Leia, DA ARTE DE PREGAR ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES, em co-autoria com a missionária Alzira Sterque.

27/11/09

FOLHAS SECAS…

 

Para que servem folhas secas

Foto de Adib Valentim

República Centro-Africana, década de 60.
Um jovem casal suiço é enviado como missionário em um país tenso e recém independente.Um país sem litoral, rodeado de conflitos, exageradamente quente e apinhado de inúmeras aldeias com costumes primitivos e falta de qualquer modernidade.
Eles se instalam em uma casa que pertencera a outra familia, agora em viagem pelo mundo. As casas de aldeia são sempre simples e rústicas, paredes claras e sem acabamento. O chão eventualmente é de terra batida feito com argila especial, e alguns cômodos pode ter um pouco mais de refinamento, com o chão de cimento alisado.
Mas o casal descobriu, em meio a tanta simplicidade, que existia um capricho deixado pelo morador anterior. Encantados, notaram que o chão da sala e o quarto tinham um desenho todo especial, que tentaram reproduzir na construção de um próximo cômodo.
A cobertura de cimento, após ser alisada sobre a terra, corria o risco de rachar devido ao forte calor da casa. Os nativos ensinavam um recurso criativo para atrasar a secagem e impedir fissuras no piso: cobriam tudo com centenas de folhas secas que se acumulavam lá fora, caídas das mangueiras da região, capazes de reter parcialmente a umidade e permitir uma secagem gradual.
A surpresa é que, ao retirarem as folhas após os dias da secagem, o cimento ficava impregnado com os contornos gerados pelo pigmento, tatuado involuntariamente. Eram centenas delas, feito um tapete amarelo esverdeado, cobrindo o piso com incomparável e surpreendente beleza.
Ouvi esse relato há anos de Pierre e Lily Waridel, amigos de longa data. Se não me engano, ele chegava a suspirar quando dizia que aquele “piso de folhas” era um dos mais bonitos que tivera em todas as casas e países nos quais morou ao longo da vida. Era a beleza que surgia do inesperado. A marca deixada por algo que aparentemente não tem mais valor, utilidade ou sinal de vida: folhas caídas das árvores.

Não é preciso ir longe na analogia para entender que nem sempre aquilo que se resolve com extrema rapidez seja o melhor caminho. Por vezes, é necessário um certo tardar, um certo esperar, um certo aquietar, uma porção de folhas secas sem utilidade. Sem desvarios, sem afobação.
Às vezes a ansiedade e a pressa racham aos poucos a nossa alma, que precisa ser cicatrizada com delicadeza e amor. Mais horas de sono, de ócio, de abraços sem utilidade, de risadas, de sonhos. Mais banhos demorados, caminhadas inventadas, menos vidros fechados às pressas nos sinais, menos olhares perdidos, menos empáfia, menos etiqueta nas roupas, menos grife.
Quem sonha não pode ter pressa, porque, para ‘acordar-se pra dentro’, como dizia Quintana, é preciso usar as muitas folhas secas que esse dia nos deixou.
Helena Beatriz Pacitti, do Timilique! fONTE:       PavaBlog

26/11/09

QUE TODA IGREJA…

the-puma-store

(continue vc mesmo…)

Que toda igreja seja um hospital e não um tribunal.....
Que toda Igreja seja um Hospital não um hospicio...
Que toda igreja cative, mas não torne cativos..
Que toda igreja anuncie o evangelho, mas baixinho e com descrição como uma pessoa educada e gentil, não como um vicking tirano.
Que toda igreja pregue o evangelho mas despregue as tradições jurássicas que não ensinam a pensar.
Que toda igreja seja novamente casa de Deus e não de homens!!
Fabiano Rangel
Que a igreja seja um lugar onde possamos buscar conforto e não tribulações!
Fabiano Rangel
Que a igreja seja urgentemente restaurada, pois senão vai virar apenas história! (isso me preocupa)
Fabiano Rangel
Que toda a igreja irradie amor e esperança, e não gere medo ou condenação no coração de seus membros.
Alex Fajardo
.... continue nos coments que eu publico aqui depois...

VIA:  reformado

25/11/09

DE AGORA EM DIANTE SERÁS PESCADOR DE HOMENS

 

Um episódio tremendo narrado nos Evangelhos, em detalhes no capítulo cinco de Lucas, dá conta de uma pescaria absolutamente atípica realizada pelos irmãos Pedro e André, companheiros de, ninguém menos, do que Jesus de Nazaré, em pessoa. Jesus usara o barco deles como púlpito para falar à  multidão que se concentrara na praia. Quando terminou sua pregação, ordenou a Pedro que navegasse para alto mar e lançasse as redes para pescar. Pedro ficou perplexo, mas tratou de não contrariar o mestre. O que se viu foi um assombro. Nunca na história daquele país alguém pescou tantos peixes quanto esses caras. Foi preciso juntar todos os barcos nas imediações e nem assim deram conta de carregar todo o produto daquela pesca doida. Pedro surtou e chegou a pedir a Jesus para se ausentar dele, pois se considerava um tremendo picareta não merecedor de tal dádiva e o mesmo se deu com os outros presentes.

Mas o Gran Finale dessa história foi inesperado e surpreendente, além de chinfrin, para horror de certos pastores da moda que andam lançando livros e vídeos onde ensinam os incautos a “pensar grande”. Veja, Jesus disse-lhes:

Não temas; de agora em diante serás pescador de homens“.

