18/02/2009

UM PECADO SOCIAL: O QUE ESTAMOS FAZENDO COM O PLANETA TERRA?

 CUIDADANDODOPLANETA

Em entrevista ao jornal “L’Osservatore Romano”, o bispo Gianfranco Girotti, regente do Tribunal da Penitenciária Apostólica do Vaticano, sugeriu que em vez de apenas se adotar uma concepção individualista na noção de pecado, se adotasse uma concepção social -- uma vez que certos pecados agridem não apenas o pecador em si, mas a uma grande porção de pessoas (às vezes chegando à escala mundial).
“Você pode ofender a Deus”, diz o bispo, “não apenas roubando, tomando o nome do Senhor em vão ou cobiçando a mulher do próximo, mas também destruindo o ambiente, levando a cabo experiências científicas discutíveis”.
A Agência Católica de Notícias não deu muito valor à história e classificou a fala do bispo como sendo uma nova lista de sete pecados sociais. Imediatamente, e com o entusiasmo típico, a imprensa mundial sugeriu que os antigos sete pecados capitais haviam sido substituídos por esta nova lista.
Naturalmente, não se pode aderir à exagerada apropriação feita pela mídia, a partir de um argumento razoável. A Igreja Católica não mudou seu pensamento ou passou a defender novas formas de pecados capitais.
No entanto, se olharmos objetivamente a observação do bispo, veremos que, em algum ponto, o que ele diz faz sentido e merece uma séria consideração.
Tomemos, por exemplo, a poluição ambiental. O bispo apontou para isto, mas não há dúvida  de que existe um mal moderno que tem trazido consequências destrutivas para o ambiente em todo o planeta.
Uma das descobertas do ser humano é que ele é responsável pelos recursos deste mundo criado por Deus. Somos responsáveis pelo bem-estar físico do planeta em que vivemos. Um dos primeiros capítulos de Gênesis diz que Deus colocou o homem no jardim para cultivá-lo e guardá-lo (Gn 2.15). As palavras do hebraico para cultivar e guardar também podem ser traduzidas como servir e preservar.
Mais tarde, o povo do Antigo Testamento cria que a terra pertencia primeiramente a Deus e o povo que vivia nela deveria ser tal como mordomos de confiança. “Ao Senhor Deus pertencem o mundo e tudo o que nele existe; a terra e todos os seres vivos que nela vivem são dele” (Sl 24.1).
Este conceito organizava a política e a estrutura social de Judá e de Israel. Havia leis que protegiam a terra do mau uso e da má mordomia e regras para quem ousasse tomar a terra que não era sua por direito -- mesmo no caso do próprio rei Davi.
Os escritores do Novo Testamento pensavam da mesma maneira, assumindo que a terra e tudo o que fora produzido nela eram dádivas de Deus à humanidade e o ser humano era responsável por mantê-la em ordem.
A mordomia da terra foi originada em tempos pré-cristãos e é válida para a igreja em todos os tempos. Costuma-se atribuir a Martinho Lutero a seguinte afirmação: “Deus [...] está presente em tudo, por toda a criação, em cada parte dela e em todos os lugares”. E João Calvino escreve mais objetivamente: “Deixe a noção de que eles são mordomos de Deus tomar conta de tudo o que eles possuem. Então não se conduzirão dissolutamente e, tampouco, corromperão as coisas que Deus requer que sejam preservadas”.
Como o conceito de mordomia é valioso hoje, quando nossa estrutura social é verdadeiramente global! De repente, poucas pessoas ainda precisam ser convencidas de que a devastação dos recursos e a falta de cuidado com a preservação estão realmente prejudicando o planeta Terra -- chegando até o ponto de não haver mais como corrigir o problema. O bispo Girotti tem razão -- o estrago feito às pessoas e comunidades ao redor do mundo é um pecado.
Não existem respostas simples. Arrependimento e confissão são o começo, mas deve haver a reparação. Então, talvez, o ressurgimento do conceito da mordomia deva nos levar de volta ao trilho certo. De fato, a Terra pertence a Deus e temos de servir e preservar este bem precioso para nossa própria sobrevivência.
Bruce Tulloch (The War Cry, Inglaterra).

