16/02/2009

ILUSTRAÇÃO: A HISTÓRIA DO ARBUSTO “ESPERE-UM- POUQUINHO”

 PÉCADO6767 "O prudente vê o mal e se esconde; mas os insensatos passam adiante e sofrem a pena" (Pv 27.12).

Viajando pela Jamaica, um homem nota um curioso arbusto junto à margem de uma estrada. Seu companheiro de viagem lhe diz que os habitantes da ilha o chamam de "arbusto espere- um- pouquinho". Quando ele, por curiosidade, aproximou-se para verificar melhor aquela planta, suas roupas tocaram no arbusto e logo se sentiu preso pelos espinhos que se assemelhavam a anzóis. Quanto mais lutava para se libertar, mais se via emaranhado em seus espinhos. Apenas com a ajuda de seu companheiro de viagem ele conseguiu se livrar de seu desespero.

Satanás tem usado a mesma tática daquele arbusto para atrair os mais incautos e distraídos. Ele apresenta coisas novas, interessantes, até agradáveis aos olhos, despertando a curiosidade daqueles que ainda não assimilaram o ensino das Sagradas Escrituras que nos diz: "Sede prudentes..."

O arbusto do pecado seduz aqueles que estão no mundo em busca de aventuras e novidades. Geralmente se apresenta iluminado e convidativo, agradável e cheio de encantos, de aparência inofensiva mas ao mesmo tempo perigosa. Só depois de chegar bem perto é que a ingênua vítima, agora enredada por seus enganos, percebe que será muito difícil libertar-se daquela armadilha mortal.

Muitos pensam que aproveitar tudo aquilo que o mundo oferece não tem problema algum. No princípio sim, mas... "espere um pouquinho". Alguns enfatizam que bebem apenas socialmente e que jamais se embriagarão. É possível que no primeiro momento seja assim, mas... "espere um pouquinho". Outros colocam um cigarro na boca ou experimentam uma droga qualquer e garantem que não se deixarão viciar. Será? ... "Espere só um pouquinho".

A vingança, o "pagar com a mesma moeda", o "toma lá dá cá", são atitudes mesquinhas características daqueles que não experimentaram o verdadeiro amor de Deus.Quando isso acontece, aprendemos a seguir os ensinos do nosso Mestre e o Seu brilho não pode ser ofuscado por interesses menores e vaidosos.

Seja prudente e viva debaixo da proteção e direção do Senhor -- não se aproxime do arbusto do pecado. Só assim você não correrá nenhum risco.

 

O LIVRO DE ESTER E SUAS BÊNÇÃOS

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No primeiro capítulo do pequeno livro de Ester nem se fala na própria Ester. Apenas relata-se um acontecimento entre o rei Assuero e rainha Vasti. Uma festa no palácio, o rei festejando com os príncipes e servos, e Vasti em outra sala festejando com as mulheres. Bebam à vontade! - dizia o rei - tem vinho real em abundância!

Depois de quatro dias de festa o rei já estava com o pé redondo, cara cheia, ou embriagado, para os mais cultos. Ou melhor ainda, com coração alegre do vinho, como cita a Bíblia.

Como em toda festa que tem álcool, o resultado sempre tende a ser desastroso, então o rei começa a se exibir. Vamos imaginar a cena:

--- Mulher é aquilo que eu tenho em casa! O resto é conversa! - Pede pra este povo que está aí sem fazer nada (eunucos) trazer minha esposa, para eu mostrar pra galera o que é mulher de verdade! - Bota umas roupas decente, hein! Não esqueça da coroa.

Com certeza não foram estas palavras. Mas podemos imaginar que para uma pessoa bêbada, não deve ter sido muito diferente disto.

A rainha Vasti, porém, recusou a atender à ordem do rei, pelo que o rei muito se enfureceu. O rei deve ter ficado com a cara no chão. Então perguntou aos "sábios" o que fazer, e obteve a seguinte resposta:

- Olha, majestade, o que sua esposa fez foi muito feio, e sem falar que ela deu um testemunho horrível! Já imaginou o que nossas esposas vão pensar? Não vai ter mulher neste reino que vai obedecer aos seus maridos.Se eu fosse vossa excelência, dava uma lição na rainha, para servir de exemplo para todas as mulheres. Vossa excelência nunca mais deveria olhar para esta mulher e deveria encontrar outra que seja melhor do que ela para ser a nova rainha.

E assim fez o rei...

E cadê a Ester nesta história?

