09/10/2010

DEUS ENTRA COM PROVIDÊNCIA


DEUS ENTRA COM PROVIDÊNCIA
II Reis 6.1-7

Propósito Geral: Consagratório.

Tema Específico: Crescimento Espiritual

Idéia Central do Sermão:

QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO ESPIRITUAL,
DEUS ENTRA COM PROVIDÊNCIAS.


Com quais PROVIDÊNCIAS Deus entrou nesta história?


1. QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO ESPIRITUAL, ELE NOS FAZ VER QUE É PRECISO EXPANDIR - vs. 1.

O cristão e a igreja que estão buscando crescimento espiritual sentem que não devem nem podem se acomodar, pois o nosso espaço sempre será pequeno.
A Bíblia nos ensina em Isaías 54.2-3: "Amplia o lugar da tua tenda, e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda".

2. QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO ESPIRITUAL, ELE DÁ A DIREÇÃO - v. 2.

Alguns cristãos pensam que hoje em dia Deus não mais dá a direção particular às igrejas ou aos cristãos; que Ele não mais nos diz o que deve ser feito.
Quantos não estão enganados achando que devem trilhar caminhos próprios sem depender exclusivamente de Deus. Tornam-se auto-suficientes profissionais e acabam se esquecendo o que a Bíblia diz em João 3.27 e Tiago 1.17 (por exemplo).

3. QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO, ELE PREPARA UM INSTRUTOR - vs. 3.

Moisés instruiu Josué; Elias instruiu Eliseu; Paulo instruiu Timóteo; Jesus instruiu os discípulos.

4. QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO ESPIRITUAL, ELE NOS LEVA À DIMENSÃO DOS MILAGRES - v. 6.

Para o aprendiz de profeta que derrubou o ferro do machado na água, ali era o fim de seu ministério profético, entretanto, para Deus ali começava uma vida de milagre. O ponto final do homem é o ponto de partida de Deus.

CONCLUSÃO:
Se buscarmos crescimento espiritual, Deus mostrará que é preciso expandir (pois o espaço pequeno); Ele nos dará a direção do que deve ser feito e, se isso não bastasse, Ele nos preparará um instrutor e nos levará a uma vida onde milagres acontecem.


Aleluia. Deus seja louvado!

Autoria: Etiêne Pacífico Teixeira

08/10/2010

O SHOFAR, INSTRUMENTO FALADO NA BIBLIA SAGRADA




O Shofar



"… então façam soar a trombeta no décimo dia do sétimo mês, no DIA DA EXPIAÇÃO façam soar a trombeta por toda a terra de voces; consagrem o quinquagésimo ano e proclamem a libertação por toda a terra a todos os moradores. Este lhes será um ano de Jubileu, quando cada um de voces voltarão para a propriedade de sua familia e de seu proprio clã…" (Lv.25:9-10 NVI)



O SHOFAR um simbolo muito conhecido do ROSH HASHANÁH (celebração do ano novo de Israel), é um dos instrumentos mais primitivos usados na musica Judia. Geralmente era feito de chifres de carneiros, um shofar tambem pode ser feito de chifres de outros animais, o mais conhecido no Brasil por exemplo o chamamos de "berrante", este instrumento é um dos que não sofreram mudanças ao longo de mais de 5000 anos.



Nos tempos bíblicos o shofar era tocado para anunciar um evento importante, como um alarme para a guerra, ou ainda para a paz esperada. O GRANDE SHOFAR, segundo a historia, foi tocado durante o evento mais importante do povo de Israel, a entrega dos dez mandamentos lá no monte Sinai, dai a importancia da festa de SHAVUOT.



O toque do Shofar é um dos mandamentos específicos para o ROSH HASHANAH, assim como os trombetistas anunciavam a presença dos reis mortais, o shofar é usado pelos judeus para anunciar a coroação do Rei dos Reis.



O chifre de carneiro é tocado cem vezes. É um simbolo apropriado enquanto traz a lembrança do povo de Israel a disposição de Abraão em sacrificar ao seu filho Isaque, para assim cumprir o mandamento de Deus. No último momento Deus ordenou a Abraão a trocar o filho Isaque pelo cordeiro providenciado.



