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12/09/2008

COMO SE ENVOLVER EM MISSÕES?


Esperar que Deus faça tudo enquanto nós não fazemos nada, não é fé, isto é superstição. - Martin Luther King Jr.
Nos dias hodiernos, como nunca na história da Igreja, necessitamos da presença crucial de alguns estrategistas do Senhor que possam planejar, de tal maneira, que venhamos terminar a tarefa de evangelizar todos os povos, línguas, tribos e nações em nossa geração.
Hoje, temos todos os obreiros que se necessita para essa empreitada e, mais ainda, não faltam recursos econômicos, tecnológicos, informativos, treinamento adequado etc. O que falta é comprometimento de investir e direcionar todos esses recursos para aqueles que são esquecidos e preteridos pela Igreja mundial, isto é, os povos não-alcançados da janela 10-40.
Os irmãos morávios, que viveram há mais de 200 anos, como simples camponeses, tiveram para cada 25 membros um missionário transcultural, enquanto nós, brasileiros, que temos a 32 maior Igreja evangélica do mundo, e que somos a 9á potência mundial, temos necessidade de 10.000 crentes para sustentar cada missionário transcultural. E, se pensarmos em janela 10-40, teremos de multiplicar isto por dez. Você consegue acreditar que, 20 séculos depois da ordem da Grande Comissão, temos nações que ainda não têm um crente nacional conhecido?
Confessamos que ficamos sumamente impressionados com o comprometimento dos mórmons. Eles têm 7.000 pessoas nos EUA que falam o árabe e estão na expectativa da queda do Islamismo e não temos sequer dez missionários que falem fluentemente o árabe.
A Igreja Evangélica Brasileira
Hoje somos a 3ª maior Igreja evangélica do mundo, somente superada pelos EUA e China. Temos mais evangélicos no Brasil do que toda a Europa e o leste europeu juntos, isto é, 30 países fazem parte do berço da obra missionária. Há mais libaneses no Brasil do que libaneses no Líbano. Patrick Johnstone, o autor do livro Intercessão Mundial chama o Brasil de o cadinho das nações.
Diante do grande desafio missionário de alcançar os povos não-alcançados, em nossa geração, se faz necessário um melhor treinamento do candidato ao campo missionário. O Senhor Jesus, mestre por excelência, não enviou seus obreiros aos campos sem nenhum treinamento prévio e tampouco isso foi feito às pressas. Treinamento não significa somente conhecimento teológico: a História tem provado que isso não é o suficiente, mas, sim, parte de um TODO. Portanto, vejamos o que é necessário para um treinamento completo:
1. Tempo - um período de quatro anos é o ideal, mas que neste tempo o candidato tenha experiência formal, não formal, informal e prática de evangelismo pessoal no Brasil e transcultural. O Projeto Radical da Missão Horizontes está sendo desenvolvido em quatro anos, sendo os primeiros seis meses no Brasil, seis meses num país latino, de língua hispânica, seis meses de volta no Brasil, seis meses num país de língua francesa ou inglesa, dependendo do país ao qual será enviado o obreiro, e dois anos no campo de janela 10-40 e, mesmo assim, sob a orientação de um mentor que já tenha experiência de campo. Este foi o método utilizado por Jesus no treinamento de seus discípulos. Após esses quatro anos, o obreiro estará de volta à sua igreja para compartilhar do ministério, mas agora com experiência provada, visão global e parâmetros para poder definir que tipo de ministério desejará desenvolver no futuro.
2. Caráter cristão - muitos missionários não têm conseguido ter uma boa convivência com outros missionários, com a liderança local e nacional, e isto tem sido uma grande causa do retorno prematuro de vários missionários. É o ponto crucial na área de treinamento missionário.
3. Trabalho em equipe - este foi o método de Jesus e está provado ser o método ideal para o bom desenvolvimento dos dons naturais e espirituais. A Bíblia diz que um cordão de três dobras não se quebra facilmente. Trabalho em equipe diminui tremendamente o custo financeiro, estresse cultural, e ajuda muito na área de cuidado missionário, pois em vez de visar a um candidato somente o custo será dividido para toda uma equipe.
4. Conhecimentos de primeiros socorros - as regiões não-alcançadas são as mais pobres da terra, e se faz necessário que se tenha esses conhecimentos que irão ajudar nos primeiros socorros. Outros conhecimentos, na área de agricultura, e técnicos em diversas outras áreas são sumamente importantes.
5. Treinamento bivocacional - professor de língua inglesa, francesa, espanhola, representante comercial, esportista ou outra profissão pode ter um bom ministério de fazedores de tendas. O apóstolo Paulo usou este método em algumas oportunidades, mas isto não implica que a Igreja deva ser negligente no sustento missionário.
