignos de arrependimento”, isto é, atitudes que evidenciem a nossa mudança de mentalidade.conforme anunciado por Jesus e por seu precursor, bem como as implicações da idéia para a comunidade cristã e para a sociedade como um todo.
Para o autor de Lucas e Atos o arrependimento é uma forma muito peculiar e prenhe de consequências de mudança de mentalidade. Sua idéia de arrependimento tem, na realidade, pouca relação com a arapuca cheia de implicações teológicas com que tentamos aprisionar a palavra.
Muito embora no evangelho de Lucas João Batista dê início ao seu serviço público apregoando o “batismo de arrependimento tendo em vista a remissão de pecados” (Lucas 3:3), nesta narrativa arrepender-se não é o mesmo que “abraçar o perdão”, nem é o mesmo que “abandonar uma vida de pecado” (pelo menos não no sentido seletivo que costumamos atribuir a perdão e pecado).
Muito embora João Batista deixe muito claro (Lucas 3:8) que o apego à tradição religiosa não tem poder para poupar quem quer que seja da ira vindoura (”nem comecem a dizer em si mesmos: ‘Nosso pai é Abraão’”), para Lucas arrepender-se também não é mero recurso para se evitar a punição divina.
Tanto “abandonar o pecado” quanto “evitar a punição”, idéias através das quais estamos habituados a interpretar o termo arrependimento, tem uma natureza negativa: enfatizam o que não deve ser feito e aquilo que pode ser evitado. Na narrativa de Lucas-Atos, o arrependimento é sempre coisa a ser lida numa lente positiva: diz respeito, invariavelmente, ao que deve ser, a partir daquele momento e para sempre, colocado em prática.
Para Lucas, a mensagem do arrependimento não anuncia coisa alguma a respeito do que Deus está fazendo; ela anuncia tudo a respeito do que você deve fazer. Para Lucas, as implicações do arrependimento não são teológicas, mas práticas. Para Lucas, arrepender-se é um modo de abraçar a salvação pelo método de salvar os outros.
Isso fica evidente desde o primeiro momento em que a idéia é apresentada pelo autor, no terceiro capítulo do seu evangelho. Às multidões que saíam para ser batizadas por ele, João Batista dava a entender, sem qualquer rodeio, que o seu batismo não representava garantia alguma ou mérito algum (vv. 7-8). “O que vocês devem fazer”, ele esclarece em seguida, “é produzir frutos dignos de arrependimento”. Em outras palavras, o que Deus está exigindo de nós não são ritos ou profissões de fé, mas atitudes que evidenciem a nossa mudança de mentalidade. Porque as árvores que não dão frutos – isto é, os adoradores que não produzem evidência da sua mudança de critérios – estão sendo cortadas e lançadas no fogo (v. 9).
Diante dessa exigência, os ouvintes de João Batista apresentam-lhe a pergunta que será ecoada sem alteração pelos ouvintes de Pedro no Pentecostes: o que devemos fazer?
A resposta oferecida pelo Batista é de importância épica, porque revelará quais são, na opinião divina que ele está representando, as implicações da metanoia. Quais são as atitudes que evidenciam o arrependimento/mudança de mentalidade? Que resposta você daria a quem lhe perguntasse quais são as exigências do arrependimento bíblico?
Para surpresa e embaraço eternos de igrejeiros antigos e contemporâneos, o arauto de Deus não entende o arrependimento como chamado à religião ou à abstinência, mas como convocação à justiça social, à integridade e à distribuição de renda:
“Quem tem duas túnicas”, exige João Batista, “reparta com o que não tem nenhuma. Quem tem comida deve fazer o mesmo”.
Para nossa felicidade, alguns cobradores de impostos aparecem logo em seguida para serem batizados por João – isto é, estão dispostos também eles a abraçar o arrependimento, – e fazem-lhe precisamente a mesma pergunta: e nós, o que devemos fazer?
A resposta de João: “Não cobrem mais do que lhes foi prescrito.”
E, logo depois, alguns soldados: e nós, o que devemos fazer?
João: “Não tentem extorquir o que pertence aos outros fazendo denúncias falsas. Contentem-se com o seu soldo”.
Neste ponto será necessário mais uma vez parar no acostamento e enfatizar o caráter absolutamente revolucionário dessas divinas interferências. Pois o reino de Deus anunciado por João Batista e por Jesus não implica apenas na abolição da idéia de religião como esforço de reconciliação com Deus por parte do homem. Nesta nova intervenção Deus não quer nos salvar das nossas faltas ou do castigo que elas requerem, o que seria fácil demais; seu ambicioso e exigentíssimo plano é salvar-nos da nossa mediocridade. Seu plano é salvar-nos de nós mesmos.
Para os arautos das boas novas nos quatro evangelhos, o homem deve arrepender-se não porque o arrependimento é a resposta adequada ao pecado, mas porque teve início um novo e assombroso período da história. A motivação para se adotar a nova mentalidade é a vertiginosa notícia de que o reinado de Deus foi inaugurado. Arrependei-vos, minha gente, porque é chegado o reino de Deus.
E embora não conheçamos o retrato completo deste novo mundo que Deus está sonhando, anunciando e implantando, os evangelhos vão indicando que ele será caracterizado por inúmeras revoluções por minuto em todas as áreas da atividade humana. Este novo mundo requer uma nova mentalidade, uma nova visão de mundo, e adotar esta nova cabeça é precisamente arrepender-se.