Os meninos estavam tão completamente em transe que largaram suas redes, cujo significado é: deixaram seu trabalho definitivamente, e partiram atrás daquele maltrapilho guerrilheiro e errante, mas com uma luz insuportável em seu semblante.

Claro que eles poderiam ter ficado em seus empregos, ainda mais depois daquela pesca maluca. Você e eu no lugar deles diríamos a Jesus: Olha Senhor, agora não é momento ideal, precisamos contabilizar essa pesca, depois cuidar das vendas e administrar o produto todo. Certamente, gastaremos umas duas ou três semanas nisso, sem falar na continuidade da pesca. A tomar por hoje, ainda teremos muito peixe para pescar e distribuir. Passe no mês que vem, quem sabe poderemos sentar para conversar sobre seu projeto. Faça melhor, traga-nos um projeto escrito para podermos avaliar mais detalhadamente. O conselho dos pescadores está mesmo para se reunir e, quem sabe, conseguimos encaixar ele na pauta.

Alguns dos meus ex-colegas de seminário, depois de uma pesca inacreditável dessas e sentados no alto da montanha de peixes, escreveriam textos confessionais em seus netbooks para postá-los em seus sites e seus puxas sacos tratariam de replicá-los por toda a blogosfera e twittersfera, mas continuariam pescando peixes mesmo, depois de adquirir mais uma boa dose de camisas La Coste, alguns Armanis novos e, claro, a Harley da hora. Pior é que eu, provavelmente, continuaria a invejá-los.

FONTE:  Gruta do Lou

24/11/09

O QUE FAZ DEUS FELIZ?

 

Você. Isso mesmo, você. A sua vida faz Deus feliz. Vamos ver, todavia, em que circunstâncias isso acontece. Precisamos então examinar, pelo menos, dois textos bíblicos.

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O primeiro é o da videira e dos ramos. Diz lá que Deus é glorificado quando a gente dá muito fruto. Bom, pra gente poder dar fruto a gente tem que ser árvore viva e o mesmo texto diz que nós somos árvores vivas porque somos os galhos da videira verdadeira que é Cristo. Aliás, a gente só é galho vivo, que pode dar fruto, se estivermos em Cristo. Ele mesmo fala neste texto que sem ele nós não conseguiríamos realizar nada. “sem mim, nada podeis fazer” a gente também sabe pela Bíblia Sagrada que Deus gosta tanto de ser glorificado que uma vez disse: “a minha Glória não dou a ninguém”.

Então podemos afirmar que Deus fica feliz quando é glorificado. E que, portanto, se você é alguém cuja vida dá muito fruto, isso faz Deus feliz. Então o que eu disse antes está certo. Você faz Deus feliz!

A questão agora é. Quando é que eu faço Deus feliz? E a resposta é: quando eu dou muito fruto. Daí eu lhe convido a olhar outro texto bíblico em sua memória. Aquele que fala do que é o fruto do Espírito.

Eu tenho pra mim, que dar muito fruto nem é trazer gente pra Igreja, nem distribuir milhões de folhetos ou nem tampouco trabalhar a vida inteira na Igreja até que a nossa alma desmaie e o nosso coração seque por causa das frustrações que o serviço cristão nos dá. Não. Não acho que seja o trabalho cristão que faz Deus feliz.

O que faz Deus feliz é gente que ama. Quando você ama você faz Deus feliz, porque o fruto do Espírito é Amor.

O que faz Deus feliz é gente feliz. Quando você está alegre e vive uma vida de alegria, isso faz Deus sorri pra você. Porque o fruto do Espírito é alegria.

O que faz Deus feliz é gente que é agente da paz. Gente que quando fala, apazigua os corações ao seu lado. Porque o fruto do Espírito é paz. Deus não fica feliz quando as suas palavras geram conflito e perturbação nas pessoas.

O faz Deus feliz é gente paciente. Gente que sabe esperar pelo bem na vida, sem esmorecer e sem desistir pela falta de paciência. Ser paciente é não tentar resolver tudo sempre do seu jeito. É esperar em Deus, porque o fruto do Espírito é paciência.

O que faz Deus feliz são pessoas amáveis. Gente de quem a pessoas gostam, fazem Deus feliz enquanto vivem. Deus fica muito feliz quando outras pessoas ficam felizes com você. Porque o fruto do Espírito é amabilidade

O que faz Deus feliz são pessoas bondosas. Fazer o bem, faz Deus feliz. Ele é glorificado quando nossa luz (nossas boas obras) aparece. Ser bom em todos os seus passos é bom e faz Deus feliz, porque o fruto do Espírito é bondade.

O que faz Deus feliz é gente que se cuida. E gente que se cuida é fiel e sabe onde pode pisar o seu pé. Gente que se cuida é mansa. Não se perde nem se desespera com o que não pode resolver. Entrega nas mãos de Deus. E Deus fica feliz quando entregamos as coisas que nos tiram a mansidão à Ele. Gente que se cuida sabe dos seus limites. E consegue andar sempre aquém deles, pra não cair e não se machucar.. Quem se cuida faz Deus feliz, porque o fruto do Espírito é fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Eu afirmei que você faz Deus feliz. Você concorda?
Com carinho, Pr. Marcelo

FONTE: Marcelo Coelho (Capelão)

23/11/09

EVANGELHO: UM APELO À CONSCIÊNCIA

Um pastor amigo, há muito tempo atrás, me disse que de fato não era pecado beber bebida alcoólica, que a Bíblia não continha nenhuma mandamento condenando seu consumo, embora por diversas vezes ela asseverasse a tolice de se entregar descuidadamente à bebida forte. Mesmo pensando assim, ele me disse: “Só que não posso dizer isso tão abertamente na igreja, porque se o fizer terei de começar na semana seguinte a realizar campanhas de libertação contra vício da bebida”.