Tocando o Shofar:

O shofar é um dos instrumentos musicais conhecidos por toda a humanidade, foi desenvolvido pelos hebreus primitivos, e, como dissemos anteriormente é feito de chifres de animais, geralmente de carneiro.



O shofar é tocado em muitas e diferentes ocasiões: no ano do Jubileu, no Rosh Hashanah, tambem conhecido como Yom Kippur ou Yom Teruah, em rituais religiosos, ou ainda para a convocação de uma guerra. Nos ultimos tempos tem sido utilizado para a convocação de dias santos.



Os toques do Shofar:



O Tekiah:chamado de "O SOM", um largo toque com um tom claro.

O Shevarim: "QUEBRANTAMENTO", som alentador de tres toques curtos.

O Teruah: "ALARME" uma série rapida de nove ou mais toques bem curtos.

O Tekiah Gedolah: "O GRANDE TEKIAH" um som sem parar sustentado o maximo que os pulmões puder aguentar.



De fato não se tem uma certeza de como se soa o TEKIAH, pode ser um Shevarim, um Teruah, ou uma combinação de ambas. No Rosh Hashanah, varias combinações são usadas para acomodar as varias opiniões.



Por que o Shofar é tão importante para o povo de Israel?

O mandamento de tocar o Shofar é dado na Torah, sem explicação, porem os Rabis providenciaram diversas explicações e interpretações sobre o significado do Shofar. Maimondes um filosofo e físico Judeu nascido na Espanha no seculo XII, escreveu o seguinte pensamento:



"…desperte dormentes do vosso sono! Levantem-se sonolentos do vosso sono! Esquadrinhai vossos atos e regressai ao arrependimento e recordai do vosso Criador! Aqueles esquecidos da verdade alertas das vaidades do tempo e aqueles que mal-gastam todo o seu ano em vaidade e ociosidade que não podem nem te ajudar e muito menos te salvar. Olhem as vossas almas, melhorem os vossos caminhos e atos. Cada um abandone seus maus caminhos e seus pensamentos que não são bons…" HILKHOT TESHUVAH capitulo 3.



O Shofar então simboliza o tema principal dos dias de arrependimento, durante o qual comemoramos o inicio do mundo. Tratamos de fazer um novo inicio dentro de nos mesmos, e regressarmos ao começo do ciclo. O Shofar, com suas chamadas poderosas e profundas, remove os obstaculos diante de nós e nos ajuda a alcançar este novo início
Ouçamos pois, o Shofar soar nestes últimos dias e nos arrependamos de todo nosso coração para que haja em nós tempos de refrigérios, que ao soar da trombeta, possamos estar dispostos a um novo começo cheio de paz e de graça..


Deus os abençoe ricamente


Pr.Dr. Wagner Teruel

07/10/2010

O verdadeiro foco da bíblia sobre o dinheiro!


Próspero e Fiel.

Conselhos bíblicos para administração de finanças pessoais.


APRESENTAÇÃO
Próspero e Fiel é um livro sobre administração de finanças pessoais com base em textos da bíblia, parábolas da cultura judaica e orientações de economistas da atualidade. Além dos textos bíblicos, o livro aborda assuntos como: Em todo trabalho há proveito, dívidas (Evitar e sair), cartão de crédito, cheque especial, como as pessoas de sucesso financeiro fazem para aumentar seu patrimônio, o tempo, por que definir uma meta já é meio caminho andado, vontade, motivação, determinação, parábolas judaicas sobre o dinheiro e muito mais. Você trabalha somente para alimentar o sistema financeiro? Pagando dívidas e mais dívidas? As empresas obrigam e o mercado também exige que o trabalhador tenha uma graduação e por conta disso muitos estão cada vez mais se endividando. O que realmente você deseja para sua vida financeira? Saiba que muitos aspectos e projetos da sua vida dependem das suas finanças. Se você deseja ter uma vida financeira equilibrada certamente precisará conferir esta obra.



