24/01/2011

DOUTRINA CRISTÃ- O restante.


O restante.


Deus não rejeitou ao seu povo que antes conheceu. Mesmo quando Elias reclamou de Israel, a resposta divina, foi que Deus havia reservado para Ele sete mil varões que não dobraram os joelhos diante de Baal [Rm. 11: 2-4].


Em meio à força política e econômica nacionalista, sempre haverá um povo brasileiro espiritual; Eles são os remanescentes, o restante, segundo a eleição da graça de Deus [v.5-6]. Este restante [independentemente de denominação] é o que achou a salvação em Cristo e vive intercedendo pela fé.


Suas vidas são tão santificadas [separadas para Deus] que o tropeço deles pode servir de oportunidade para muitos perdidos se reconciliarem com Deus; também que suas fraquezas convêm de consolo aos escarnecedores, enquanto que, a plenitude da sua fé capacita testemunho de vida dentre os fracos. Este povo restante é como um ramo [filho] que a raiz [Deus] sustenta [v.12].


Quanto aos endurecidos [os que rejeitaram Cristo] Deus deu um espírito entorpecido, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até o dia de hoje [v.8]


O principal interesse deste restante espiritual é contemplar o final da história, quando o Brasil todo se reunir, salvo por Deus, e assim poder dizer: “Porque dele, e por ele, e para ele [Deus], são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” v.36
Luiz Clédio Monteiro.
Fundador da Rede Social Cristã.

04/01/2011

Banco da Fé


Spurgeon
Banco da Fé


"e os farei deitar em segurança." Oséias 2:18

Sim, os santos haverão de ter paz. A passagem da quão é tomada essa graciosa palavra fala de paz "com as feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra " Essa paz é com os inimigos terrenos, com males misteriosos, e com pequenas moléstias! Qualquer dessas coisas poderiam nos impedir de dormir seguros, porem nenhuma delas o fará. O Senhor destruirá completamente aquelas coisas que ameaçam Seu povo: "da terra quebrarei o arco, e a espada, e a guerra." A paz será profunda quando todos os instrumentos que produzem inquietação sejam destruídos.

Com essa paz virá o descanso. "Pois assim dá ele aos seus amados o sono." (Salmo 127:2) Plenamente provisionados e divinamente apaziguados, os crentes dormem em calmo descanso.

Esse descanso será seguro. Uma coisa é dormir, mas algo bem diferente é "deitar em segurança" Somos levados à terra prometida, à casa do Pai, ao aposento do amor, ao peito de Cristo - agora, certamente, podemos "deitar seguros," Para um crente é mais seguro dormir em paz que estar vigilante e preocupado

"Deitar-me faz em verdes pastos" (Salmo 23:2) Nunca acharemos o descanso até que o Consolador nos faça dormir em segurança.

30/10/2010

A HILARIANTE HISTÓRIA DO HALLOWEEN

 