Entendo perfeitamente as motivações deste meu amigo, mas penso que de fato – embora pareça ser a postura mais piedosa – este não é o melhor jeito de tratar o assunto. Se realmente acreditamos que não há problema na bebida em si, por que dizer que há? Ou mesmo: por que esconder esta verdade? Seria mentira ou omissão agir destas duas maneiras, respectivamente.

Certamente o medo por trás dessa mentira ou omissão é que, ao ouvir a verdade, alguns dentre os irmãos não tenha o equilíbrio necessário ou mesmo se entreguem, caso sejam alcoólatras, ao vício e todos os seus malefícios. A preocupação se faz justa!

Não obstante, isso gera maturidade? Esses irmãos, protegidos por essa preocupação legítima, tornar-se-ão maduros o bastante para seguir – na jornada da vida – livres e responsáveis diante de suas escolhas?

Tal proteção assemelha-se à conduta da mãe que, a qualquer custo, busca impedir ao filho ter contato com a dor, o sofrimento, às intempéries da vida. Ela o leva na escola quando ele já teria idade para chegar lá sozinho; segura suas mãos ao atravessar à avenida fazendo-o sentir vergonha de seus amiguinhos independentes; tudo isso faz com que ele sinta-se culpado quando age de forma livre sem necessitar de sua ajuda. Um dia ela não estará presente, e o filho terá de viver por si mesmo; a menos que arrume uma esposa que substitua o papel exercido pela sua mãe.

Na primeira opção ele sofrerá mais do que teria sofrido se tivesse ganhado sua liberdade no momento adequado; na segunda, ele continuará raquítico, infantil e dependente.

Alguns pastores vigiam seus membros a fim de saber se eles têm visitado outras igrejas. Isso gera um problemão para alguns irmãos desavisados, que se deixam ser descobertos. A repreensão é imediata! A alegação para essa espionagem é que há o risco de que estas visitas acabem confundindo a pessoa, uma vez que este foi discipulado em uma igreja, com determinados costumes e doutrina, e ouvirá na igreja visitada algo totalmente diverso (e isso porque somos irmãos, imagine se não fôssemos!).

Esses exemplos são apenas amostras daquilo que é a vida religiosa em determinadas comunidades. Há uma gama de proibições que se transformam em tabus e, por conseqüência, gera-se indivíduos cheios de neuras. Grande parcela deles desrespeita os tabus, contudo estão sempre tomados por um sentimento de falsa culpa – mesmo que, no fundo, não entendam estar agindo errado.

O Evangelho nada tem a ver com isso. Pelo contrário, ele é um apelo à nossa consciência, um chamado à maturidade. Jesus não deixou de criticar os fariseus pelas diversas regras criadas a fim de se alcançar santidade (havia uma diversidade de literaturas judaicas com valor quase equiparado ao das Escrituras Sagradas objetivando instruir à santidade).

Um homem maduro deve ser livre para julgar se pode ou não beber, se isto lhe é lícito ou não. Pessoas saudáveis não devem precisar de tutores a fim de lhes dizer quais lugares frequentar, quantas vezes devem ir ao culto na semana ou se podem ou não namorar com esta ou aquela pessoa (imagine, até isso existe!).

Daí alguém diz, e se a pessoa não for madura o bastante? Ora, a caminhada cristã é uma jornada rumo a uma espiritualidade adulta. Os irmãos devem se encarregar de conduzir os mais novos e menos prudentes a serem responsáveis, capazes e aptos a viver em liberdade.

Dependência gera dependência. Isso não é nada bom! Somos dependentes uns dos outros enquanto membros de um corpo, mas não como eternas crianças que não sabem distinguir entre a mão direita e a esquerda.

Nesta vida todas as coisas devem ser temperadas pelo equilíbrio, e no que tange à preocupação e o zelo para com os mais fracos não será diferente. Só há duas escolhas, apelar para a livre vontade e responsabilidade de cada um ou então permitir que as pessoas estejam fadadas a nunca alcançar a maturidade integral em Cristo.

