08/01/2010

Não sabemos o que é Igreja

Por Kleber Pessoa | January - 8 - 2010

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“Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.

Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo.

A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical. A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome.

A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Miguel Cerulário, não é de Martinho Lutero, não é de Simão Kimbangu, não é de Sun Myung Moon, não é de João Paulo II.

Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).

Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo. Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório, o mais inexpugnável e o mais misterioso de todos os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente. Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).

A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça ( Cl 1.18 ) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.

A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas. A Igreja é uma só (Ef 4.4). A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter. Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19). A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu”.

Extraído da revista Ultimato, março-abril/2002
Via: Virá

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06/01/2010

O VALOR DE UM FOLHETO

 

Por Nilson Dimárzio

Sebastião Custódio da Silva e Antônio Messias eram bons cooperadores nos trabalhos de evangelização, membros da Igreja em São João da Boa Vista, Estado de São Paulo.
Um dos trabalhos que mais apreciavam era o culto de evangelização ao ar livre.
Certa vez, estando ambos em Aguaí, cidade próxima, num dia de Finados, aproveitaram a oportunidade para realizar um trabalho dessa natureza na porta do cemitério. Acompanhados por um grupo de crentes, para lá se dirigiram desejosos de anunciar as boas novas de salvação por meio de Jesus Cristo.
Por ali passavam muitas pessoas. Algumas, paravam para ouvir os cânticos e a pregação, enquanto que outras, indiferentes, passavam de largo, sem dar atenção aos servos de Deus.
E, enquanto o abençoado trabalho de evangelização era realizado, ali estava, nas proximidades, um velho amigo de Sebastião, chamado Ramon, vendendo melancias.
Terminada a reunião junto à porta do cemitério, Sebastião e Messias passaram a distribuir folhetos evangelísticos entre os transeuntes. E, ao passarem junto ao vendedor de melancias, este, em tom de brincadeira, disse ao Sebastião: "Como eu nunca lhe dei nada, leve esta melancia" , colocando-a, em seguida, nas mãos do amigo. Este, ao receber e agradecer o presente inesperado, diz ao amigo, parafraseando as palavras que ouvira: "Ramon, como eu nunca lhe dei nada, leve este folheto."
Despediram-se sorridentes. Sebastião e Messias continuaram semeando a boa semente, enquanto Ramon, não tendo tempo ou interesse em ler aquele folheto, apenas leu o título antes de guardá-lo. Aliás, um título muito interessante: "Onde Passarás a Eternidade?"
Três meses depois, Ramon veio a enfrentar um grande sofrimento. E tão grande foi a tormenta que, por pouco não o levou ao desespero. Mas, como Deus muitas vezes nos fala através do sofrimento, ele fez com que Ramon se lembrasse do folheto que havia guardado. E, com a alma sequiosa de paz, leu-o com sofreguidão. E enquanto lia e meditava na mensagem do folheto, sentiu o desejo de ir a São João da Boa Vista a procura de um pastor que o ajudasse naquela hora difícil. E, ao fazê-lo, encontrou, na pessoa do pastor Francisco Alves Sobrinho, a ajuda necessária e toda orientação espiritual.
Dentro em pouco, não só o Sr. Ramon se converteu, mas toda a sua família. Os problemas foram resolvidos e a paz e a alegria resultantes da atuação poderosa do Espírito Santo tornaram-se uma realidade em suas vidas.
E note-se que toda aquela chuva de bênçãos começou a cair com a leitura de um folheto.
Eis porque precisamos acreditar mais no valor da página impressa, como poderoso meio de divulgação do Evangelho. Em particular, no valor de um folheto, quando bem escrito, em bom papel e com boa apresentação gráfica, sem dúvida, pode ser usado pelo Espírito de Deus para orientar, confortar e salvar as almas sedentas de paz e esperança eterna.
O leitor costuma distribuir folhetos evangelísticos? Ah, nunca os distribui? Então, comece hoje essa distribuição. Faça dessa distribuição um ministério em sua vida diária. Tenha sempre à mão folhetos próprios para distribuir em hospitais, em escolas, em consultórios médicos ou dentários. Aproveite também as oportunidades que surgem durante as viagens; espalhando as bênçãos do Evangelho em muitas almas, que talvez estejam sedentas da verdade.
Torne-se, assim, um ganhador de vidas para Cristo. E esteja certo que dessa situação resultarão muitas bênçãos para a sua própria vida e para aqueles que vivem ainda sem Cristo e sem salvação.
(O Jornal Batista)