Fonte: Editora Ultimato - formação e informação

17/02/2009

O NASCIMENTO DE JESUS

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Os Evangelhos de Mateus e Lucas narram o nascimento e infância de Jesus. Junto de sua mãe Maria e de seu pai José, colocam figuras que nos representam na procura, na adoração e no anúncio de Jesus.
Mateus refere magos, não judeus, vindos do Oriente, guiados pela estrela, que chegam a Jerusalém e perguntam pelo Rei recém-nascido.
Lucas apresenta pastores conduzidos pelos Anjos, como primeiras testemunhas do nascimento do nosso bendito Senhor e Salvador. (Lucas 2.8-20).
São magos ou pastores sem biografia, mas sedentos de verdade, que ao contrário de outros, se interessam pela criança e constituem, por assim dizer, uma "parábola ambulante " ao procurarem, encontrarem, adorarem, oferecerem presentes e ao regressarem por outro caminho à sua terra, anunciando o nascimento do Senhor (Mat. 2.1-12).

Para os Evangelistas, o importante não são os magos nem os pastores, mas sim  Jesus.

O que motiva os magos, os desloca, move e conduz a Belém, é o desejo de ver, adorar e testemunhar d'Aquele que importa conhecer, amar e com Ele configurar a vida, para o anunciar sem medo, e sem constrangimentos, como Salvador, Fonte de Vida e de Esperança para nós e para o mundo.

Os magos são representantes do ser humano, sedento de verdade, de amor e de sentido para a sua existência, levado pelo desejo de ver e encontrar.

Os Evangelhos são a  síntese dos gestos e palavras de Jesus, para que, segundo João "creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome" ( João 20.31), ou segundo Lucas "para que conheças a certeza das coisas de que estás instruído" ( Lucas 1.4).

Nestes resumos, há lugar para parábolas, alegorias, linguagem figurada e histórias exemplares.
Os Evangelistas acreditavam, celebravam, viviam e testemunhavam a fé no Filho de Deus, encarnado, morto e ressuscitado, na comunidade que se reunia no dia do Senhor para celebrarem o memorial de Jesus ressuscitado.
A narração da vinda dos magos guiados pela estrela, é feita a partir de textos bíblicos reiterados, para exortar o homem à fé, à confissão e à adoração de Jesus, pois n'Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Em relação a Cristo, o Novo Testamento apresenta a rejeição de uns e a adesão de outros. " Mas a todos quantos o receberam, aos que crêem n'Ele, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. ( João 1.12,13).

16/02/2009

ILUSTRAÇÃO: A HISTÓRIA DO ARBUSTO “ESPERE-UM- POUQUINHO”

 PÉCADO6767 "O prudente vê o mal e se esconde; mas os insensatos passam adiante e sofrem a pena" (Pv 27.12).

Viajando pela Jamaica, um homem nota um curioso arbusto junto à margem de uma estrada. Seu companheiro de viagem lhe diz que os habitantes da ilha o chamam de "arbusto espere- um- pouquinho". Quando ele, por curiosidade, aproximou-se para verificar melhor aquela planta, suas roupas tocaram no arbusto e logo se sentiu preso pelos espinhos que se assemelhavam a anzóis. Quanto mais lutava para se libertar, mais se via emaranhado em seus espinhos. Apenas com a ajuda de seu companheiro de viagem ele conseguiu se livrar de seu desespero.

Satanás tem usado a mesma tática daquele arbusto para atrair os mais incautos e distraídos. Ele apresenta coisas novas, interessantes, até agradáveis aos olhos, despertando a curiosidade daqueles que ainda não assimilaram o ensino das Sagradas Escrituras que nos diz: "Sede prudentes..."

O arbusto do pecado seduz aqueles que estão no mundo em busca de aventuras e novidades. Geralmente se apresenta iluminado e convidativo, agradável e cheio de encantos, de aparência inofensiva mas ao mesmo tempo perigosa. Só depois de chegar bem perto é que a ingênua vítima, agora enredada por seus enganos, percebe que será muito difícil libertar-se daquela armadilha mortal.

Muitos pensam que aproveitar tudo aquilo que o mundo oferece não tem problema algum. No princípio sim, mas... "espere um pouquinho". Alguns enfatizam que bebem apenas socialmente e que jamais se embriagarão. É possível que no primeiro momento seja assim, mas... "espere um pouquinho". Outros colocam um cigarro na boca ou experimentam uma droga qualquer e garantem que não se deixarão viciar. Será? ... "Espere só um pouquinho".

A vingança, o "pagar com a mesma moeda", o "toma lá dá cá", são atitudes mesquinhas características daqueles que não experimentaram o verdadeiro amor de Deus.Quando isso acontece, aprendemos a seguir os ensinos do nosso Mestre e o Seu brilho não pode ser ofuscado por interesses menores e vaidosos.