FONTE:     Visão Integral

20/11/09

A SABEDORIA DOS RABINOS

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Duas leis a respeito da administração de riquezas
Outro dia um casal amigo precisou de subsídios para decidir a venda de um dos seus imóveis. Na verdade, era bem mais do que um imóvel, era uma propriedade que simbolizava anos de sua parceria conjugal, um lugar muito especial, daqueles feitos a quatro mãos com todos os detalhes contando uma história. Depois de conversar ao telefone, dediquei alguns instantes à oração e depois escrevi para eles um texto resumindo algumas coisas interessantes que aprendi com os rabinos, com referência especial a Nilton Bonder, A cabala do dinheiro, a respeito de propriedades e posses. Duas especialmente.
A primeira é a "lei do máximo proveito", que diz que o justo não abre mão do que é seu, mas percebe quando o que é seu lhe representa maior ganho não mais sendo seu. O justo passa adiante sua propriedade quando esta transação de transferir a posse lhe proporciona mais prazer, conforto e retorno. Isto é, o justo sabe quando o máximo proveito de uma propriedade está em abrir mão dela.
Conta-se que o Reb Zalman foi abordado por uma pessoa que ficou maravilhada pelas cores do seu manto. A reação dessa pessoa foi tão intensa que o Reb Zalman ofereceu-lhe o manto de presente. O Reb percebeu que a pessoa havia ultrapassado o limite de desejo e naquele instante houve uma mudança sutil no nível de "direito de propriedade". Reb Zalman poderia ter retido o manto, mas não quis, pois já não lhe pertencia mais, isto é, o máximo proveito que ele poderia extrair de sua propriedade naquele momento era ofertá-la.
Em outras palavras, existe no universo uma cadeia ou fluxo de posses, e a riqueza do universo consiste em entrar na onda desse fluxo, sem represar nem desperdiçar nada. A gente tem que saber quando uma propriedade começa a desequilibrar o universo ficando em nossas mãos. Às vezes, abrir mão de uma propriedade é uma forma de alimentar esse fluxo de riquezas que gera mais riquezas para nós e para as pessoas ao nosso redor. Lembro de uma expressão que muito me desafia: "Quando você tem uma coisa que não pode entregar nas mãos de Deus, na verdade não é você quem tem a coisa, é a coisa quem tem você". E quando uma coisa tem a gente, é muito perigoso ficar com ela na mão. O melhor proveito está em abrir mão daquilo. Sempre digo a Deus que não quero deixar de lado qualquer coisa que Ele queira me dar, mas também não quero ter nas mãos qualquer coisa que não tenha sido abençoada por Ele.
O outro ensinamento dos rabinos trata do que eu chamo de "lei do enriquecimento integral". Todos nós temos várias contas correntes: saúde, caráter, relacionamentos, dinheiro, realização, conforto, tranqüilidade, sono, coração e consciência em paz, e assim por diante. O enriquecimento integral acontece quando a gente consegue fazer com que todas as contas cresçam ao mesmo tempo. O justo jamais saca da conta caráter para depositar na conta corrente; jamais saca da conta família para depositar na conta realização pessoal. Mais do que isso, o justo sabe quais das contas sacrificar mais e quais sacrificar menos. Isto é, na hora de escolher entre perder dinheiro e perder a integridade, o justo sempre perde dinheiro.
Esse ensinamento me traz duas considerações. A primeira é que o bem estar pessoal e familiar, o conforto, a tranqüilidade e a paz de espírito são riquezas imensuráveis. Não devemos nem precisamos abrir mão de uma vida confortável. Apenas devemos cultivar um coração capaz de viver no desconforto sem murmurar e sem permitir que isso nos infelicite. Tem gente, por exemplo, que prefere perder dinheiro que perder a paz de espírito, a pureza da consciência e leveza do sono. Prefere abrir mão de uma propriedade que comprometer seu ambiente familiar com ansiedade e o stress de uma dívida ou de uma vida com inquietações desnecessárias ou que poderiam ser evitadas. Em outras palavras, todos nós devemos fazer uma lista de valores inegociáveis. Caso você não a tenha, é bom providenciar com urgência, e depois verificar se Deus concorda com ela.
A segunda aplicação é que sempre devemos fazer distinção entre perda e transferência. Às vezes, queimamos riquezas de uma conta para cobrir os déficits de outra. Mas há casos quando transferimos fundos. Como sabemos a diferença? Quando o depósito numa conta não é uma forma de gerar mais riqueza, então estou pagando dívida. Mas quando o depósito em uma conta gera mais riqueza, então estou fazendo investimento, alavancando resultados, multiplicando recursos e fazendo transferência de fundos. Precisamos discernir quais as contas estão desequilibradas ou precisando de um reforço. E precisamos saber de qual conta vamos sacar o necessário para promover o equilíbrio ou potencialização.
Por exemplo, vale a pena ser promovido para ter um percentual de aumento de salário e partir da nova função ter que viajar e passar a semana longe da família? A recusa do novo cargo acarreta danos aos meus projetos profissionais, e caso positivo, ainda assim, vale a pena ficar longe de casa? Ou, então, esse é mesmo o momento de iniciar uma pós-graduação? Quais as contas ficarão descobertas ou sofrerão saques durante este período? Será que vale mesmo a pena comprar um terreno que vale 70 mil reais sendo que para conseguir os tais 70 mil eu vou me comprometer com dois plantões semanais durante dois anos? Às vezes precisamos dedicar mais atenção à conta "trabalho", em detrimento de outras, porque o momento exige, e de vez em quando precisamos colocar a conta trabalho em segundo plano para cuidar da conta "filhos" ou "cônjuge".
Portanto, para administrar posses, sempre me pergunto se terei mais ganho retendo ou transacionando (comprando, vendendo, doando) o objeto? No caso optar por transacionar o objeto, de qual(ais) conta(s) estou sacando e em qual(ais) conta(s) estou depositando? Esta transação do objeto é uma queima de gordura para quitar débitos, um desperdício de recursos, ou uma forma de investimento para alavancar mais riquezas (em todas as dimensões)?

© 2008 Ed René Kivitz

FONTE: Igreja Batista de Água Branca

18/11/09

C. S. LEWIS - Frases


Selecionadas por Roberta Lima

Alguns pensamentos de C.S Lewis para meditarmos durante o dia, para quem não o conhece, em resumo podemos dizer que foi um grande homem de Deus, professor, teólogo e escritor de vários livros, entre eles " As crônicas de Nárnia"...bom proveito!