É por isso que em suas respostas João Batista vai esclarecendo que o arrependimento deve necessariamente abranger todo um leque de dimensões éticas, sociais e antropológicas.
Como o cerne do projeto do reino é uma reconciliação radical entre os seres humanos, com a consequente criação de uma nova comunidade, a primeira e mais geral revelação é a de que todos, não apenas os ricos, tem a responsabilidade de repartir. Onde todos tem a mesma ausência de merecimento, todos merecem rigorosamente a mesma coisa – pelo que toda e qualquer desigualdade deve ser voluntariamente corrigida pelos componentes do sistema (”quem tem duas túnicas reparta com o que não tem nenhuma. e quem tem comida deve fazer o mesmo”). Em segundo lugar, como explicam as respostas dadas aos soldados e aos cobradores de impostos, a nova era exigirá, mesmo daqueles colocados nas mais comprometedoras posições da sociedade, uma postura radical de integridade pessoal.
A metanoia representa uma revisão completa do modo como os seres humanos interagem uns com os outros, e isso porque o novo estado de coisas do reino exigirá tudo de todos e algo diferente de cada um. Embora acabe representando desafios diferentes de acordo com a presente posição do indivíduo na sociedade, as marcas do arrependimento dizem sempre respeito à relações interpessoais, e requererão invariavelmente uma postura de altruísmo, inclusão e misericórdia. Como deixam abundantemente claro os três exemplos deste episódio de Lucas, arrepender-se é rever a nossa posição sobre quem é digno de Deus, e portanto sobre quem é merecedor da nossa amizade, da nossa lealdade e da nossa túnica extra.
Esta, e não servir de ilustração da vida futura, é a razão de ser da parábola do rico e o Lazáro (Lucas 16:19-31). Na parábola o homem rico mostrou-se merecedor dos tormentos do inferno porque, diante da oportunidade que jazia literalmente à sua porta, recusou-se a arrepender-se. O rico é punido porque negou-se a abraçar a lógica inclusiva do reino e repartir com o Lázaro uma parcela dos seus recursos. De seu posto de sofrimento e exclusão, o rico pede a Abraão que permita que o mendigo se apresente na terra dos vivos aos seus cinco irmãos, porque “se alguém dentre os mortos for ter com eles, eles hão de se arrepender” – isto é, mudarão o seu modo de interagir com os outros/pobres.
Paralelamente, há outro símbolo potente nas respostas dadas por João Batista aos soldados e aos cobradores de impostos. Os dois grupos representavam categorias que viviam – e muitas vezes por boas razões – às margens da aceitação social. Soldados e cobradores de impostos não mereciam tratamento cordial e não tinham cacife para participar da comunidade de Deus. Ao se dispor a responder as suas perguntas, João acaba revelando o impensável: que o arrependimento (e portanto o acesso ao reino e à salvação) está aberto mesmo aos desprezíveis e desprezados, aqueles que a sociedade decidiu serem inteiramente indignos de inclusão social fora do seu próprio círculo. Arrepender-se, na ótica mais ampla do reino, é tanto mudar de idéia a respeito de quem é aceitável quanto passar a viver fornecendo a todos indicação de que todos são aceitáveis.
É preciso lembrar que o mundo da Antiguidade era, talvez ainda mais do que o nosso, regido pela crença indiscriminada em categorias sociais estanques, barreiras que milagre algum podia alterar ou derrubar. A inclusividade brutal do reino de Deus, como proposto por Jesus e João Batista, representava e representa uma tremenda ameaça a esse estado de coisas.
E, como declarado nos evangelhos, a revolução igualitária do reino começa pessoa a pessoa pela guerrilha do arrependimento, que no vocabulário da boa nova não é remorso e não é contrição, mas uma mudança definitiva e radical no modo de se ver e experimentar o mundo e a relação com o Outro.
Arrepender-se é mudar o mundo. Numa palavra, Jesus prega a aceitação de todos, e essa inclusividade requer uma extrema revisão no nosso modo de pensar pessoas e comunidades. Essa mudança de mentalidade altera cada aspecto da vida, e produz uma completa reorientação de crenças, critérios e atitudes.
Na prática, como explicam os exemplos do evangelho de Lucas, o arrependimento trabalhará sempre para corrigir desigualdades e injustiças sociais, morais, éticas, financeiras e religiosas. Contribuirá para alterar visões de mundo que causavam a exclusão. Servirá de instrumento de ressocialização, possibilitando a criação de um comunidade inclusiva sem qualquer paralelo na história anterior ou posterior da humanidade.
Essa reforma de ponto de vista altera o próprio tecido da realidade, porque muda o que as pessoas se mostrarão dispostas a fazer umas pelas outras. Criará ao mesmo tempo um ambiente novo, onde gente de diversas origens e orientações, que vivia antes alienada, poderá conviver como povo de Deus.
Esta insana reprogramação é o que os arautos da boa nova chamam de arrependimento/metanoia.

Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.
Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.
Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.
Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.

Vendo-se as coisas por esta ótica, fica evidente que a parábola do filho pródigo (Lucas 15:11-32) não é contada para constrastar um filho austero e um filho devasso, nem para mostrar a diferença entre um filho volúvel e um pai constante. O conflito central da parábola só é colocado em andamento quando o filho pródigo aparece arrependido no horizonte, porque esta narrativa serve para constrastar duas atitudes possíveis de uma comunidade diante do arrependimento. Por um lado, o pai acolhe o arrependimento como motivo de júbilo e ressocialização; por outro, o filho mais velho vê a inclusão como motivo de ódio e horror.
A lição da parábola está em que na visão de mundo do reino a inclusividade, o perdão e a misericórdia nunca devem ser vistos com rancor ou como falta de critério, mas como ensejo para a mais irrestrita e exuberante celebração. A narrativa explica que é mais fácil um de fora arrepender-se (isto é, sentir-se disposto a incluir e a ser incluído) do que os que se sentem incluídos se mostrarem dispostos a abraçar sem qualquer trâmite os de fora. O verdadeiro desafio do arrependimento, o verdadeiro funil da conversão de mentalidade exigida pelo reino, é sermos capaz de engolir gostosamente essa medida geral e irrestrita de inclusão.
Mas a boa nova não se cala, e insiste imoderadamente que a conversão de mentalidade do reino está ao alcance de todos – até mesmo de patifes como nós, que via de regra não nos consideramos pecadores como os outros. Porém, a história conta que para nós arrepender-se representará aceitar no nosso seletíssimo círculo a inclusão daqueles de que estamos absolutamente convictos não merecem nossa consideração – quanto mais nosso beijo, nosso abraço e um lugar inesperado à mesa.

Luciano Aguilera

O significado de 'obras maiores'