6. Inteligência emocional - um grande número de candidatos a missões vem de lares desestruturados e esses traumas terão um reflexo negativo no sucesso do missionário. Ressentimento, mágoa, falta de auto-estima, falta ou excesso de autoconfiança, orgulho, falta de humildade, complexos tanto de inferioridade como de superioridade, preconceitos, falta de autocontrole, autocomiseração, preguiça de ler e, em geral, incredulidade etc..., tudo isso terá um aumento assustador quando explodir no campo missionário, e terá um reflexo negativo no desenvolvimento do processo missionário da igreja envolvida.
7. Sentimental - a carência afetiva, quando estão longe da família ou pátria, tem levado diversos candidatos a cometer vários deslizes e tem tirado muitos dos campos. Deve-se estipular um tempo mínimo ao candidato solteiro antes de se pensarem algum envolvimento sentimental a fim de se evitar feridas desnecessárias.
8. Mental - uma mente bem preparada é fator preponderante do sucesso no campo, pois é onde a batalha mais forte acontece. Muitos candidatos têm até uma boa formação teológica, mas quando se defrontam com desafios grandes, se entregam facilmente. Ter uma mente renovada pelo Espírito Santo é imprescindível.
9. Prática transcultural prévia - devido às grandes distâncias culturais entre nossa cultura e a dos povos não-alcançados, se faz necessário ter uma experiência transcultural prévia. Não sai caro, e ajuda muito na seleção de candidatos que estejam dispostos a ir aos lugares mais difíceis da terra.
10. Mobilização missionária - o candidato deve ser bem preparado nesta área, pois ele não pode ir para o campo sem ter uma boa base segurando as cordas da intercessão e do sustento. Para que isto seja uma realidade, o candidato e a missão devem se comunicar com a igreja, família, amigos, líderes etc. com todas as informações necessárias, tais como: cartas, fotos, estatísticas e vídeos.
11. Treinamento lingüístico - é necessário para o aprendizado de qualquer idioma um treinamento com experiência prática numa outra língua que virá ajudar muito no aprendizado. Da segunda para a terceira língua, o processo é muito mais fácil e assim sucessivamente. O espanhol é um bom filtro neste processo de seleção de candidatos para os povos não-alcançados. Aprender uma língua totalmente diferente da nossa exige muito esforço e dedicação integral, de cinco a oito horas por dia.
12. Visão global - uma visão global irá levá-lo a um trabalho de interdependência ministerial e, o mais importante, à expansão do Reino, e não a um projeto denominacional ou de uma missão isoladamente.
Diante do quadro exposto, precisamos repensar nossa posição como Igreja de Jesus. Cremos ser necessário pensar em uma Igreja com propósitos. Propósitos de cunho prático e imediato. Temos de nos esforçar para terminar a tarefa a nós confiada há 2.000 anos pelo Mestre e duplicar esforços. Oswald Smith, autor dos livros Paixão pelas Almas, Clamor do Mundo e tantos outros disse: Por que uma pessoa tem o direito de ouvir o Evangelho várias vezes, enquanto que muitos outros não ouviram sequer uma vez?!. Precisamos começar a fazer isso dentro de nosso contexto. Devemos, repensar a mensagem de missões, principalmente com os povos não-alcançados, em nossos seminários, congressos, conferências etc., enfatizando a ação prática, e não o simples falar.
Precisamos enviar, urgentemente, obreiros aos povos não-alcançados e isto irá requerer muito mais do que simples palavras no ar. C.T. Studd, multimilionário e desportista inglês, vendeu todos os seus bens e propriedades e doou todos os recursos angariados para várias organizações missionárias e se dirigiu como missionário, para a China e índia onde dedicou o melhor de seus anos na proclamação do Evangelho. Com 51 anos, alquebrado e cansado pelo trabalho estafante, voltou para a Inglaterra para levantar sustento para empreender uma nova empreitada de embrenhar-se nas matas do interior da África a fim de levar o Evangelho àqueles que estavam escondidos e esquecidos pela Igreja da época. Deparou com alguns jovens corajosos e que tinham o fogo missionário, e estes lhe disseram: "Carlos, isto é muito sacrifício para você, pois você já fez a sua parte. Sua resposta foi enfática e clara: "Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, então não há sacrifício demasiadamente grande que eu possa fazer por Ele".
Precisamos de guerreiros valentes, como os de Davi, que tinham um propósito de coroá-lo rei: que escrevam uma nova página na história do Evangelho e das missões brasileiras, dispostos a deixar as comodidades e os prazeres deste século e serem conhecidos como os guerreiros de um novo século: que estejam dispostos a coroar Jesus como o Rei de todas as nações, tribos, línguas e raças. Portanto, a palavra ENVIO deve permear nossas vidas e ministérios. Somente assim poderemos com certeza trazer JESUS de volta em nossa geração!
Você Sabia?
Cada dia, 5.000 novos convertidos são acrescentados à Igreja evangélica brasileira?
Na igreja o crente brasileiro investe somente R$ 1,30 por ano para missões transculturais. Se este valor for aumentado 100 vezes, mesmo assim ainda não chega à condição de sacrifício, pois daria em média, para cada crente, a importância de R$ 10,00 por mês.
David Botelho