"Eu acredito no Cristianismo como acredito que o sol nasce todo dia. Não apenas porque o vejo, mas porque através dele eu vejo tudo ao meu redor." (C. S. Lewis)


A vida cristã é diferente, mais difícil e mais fácil. Cristo diz: “Dê-me tudo. Eu não quero um tanto do seu tempo, tanto do seu dinheiro, tanto do seu trabalho. Quero você. Eu não vim para atormentar o seu ego natural,mas para matá-lo. Meias medidas não trazem nenhum bem.
Eu não quero podar um galho aqui e outro ali, mas quero derrubar a árvore inteira. Entregue todo o seu ego natural, todos os desejos que você julga inocentes, bem como os que você julga iníquos – todo o seu ser.
Eu lhe darei um novo eu. Na verdade eu lhe darei o meu próprio eu; a minha vontade se tornará a sua vontade”.
C.S. Lewis


Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.

[Em "Os quatro amores"]

C.S.Lewis

"Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo

C.S.Lewis

"As opções que fazemos no di-a-dia não apenas determinam quem somos hoje,como também quem seremos amanhã.O escritor C.S.Lewis fez um comentário brilhante a respeito:"É por isso que as decisões que você e eu tomamos todos os dias têm uma enorme importância.Um pequeno ato de bondade feito hoje representa a conquista de um ponto estratégico,de onde você poderá,mais tarde,obter vitórias com que nunca sonhou.Já uma indulgência aparentemente trivial que satisfaça desejos ou ráivas pode significar a perda de uma posição crucial,de onde o inimogo pode desfechar um ataque que de outra forma seria impossível."

C.S.Lewis

O DEUS QUE É DISCRETO, SIMPLES, GENTIL E HUMILDE

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O negócio da religião é simples de discernir e difícil dele sair de dentro da gente.

Na religião há uma bandeira, um time e uma torcida para cada uma delas.

Um ser religioso é um ser de rituais e costumes, aliados a um "respeito" a letra morta da escritura --- seja ela qual for: Cristã, Muçulmana, Budista, etc. --, a quem ele proclama defender.

O Deus da religião tem nome e é carente de adoração via "sacerdotes" em reuniões coletivas.

Já o Deus em quem eu creio é aquele que é O NOME, o Deus que é!

O Deus que é discreto, simples, gentil e humilde -- para a surpresa de muitos.

Sim, o Deus que não aceita adoração senão a da vida em misericórdia para com o próximo.

Sim, o Deus humilde, pois Ele só se dá a conhecer aos que falam a língua universal do AMOR -- que é a essência dEle mesmo -- e só busca adoradores que o adorem, não em um "lugar", mas, no íntimo do ser, em espírito e em verdade; que o adorem na vida -- mesmo quando escrevem, falam, comem, bebem, e, principalmente, quando se relacionam com outros seres humanos e com o Planeta.

Sim, o Deus humilde que quando vestiu cara de gente, só se fez discernir por quem creu nEle, pois não havia aparência nenhuma exterior de poder ou pompa real.

Quem é da religião (do time, da bandeira e da torcida), de qualquer uma delas, quando vê um hindu amar como Gandhi ou um muçulmano como Yunus, se não for do mesmo time, tende a sentir pena que alguém tão bom possa estar tão enganado.

Quando eu vejo alguém que ama o próximo, independente da etiqueta religiosa ou cultural, eu ligo na hora com os personagens dos evangelhos a quem Jesus elogiou a fé -- a mulher sírio fenícia, o samaritano, o centurião romano, etc. --, e que não eram da "religião" de Jesus... rsrsrs Como se Jesus tivesse "outra religião" que não a do AMOR.

Assim, querido(a), "escritura", para mim, é a história do relacionamento de um povo com Deus. Palavra, é aquela que é impressa na nossa alma, e não em páginas de um livro.

É isso que eu discerni.

Bento Souto

FONTE: Caio Fábio

OS SÃOS NÃO PRECISAM DE MÉDICO, NEM DE DOENTES

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“E JESUS, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.”

Marcos 2:17


O povo do tempo em que se desenrolaram os fatos evangélicos, em muitos aspectos, não era diferente do povo dos nossos dias. De alguma maneira, as pessoas conseguiram irritar o Mestre, levando-o a fazer tal declaração precipitada. Com poucas palavras, Jesus disse a que veio e para quem. Não seria exagero afirmar o teor subversivo da missão redentora do Galileu. Digo isso porque as elites religiosas daquele tempo deram mostras suficientes de sua intolerância com o caráter social, mais voltado aos necessitados, com que o filho predileto de Deus abraçou sua causa inglória. Os sãos não precisam de médico e vim chamar os pecadores ao arrependimento.



Reis e sacerdotes do século I, tanto quanto os governantes e pastores de nossos dias, não gostavam nadinha desse tipo de políticas públicas. Certamente teriam dado uma boa mão para Jesus se ele tivesse se limitado em pregar suas idéias subversivas nas Sinagogas mais ricas, como fazem os pastores contemporâneos, por exemplo. Nesse caso, o Nazareno não teria incomodado ninguém. Insuportável é ver um mercador de verdades subvertendo a raça de sofredores doentes, bom, pelo menos no ponto de vista dos “líderes”.