É ai que vem a melhor parte! Ester nem em sonho imaginava o que estava acontecendo no palácio. Ela estava levando sua vida junto ao primo Mordecai, pois seus pais tinham morrido e o primo a havia adotado. Ester era esbelta e formosa. Devia ser daquelas que paravam o trânsito de camelos na época.

O que devemos atentar aqui é o fato de duas histórias estarem acontecendo ao mesmo tempo: a órfã Ester de um lado, e os bochichos no palácio do outro.

Mas desde a antiguidade já se via e ouvia falar de um Deus que trabalha enquanto dormimos. Um Deus que conhece nosso passado, trabalha com o nosso presente e prepara-nos um futuro de paz e esperança.

Nem Ester e nem o rei imaginavam o que estava por vir, mas O Guarda de Israel, aquele que não dormita, estava atento e já preparava a salvação de seu povo, assim como fez com a cruz, a qual preparou antes mesmo da fundação do mundo.

E agora exatamente neste minuto, eu não sei o que está acontecendo ao meu redor. Existe ou vai existir uma trama para acabar com o meu povo ou comigo? Está para acontecer outra catástrofe como o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro? Outra onda gigante? Quem saberá responder?

Não precisamos destas resposta quando sabemos em quem temos crido, quando podemos crer no amanhã. Deus já está lá preparando tudo para que seus filhos cheguem em segurança, senão ele não teria dito “vou lhes preparar um lugar”.

Assim como Ester, vivemos nossas vidas sem saber o que está acontecendo no oculto. Mas Aquele ao qual todas as coisas estão nuas e patentes diante de Seus olhos sabe, conhece aqueles que intentam mal contra seus filhos, e os livra.

Voltando a história: Passando a ressaca do rei, ele se lembrou que estava sem rainha e mandou promover um concurso de beleza onde ele elegeria a mais nova rainha.

Como Ester era formosa, os guardas a levaram junto com outras donzelas para o palácio. Mas Ester não revelou de qual povo pertencia, a pedido de seu primo.

Ester teve tratamento vip no palácio, pois Deus sempre abre as portas quando é propósito dEle, assim como fez com Daniel e seus amigos, e com José no Egito.

Logo chegou o grande dia da escolha. Adivinha!

E o rei amou a Ester mais do que a todas mulheres, e ela alcançou graça e favor diante dele mais do que todas as virgens; de sorte que lhe pôs sobre a cabeça a coroa real, e a fez rainha em lugar de Vasti. (Ester 2:17).

Creio que temos aqui nesta situação algo implícito que podemos aproveitar. Deus não tira alguém do anonimato e coloca junto aos príncipes só para agradar a carne. Mas podemos ter certeza que é para cumprir um propósito dEle.

Mas o que Ester não sabia é que ela tinha um inimigo cujo nome era Hamã. Ele não era inimigo direto dela, mas sim de todo o povo escolhido, assim como nosso inimigo hoje.

Hamã odiava Mordecai, o primo de Ester, por ele não inclinar-se perante ele. E isto não é nada diferente do nosso inimigo atual, que desejou que nosso Mestre se prostrasse diante de seus pés, e nos odeia quando não nos prostramos diante dele através das coisas deste mundo.

Hamã elaborou um plano diabólico para destruir o povo de Deus. Mas como sempre, Deus já havia antecipado em preparar a provisão para o Seu povo. Deus tirou o sono do rei durante a noite, para que ele lesse o livro das crônicas e achasse o nome de Mordecai, primo de Ester, e descobrisse que estava em dívida para com ele, pois Mordecai tinha salvo a vida do rei em outras épocas.

Como nós somos pretensiosos para com os planos de Deus, às vezes esperamos que a salvação virá através de um anjo com espada flamejante, ou fogo do céu. Mas um detalhe que poderia passar desapercebido por todos, pode mostrar as ações de Deus. Não é à toa que Ele nos exorta em Is.55:8 "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos,os meus pensamentos mais altos do que os vossos". Seria porque Ele é Deus e nós não?

Quantas vezes reclamamos por um pneu furado, sem saber que pode ser a ação de Deus para nos proteger de algo pior. Quantas reclamações por chaves perdidas, doenças e coisas que até parecem ruins no momento, mas logo descobrimos que foram para nosso bem. Quem não tem uma história deste tipo, que levante e atire a primeira pedra da incredulidade! Não é por acaso que a palavra nos exorta a dar graças em tudo.