FONTE: rsenal do Crente: O VALOR DE UM FOLHETO

05/01/2010

O CIÚME

por Ariovaldo Ramos

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Você já cruzou com gente que arde em ciúmes? Bem, eu sei que um pouquinho de ciúme todo mundo tem, até o Espírito Santo, mas eu estou dizendo arder em ciúmes, a ponto de inviabilizar a vida do outro. Lembro-me de uma senhora que teve de deixar de ir a várias reuniões da igreja, por causa do ciúme do marido, que não podendo estar em muitos dos encontros de comunidade, também, não deixava a esposa ir. Que coisa! Ele chamava isso de amor!

A Bíblia diz: “o amor não arde em ciúmes” (1 Coríntios 13:4).

Gente, amor combina com liberdade e com libertação. Quem ama confia, libera, emancipa o outro. Arder em ciúme é se deixar tomar pela insegurança, pelo medo. Isso acaba com qualquer relacionamento.

Isso, quando o ciúme não é mera projeção. Isto é, o sujeito não é fiel e pensa que ela, quando está longe do seu controle, está fazendo, com ele, o que ele está fazendo com Lea. E aí é verdadeiro o ditado: “o inocente paga pelo pecador.”

Às vezes o ciúme tem a ver com o medo de perder o ente amado, acontece, principalmente, quando um dos cônjuges sofre de algum complexo de inferioridade e, como sabe que o outro, por causa da sociedade em que vivemos, está, pelo menos, sob algum assédio, é tomado pelo pavor de perdê-lo. Aí é preciso convencer o outro com consistentes demonstrações de seu amor. E, um tem de aprender a confiar no outro, assim como clamar a Deus que não os deixe cair em tentação.

Infelizmente já assisti o fim de casamentos por causa disso. É triste ouvir a mulher ou o homem a dizer: “Não é que ela ou ele não me ame, mas que me sufoca com aquele ciúme doentio.”

Lembre-se: arder em ciúme não é amar. O amor liberta, confia, estimula o outro, o faz sentir-se importante, digno de confiança. E uma pessoa que se sente amada reage a esse amor com maior amor ainda. Por isso não se deixe tomar pelo ciúme, se for o caso procure ajuda. Faça o outro feliz para ser feliz. É assim que a Bíblia diz.

