27/05/2009

SENDO UM LAGO…E NÃO UM COPO

 

sal

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um
copo de água e bebesse.
-’Qual é o gosto?’ – perguntou o Mestre.
- Ruim’ – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a
um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho
disse:
-’Beba um pouco dessa água’.Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre
perguntou:
-’Qual é o gosto?’
-’Bom! disse o rapaz.
-’Você sente o gosto do sal?’ perguntou o Mestre.
-’Não  – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou suas mãos e disse:


-’A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde
a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é
aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Em outras palavras: É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.

FONTE: Blog Alex Fajardo

ATENTADO MISSIONÁRIO

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Todos os dias, vemos no jornal que um novo atentado terrorista ocorre no Iraque e em outras partes do mundo. Além dos prédios derrubados e carros queimados, milhares de pessoas morrem ou desaparecem. O atentado é um ato criminoso. Todos nós condenamos os atentados terroristas e temos até medo deles.

No entanto, gostaria de refletir sobre um outro tipo de atentado. Em primeiro lugar, ele não é um ato criminoso, mas talvez seja até um pouco pior. Depois, ele não é cometido por terroristas com uma falsa esperança, mas é cometido por cristãos que têm esperança de uma vida eterna. Esse atentado não usa explosivos ou aviões seqüestrados, mas poderosas armas invisíveis como desprezo, desinteresse e insensibilidade.

Trata-se do “atentado missionário” que muitos crentes cometem semanalmente. Um terrorista, quando descobre a falsa esperança que lhe é vendida, morre por ela. O cristão, depois que descobre a esperança de vida eterna, morre com ela, sem repartir com os outros. O terrorista faz qualquer coisa para arranjar dinamite e bombas, amarra-as ao corpo e explode tudo que for possível. O cristão pega a Bíblia “dinamitada” que tem à sua mão e guarda-a bem guardada, com medo que ela faça estragos em sua vida e na vida das pessoas que estão ao seu redor.

O terrorista tem alvos específicos. Ele quer explodir prédios e matar pessoas. O crente, muitas vezes, não tem alvo. O máximo que ele faz é construir alguns prédios que são chamados de “igrejas” para se esconder dentro deles. Talvez a única coisa em que o terrorista e o cristão são iguais é que ambos podem matar pessoas. O terrorista quer matar pessoas para defender sua causa. O cristão pode matar algumas pessoas por não propagar a sua causa.

Milhares de pessoas já morreram em atentados terroristas no mundo todo. No entanto, milhares de pessoas morrem diariamente pelo mundo, por causa dos “atentados missionários” cometidos por milhares de cristãos. Um cristão comete um “atentado missionário” quando deixa de fazer aquilo que Deus está pedindo que ele faça pela obra missionária. Um cristão comete um “atentado missionário” quando deixa de orar, contribuir, ir, pregar ou ensinar todas as coisas que Jesus mandou.

Muitos também cometem “atentados missionários” quando desprezam a obra missionária, são insensíveis à necessidade de testemunhar de Jesus ou simplesmente não se interessam pela salvação de mais pessoas. O resultado são milhares de pessoas morrendo todos os dias, sem esperança e sem Jesus, e que habitarão o inferno eternamente. Isto, sim, é um verdadeiro atentado, sem chance de reação por parte dos atingidos.

Para saber se você tem participado dos atentados missionários ao redor do mundo, responda às perguntas a seguir: “Oro por missões constantemente?”, “Ajudo a sustentar missionários?”, “Obedeço ao ‘Ide’ de Jesus em minha vida?”

Se você respondeu “sim” às perguntas, alegre-se, pois você está contribuindo para levar salvação a muita gente. No entanto, se você respondeu “não”, leia o artigo outra vez e pense um pouco no assunto.

Josué Campanha
Fonte: www.miaf.org.br

26/05/2009

DIREITO À VIDA

 

O direito ao corpo

PARA provar uma ideia que todos consideravam louca, ele atravessou o oceano Pacífico, do Peru até a Polinésia, numa balsa semelhante àquelas que são usadas ainda hoje no lago Titicaca.
A tecnologia usada na construção da balsa tinha de ser aquela disponível em tempos pré-colombianos, pois a ideia louca que Thor Heyerdahl queria provar era que era possível que, em tempos imemoriais, os homens tivessem migrado pelo Pacífico usando os recursos de que dispunham.
Essa aventura fantástica tomou o nome de expedição Kon-Tiki, partiu da costa do Peru no dia 28 de abril de 1947 e chegou à ilha Raroia 101 dias depois, tendo navegado 4.300 milhas.
Aos 84 anos, quando estava com sua família gozando férias em sua casa na Itália, Thor Heyerdahl foi diagnosticado como tendo um tumor cerebral. Ele parou de comer e de tomar remédios até partir em sua última expedição pelo Grande Mar desconhecido...
Era comum que os médicos de antigamente tivessem, na sala de espera de seus consultórios, a tela de Samuel Luke Fildes "O Médico". Lembro-me de tê-la visto pela primeira vez num consultório, enquanto esperava que o médico me atendesse. A tela me impressionou tanto que eu, menino de sete anos, sai da poltrona onde estava assentado e me aproximei da tela para ver os seus detalhes. Nunca esqueci. Cheguei a escrever um texto sobre ela. Ela representa a fantasia romântica do médico de antigamente que, com armas frágeis, lutava sozinho contra a morte.
Ele vivia fora do tempo. Era um médico de antigamente. Com sua velha maleta, ia pelos bairros da periferia de Campinas para atender os pobres. Meu afeto por ele cresceu quando vi, na sua casa, uma reprodução de "O Médico".
Já bem velho, com câncer, consultando seu corpo e sua alma, concluiu que não fazia sentido lutar uma batalha perdida. O certo seria que vida e morte seguissem seu caminho. Parou de comer e de tomar remédios. E foi assim que ele partiu...
Esses dois casos me vieram à mente quando, provocada por circunstâncias, minha imaginação pensou a terrível possibilidade de um AVC que me condenasse a uma vida sem sentido, sem saídas, humilhante, um peso para as pessoas que me amam e impotente, vida que se resumiria numa espera do fim.Eu deixaria de ser dono do meu próprio corpo e não teria mais o poder para tomar as providências para a aventura pelo Grande Mar desconhecido...
Lembro-me de uma paciente que me contou que o seu pai, homem religioso que rezava diariamente, começou a rezar o Pai Nosso de uma maneira diferente: passou a omitir a súplica "o pão nosso de cada dia dá-nos hoje". Do jeito dele, ele também tomou a decisão...Tenho estado pensando nas pessoas que, por sua condição física de dor ou humilhação, prefeririam que a morte tomasse a vida no seu colo e a fizesse dormir. O desejo de morrer é uma oração, um suspiro da vida que deseja voar.
Acho que Bach concordaria comigo. Foi para esses que suspiram e desejam voar, ele mesmo inclusive, que ele compôs o seu comovente coral "Vem doce morte". Ouvindo esse coral, a partida fica triste, bela e calma...
Agora me pergunto, eu gostaria de saber: se Thor Heyerdahl e esse médico anônimo de Campinas estivessem num hospital, ser-lhes-ia permitido bater suas asas?
Rubem Alves, na Folha de S. Paulo.

fONTE: PavaBlog O DIREITO AO CORPO

A PRECIOSA PAZ - Alzira Sterque

A PAZ - Alzira Sterque A PAZ - Alzira Sterque Alzira Sterque Para ser livremente usado em apresentações nas igrejas.