Devemos nos lembrar que Ele já está lá. E sendo um Deus bom, não podemos esperar nada que não seja bom, proveniente da sua divina bondade, sua benignidade eterna. Devemos nos prostrar com os rostos no chão e pedir perdão ao nosso Pai por muitas vezes duvidar disto com as nossas reclamações.

Ester uniu-se com o primo para proteger seu povo. Quantas bênçãos encontramos quando protegemos e cuidamos do povo de Deus, o nosso povo! “Apascenta minhas ovelhas”, foi o pedido de nosso Mestre para demonstrarmos nosso amor para com Ele.

- “Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?” Embora o nome de Deus não seja mencionado em todo o livro de Ester, a presença do Senhor está evidente na fé de Mordecai e no seu reconhecimento de que ela chegou no palácio com um propósito.

Olho para onde me encontro neste momento e faço esta pergunta a mim mesmo: Quem sabe não foi para um propósito maior do que eu possa imaginar, que Deus me colocou neste lugar ou nesta situação?

Para o filho remido que deseja fazer a vontade do Pai, não tem hora e nem lugar. Sabe que, se está respirando, tem projeto de Deus para sua vida; nunca coloca a benção acima do abençoador, mas procura usar a benção para ser abençoador.

Ao final deste livro temos como resultado o inimigo humilhado, os filhos sendo usados para a salvação de um povo, e um povo festejando a vitória sobre o inimigo e a salvação.

Que receita maravilhosa! Como é magnífica a escritura! Como relata a realidade do povo eleito e escolhido pelo nosso Maravilhoso Deus!

Posso ir para cama hoje e dormir o sono dos justos. Amanhã é outro dia e meu Pai já terá passado por lá e preparado o caminho. Estará comigo amanhã, como está agora e esteve ontem. Este é o tipo de coisa que somente um filho pode entender. Coisa que para o mundo é ilógico, mas por ser ilógico é que necessita de fé. De fé em fé lá vamos nós!

Nosso Pai é soberano, tem o controle de todas as coisas. Não me preocupo se tem alguém tramando o mal contra mim. Não tenho controle sobre todas as coisas. Na realidade, não tenho controle sobre nada! Por isto descanso no meu Senhor. Quem impedirá o Seu agir?

As coisas ocultas pertencem a Deus. Eu tenho paz, a verdadeira paz. Sabe por que?

A resposta esta aqui: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti". (Is 26:3)

Eu bem sei em quem tenho crido. Aleluia

Texto Anônimo

11/02/2009

OS PERIGOS QUE FOGEM AOS CUIDADOS DO REBANHO

  renabho67 COBRA

II Tm. 3.1-9
Disse Jesus: ”…aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador... O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir... o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas.”  Jo.10.1,10,13.
Definição de “Rebanho”: É uma linguagem simbólica para Congregação. Biblicamente define-se por uma Igreja local ou uma Assembleia, formando um corpo que se rege pelos mesmos princípios,DOUTRINAS, fé, e pela mesma regra, a palavra do Senhor, para chegar à unidade da fé ao conhecimento do Filho de Deus e à estatura completa de Cristo.
A missão do “rebanho” é atrair a si outras “ovelhas” (pessoas) extraviadas, sem rumo e sem pastor, para as conduzir aos pastos verdejantes (que já desfruta) da salvação; a vida eterna por Jesus, o único e verdadeiro Pastor do “Rebanho”
Um “rebanho” está sujeito a muitos e diversos perigos e, na maioria das vezes, eles vêm de onde menos se esperam. Por esse motivo deve ser devidamente preparado para os poder conhecer e identificar a fim de os poder enfrentar e resistir. O maior perigo a enfrentar é ignorar os perigos a que está sujeito.
O propósito desta mensagem é alertar devidamente para esses perigos com base nas Sagradas Escrituras, desde os exemplos com Israel, no Antigo Testamento, e do início da Igreja até aos nossos dias.


Os perigos dos nossos dias para a Igreja
A nível interno
Isto levanta a grande interrogação: Qual ou quais as diferenças, entre o povo no Antigo Testamento - Israel - e o povo de todas as raças, tribos e línguas no Novo Testamento, que formam as Igrejas locais e a Igreja Universal “Corpo de Cristo”?
É uma constante ouvir dizer que os tempos são diferentes; que a evolução sócio-cultural, o aumento do conhecimento, as novas sociedades e suas regras, têm ditado as suas leis e o mundo observou grandes mudanças.
A pergunta é: Tudo isto ultrapassou as Escrituras, que com o seu poder moral de ética, leis e valores, para reger qualquer tipo de sociedade, sendo elas em absoluto atuais, ou são ignoradas, por serem classificadas como questões religiosas e cheias de preconceitos? É na forma em como se aceita a sua autoridade ou não que os perigos podem surgir.