Amanhã é dia 31 de Outubro, data em que se comemora em diversos países e mais recentemente no Brasil, o Halloween. Alguns dizem que não existe motivo para celebrar o Halloween no Brasil, porque afinal de contas, temos o Curupira, a Mula-sem-cabeça e o ilustríssimo Saci-Pererê. Mas quem diz isso provavelmente não compreendem as causas históricas por trás da data e porque ela é importante até hoje. Portanto, para a curiosidade e entretenimento de todos, ofereço agora a verdadeira história por trás do Halloween.
Tudo começou com a queda de Constantinopla em 1453, quando os gananciosos e bárbaros invasores turcos conquistaram a capital cristã do oriente e com ela todos os vastos campos de cana de açúcar e cacau controladas pelo império bizantino. Com a Espanha ainda sendo reconquistada pelos cristãos e as terras produtivas da Itália todas sendo escavadas numa busca desesperada por mármore para com qual construir monumentos, uma escassez de doces e chocolates assolou a cristandade por décadas. Foi deste período, aliás, que surgiu o infame adoçante de Michelangelo — um líquido viscoso à base de beterrabas e esterco de cavalo que era usado pelos pobres. Os ricos, entretanto, exigiam que seus doces fossem feitos apenas com o mais puro açúcar. O papa Alexandre VI, notoriamente, comprava tortas de chocolate por seu peso em ouro.
Essa busca desesperada pelo açúcar foi uma das causas da era da exploração, com Cristóvão Colombo descobrindo o novo mundo, e navegantes portugueses e espanhóis conquistando estas novas terras na esperança de, um dia, também não terem que comer doces feitos à base de beterrabas e esterco. A Igreja, por outro lado, descobriu sua própria forma de suprir a vasta demanda por éclairs e quindins da corte papal: explorando os fiéis. A Igreja deu ao frade dominicano Johann Tetzel a missão de vender indulgências em troca de açúcar e numa jogada de marketing brilhante instruiu Tetzel e os que o acompanhavam a se vestirem como almas que penavam no purgatório,  e como demônios e monstros, para assim estimularem a compaixão dos camponeses por seus parentes que no purgatório padeciam.
Assim vestidos, Tetzel e seus capangas viajaram por toda a Europa, indo de porta em porta pedindo por grãos de cacau, sacos de açúcar, pirulitos, chicletes, jujubas e pastilhas de menta. Em troca dessas guloseimas, Tetzel oferecia uma garantia de que as almas daqueles que compravam indulgências iriam direto para o paraíso e que as almas de seus parentes já estavam no paraíso tomando Ovomaltine com nosso Senhor Jesus Cristo. E todos se alegravam com essa situação, exceto as pobres almas que não podiam pagar por sua salvação com balas ou as que se recusavam a entregar seus doces ao Papa. E foi no dia 31 de Outubro, o primeiro Halloween, que Martim Lutero, o mais corajoso desses dissidentes, protestou contra a campanha de Tetzel.
Martim Lutero era um homem complexo, rasgado entre sua vontade de ir para o céu e sua paixão por bombas de chocolate. Incapaz de entregar às mãos gulosas da Igreja suas amadas bombas de chocolate, naquele fatídico primeiro Halloween, Lutero pregou suas 95 Teses na porta da Igreja em Wittenberg. Estas teses são compostas por uma série de acusações contra a Igreja, Tetzel, a venda de indulgências, o reino dos papas diabéticos, e terminam com uma longa condenação (28 das teses no total) da “repugnante abominação, mais amarga que o próprio rabo de Lúcifer, o adoçante daquele pederasta Michelangelo.” Cansados de entregarem seus doces, o povo da Alemanha se aliou a Lutero e nas décadas seguintes uma verdadeira reação em cadeia de rebeliões e revoluções quebrou o controle da Igreja Católica pelo continente e deu início às igrejas protestantes.
Como celebração daquela data, tornou-se costume nos países protestantes zombar da figura de Tetzel. Assim, todo dia 31 de Outubro os jovens saíam na rua vestidos como demônios, monstros e almas penadas, indo de porta em porta pedindo por chocolates e doces, e os camponeses protestantes riam e jogavam lixo e imundície neles. Esse costume continuou por quatro séculos até que no começo do século 20 comerciantes americanos de doces perceberam que poderiam lucrar com isso e popularizaram o costume de, ao invés de lixo e sujeira, oferecer doces e baunilhas às crianças fantasiadas. Este logo se tornou o costume principal, mas de vez em quando crianças que gritam “Travessuras ou gostosuras!” na casa de velhos ainda recebem o conteúdo de um penico despejado sobre suas cabeças. As imagens de assombrações foram desassociadas do purgatório, mas ainda hoje existem católicos que oferecem cocadas e barras de Chokito aos santos, esperando com isso garantir uma vaga no paraíso.
E agora vocês conhecem a verdadeira história do Halloween e podem dormir em paz.

Hiperatividade Cerebral!

26/10/2010

O Discurso de Martin Luther King.


Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro...
Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre.
Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra.

Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitectos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro.

Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou tal promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem fundo; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: “saldo insuficiente”. Porém nós recusamo-nos a aceitar a ideia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades deste país.

Por isso viemos aqui cobrar este cheque – um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxuria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.

Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante verão do legítimo descontentamento do Negro não passará até que chegue o revigorante Outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava só de desabafar, e que a partir de agora ficará sossegado, irão acordar sobressaltados se o País regressar à sua vida de sempre. Não haverá tranquilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania.

Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até que desponte o luminoso dia da justiça. Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No percurso de ganharmos o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de actos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.

Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência.
Esta maravilhosa nova militancia que engolfou a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como é claro pela sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que os seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que sua liberdade está intrinsecamente ligada à nossa liberdade.

Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder. Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: “Quando é que ficarão satisfeitos?” Não estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos incontáveis horrores da brutalidade policial. Não poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados das fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso a um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a rectidão como uma poderosa corrente.

Sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês saíram recentemente de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a vossa procura da liberdade vos deixou marcas provocadas pelas tempestades da perseguição e sofrimentos provocados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor.

Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Luisiana, voltem para as bairros de lata e para os guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.

Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais”.

Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.

Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caractér.

Tenho um sonho, hoje.

Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, cujos lábios do governador actualmente pronunciam palavras de … e recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e raparigas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e raparigas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.

Tenho um sonho, hoje.

Tenho um sonho que um dia todo os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos, e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.

Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: “O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade”.

E se a América quiser ser uma grande nação isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então dos prodigiosos cabeços do Novo Hampshire. Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvania!

Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado!

Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia!

Mas não só isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!

Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee!

Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi.

Que de cada localidade, a liberdade ressoe.

Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra: “Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!”