FONTE:  Portal Missão Integral - ARTIGOS - ariovaldoramos.com.br

04/01/2010

SOBRE OVELHAS E LOBOS



O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor." (João 10.10-16)
Quero falar sobre algumas características muito peculiares das ovelhas, e aqui eu falo do animalzinho mesmo, qualquer semelhança não será mera coincidência. Algumas ovelhas preferem escolher pastagens de qualidade inferior. Isto é uma das coisas que mais apavoram o pastor. As ovelhas, por dificuldade de faro, são susceptíveis a ingerir tudo o que encontram pela frente, não distinguindo as ervas daninhas, que podem lhes fazer mal ou mesmo levá-las a morte. Se no pasto existirem flores ou sementes coloridas, mas venenosas, que atraiam sua atenção, as ovelhas comerão sem saber que estão se envenenando. Elas têm hábitos repetitivos, pastam nos mesmos lugares até que destruam todo o pasto. Defecam no próprio campo onde comem, liberando vermes e parasitas. Se o pastor não dirigí-las a novos pastos, vão repetindo os velhos hábitos. A ovelha teimosa pastará sempre nos mesmos trilhos. O seu fim será o emagrecimento, doenças e sofrimento.
Algumas, em geral as mais velhas, disputam pela liderança do próprio rebanho, empurrando as mais novas para longe das melhores partes do pasto. Na época do outono as fêmeas passam a ser disputadas pelos machos. É o tempo do cio. Estes batem as suas cabeças umas nas outras tentando disputar a fêmea. O pastor sabe que isso pode ferí-los muito, por isso passa uma espécie de óleo em suas cabeças, para protegê-los.
O pior de tudo é que as ovelhas são muito medrosas, assustam-se facilmente e ao mínimo sinal de perigo ou problema elas acabam pulando nos precipícios.
Quando há uma ovelha muito rebelde e fujona no rebanho o pastor costuma quebrar as pernas dela com o seu cajado. Durante o processo de cura o pastor carrega a ovelha em seu colo o tempo todo e lhe dedica uma atenção especial, trazendo alimento, água e remédios. Enquanto a ovelha vai se recuperando, aprende a confiar em seu pastor e, depois de curada, dificilmente voltará a fugir novamente.
Mas cuidado! Os lobos estão rondando o aprisco! Muitos são os lobos pregadores que vão às televisões, rádios e até mesmo à internet vender a imagem de um Deus negociador e ameaçador, somente para fazer valer em seus templos as leis de mercado, oferta e procura. Não estou generalizando, sei que também existem pastores sérios que freqüentam as mesmas mídias com uma palavra revelada e genuinamente centrada em Deus. É preciso fazer uma separação aqui e não julgar os bons pastores pela conduta dos lobos e mercenários, mas o problema é que os lobos estão à solta mesmo, tentando enganar os mais desavisados. Passam por cima de qualquer coisa, até mesmo da verdade bíblica para construírem suas “teo-ideologias de mercado” centradas em seus próprios interesses. Classificam as ovelhas por números e poder aquisitivo ao invés de conhecê-las pelo nome. Os lobos são mestres das meias verdades, dizem facilitar o alcance das bênçãos através do dinheiro depositado em seus cofres. Os lobos não pedem oferta por amor ao Reino e para investir nele, fazem isto pelo seu próprio ventre. Ameaçam as ovelhas, não para curá-las, mas para mantê-las presas ao medo e ao seu domínio.
Por outro lado, algumas ovelhas não se podem fazer desculpáveis, porque elas mesmas são quem se deixam levar pelo cenário colorido, pintado pelo lobo, sem se dar conta de suas armadilhas e acabam sofrendo com as decisões tomadas. Ali são espoliadas de sua lã, carne e gordura. Os lobos, enganadores de ovelhas, conseguem se articular e, mentindo, transferem a culpa de seus atos para o aprisco, como se a condição de ser ovelha fosse a causadora da existência sádica do predador e mercenário. O resultado é a enorme quantidade de gente ferida, dentro e fora das igrejas, mutiladas, traumatizadas, é gente que desistiu de ser ovelha porque lembra e tem medo da mordida do lobo.
Mas, graças a Deus! Que nós não estamos sozinhos neste imenso aprisco chamado "igreja". Jesus, o bom pastor, nos chama pelo nome, está disposto a tirar os carrapichos de nossa lã, derramar bálsamo em nossas feridas e nos defender dos lobos com a própria vida. Somos ovelhas do seu rebanho e Nele temos provisão de bom alimento, aconchego e a segurança dos seus braços.
A chave para discernir entre o lobo e o pastor é a voz. As ovelhas reconhecem a voz de seu Senhor Pastor e sentem segurança ao ouvi-la. Precisamos nos familiarizar cada vez mais com esta voz a fim de que não sejamos levados por qualquer ameaça. Logo, estar junto ao som de Suas palavras é o lugar mais seguro do aprisco.
Nele temos segurança e paz, carinho e refúgio, alimento e cura. Ainda há tempo de ser levado aos pastos verdejantes e às águas tranqüilas. Podemos confiar no consolo da vara e cajado do Senhor. Sabemos que Nele somos defendidos de nossos inimigos e recebemos porções transbordantes de alegria. Nossa confiança é que com Ele habitaremos entre a bondade e a misericórdia para todo o sempre.
O Deus Pastor te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Pablo Massolar


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