A desvirtualização do evangelho de nosso Senhor Jesus

Gl.1:1-8 - Altera a base do ensino proclamado e estabelecido por Jesus  v. 7.
Depois do sucesso do ministério de Paulo e Barnabé em Icóneo, Listra e Derbe, por mão do Senhor, com grandes poderes, sinais e a pregação da salvação em Jesus, chegaram a Antioquia.
At.15.1-2-E logo alguns ensinavam os irmãos, baseados nos ritos e tradições…. Paulo escrevendo aos Gálatas disse: Mesmo que um anjo do céu vos anuncie outro evangelho seja anátema (Gl.1: 8-9).
As murmurações
Fazei tudo sem murmurações nem contendas; (Fp.2:14)  é queixar-se em surdina, falar mal de alguém, criar intrigas. Aconteceu assim com Moisés  Êx.15. Durante o seu ministério, o Senhor Jesus foi constantemente assediado pelas murmurações dos fariseus, dos escribas e até das do povo. O resultado foi mandar prender a Jesus (Jo.7:32)  As murmurações surgiam sempre que Jesus fazia ou ensinava algo que mexia com eles ou os incomodava.
Elas produzem dissensões e contendas
(I Cor.1:10-13) - São um sinal de discórdia, uma indicação de falta de amor e humildade, são sentimentos de sobreposição e de destaque, cria antagonismos e divisões, retira o espírito de reconciliação e do perdão  “… antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, entre vós há dissensões;” (I Co.11:18)  São um municiador para a falta de espiritualidade (I Co.3:3)
Invejas - cobiçando vanglórias
(Gl.5.26) - São desejos de que outros os admirem, vaidades que produzem ostentação e um exibicionismo que procura atrair para si todas as atenções  Simão, que exercia artes mágicas em Samaria, com a chegada do poder de Deus, por meio dos apóstolos, perdeu o protagonismo. Por isso procurou corromper os apóstolos para comprar os dons do Espírito Santo (At.8.9-20).
Facciosismos 
“Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis...onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.” (Tg.3:14,16)  são gerados da inveja e o seu resultado cria partidarismos que, por sua vez, geram as dissensões e contendas (I Co.1:12-13)  “…cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo”.
Introdução de heresias através de pseudo-ensinadores
(I Pd.2:1-3) Pedro invoca a história do Antigo Testamento para avisar que, tal como no passado houve falsos profetas, também agora haveriam falsos doutores ou mestres. Os seus ensinos, negando a verdade do evangelho, farão desvios do caminho da verdade e usarão tudo para negócio com palavras fingidas.
Paulo, escrevendo aos Colossenses (2:18-23), advertiu a igreja acerca deste tipo de mestres cujo propósito era introduzir outras formas de culto, de preceitos, doutrinas e legalismos, sem valor algum, motivando apenas a satisfação da carne.
A tolerância e a versatilidade
(I Jo.2:18-19) A liberdade de expressão, mesmo que se julgue falsa e de permitir a vivência em conformidade com a opiniões expressas, é a via que conduz à mudança ( inconstante) de algo devidamente estabelecido e aceitO Foi assim que reagiram Coré, Datã e Abirão, quando puseram em causa a liderança de Moisés estabelecida pelo Senhor  João, na sua primeira carta, avisou destes perigos e da forma como ele minava o meio e os corações dizendo: “Filhinhos...muitos se têm feito anticristos, …Saíram de nós, mas não eram de nós; porque se fossem de nós, ficariam connosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.”
Os perigos das potestades dos ares:
Foi o Senhor Jesus que fez o primeiro aviso, deste perigo, para todos aqueles que são discípulos e servos do Senhor Jesus, depois da contenda entre os discípulos de qual deles parecia ser o maior (Lc.22:24). Falando para Pedro disse-lhe: “ …Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo” (Lc.22:31). Desde o Éden que ele não descansa. O nosso Salvador, Mestre e Senhor travou lutas constantes com ele. Jesus sabia bem do perigo que o príncipe das trevas representa para todos os que fielmente O querem seguir e ao nosso Deus, nosso Pai.
E seguindo o príncipe das potestades dos ares, que detém o poder sobre todos os que não têm Jesus, também nós andávamosnosseus caminhos, antes da manifestação do poder de redenção de Jesus, por meio do Espírito Santo para a nossa salvação (Ef.2:2). Hoje, tendo iluminado as nossas mentes e corações pela Luz, podemos ver as diferenças. Por isso sabemos, que o príncipe das trevas não nos dá descanso. Por este motivo, devemos manter uma boa “forma” espiritual, para assim travar as lutas no dia-a-dia (Ef.6:12).
O nosso amado irmão Pedro, na sua primeira carta, descreve a forma como ele se move em nosso redor, procurando os momentos de fraqueza para desferir os seus fortes e poderosos ataques. Por isso comparou-o ao poderoso leão que, antes de avançar para o ataque letal, anda bramando com o seu assustador rugido, com o propósito de separar os mais débeis, para ter sucesso (I Pe.5:8). Portanto a importância de manter uma boa saúde espiritual, para sermos capazes de resistir firmes na fé (I Pe.5:9), porque está escrito que, apesar de estarmos sujeitos às maiores provações e aos ataques mais mortíferos, por amor de Jesus, somos mais que vencedores (Rm.8:34-37).  
Os perigos a nível externo:
A influência do Mundo