Sendo assim, Jesus precisou deixar muito claro quais eram suas intenções, ou seja, não pretendia entrar no jogo da Igreja e muito menos no jogo dos governantes. Então declarou: vim chamar os pecadores ao arrependimento, ou seja, as pessoas consideradas doentes, por ele. O pecado adoece até a raiz dos cabelos e nosso Senhor sabia disso. Viver na picaretagem da mentira, do adultério, promiscuidades carnavalescas, corrupções financeiras e na falsidade da soberba causa câncer. Jesus pretendeu curar essa gente má, para o horror das autoridades eclesiásticas e civis.



O barato é que o Mestre não fincou estacas em nenhuma igreja, tão pouco. Saiu em busca de suas vítimas e tratou delas, curando-as, apoiando-as, edificando-as, motivando-as e todas essas coisas que gente da laia dele costuma fazer. Pior, ele ainda treinou e incentivou seus discípulos para fazer o mesmo, se bem que a maioria deles não chegou a lugar algum. Só Pedro e João deram algum caldo, além do discípulo bastardo Paulo, se não me engano.



Mas essas atitudes exóticas de nosso Cristo Redentor nos remetem ao nosso próprio chamado ministerial, se é que temos o displante de considerarmo-nos seguidores de Jesus. Seria o caso de, além de sermos curados das doenças causadas por nossos próprios pecados, em abundância nas nossas consciências, dedicarmo-nos aos doentes, também? Pior, imitar ao Senhor e, ao invés de ficarmos encastelados em igrejas inoperantes, sair em busca dessa gente marginal?



Sei não, o risco é muito grande. A grande verdade é que chegou o tempo do esgotamento espiritual. Além de não termos mais motivação ou razão, viva ou morta, para continuar vivendo em igrejas faraônicas, de direita ou de esquerda. Além disso, nunca antes na história desse país sentimos Deus tão distante e omisso. Na verdade, com a ajuda de uma igreja no desvio de outras intenções, nós também caímos nas valas da incredulidade e da falta de interesse maior pelas coisas divinas.



Enquanto isso, surgem por todos os lados e aos borbotões, mais e mais doentes de Jesus e não sabemos se os levamos para nossas igrejas distantes dos propósitos do Mestre ou se metemos a mão na massa, depois de permitirmos ao Mestre curar a nós mesmos e fazer de nossas casas e vida cotidiana a verdadeira Igreja cristã. De qualquer jeito, o melhor seria por o pé na estrada, pois a seara é grande e os trabalhadores, poucos.



FONTE: A Gruta do Lou

17/11/09

NÃO DESPERDICE O SEU PÚLPITO

Amor: melhor dar do que receber

 

Algumas pessoas se espantam ao me ouvirem dizer que as amo. Muitas surgiram há pouco tempo; outras estão na minha vida faz tempo, mas ambos os grupos reclamam de minhas declarações de amor. Ouço que não devo dizer que amo a quem nem ao menos conheço integralmente; que não devo jurar amor, pois amanhã ou depois posso fraquejar, ser decepcionado ou promover decepções. Isso caberia se o amor – pelo menos a meu ver - fosse tão-somente um sentimento.

Talvez a ideia de que o amor é apenas um sentimento seja grega, ou romana, mas independentemente da sua origem estão equivocadas pela mediocridade. Amor é decisão, verbo e ação.

Amo porque quero e a quem quero. Sem pretensões, delicio-me e acho satisfação em, simplesmente, amar. Meu amor segue os padrões do Deus revelado na Bíblia Sagrada, isto é, Jesus Cristo; que amou sem esperar nada de ninguém. Amou unilateralmente. Portanto, satisfaço-me apenas em saber que alguém recebe meu amor, não importa se serei retribuído.

Amor para mim tem dois estágios: inicial e final. Começo amando pra que, com o passar do tempo, desenvolva um amor inabalável, ou seja, em vivendo e convivendo com a pessoa amada, obtenha um amor maduro.

Quanto à arte de amar, sigo fielmente as palavras de Paulo de Tarso: Mais bela coisa é dar do que receber. (Atos 20:35)

Não me arrependo de amar, mesmo que isso me proporcione uma morte cruel; mesmo que isso me leve à fria solidão de uma cruz.

Em Cristo, a perfeita expressão do amor,

Will

FONTE: amor: melhor dar do que receber

16/11/09

Como destruir a teologia da prosperidade?