Seja prudente e viva debaixo da proteção e direção do Senhor -- não se aproxime do arbusto do pecado. Só assim você não correrá nenhum risco.

 

O LIVRO DE ESTER E SUAS BÊNÇÃOS

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No primeiro capítulo do pequeno livro de Ester nem se fala na própria Ester. Apenas relata-se um acontecimento entre o rei Assuero e rainha Vasti. Uma festa no palácio, o rei festejando com os príncipes e servos, e Vasti em outra sala festejando com as mulheres. Bebam à vontade! - dizia o rei - tem vinho real em abundância!

Depois de quatro dias de festa o rei já estava com o pé redondo, cara cheia, ou embriagado, para os mais cultos. Ou melhor ainda, com coração alegre do vinho, como cita a Bíblia.

Como em toda festa que tem álcool, o resultado sempre tende a ser desastroso, então o rei começa a se exibir. Vamos imaginar a cena:

--- Mulher é aquilo que eu tenho em casa! O resto é conversa! - Pede pra este povo que está aí sem fazer nada (eunucos) trazer minha esposa, para eu mostrar pra galera o que é mulher de verdade! - Bota umas roupas decente, hein! Não esqueça da coroa.

Com certeza não foram estas palavras. Mas podemos imaginar que para uma pessoa bêbada, não deve ter sido muito diferente disto.

A rainha Vasti, porém, recusou a atender à ordem do rei, pelo que o rei muito se enfureceu. O rei deve ter ficado com a cara no chão. Então perguntou aos "sábios" o que fazer, e obteve a seguinte resposta:

- Olha, majestade, o que sua esposa fez foi muito feio, e sem falar que ela deu um testemunho horrível! Já imaginou o que nossas esposas vão pensar? Não vai ter mulher neste reino que vai obedecer aos seus maridos.Se eu fosse vossa excelência, dava uma lição na rainha, para servir de exemplo para todas as mulheres. Vossa excelência nunca mais deveria olhar para esta mulher e deveria encontrar outra que seja melhor do que ela para ser a nova rainha.

E assim fez o rei...

E cadê a Ester nesta história?

É ai que vem a melhor parte! Ester nem em sonho imaginava o que estava acontecendo no palácio. Ela estava levando sua vida junto ao primo Mordecai, pois seus pais tinham morrido e o primo a havia adotado. Ester era esbelta e formosa. Devia ser daquelas que paravam o trânsito de camelos na época.

O que devemos atentar aqui é o fato de duas histórias estarem acontecendo ao mesmo tempo: a órfã Ester de um lado, e os bochichos no palácio do outro.

Mas desde a antiguidade já se via e ouvia falar de um Deus que trabalha enquanto dormimos. Um Deus que conhece nosso passado, trabalha com o nosso presente e prepara-nos um futuro de paz e esperança.

Nem Ester e nem o rei imaginavam o que estava por vir, mas O Guarda de Israel, aquele que não dormita, estava atento e já preparava a salvação de seu povo, assim como fez com a cruz, a qual preparou antes mesmo da fundação do mundo.

E agora exatamente neste minuto, eu não sei o que está acontecendo ao meu redor. Existe ou vai existir uma trama para acabar com o meu povo ou comigo? Está para acontecer outra catástrofe como o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro? Outra onda gigante? Quem saberá responder?

Não precisamos destas resposta quando sabemos em quem temos crido, quando podemos crer no amanhã. Deus já está lá preparando tudo para que seus filhos cheguem em segurança, senão ele não teria dito “vou lhes preparar um lugar”.

Assim como Ester, vivemos nossas vidas sem saber o que está acontecendo no oculto. Mas Aquele ao qual todas as coisas estão nuas e patentes diante de Seus olhos sabe, conhece aqueles que intentam mal contra seus filhos, e os livra.

Voltando a história: Passando a ressaca do rei, ele se lembrou que estava sem rainha e mandou promover um concurso de beleza onde ele elegeria a mais nova rainha.

Como Ester era formosa, os guardas a levaram junto com outras donzelas para o palácio. Mas Ester não revelou de qual povo pertencia, a pedido de seu primo.

Ester teve tratamento vip no palácio, pois Deus sempre abre as portas quando é propósito dEle, assim como fez com Daniel e seus amigos, e com José no Egito.

Logo chegou o grande dia da escolha. Adivinha!

E o rei amou a Ester mais do que a todas mulheres, e ela alcançou graça e favor diante dele mais do que todas as virgens; de sorte que lhe pôs sobre a cabeça a coroa real, e a fez rainha em lugar de Vasti. (Ester 2:17).