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06/10/2010

A dinâmica de Jesus (Mateus 9:35-38)


Faltava ao povo consolo e confiança, fé, amor e esperança. Entretanto, isso a maioria não via. O imitador de Cristo, contudo, precisa ter esse feeling. Não se trata de sentir dó ou pena das pessoas ao seu redor, mas sim compaixão, o que é bem diferente.
Geralmente as reflexões que ouvimos fundamentadas neste texto estão relacionadas com missões. O pedido de Jesus para que mais pessoas possam botar a mão na massa e sair anunciando as boas novas da salvação em Cristo. Pretendo, com essa meditação, ressaltar esta necessidade também, porém gostaria de me aprofundar um pouco mais no primeiro versículo. Nele vemos, por exemplo, quatro verbos (que em algumas traduções eles estão no gerúndio) que nitidamente mostram as ações de Jesus, ou seja, a sua dinâmica, o seu movimento.

Olhando para o texto sob essa perspectiva, gostaria de considerar as ações que fazem parte da dinâmica do Mestre.

1. O movimento (v.35)
"Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças."

a) caminhava pela região
"Jesus ia passando por todas as cidades e povoados..."

Ele procurava as pessoas lá onde estavam em casa. Em todas as cidades e aldeias há pessoas em casa. Jesus não espera que as pessoas venham a ele (como era o casal de João Batista), contudo vai até elas e as procura, por mais estranhos e escondidos que possam ser em seus hábitos . Ele realiza "visitas domiciliares", como diríamos hoje. Samuel Keller afirmou certa vez: "A chave para as almas das pessoas está pendurada em sua casa. Por isso é necessário ir até elas, procurá-las em sua vida cotidiana em suas aflições, em suas doenças, em sua solidão."

Guando adentramos a casa de alguém, estamos explorando, ainda que de forma pequena, a intimidade do indivíduo. Estamos passando a conhecer o seu espaço. Muitas vezes o local onde ela faz as suas refeições, a cama onde ela se deita, o banheiro onde ela faz a sua higiene etc. Era isso que Jesus fazia; ele adentrava a casa das pessoas e posteriormente, com seus ensinamentos , penetrava seus corações. Uma estratégia razoavelmente simples.

b) ensinava
"...ensinando nas sinagogas..."

Ensinar refere-se à instrução dada ao povo (exploração da Palavra de Deus), e também a uma controvérsia aos ensinamentos proclamados pelos fariseus e escribas. O objetivo é que o povo seja ensinado a partir da autoridade, e não dos "estatutos humanos". A Palavra poderosa do Bom Pastor é quem iria ressoar nos ouvidos das pessoas. Aliás, de que outra maneira este alcançaria seu rebanho, senão fazendo ressoar a sua voz mansa e serena?

c) evangelizava
"...as boas novas do Reino..."

Ao lado do ensino acontece, como segunda característica o "anúncio", a proclamação da alegria proveniente do Reino. Quem ouviu esse chamado do arauto, essa proclamação que conduz a uma nova vida, deve saber que está convocado a se tornar cidadão desse Reino, o qual existirá de eternidade a eternidade. Você consegue ouvir a mensagem de boas notícias proferida por Jesus? Se sim, quero incentivá-lo a render-se a ela. Se não, atente para aquilo que o Mestre está falando.

d) curava
"...todas as enfermidades e doenças."

Doenças e sofrimentos de todos os tipos, empobrecimento econômico e domínio estrangeiro nem sequer eram os males piores. O mais terrível era que o povo estava enfermo da alma. Ensino e proclamação são acompanhados da ação simultânea. Pois o reino está em "vigor". Quando o Senhor diz a sua palavra, caem as amarras do pecado, os castelos de mâmon, as fortalezas da doença, os laços da morte; a alma é curada, o coração é transformado e o caráter mudado.

Jesus nos proíbe deixar de lado a grande miséria física, social, e econômica das multidões, como se não tivéssemos nada a ver com ela, como se fosse possível ouvir e aceitar o evangelho do Reino de modo desligado dela. Cristo não nos permite considerar essa miséria como algo sancionado por Deus. Pelo contrário, ela faz parte da realidade sem Deus (não que aqueles que entregam suas vidas a Jesus não passam por situações adversas) à qual fomos incumbidos de penetrar como sal e luz (Mateus 5:13,14).