Thiago Azevedo
Hoje acordei com as seguintes questões em minha mente: Porque a teologia da prosperidade dá tão certo em nosso território? E como fazer para que ela possa perder sua força?
Cheguei a conclusão de que se grita muito em termos de teologia, demonstrando bíblicamente que ela é equivocada e fruto de uma visão deturpada de promessas divinas, entretanto, o povo continua seguindo suas desvirtuações. Isso tem uma razão, não tão simples, mas uma boa razão, a esperança. Pense num país como o nosso, com todas as suas disparidades sociais, onde muitos tem nada e poucos tem tudo. Todas as nossas mazelas que enfrentamos todos os dias, isso faz com que a teologia da prosperidade não somente tenha força, mas seja praticamente a única resposta plausível para toda essa barbárie que vemos hoje.
Estou defendendo tal teologia? De forma alguma. Acredito que ela não tem fundamento e se baseia em uma falsa esperança que não se alimenta, apenas depreda o ser humano que é envolvido numa rede egoísta de fé, mas o que seria do homem sem a fé e é essa a força motriz que lhe dá sustentação. Por outro lado, na contra-mão disso tudo, por que perdemos tanto espaço para essa desvirtualização do sagrado? Justamente porque não conseguimos dar uma resposta satisfatória para essas mazelas, se a teologia da prosperidade avançou é justamente por nossa inabilidade em se aproximar do povo mais pobre e oprimido, de acessar as entranhas de seus problemas, resumindo, intelectualizamos a nossa fé a tal ponto que perdemos o foco de Jesus, onde ele fala aos simples e luta por eles. No fim, a nossa religiosidade protestante se tornou um artigo fino e de luxo, somente para os "eleitos" e quem são esses eleitos? Olhem para suas igrejas e vejam a sua maioria, do que é composta? E pensem, onde estão os pobres e miseráveis desse mundo?
Queremos ver exterminada da face da terra a teologia da prosperidade? Então devemos descer de nossos pedestais teológicos e nos aproximar dos oprimidos, devemos ressignificar nossa fé elitista para uma fé que seja acessível ao pobre e miserável. Fé esta que é marcada pela prática e não pelas divagações.
Devemos também não nos ater aos debates infindáveis tentendo convencer os pais da teologia da prosperidade local a se dobrarem ante a "verdadeira" teologia, antes devemos lutar para que não haja espaço para essa teologia nefasta se frutificar, como? Lutando por mais ética e justiça, distribuição de renda, lutar por um país mais ético, onde não haja mais a distribuição da pobreza, mas da riqueza. Que haja terra para todos morarem e tenham condições de sobreviver. Devemos mostrar pelos nossos atos que estamos sonhando junto com esses necessitados de Deus e também assim como queremos um país melhor, devemos querer uma igreja melhor, mais ética, mais justa e que se importe de verdade com o próximo, onde todos tem espaço e não apenas as castas clericais, que esta seja uma igreja movida pelo amor, amor este que provém de Deus.
Esses são os primeiros caminhos para a derrocada da teologia da prosperidade.
Paz e bem

Postado por Descanso da Alma

fonte ;          Descanso da Alma: Como destruir a teologia da prosperidade?

A IGREJA QUE NÃO EXISTE MAIS -4

 

por Ariovaldo Ramos

O que existe?

- A Comunhão dos santos existe na realidade da Igreja invisível. Mas, que relevância tem na história uma igreja invisível?

- Ajuntamentos cúlticos – há os que procuram se pautam pela Bíblia, e os que nem tanto.

- Instituições –  (muitas e cada vez mais) há as que ainda tentam ser apenas um odre para o vinho, e as que nem tanto.

- Discursos sobre Cristo e sua obra – há os que falam sobre Jesus, segundo a Bíblia, e os que nem tanto.

- Conversões pessoais – há as que trazem marcas do Novo Testamento, e as que nem tanto.

- Missionários – há os que pregam a Cristo, sua morte e ressurreição, e os que nem tanto. O apoio ao missionário está mais para esmola do que para sustento.

- Ação social – há as que querem emancipar o pobre, por amor a Cristo, e as que nem tanto.

- Pastores e Lideres – há os que tentam alcançar o padrão dos presbíteros do Novo Testamento, e os que tanto menos.

- Títulos - em profusão, constratanto com a escassez de irmãos.

- Orações - principalmente, por necessidades materiais, sociais e de cura, que parecem não ser respondidas, pelo menos, não a contento.

- Milagres – (mas pessoais) a misericórdia divina continua se manifestando, porém, não se entende mais o princípio de sua ação.

- Ministérios – há os que são ministros (servos), e os que nem tanto.

- Riqueza – Instituições estão cada vez mais ricas, e há os que usufruem da mesma.

- Irmãos e irmãs que amam a Cristo e a Igreja, mas que estão cada vez mais confusos sobre o que estão assistindo – e há, cada vez mais, um amor em crise.

E ecoa a voz do Cristo: Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18.8)

Talvez, ainda haja tempo de pedir perdão!

FONTE: Portal Missão Integral - ARTIGOS - ariovaldoramos.com.br

15/11/09

A IGREJA QUE NÃO EXISTE MAIS -3

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por Ariovaldo Ramos

Pelo que orava a Igreja do Novo Testamento?

“Mas eles ainda os ameaçaram mais, e, não achando motivo para os castigar, soltaram-nos, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera; pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara esta cura milagrosa. E soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ao ouvirem isto, levantaram unanimemente a voz a Deus e disseram: Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há; que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse. Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Servo Jesus. E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus.” At 4.21-31

Oravam para que nenhum sofrimento os impedisse de glorificar a Cristo, de anunciá-lo com coragem e determinação – o Cristo que eles viviam diariamente pela fraternidade solidária. Oravam por missão!

Para além da Igreja que está sob perseguição, não há sinal de que essa Igreja ainda exista!

Continua.