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Francisco Mario

Gostaria de compartilhar com vocês uma análise exegética com o título "O significado de 'obras maiores' em Jo 14.12". Acredito que pode acrescentar em alguma coisa. Pelo menos para trazer maior discussão e zelo pela exegese bíblica. Deus os abençoe. Vou colocar, apenas, a introdução.
Comentar um verso polêmico não é fácil. Principalmente quando estaremos discordando de vários eruditos, ou de uma grande maioria, mas quando se tem as regras, não se deve temer, apenas analisar racionalmente se de fato uma interpretação está correta ou não. A Hermenêutica é uma ciência e como tal é observável. Qualquer estudioso pode analisar se de fato uma interpretação está coerente ou não. Basta usar as regras. O problema da Hermenêutica bíblica é que, muitas vezes, os pressupostos são mais decisivos que as regras observáveis de interpretação. De certa forma, todos interpretam com um pressuposto, mas as regras hermenêuticas devem ser decisivas na interpretação, mesmo que lamentemos que tal interpretação seja assim.
O texto de Jo 14.12 é polêmico por vários motivos. Primeiro, por ele desafiar a tradição de alguns eruditos que têm pressupostos sessacionalistas e não aceitam que milagres aconteçam nos dias de hoje. Segundo, por ele trazer uma promessa audaciosa do Senhor e Mestre amado Jesus. Na verdade, é um texto, no mínimo, impressionante. F. F. Bruce percebeu isso ao escrever em seu comentário: “isso deve ter causado [aos apóstolos] uma grande surpresa”[1]. Saber que Jesus dá uma promessa de fazer obras iguais a que ele fez já é uma promessa audaciosa, quanto mais que ele afirma que os seus discípulos fariam “outras maiores” do que estas. Quaisquer que sejam essas obras, isso nos deixa espantados da graça e da grandeza dessa promessa. Terceiro motivo é devido aos exageros e distorções no meio neopentecostal. Essas distorções, práticas bizarras e absurdas no meio neopentecostal têm colocado muitos eruditos a pender para uma interpretação, mesmo que alguns problemas hermenêuticos sejam esquecidos ou não levados em conta.
Meu objetivo nesse texto é fazer uma análise exegética desse verso e demonstrar que algumas nuanças exegéticas são desprezadas ou despercebidas por alguns eruditos. Pretendo demonstrar que a intenção de Jesus era dizer que a expressão “obras maiores” inclui não somente o avanço do evangelho, mas principalmente milagres e maravilhas, e que retirar esse significado fere a hermenêutica bíblica. Pretendo também analisar essa interpretação à luz das coisas bizarras no meio neopentecostal dando uma palavra de alerta à igreja.
[1] BRUCE, F. F. Introdução e Comentário: João. São Paulo: Vida Nova, 2004, p. 258.FONTE:    O significado de 'obras maiores' - eJesus - Cristianismo On Line - O site que Proclama os Ensino de Jesus

26/01/2010

O cristão e o dinheiro

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Pe. Virgilio, ssp

Se os “filhos das trevas” são tão habilidosos em fazer o mal, por que os “filhos da luz” não poderiam usar a mesma esperteza para fazer o bem? Em outras palavras, para obtermos os bens definitivos do reino de Deus, por que não imitar a coragem, a astúcia e a inteligência dos que tudo sacrificam para conseguir os bens perecíveis?
Ocorre que preferimos ficar balançando entre a luz e as trevas, entre o bem e o mal, entre Deus e os ídolos... Com demasiada freqüência, cedemos ao comodismo e ao cansaço. E ficamos aguardando que nossos problemas sejam resolvidos sem a nossa participação.
Nós, como cristãos, precisamos testemunhar que os bens materiais não são necessariamente malditos nem necessariamente iníquos. Tudo depende de como eles são ganhos e de como são usados: se para o bem ou para o mal; se são repartidos ou enclausurados; se são aplicados para melhorar a vida de todos ou para a felicidade de uns poucos privilegiados.
Então não precisamos, sem mais nem menos, demonizar a riqueza. Ela foi posta na terra pelo próprio Deus, se bem que em benefício de todos. Cabe a nós multiplica-la, mas sempre em proveito da felicidade comunitária.
A essa altura, seria erro pensar que Jesus pôs em guarda só os ricos contra o perigo de idolatrar o dinheiro. A verdade é que todos, ricos e pobres, beiramos o mesmo pecado. O dinheiro é um deus tirano e pode ter um altar em cada coração: tanto no coração do rico como no do pobre; no coração do adulto realista e no do jovem idealista.
Concluindo, Jesus não condena a riqueza, e sim o mau uso que dela se faz. Quanto a nós, estas são nossas dramáticas alternativas: escolher o reino de Deus e sua justiça ou a idolatria da riqueza. Bem sabendo que, onde estiver nosso tesouro, lá estará também nosso coração.