O aviso do apóstolo João - o mundo está cheio de concupiscência: a)- Os desejos da carne, satisfação da natureza humana e pecadora: b)- Dos olhos, a força da cobiça despoleta o egoísmo: c)- A soberba da vida, a sede de poder gera a vaidade e todo o tipo de hipocrisia e engano.  “Não ameis o mundo nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo (I Jo.2:15-16).
Os exemplos de Demas, Alexandre e Himineu e outros…;
Demas, companheiro de Paulo no mistério, referido em Col. 4:14, seduzido pelo mundo, amou-o, abandonando Paulo e o Senhor (II Tm.4:10).
Himineu e Alexandre e outros que naufragaram na fé (I Tm.1:19-20). Alexandre o latoeiro, que causou muitos males a Paulo (II Tm. 4:14).
Digladiação da fé  abertura de locais de culto, quase porta com porta. Atualmente, com base em um número percentual de somente 0.5% de pessoas evangelizadas nas localidades com trabalhos evangélicos, surgiram novos grupos que com base nessa percentagem, justificam a autoridade para abrir casas de culto para levarem almas a Cristo. Todavia o resultado é o proselitismo, o sugar crentes às congregações por essas não terem efervescência espiritual - Paulo disse que sempre se esforçou por anunciar o evangelho onde Cristo nunca fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio (Rm.15:20) ou, como disse aos coríntios: “Não nos gloriando fora da medida nos trabalhos alheios... para anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós e não em campo de outrem…” (II Cor.10:15-16)       
A extrema corrupção dos últimos tempos (II Tm3:1-9)  induzirá muitos a apostatarem da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demónios (I Tm.4:1-5).

Medidas preventivas para impedir a entrada dos perigos:

Ter em atenção o que disse o Senhor Jesus sobre muitos que se dizem estar ao seu serviço  “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus... (Mat.7:21-23).
Evitar a discórdia perseverando pela unanimidade:
(Rm.12:16  “Sede unânimes entre vós...”, é ter um mesmo sentimento e uma mesma regra, um mesmo amor, percorrendo o mesmo caminho (Fp.2:2 e 3:16). A vivência unânime, estreita e fortalece os laços do amor, da sinceridade e da unidade. São elos que formam a corrente inquebrável da comunhão, que forma o corpo indivisível e perfeito, refletindo a unidade absoluta do Pai e do Filho (Jo.17:21-23)  “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós...Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim...)
Revestimento de humildade
“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo...”, seguindo o exemplo de Jesus, “Que sendo em forma de Deus...humilhou-se a si mesmo...” (Fp.2:3,6-8).
A humildade é o manto com o qual nos devemos revestir, para que vivamos numa sujeição mútua (I Pd.5:5). Por ela se lança fora a ira, a cólera e se estabelece a mansidão (Ef.4:2) que nos capacita para viver vidas irrepreensíveis no meio de uma geração perversa (Fp.2:15).
Vidas de oração e santidade:
A oração pode quebrar as prisões que agrilhoam os corações (At.16:25-26)  “Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto”. Paulo, apercebendo-se dos perigos que rondavam os colossenses, exortou-os a perseverarem na oração (Col.4:2). Ele sabia que a oração dá poder para vencer e amar. Por isso, escrevendo aos tessalonicenses dizia-lhes para orarem sem cessar (I Ts.5:17). A oração deve ser uma constante, para manter um espírito forte, vigilante e com poder para discernir as coisas do Senhor (Ef.6:18 e Rm.12:12/Cl.4:2) perseverando na oração e orando sem cessar.
A oração gera consagração; é o motivopara se viver vidas santas  “ Sede santos, porque eu sou santo.” (I Pe. 1.16), e está escrito que sem santidade ninguém verá o Senhor (Hb.12:14).