  FONTE:  Portal Missão Integral - ARTIGOS - ariovaldoramos.com.br

Missões e aculturação

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I Coríntios 9:19/27

Quando se sai a missionar, leva-se uma cultura. Essa cultura é feita de padrões, normas, rituais, tradições, critérios, crenças, modelos de comportamento. Ao fazer-se missões, sempre se transmite cultura, por muito que se pretenda ser culturalmente neutro, pregando simplesmente o Evangelho, sem qualquer outra intenção.
Os modelos sociais e religiosos da cultura de origem do missionário manifestam-se, ou insinuam-se, na abordagem que ele faz às pessoas e aos grupos.
Missionar é como construir um edifício. Quem vem de fora e constrói uma casa, constrói-a, geralmente, de acordo com o estilo das casas do país ou da região de sua procedência. Até muitos dos emigrantes retornados à terra donde partiram fazem isso. O missionário é levado quase sempre a construir segundo o modelo dominante na terra e no grupo de onde veio. Isto transparece nas formas litúrgicas do culto; nos materiais transferidos, alguns traduzidos e, na melhor das hipóteses, adaptados; nas ênfases dadas; nos métodos utilizados, etc.
Por vezes, os próprios naturais se acomodam a essa “invasão”, favorecendo, ou incrementando até, essa espécie de “colonização” cultural.
Considerar, a priori, que o que dá bom resultado num determinado ambiente há-de produzir idênticos resultados noutro, ou seja, o simplismo de transplantar cultura como quem faz transplantações de espécies vegetais, de região para região, é uma das causas do insucesso e do descrédito de certas organizações missionárias.
É muito louvável o espírito e a acção missionária, na justa medida em que representem generosidade, partilha, serviço desinteressado. Quando assim é, o missionário começa por se integrar, ele próprio, como Paulo, fazendo-se ... judeu para ganhar os judeus .... fraco para os fracos, para ganhar os fracos ... tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns ... I Coríntios 9:19/27. É ele, o missionário, quem, por força da sua vocação, precisa de se adaptar. E de, estudando as características históricas, sociais e psicológicas do povo a que foi enviado, ajudar a erguer, com os naturais, um edifício novo, trocando ideias e materiais, para obter resultados que tenham um cunho de originalidade, sem intransigência nem assimilação passiva. É preciso cooperação.
E cooperar é trabalhar lado a lado. Não para impor esquemas ou sistemas importados, mas para dar um contributo que se adeqúe aos critérios, prioridades e sensibilidade peculiares daquele povo e daquele grupo em particular.
Em missões (como aliás em qualquer outra actividade) seria repugnantemente exploratório e subornante, exercer pressões pela contrapartida financeira, como um negócio de “aceita que eu pago” ! Todavia, não estão isentos desta crítica, certos missionários e organizações missionárias que, inflexivelmente, pelo argumento do poder material e duma pretensa superioridade imanente, dominam as instituições com os seus agentes, e impõem estruturas e metodologias editadas, testadas (!?) e estabelecidas na e pela organização “materna”, no país de origem. E quando se trata de organizações missionárias internacionais, de cariz mais ou menos hierárquico e rígido, menos espaço resta para a expressão da identidade dos grupos missionados, na assunção da sua diversidade e da sua especificidade.
Missões implicam encontro de culturas. Que haja intercâmbio criativo, compartilhado, muito bem. As culturas não são superiores nem inferiores, são diferentes. Das trocas, podem resultar transformações de parte a parte. Mas sem força nem violência Zacarias 4:6. Sem a subtileza do aceno da moeda forte, exigindo subserviência; sem a promessa de recursos humanos, de fora, se ...
Quando a globalização acentua ainda mais esta problemática, é necessário voltar ao Cristo. Ele é o Missionário por excelência. Vindo “doutra Pátria”, Ele se fez Homem, e se identificou plenamente com o seu povo adoptivo Filipenses 2:5/8. Vestiu-se como eles, habitou com eles, comeu com eles, e com eles partilhou dos seus problemas e anseios. ... sendo rico se fez pobre ... II Coríntios 8:9, pois ... não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida ... Mateus 20:28. E assim transmitiu a Boa Nova, oferecendo-se à Humanidade. Em vez de nos condicionar a novos esquemas e de introduzir novos regulamentos legalistas, Ele chamou-nos à liberdade, ao amor, à sinceridade, à alegria de viver. Em lugar de esquemas, Jesus propôs valores. E de tal maneira os viveu, no convívio com os desprezados, no atendimento dos carenciados, na denúncia da hipocrisia dos religiosos presumidos e autoritários, de tal maneira o fez que se comprometeu.
Ainda há missionários dignos e honestos. Estes são os que se comprometem.
Comprometem-se primeiro com Jesus Cristo, que os chamou, e comprometem-se com aqueles a quem vão levar a Sua mensagem.

Orlando Caetano
Fonte: http://www.estudos-biblicos.com/

FONTE:   eredas Missionárias: Missões e aculturação

14/11/09

A IGREJA QUE NÃO EXISTE MAIS -2

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por Ariovaldo Ramos

“Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” Tg 5.14-15

Os membros da comunidade do Cristo não precisavam orar por cura física, bastava procurar os presbíteros: lideres eleitos pelo povo, a partir de suas qualidades como cristãos (1Tm 3.1-7); que eles ungiriam com óleo, que representa a ação do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo, quem unge e cura (Lc 4.18), e a pessoa seria curada; claro, sempre segundo a vontade do Senhor, porque essa é a regra de ouro: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu." (Mt 6.10)

Os crentes em Jesus de Nazaré, não precisavam fazer varredura espiritual para ver se tinham qualquer problema, parecido com o que hoje é chamado de maldição hereditária, ou similar. A oração dos presbíteros ministrava o perdão de Deus, conquistado por Cristo na cruz e na ressurreição.

Deus havia respondido todas as orações por cura física pela instituição de presbíteros, que tinham a autoridade para ministrar o poder de Cristo sobre a enfermidade, segundo a vontade de Deus, dependendo, portanto, apenas, do que o Altíssimo tivesse decidido sobre a pessoa em questão.

Essa Igreja não existe mais!

Continua.

FONTE: Portal Missão Integral - ARTIGOS - ariovaldoramos.com.br