30/06/2008

POR AMOR A ELE


O Dr. Peter Hammond, a quem encontrei na África do Sul, disse-me que sempre que prega no Sudão, ele espera ser arrastado e perseguido. Quando pressionado a falar sobre os detalhes de suas perseguições, o Dr. Hammond disse que havia experimentado uma "perseguição menor", tal como ter a sua cabeça submergida num balde de urina até ser forçado a bebê-la, ou ter uma sacola amarrada ao redor do seu pescoço, até que ele desmaiasse por falta de oxigênio. "Isso não é nada comparado ao que o nosso Senhor Jesus experimentou", ele rapidamente acrescentou. "Nós, cristãos, devemos contar como grande alegria o semos perseguidos por causa de Cristo".

In Overcoming the World Joel R. Beecke

30/05/2008

BIOGRAFIAS: DANIEL BERG


 

Daniel Berg nasceu em Vargon, na Suécia, num lar genuinamente cristão. Cedo na vida, aos 17 anos, fez sua primeira viagem para os Estados Unidos, em 1902; isto porque a Suécia passava por uma crise financeira muito séria. Ao final de oito anos voltou de passagem à Suécia.
Nesta ocasião, ao visitar a casa de seu melhor amigo, soube que ele era agora um pregador do Evangelho numa cidade próxima. Ao chegar em sua igreja ouviu pela primeira vez sobre o batismo no Espírito Santo. Depois do culto conversaram bastante sobre esta doutrina, o que fez com que Daniel Berg saísse dali convicto, e buscando o seu batismo no Espírito Santo. Ainda no caminho de volta para a América ele recebeu o batismo e decidiu dedicar a sua vida inteiramente ao Senhor.
Durante uma conferência em Chicago, ele conheceu seu futuro companheiro nas missões, o sueco Gunnar Vingren, que acabara de se formar num Instituto Bíblico e era desejoso de ser um missionário. Ambos, cheios do poder pentecostal, passaram a buscar do Senhor o Seu direcionamento para suas vidas. Certo dia, o dono da casa que Gunnar Vingren morava teve um sonho e viu o nome Pará, e foi-lhe revelado que seria uma orientação para aqueles jovens. Logo descobriram que Deus os chamava para o Brasil. Apesar do pouco entusiasmo da igreja, e de nenhuma promessa de ajuda financeira, ambos foram separados para serem missionários no Brasil, cheios de convicção da parte de Deus.

A última e grande confirmação da parte de Deus foi quando o Senhor pediu a Vingren que desse 90 dólares, exatamente o valor que eles tinham para a viagem, para um jornal pentecostal. Eles, em obediência, o fizeram. Porém, extraordinariamente, o Senhor devolveu-lhes o exato montante, usando um irmão em outra cidade, que foi revelado por Deus para tal. Berg e Vingren partiram para o Brasil no dia 5 de Novembro de 1910. Durante a viagem eles já puderam experimentar um pouquinho o que seria o seu campo, e ali mesmo a primeira alma foi ganha para Jesus, desde que eles foram separados como missionários. Então, no dia 19 do mesmo mês chegaram à cidade de Belém do Pará.

Primeiramente eles ficaram hospedados no porão de uma Igreja Batista, cujo pastor era americano. Logo começaram a dirigir cultos, para ajudar aquele pastor, e sempre que sentiam de falar sobre a manifestação do Espírito Santo para aqueles dias, o faziam sem constrangimento. Mesmo sendo um assunto novo para aqueles irmãos, eles se interessavam cada vez mais, o que decorreu no grande aumento da assiduidade nos cultos e constantes visitas aos missionários. Enquanto isso, Berg começou a trabalhar na fundição, para sustentá-los, enquanto Vingren estudava português para ensinar a Daniel Berg à noite.