Conclusão:
Para se evitarem os perigos, é importante ter conhecimento das formas como eles se nos deparam; ter muita cautela, ter em atenção a tudo o que se passa em redor, o que se vê e o que se não vê; saber que o menor descuido, negligência, abre as portas para a sua manifestação. Só podemos ultrapassar os perigos com muita precaução, sensatez, obediência aos avisos e muita sabedoria.

10/02/2009

OS MALES DA LÍNGUA

 puzzle

A morte e a vida estão no poder da língua (Prov l8; 21). Precisamos  tomar cuidado para não desonrarmos ao Senhor com as nossas palavras; é que por meio delas seremos justificados ou condenados (Mat 12; 36,37).

A velha natureza está sempre ativa em nós, se não vigiarmos. Temos a necessidade da exortação do apóstolo Paulo para não provocarmos, para não sentirmos inveja, para não julgarmos os outros.

Como estamos prontos para falar mal, e mesmo murmurar uns contra os outros, em vez de atuarmos com graça, reconhecendo as nossas faltas e, sobretudo, orarmos uns pelos outros (Gál 5; 26, Rom 14; 3, Tiago 4; 11 e 5; 9-16).

No tocante aos nossos pensamentos e sentimentos mútuos, devemos seguir igualmente o exemplo deixado pelo Senhor Jesus Cristo. Devemos ser submissos (sujeitos) uns aos outros, revestidos de humildade, considerando cada um dos outros superiores a si mesmo (Col 3; 12, 13).
«Revesti-vos, suportai-vos, perdoai-vos»
O revestimento (vestir de novo) o novo homem, a nova criatura , não é algo que o crente deva construir pelo seu próprio poder. A sua nova identidade toma forma à medida que vai conhecendo melhor ao Senhor. O bom relacionamento do crente com Ele, torna-o apto e pronto a ser tolerante, a perdoar e a amar de verdade.

«Aquele que diz que ama a Deus e aborrece a seu irmão é mentiroso» (I Jo 4; 20). Aquele que diz que não pode perdoar,  condiciona a ação do Espírito Santo.

«Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração…» (Tiago 1; 26).

Como cidadãos de uma pátria celestial, somos chamados à prática de uma conduta santa e ao exercício de uma linguagem sã que promova a edificação.

Há quem se glorie em proferir disparates!

A língua é um instrumento de grande poder, ela pode afetar a nossa vida, ela é como um fogo que, descontrolado, pode causar uma grande tragédia. E a tragédia é que todos temos uma língua que instila veneno, que nem sempre sabemos usar e que nenhum homem pode domar (Tiago 3; 8).

O esforço humano por si só não é suficiente. Ela só pode ser controlada pelo poder de Deus.

Não ignoremos que as más conversações, a blasfêmia, o mexerico, a malícia, a mentira, o juramento falso, têm o poder de arruinar, manchar, e corromper todo o caráter moral de uma pessoa ou comunidade.

Os crentes são aconselhados a despojar-se de atitudes e emoções conducentes a uma linguagem destrutiva.

A ira, a cólera, e a malícia são panelas de pressão que  explodem em palavras que magoam e destroem.

Assim, toda a linguagem que ameace destruir o ser humano deve ser evitada, ou melhor,  extirpada.

Na comunidade cristã, convém que sejamos de um mesmo sentimento, pois se assim não for, como podemos cooperar uns com os outros e promover a edificação do Corpo de Cristo?Amar o nosso próximo, passa, implicitamente, por respeitá-lo, ainda que com os seus pontos de vista  diferentes do nosso e orar por ele. Senão ,vejamos mais uma vez o conselho da Palavra de Deus em I Pedro 3.8-10.Cuidado! Pagar com a mesma moeda, responder à letra, tornar mal por mal, não é de modo nenhum prerrogativa do verdadeiro filho de Deus. Rom.12. 9-21,mas antes da criatura sem Deus.

Sejam sempre agradáveis as nossas palavras, visando a paz, a união e a felicidade de todos.

Oremos mais,  confessemos mais nossos pecados a Deus e nos arrependamos de todo o mal que fazemos, todos os dias, aos outros. Ninguém é perfeito. Somente Jesus!

Fonte: Anônimo