Creio que temos aqui nesta situação algo implícito que podemos aproveitar. Deus não tira alguém do anonimato e coloca junto aos príncipes só para agradar a carne. Mas podemos ter certeza que é para cumprir um propósito dEle.

Mas o que Ester não sabia é que ela tinha um inimigo cujo nome era Hamã. Ele não era inimigo direto dela, mas sim de todo o povo escolhido, assim como nosso inimigo hoje.

Hamã odiava Mordecai, o primo de Ester, por ele não inclinar-se perante ele. E isto não é nada diferente do nosso inimigo atual, que desejou que nosso Mestre se prostrasse diante de seus pés, e nos odeia quando não nos prostramos diante dele através das coisas deste mundo.

Hamã elaborou um plano diabólico para destruir o povo de Deus. Mas como sempre, Deus já havia antecipado em preparar a provisão para o Seu povo. Deus tirou o sono do rei durante a noite, para que ele lesse o livro das crônicas e achasse o nome de Mordecai, primo de Ester, e descobrisse que estava em dívida para com ele, pois Mordecai tinha salvo a vida do rei em outras épocas.

Como nós somos pretensiosos para com os planos de Deus, às vezes esperamos que a salvação virá através de um anjo com espada flamejante, ou fogo do céu. Mas um detalhe que poderia passar desapercebido por todos, pode mostrar as ações de Deus. Não é à toa que Ele nos exorta em Is.55:8 "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos,os meus pensamentos mais altos do que os vossos". Seria porque Ele é Deus e nós não?

Quantas vezes reclamamos por um pneu furado, sem saber que pode ser a ação de Deus para nos proteger de algo pior. Quantas reclamações por chaves perdidas, doenças e coisas que até parecem ruins no momento, mas logo descobrimos que foram para nosso bem. Quem não tem uma história deste tipo, que levante e atire a primeira pedra da incredulidade! Não é por acaso que a palavra nos exorta a dar graças em tudo.

Devemos nos lembrar que Ele já está lá. E sendo um Deus bom, não podemos esperar nada que não seja bom, proveniente da sua divina bondade, sua benignidade eterna. Devemos nos prostrar com os rostos no chão e pedir perdão ao nosso Pai por muitas vezes duvidar disto com as nossas reclamações.

Ester uniu-se com o primo para proteger seu povo. Quantas bênçãos encontramos quando protegemos e cuidamos do povo de Deus, o nosso povo! “Apascenta minhas ovelhas”, foi o pedido de nosso Mestre para demonstrarmos nosso amor para com Ele.

- “Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?” Embora o nome de Deus não seja mencionado em todo o livro de Ester, a presença do Senhor está evidente na fé de Mordecai e no seu reconhecimento de que ela chegou no palácio com um propósito.

Olho para onde me encontro neste momento e faço esta pergunta a mim mesmo: Quem sabe não foi para um propósito maior do que eu possa imaginar, que Deus me colocou neste lugar ou nesta situação?

Para o filho remido que deseja fazer a vontade do Pai, não tem hora e nem lugar. Sabe que, se está respirando, tem projeto de Deus para sua vida; nunca coloca a benção acima do abençoador, mas procura usar a benção para ser abençoador.

Ao final deste livro temos como resultado o inimigo humilhado, os filhos sendo usados para a salvação de um povo, e um povo festejando a vitória sobre o inimigo e a salvação.

Que receita maravilhosa! Como é magnífica a escritura! Como relata a realidade do povo eleito e escolhido pelo nosso Maravilhoso Deus!

Posso ir para cama hoje e dormir o sono dos justos. Amanhã é outro dia e meu Pai já terá passado por lá e preparado o caminho. Estará comigo amanhã, como está agora e esteve ontem. Este é o tipo de coisa que somente um filho pode entender. Coisa que para o mundo é ilógico, mas por ser ilógico é que necessita de fé. De fé em fé lá vamos nós!

Nosso Pai é soberano, tem o controle de todas as coisas. Não me preocupo se tem alguém tramando o mal contra mim. Não tenho controle sobre todas as coisas. Na realidade, não tenho controle sobre nada! Por isto descanso no meu Senhor. Quem impedirá o Seu agir?

As coisas ocultas pertencem a Deus. Eu tenho paz, a verdadeira paz. Sabe por que?

A resposta esta aqui: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti". (Is 26:3)

Eu bem sei em quem tenho crido. Aleluia

Texto Anônimo