A pobreza, e principalmente as doenças, era uma constante naquele lugar, sobretudo a lepra e a febre amarela. Com isso, os irmãos freqüentavam cada vez mais o porão onde viviam Berg e Vingren, em busca de oração e conhecimento da Palavra. Ali o Senhor começou a batizar com o Espírito Santo e a curar muitos enfermos. Num daqueles cultos improvisados, entrou de surpresa o pastor da igreja, que foi cordialmente convidado a participar do culto. Recusando o convite, passou a declarar uma série de acusações com relação às falsas doutrinas ensinadas pelos missionários. Esperando contar com o apoio dos que ali estavam, aconteceu o contrário: um diácono, dos membros mais antigos, se levantou e defendeu com testemunhos reais de que o batismo no Espírito Santo e a cura divina é para a atualidade. Neste dia então, Berg, Vingren e mais 18 irmãos foram expulsos daquela igreja e formaram a primeira Assembléia de Deus, que a princípio se reunia na casa da irmã Celina Albuquerque, a primeira cristã batizada no Espírito Santo em terras brasileiras.
Logo depois começou a circular pela cidade um panfleto, da parte daquele pastor batista, alertando a população contra os ensinamentos dos missionários, citando inclusive as passagens bíblicas por eles usadas. O que parecia prejudicial, tornou-se num grande impulso para a propagação das verdades bíblicas, pois aqueles que os liam, ao conferir com as escrituras, passavam a crer e buscavam a igreja, que crescia cada vez mais. Dias depois, chega a primeira remessa de Bíblias e Novos Testamentos em português, o que leva Daniel Berg a se dedicar exclusivamente à venda das literaturas e pregação do Evangelho.

Quando a Palavra de Deus já havia sido distribuída em toda Belém, Berg sentiu da parte de Deus em seguir rumo à Bragança e fazer na marcha para o interior o mesmo trabalho, para o qual era vocacionado. A tarefa não era fácil; os dois maiores inimigos eram o analfabetismo e o catolicismo herdado da colonização portuguesa. Naqueles pequenos vilarejos, o padre era a maior autoridade e todos os moradores já haviam sido advertidos quanto à pregação de Daniel Berg, e temiam a leitura da Bíblia, pois a igreja os proibia.

Apesar disto, o jovem continuava a bater nas portas, a ler trechos bíblicos e a orar pelos enfermos. As portas se abriam aos poucos, e o Senhor operava sempre com milagres e maravilhas. Em pouco tempo já havia vinte novas igrejas entre Belém e Bragança. O próximo passo foi a caminho das selvas. O contato inicial foi difícil, e a primeira família se converteu num velório quando Daniel leu sobre a ressurreição ao lado do corpo inerte da mãe. Estes se tornaram evangelistas e contribuíram para a formação de uma grande igreja ali. Sofreram fortes perseguições por parte dos policiais, pois o delegado estava comprometido politicamente com a igreja católica. Por fim o nome do Senhor foi glorificado pelas vitórias dos cristãos. Berg só saiu dali quando a igreja já havia amadurecido e estava caminhando por seus próprios pés.

O passo decorrente foi sua chegada às ilhas; nesta altura os maiores inimigos eram os naturais. A travessia em barcos precários tornava o acesso muito perigoso, pois além da embarcação, havia as piranhas e os jacarés. As grandes distâncias, as horas perdidas e o esforço com os remos, junto ao grande aumento do trabalho, tornou-o quase impossível. Após um acidente sofrido por Daniel, numa daquelas pequenas embarcações, sentiu de Deus de comprar um grande barco a velas, o que fez com a ajuda da igreja de Belém. Com o barco "Boas Novas" o atendimento era mais proveitoso e em maior extensão.

Assim fez Daniel Berg em todo o país, de norte a sul. Há relatos de sua obra nos solos mais difíceis desta terra. Quem com ele caminhou citou que ele mal dormia, vivia intercendo. Falava pouco e era dirigido unicamente por Deus. Jamais viu obstáculos à obra. Andava em lombos de cavalo, a pé, comia o que se lhe servisse: macacos, raízes, frutos exóticos. Jamais reclamava e era sempre agradecido por estar no Brasil

Daniel Berg passou para o Senhor em 1963, e mesmo enfermo num hospital, saía de uma à outra enfermaria entregando literatura e orando pelos que se entregavam a Jesus.

Um exemplo de servo bom e fiel. Seu trabalho deu origem, juntamente com Gunnar Vingren, às assembléias de Deus no Brasil

29/05/2008

BIOGRAFIAS: WILLIAM CAREY


 

Filho de Edmundo e Elizabeth Carey, William Carey nasceu numa humilde cabana em agosto de 1761, na pequena vila de Paulerspury, em Northamptonshire, na Inglaterra. Em Piddington, aos 14 anos, William aprendeu a arte de sapateiro.