 

FONTE:     O cristão e o dinheiro - eJesus - Cristianismo On Line - O site que Proclama os Ensino de Jesus

25/01/2010

SOBRE OS DESAFIOS!- Alzira Sterque

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Os japoneses tinham um problema. Estava cada vez mais difícil conseguir um de seus alimentos prediletos: peixe fresco, o ingrediente primordial para sushis e sashimis. Devida à poluição das águas que circundavam o Japão, os cardumes tinham migrado para muito longe.
Para não deixar o país desabastecido, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e foram atrás de atuns, linguados e robalos. Obviamente, quanto mais longe iam, mais demoravam para voltar. É certo que traziam os peixes, mas eles não eram frescos e, por isso, os japoneses não gostavam.
Para resolver esse problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Esses imensos freezers, além de dar mais autonomia e mais capacidade aos barcos, também evitariam que os peixes estragassem. Tudo isso de fato ocorreu, mas os japoneses também não gostaram dos peixes congelados. Um dia alguém teve uma idéia: se o problema é manter o peixe fresco, porque não colocar tanques com água salgada nos barcos? Assim, os peixes retirados do mar seriam depositados nesses imensos aquários e, por mais que a viagem demorasse, chegariam vivos e frescos em terra firme.
O plano parecia infalível. Mas não foi. Ninguém previu que, espremidos como sardinhas em lata, os peixes, por falta de espaço, paravam de se debater, vencidos pelo cansaço. E a carne desses peixes tinha gosto de abatimento e apatia, não de frescor.
Esse era o problema. Imagine agora que você fosse chamado para resolver esta questão. Se fosse contratado pela indústria pesqueira japonesa, o que proporia? Eis a solução. Atualmente, os barcos ainda mantêm os peixes dentro de tanques. A diferença é que, dentro de cada tanque, além de uma quantidade menor de peixes, também é colocado um pequeno tubarão. O tubarão come alguns peixes, mas os que nadam alucinadamente para fugir daqueles dentões chegam vivos, e muito vivos! Além de frescos (com sabor, com gosto). Isso ocorre porque esses peixes, ao contrário dos anteriores, são desafiados a sobreviverem.
Como os peixes dentro do aquário com o tubarão, o cristão só progride em ambientes desafiadores. Fora deles, tende a acomodar-se. Quantas vezes não ouvimos falar de ministérios que foram afundados, simplesmente porque não souberam atentamente vigiar? Não conseguiram enxergar as ameaças que os rondavam. Isso não aconteceria se as pessoas estivessem constantemente vigiando, orando, revestindo-se do poder do alto, sobrevivendo (num mundo ao qual não pertencemos).
Em vez de fugirmos dos problemas, encaremos nossos desafios. Enfrentemos os inimigos que se postam no meio de nossa trajetória espiritual. Repensemos na nossa jornada.
O tubarão, quando persegue o peixe, faz, inconscientemente, com que o peixe tenha gosto, conserve o seu sabor. Nós, cristãos, somos o sal da terra e a luz do mundo, por isso não podemos nos acomodar jamais. Lutemos para seguir rumo aos céus ilesos, “com sabor”, pois sempre haverá um tubarão no nosso tanque.

Uma visão capaz de influenciar o mundo

 


Por Jairo de Oliveira

Embora desejasse muito, ele não chegou a se tornar um missionário transcultural. Todas as suas tentativas de se estabelecer no campo missionário foram fracassadas em razão de complicações com a saúde; sem contar o fato de ter sido rejeitado como candidato por uma organização missionária. Nem por isso, desistiu de sua visão de alcançar o mundo com o evangelho. Pelo contrário, já que não tinha condições de ir pessoalmente, resolveu enviar outros em seu lugar. Um de seus lemas era: “Nenhuma visão que não seja o mundo é a visão de Deus”. Seu nome era Oswald Smith, pastor da Igreja do Povo, em Toronto, no Canadá, homem que sustentou centenas de missionários e chegou a enviar mais missionários para o mundo do que qualquer outra igreja de sua época. Suas iniciativas para influenciar o mundo foram tão grandes que milhares de pessoas o chamavam de “Sr. Missões”.