2. O sentimento (v.36)
"Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor."

Do versículo 35 ao 36 acontece uma mudança na nar ração de Mateus. Numa comovente figura sobre seus sentimentos, Jesus nos mostra sua sincera compaixão para com o povo. Ele viu o povo, mais que isso, ele o enxergou. Nem todos veem. Outros veem, mas não enxergam. O poeta romano Horácio dizia: "Odeio o povo simples e mantenho-me longe dele." Os fariseus afirmavam: "...essa ralé (se referindo ao povo) que nada entende da lei é maldita." (João 7:49). Jesus, no entanto, viu o povo e tinha compaixão dele. Essa compaixão profunda fazia com que o seu coração se retorcesse em seu corpo, tal como acontece na parábola do filho pródigo no evangelho de Lucas 15:20 (conforme afirma Fritz Rienecker no livro Evangelho de Mateus).

Faltava ao povo consolo e confiança, fé, amor e esperança. Entretanto, isso a maioria não via. O imitador de Cristo, contudo, precisa ter esse feeling. Não se trata de sentir dó ou pena das pessoas ao seu redor, mas sim compaixão, o que é bem diferente. Ao sentir dó ou pena, nos colocamos acima do indivíduo e olhamos para ele de cima para baixo, isto é, com desprezo. Todavia, ao sentir compaixão tomamos o seu lugar. Percebemos que o que acontece com ele poderia também ocorrer conosco.

3. A percepção (v.37)
"Então disse aos seus discípulos: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.’"

É de uma certa esperança que fala o versículo 37. O tempo de angústia é na verdade é na verdade o período anterior à colheita. Justamente por ser tão grande a miséria, o campo está maduro para a safra. O olhar do Salvador constata: "A colheita é grande..." Cristo o diz para o seu povo e para todos os povos. Afirma-o naquele tempo e hoje. É tempo de colheita porque a promessa de Deus se cumpriu e o Messias veio.

"A própria safra é figura recorrente para o juízo vindouro. Inversamente, porém quando a Palavra de Deus é poderosamente anunciada, já agora são feitas decisões do juízo final. Na posição diante de Jesus, de fato já agora se decidem vida e morte, salvação e condenação", comenta Fritz.

O pensamento de Jesus exterioriza-se numa emoção forte e profunda, num contraste impactante. Ao erguer os olhos para o Deus o Pai, profere a sentença: A colheita é grande e está madura. Ao olhar em profundidade para a humanidade, surge o lamento sobre o rebanho exausto e prostrado e a falta de operários para a safra. Daí, então, é que vem:

4. O clamor (v.38)
‘Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita’".

A tensão e a profunda emoção do coração é solucionada pela oração; a oração séria e persistente: "Roguem ao Senhor da colheita que lance para fora operários na sua colheita", como diz o texto no original.

No tempo de safra o proprietário procura, além dos seus auxiliares permanentes, ainda trabalhadores especiais, para jogá-los na sua colheita, assim como um general lança suas forcas de reserva na batalha decisiva. Há grande necessidade de discípulos de Jesus, impelidos pelo espírito de Deus, plenos de uma fé firme, animados por um amor sagrado, dotados do olhar de Jesus, a saber, o olhar da compaixão e da esperança, que queiram ajudar na construção do reino de Deus. Precisam saber-se vocacionados pelo próprio Deus. Somente ele pode dar essas pessoas. Ele as dá quando se ora por elas. São frutos de muitas orações. É maravilhoso, e ao mesmo tempo assustador, o quanto Deus coloca em nossas mãos as responsabilidades! Até o emprego de seus colaboradores - "Roguem , pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores..." - a intercessão autêntica realiza obras grandes no reino de Deus. Abre corações, bocas e mãos para a gratidão e o serviço. Impulsiona-nos para a missão e o serviço em geral. Ela, ainda, nos dá a palavra certa e a ação correta (conforme Munchmeyer).

Clame ao Senhor, ele jamais fará ouvidos moucos para o seu clamor.

Deus abençoe a todos.

Pr.Elias Marinho