Apesar de nascer em um lar anglicano, sua primeira identificação com a fé genuína foi através de seu companheiro de trabalho, John Warr, filho de um desertor da Igreja Estatal. Em 1779, aos 18 anos, nasceu de novo, quando ainda estava identificado com a igreja oficial da Inglaterra, e uniu-se a uma pequena igreja batista. Logo começou a se preparar para pregar. Estudou diversas línguas e, como resultado dominava perfeitamente o latim, grego, hebraico, italiano, francês e holandês, além de diversas ciências. Assim, aos poucos, entendeu que o mundo era bem maior do que as Ilhas Britânicas e sentiu no fundo de sua alma, como todo o cristão verdadeiro sente, a perdição da humanidade sem um Salvador.
Em junho de 1781 casou-se com a jovem Dorothy Placket, com a qual teve cinco filhos. Antes, em 1775, fora impactado pelo avivamento trazido pelas mensagens de John Wesley e George Whitefield. Apesar de ter sido batizado quando criança, William Carey sentia a necessidade de confessar sua fé publicamente. Sendo assim, foi batizado nas águas em 5 de outubro de 1783, pelo pastor John Ryland. Em 1787 foi consagrado e começou a pregar sobre a necessidade missionária no mundo, e não somente na Inglaterra. Como os membros de sua congregação eram pobres, Carey teve necessidade de continuar trabalhando para ganhar o seu sustento.

Na sua pequena oficina pendurou um mapa-múndi feito pelas suas próprias mãos. Neste mapa, ele incluíra todas as informações disponíveis: população, flora, fauna, características dos povos, etc. Enquanto trabalhava, olhava para o mapa, e orava muito, sonhava bastante e agia com seus joelhos, na intercessão por pessoas que jamais vira. Era assim que a chamada de Deus ardia, e crescia em seu coração. A denominação a qual Carey pertencia achava-se em grande decadência espiritual. E isso é demonstrado pelo fato de que quando quis introduzir o assunto de missões numa sessão de ministros, foi repreendido pelo venerável presidente John Ryland, que lhe disse: "Jovem assente-se. Quando Deus resolver converter os pagãos, fá-lo-á sem a sua e a minha ajuda." Mas Carey sabia que era necessário que alguém pregasse, e continuou a sua propaganda pró-missões estrangeiras, e tomando Isaías 54.2 como texto, pregava sobre o tema: "Quem espera grandes coisas de Deus tem de fazer grandes coisas para Deus”.

Como resultado de sua persistência na oração, um grupo de doze pastores batistas, reunidos na casa da Irmã Wallis formou a Sociedade Missionária Batista, no dia 2 de outubro de 1792. Carey se ofereceu para ser o primeiro missionário enviado ao campo. Através do testemunho do Dr. Thomas, um missionário e médico que trabalhara por vários anos em Bengali, na Índia, William Carey recebe assim, a confirmação de sua chamada no dia 10 de janeiro de 1793.
Mas, apesar de Carey ter certeza de sua chamada, sua esposa recusou-se a deixar a Inglaterra. Isto muito entristeceu seu coração. Mas ficou decidido, no entanto, que seu filho mais velho, Félix, o acompanharia à Índia. Além disso, outro problema que parecia insolúvel, era a proibição de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar, mas, mesmo assim, conseguiram embarcar sem o documento no dia 4 de abril de 1793. Ao esperar na ilha de Wright por outro navio que os levaria à Índia, o comandante recusou-se a levá-los sem a permissão necessária. Com lágrimas nos olhos e o coração apertado, William Carey e seu filho viram o navio partir. A jornada missionária para a Índia parecia terminar ali. Porém, Deus tinha tudo sob controle...