É fantástico quando a visão de Deus alcança o coração de um homem! A visão de Deus é aquela que sonda a necessidade de cada ser humano e produz uma ação prática para responder à humanidade e revelar Sua glória em todos os continentes, países, cidades, povos, aldeias e malocas. João bem descreve que essa perspectiva global da humanidade moveu o coração de Deus a ponto de dar seu Filho unigênito para a salvação de todos os homens, em todos os lugares. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
O projeto divino é global e sempre foi desenvolvido a partir desta perspectiva. Portanto, identificarmo-nos com uma visão global – em semelhança a homens como Oswald Smith – e trabalharmos para influenciar as nações é agir de acordo com os propósitos de Deus. Não se trata de modismo ou influência do movimento moderno de globalização, mas de uma atitude de obediência ao mandamento divino: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1.8).
Desta forma, podemos afirmar que o desafio para a igreja deste novo milênio é corresponder aos seus desafios locais, mas ao mesmo tempo pensar, visualizar e agir globalmente. Isto é, de maneira simultânea, tanto numa ação local, como num mutirão global.
Seria pedir de mais, requerer que uma igreja local desenvolva uma consciência e uma ação global? Bem, se uma empresa, no mundo de hoje, que não pensa globalmente está condenada à estagnação, o que dizer de uma igreja que não tem uma visão global e não considera sua tarefa globalmente? A igreja foi estabelecida para corresponder aos desafios mundiais e deve ser caracterizada por sua visão do mundo. De outra forma, ela perde sua identidade e nega a sua natureza como agência do Reino de Deus para as nações.
Não há dúvidas de que mais do que em qualquer outro tempo, o mundo clama por homens e mulheres com uma visão de Deus. Este cenário transforma em urgente a tarefa de cada igreja local se identificar com a visão do alto e assumir ações transformadoras, em todas as partes do planeta.
Depois das tsunamis, em dezembro de 2004, veio o terremoto, em maio de 2006. Em junho do mesmo ano, lá estava outra tsunami. Agora, o maior país muçulmano do mundo, a Indonésia, sofre com a lama quente de um vulcão – em erupção em setembro de 2006 – que amplia o estado de destruição e eleva o número de desabrigados no país. De maneira angustiante e com a esperança de uma vida melhor abalada, o povo clama por socorro ao deus do Alcorão.
E o que dizer daqueles que vivem em condições mais favoráveis, mas clamam por nunca terem sido alcançados pela pregação verbal do evangelho? São, pelo menos, 2,3 bilhões de pessoas que não tiveram ainda a chance de ouvir o evangelho de forma compreensível. Estamos falando de pessoas que vivem em contextos de isolamento geográfico, religioso e social e para serem alcançadas carecem de ajuda externa, como, por exemplo, a intervenção de um missionário.
Em nossa própria nação, de um total de 251 tribos indígenas1 cerca de 113 tribos não têm a presença de missionários evangélicos. Há ainda uma enorme quantidade de comunidades em todo o país, inclusive sertanejos e ribeirinhos, que não têm acesso ao evangelho. Segundo dados oferecidos pela Missão Juvep, somente na zona rural nordestina do nosso país, destacam-se mais de 320 municípios com 97% de pessoas que não conhecem o evangelho e mais de 10.000 aglomerados humanos sem nenhum crente. Calcula-se que em todo o sertão cerca de 95% das pessoas nunca foram evangelizadas...
É urgente expandirmos nossa ação e influenciarmos o mundo a partir de uma visão dada por Deus! Vale lembrar aqui que uma igreja que expande seus horizontes e atua globalmente não é aquela que disputa terreno com outras igrejas e faz da sua denominação uma marca registrada em cada país do mundo. Uma igreja que obedece a ordem divina é aquela que anuncia o evangelho e faz discípulos onde Cristo ainda não foi nomeado.
Ainda hoje, mesmo depois de sua morte no ano de 1986, a vida de Oswald Smith se destaca por sua visão global, capaz de influenciar o mundo. Testemunhos de vida como esse, além de empolgantes, servem-nos como amostra do que a visão de Deus pode fazer no coração de alguém apaixonado pela evangelização mundial.
Senhor, contempla a Igreja brasileira e nos dá a Tua visão, capaz de influenciar o mundo!
*O Pr. Jairo de Oliveira é autor dos livros 'MISSÕES: A RAZÃO DA EXISTÊNCIA DA IGREJA', e 'MISSÕES E CULTURAS' (ambos pela AbbaPress), entre outros.

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1 - O número de tribos indígenas brasileiras tem variado ao longo dos anos. Dessa forma, os números apresentados no texto estão de acordo com dados mais recentes divulgados pela FUNAI.

Via site da Família Matioli - http://www.familiamatioli.com.br/Fonte:  Confeitaria Cristã: Uma visão capaz de influenciar o mundo