Ao regressar à Londres, a sociedade missionária conseguiu arrecadar dinheiro e comprar as passagens em um navio dinamarquês. Uma vez mais, Carey rogou à sua esposa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa e ao despedir-se pela segunda vez disse: "Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar atrás sem incorrer em culpar a minha alma."
Ao se preparar para partir, um dos amigos que iria viajar com Carey, Dr. Thomas, voltou e conversou com Dorothy, esposa de William Carey, e milagrosamente ela decidiu acompanhá-lo. Que alegria não foi para ele ver sua esposa e filhos com as malas prontas a lhe acompanhar. Agora ele compreendia a razão de não ter viajado no primeiro navio.
Deus comoveu o coração do comandante do navio, que permitiu que a família viajasse de graça. Finalmente, no dia 13 de junho de 1793, a bordo do navio Kron Princesa Maria, William Carey deixou a Inglaterra e nunca mais voltou, partindo para a Índia com sua família, onde, em condições dificílimas e de oposição, trabalhou durante 41 anos. Durante sua viagem aprendeu o bengali, e, ao desembarcar, já se comunicava com o povo. Carey é o exemplo de um missionário que está sempre disposto a aprender, pois o seu alvo são as almas, e, por elas, todos os esforços valem a pena.
William Carey não foi dotado de inteligência superior e nem de qualquer outro dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, um traço marcante de seu caráter era a persistência, a coragem e a vontade imensa de terminar tudo o que iniciava. Este era o segredo do êxito da sua vida. Apesar de não haver recebido educação formal em sua mocidade, Carey chegou a ser um dos homens mais eruditos do mundo, no que diz respeito ao conhecimento do sânscrito e de outras línguas orientais. Suas gramáticas e dicionários, nestas línguas, são usados até os dias de hoje.
Dois missionários se juntaram à William Carey em 1799, William Ward e Joshua Marshman. Juntos eles fundaram 26 igrejas, 126 escolas com 10.000 alunos, traduziram as Escrituras em 44 línguas, produziram gramáticas e dicionários, organizaram a primeira missão médica na Índia, seminários, escola para meninas, e o jornal na língua Bengali. Além disso, William Carey foi responsável pela erradicação do costume "suttee", segundo o qual queimava-se a viúva (viva), juntamente com o corpo do marido defunto numa fogueira; várias modificações na agricultura; a fundação da Sociedade de Agricultura e Horticultura na Índia em 1820; a primeira imprensa, fábrica de papel e motor à vapor na Índia; e a tradução da Bíblia em sânscrito, bengali, marati, telegu e nos idiomas dos siques. Em 1800, William Carey fez o batismo do primeiro hindu convertido ao Evangelho.
Calcula-se que William Carey traduziu a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo. Alguns missionários, em 1855, ao apresentarem o Evangelho no Afeganistão, encontraram a única versão que esse povo entendia, na língua pushtoo, feita em Sarampore por Carey.
Durante mais de trinta anos, William Carey foi professor de línguas orientais no Colégio de Fort Williams. Fundou, também, o Serampore College para ensinar os obreiros. Sob a sua direção, o colégio prosperou, preenchendo um grande vácuo na evangelização daquele país. Os seus esforços inspiraram a fundação de outras missões, dentre elas: a Associação Missionária de Londres, em 1795; a Associação Missionária da Holanda, em 1797; a Associação Missionária Americana, em 1810; e a União Missionária Batista Americana, em 1814.
Na manhã de 9 de Junho de 1834, a Índia disse adeus ao grande Pai das Missões, e os Céus disseram bem-vindo a um servo fiel! Carey morreu com 73 anos, respeitado em todo o mundo, como o pai de um grande movimento missionário. Quando chegou à Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, porém, o governo mandou içar as bandeiras a meia-haste em honra a um herói que fizera mais para a Índia do que todos os generais britânicos. Grande foi a contribuição de William Carey para o Reino de Deus, e temos certeza de que grande será o seu galardão

17/05/2008

MISSÕES ? MAS O QUE É MISSÕES? - Parte V


Concluindo este estudo, missão não é apenas um problema, mas um problema teológico: uma questão de mal entendimento e descrença.Muitas igrejas fogem do ensino bíblico e não conseguem explicar o porquê de o Senhor nos deixar aqui, na terra, uma vez que todos nós fomos chamados para um propósito.
Perdemos a noção do que é ser um soldado de Cristo.
"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos, porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te" ( II Tm. 3.1-5).
Soldado de Cristo? Temos a estranha idéia do que seja o serviço cristão. Compramos livros, CDs e DVDs, viajamos quilômetros para ouvir um pregador da Palavra abençoado, pagamos uma entrada caríssima para assistir a "shows gospel" --- mas estamos nos esquecendo de que somos soldados de Cristo!
O interesse decadente por missões é um sinal seguro de que a Igreja e os crentes estão abandonando o Primeiro Amor. E nada é mais indicativo do declínio moral de um povo, cujos cristãos trocam a paixão de Cristo por um mundo perdido e agonizante.
Pregar e ensinar sobre missões tem sido negligenciado na maioria de nossas igrejas. E o triste resultado é visto por todos os lugares. Muitos crentes, hoje, não conseguem definir o que seja um missionário, o que ele faz, qual é o trabalho da Igreja e que relação há entre ela e a Grande Comissão. E, para finalizar, um alerta: não olhe para os motivos de não contribuir para a a obra missionária. Lembre-se de que devemos dar tudo o que pudermos para o trabalho do Senhor, guardando somente o suficiente para as nossas necessidades. Pois somente assim o Evangelho será pregado:
"Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (Jo 9.4).
O problema, para a maioria, não é dar muito, mas aquilo que damos ser pouco. Vivemos egoisticamente e armazenamos tesouros na terra, que logo serão destruídos, enquanto as almas preciosas estão morrendo e caminhando a passos largos para o inferno.
"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

16/05/2008

MISSÕES ? MAS O QUE É MISSÕES? - Parte IV


A tarefa de missões é: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. A tarefa de missões é a tarefa de toda a Igreja. E essa tarefa só terá fim quando o Senhor Jesus voltar. Enquanto isso não acontece, a Sua amada Igreja deve continuar a pregar o Evangelho.
Foi o amor que originou o plano no coração de Deus. Foi o amor que trouxe Jesus Cristo ao mundo, com o fim de transmitir o plano. É o amor, e somente o amor que leva os homens aos confins da terra para entregar a Sua mensagem. É o amor que toca os corações endurecidos, preparando-os para receber a mensagem. O amor é a razão da vitória da obra de missões no mundo. A razão é o pecador perdido.
O pecador é um doente que carece de remédio. Sua doença, no entanto, é tão grave que requer um remédio específico de ação radical. Ou isso, ou a morte eterna. Vemos em Isaías 44 e Romanos 1 a situação do homem dirigido pelo pecado. Deus providenciou um remédio para o pecador; remédio este específico e radical,como lemos em Jo 3.14-15.
É essa a razão de quem conhece a Jesus: apresentar a Palavra viva, eficaz e transformadora ao homem que é dominado e dirigido pelo pecado. Porque o Senhor nos fez Igreja com uma tarefa, com um motivo e com uma razão.
O coração do Senhor arde por missões e Ele sai ao mundo a procurar homens e mulheres:
1. Que tenham um chamado definido em suas vidas para ir até os não-alcançados, evangelizá-los e realizar grandes obras;
2.Que saibam que fazer missões não é um emprego, mas um chamado divino;
3.Que queiram unicamente a aprovação e a glória de Deus manifestada a todas as nações;
4.Que sejam íntegros na área da Comissão da Palavra de Deus na doutrina correta, desejando obedecer às Escrituras de todas as maneiras, sem questioná-las;
5.Que não se vendam por dinheiro ou procurem seus próprios interesses;
6.Que sejam testemunhas fiéis, irreprováveis, tanto na obra do Senhor, quanto junto ás próprias famílias;
7.Que desejem ardentememte alcançar os perdidos no campo missionário para onde o Senhor os enviar;
8.Que sejam missionários que também desejem pastorear um rebanho que o Senhor mesmo multiplicará;
9.Que abandonem os preconceitos, em especial o racismo, o orgulho, pois, se não o fizerem, jamais contemplarão o mundo inteiro alcançado por Jesus Cristo;
10. Que queiram proteger estes novos crentes e conduzi-los em maturidade a Cristo, através do ensino da Palavra de Deus e equipá-los a ganhar os perdidos nestas regiões.
CONTINUA AMANHÃ

14/05/2008

MISSÕES ? MAS O QUE É MISSÕES? - Parte II



MISSÕES NO ANTIGO TESTAMENTO

Começamos a ver a universalidade do plano de Deus, nos trazendo a Sua mensagem em Gênesis 1.26-30. Deus criou o mundo, e tudo o que nele há, para o ser humano. Todos os homens têm a obrigação de conhecer ao seu Criador. É nosso dever louvar a Deus pela manifestação do Seu poder na Criação.Lemos em Isaías 45.18, que Deus formou a terra para que fosse habitada. Ele não Se limitou a criar os céus e a terra, mas continua a trabalhar entre os filhos de Adão, positiva e poderosamente, para que venham a conhecer, através de Jesus Cristo, o plano eterno de salvação.Deus criou e colocou Adão e Eva, no Éden, para que dominassem sobre todos os animais e se multiplicassem, mas vemos que, pela desobediência, foram colocados para fora, dando origem ao pecado. O que levou todos os homens a serem pecadores( Rm 5.19).Vemos em Gênesis as consequências do pecado na terra.
Em Gênesis 9 olhamos Deus renovando a Sua aliança com o homem, mas, no entanto, uma nova geração se levanta, rebelando-se contra Deus. Ato contínuo a confusão de línguas (Gn 11);a chamada de Abraão (Gn 12 e 15).Em Gênesis 12.3 e Salmo 67 vemos a universalidade do plano de Deus, onde toda a terra e todas as famílias foram abençoadas por Ele, o Senhor.
São várias as passagens bíblicas no Velho Testamento que comprovam o Plano de Salvação de todos os homens, de todos os povos, de todas as línguas e de todas as tribos. E você também faz parte deste plano! (Salmos 2,67,96 e 17;Isaías 61.5-11).
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13/05/2008

MISSÕES ? MAS O QUE É MISSÕES? - Parte I



MISSÃO é toda a responsabilidade bíblica da Igreja no sentido vertical, para dentro e para fora dela. É a Igreja como enviada, cumprindo a tarefa que lhe foi dada, obedecendo a ordem que recebeu, sendo Cristo, na terra, sal e luz (Jo 10.35;II Tm 3.16).
Assim, missão é a tarefa primordial, necessária e urgente da igreja, aqui na terra.
MISSÕES refere-se ao envio de pessoas autorizadas além das fronteiras da Igreja Neo-Testamentária e sua influência evangélica. Proclamando o Evangelho em todas as áreas desprovidas dele, visando ganhar convite de outras crenças ou da incredulidade para Jesus Cristo, estabelecendo congregações locais que funcionem e multipliquem, produzindo frutos do cristianismo. Missões é o "Ide" de Jesus em prática, ou seja, é a igreja enviando, orando e contribuindo. É a proclamação prática do Evangelho de Jesus em todas as partes do mundo.
É necessário que haja um fundamento bíblico e teológico para missões. A maioria dos cristãos, hoje, sabem da necessidade emergente da igreja de se fazer missões; uma responsabilidade não levada muito à sério. Ao contrário da Igreja que vemos no Livro de Atos.
CONTINUA AMANHÃ

12/05/2008

ABC DO MISSIONÁRIO



A DE AMOR
Pois sem amor nos nossos corações jamais alcançaremos os campos missionários.
B DE BÍBLIA
Porque o homem mais desprezível e pecaminoso pode semear a Palavra de Deus. A vida não está no semeador, mas na semente --- a Bíblia.
C DE CRISTO
Pois Deus forma o homem; o pecado o deforma; a escola o informa; mas somente Cristo o transforma.
D DE DEUS
Pois não somente acreditamos nEle, mas O amamos, O conhecemos e todos os dias O buscamos mais e mais.
E DE ESPERANÇA
Porque sabemos que só pode vencer aquele que sabe esperar.
F DE FAMÍLIA
Pois nenhuma família será completa enquanto Crsito não for membro dela.
G DE GRAÇA
Pois o caminho para os céus não atravessa uma ponte com pedágio, e, sim, uma ponte livre, a saber, a graça imerecida de Deus em Jesus Cristo.
H DE HUMILDADE
Porque verdadeiramente Deus nos ajuda quando nos sentimos mais humildes que o próprio pó em que estamos pisando.
I DE IDEAL
Pois o homem que empreende grandes coisas para Deus pode esperar receber grandes coisas dEle.
J DE Justiça
Pois Deus é justo e misericordioso; é um Juiz,e, ao mesmo tempo, Pai.
L DE LOUVOR
Porque existem variadas formas de louvar a Deus, mas nenhuma delas é válida sem a fé.
M DE MISSIONÁRIOS
Pois os missionários consideram os problemas e as tragédias sociais como oportunidades de servir.
N DE NATAL
Deus, em Sua sabedoria infinita abalou o mundo com um bebê, e não com uma bomba.
O DE ORAÇÃO
Pois as melhores orações contêm mais lágrimas do que palavras.
P DE PAZ
Pois a verdadeira paz é uma bênção do Evangelho, e somente do Evangelho.
Q DE QUEIXAS
Sabe por que as queixas são tão destruidoras para a alma? É porque os gemidos do desespero afogam a voz de Deus --- aquela voz que vinha trazer o bálsamo para as feridas.
R DE RENÚNCIA
Porque para nenhuma dor --- nenhuma palma;
Para nenhum espinho --- nenhum trono;
Para nenhuma amargura --- nenhuma glória, nenhuma coroa.
S DE SALVAÇÃO
Pois o sangue sozinho nos salva e a Palavra sozinha nos confere segurança.
T de TUDO
Pois Cristo é tudo em todos.
U DE UNIDADE
Pois, ainda que as doutrinas nos dividam, o serviço a Deus nos une.
V DE VERDADE
Porque o que o povo diz não é da minha conta. O meu dever é proclamar a verdade, que é Cristo.
X DE XINGAMENTOS
Porque é geralmente durante os ventos das aflições, das lutas, que nos encontramos com as mais doces experiências do amor de Deus.
Z DE ZELO
Pois o zelo é como o fogo; precisa ser, ao mesmo tempo, alimentado e observado.