20/08/2010

O que é um anglicano evangélico?

 

G.K. Chesterton uma vez enviou uma correspondência por escrito ao “The Times” falando sobre o que estaria errado com o mundo: “O que há de errado no mundo? Eu. Atenciosamente, G. K. Chesterton.” Por analogia, quando me perguntam, o que é um evangélico anglicano? Estou tentado a responder: “Bem, eu sou.”

Então, correndo o risco de parecer auto-indulgente, deixe-me dizer o que isso significa para mim. Isso significa que eu me considero em primeiro lugar cristão, em segundo cristão evangélico, e em terceiro anglicano evangélico cristão. Eles são como três círculos concêntricos, cristão é o maior e o menor é anglicano evangélico.

Para começar com o primeiro, quando eu digo que sou cristão, eu quero dizer que creio que Jesus Cristo é o Senhor do Universo, Salvador do mundo, e Cabeça da Igreja e que tenho dado a minha vida, alma e coração, mente e força para Ele. O desejo do meu coração é vê-lo mais claramente, amá-lo mais intensamente e segui-lo mais de perto, dia a dia. (Acho que é isso que vocês chamam de “ser extremamente claro,” algo que os anglicanos não fazem muito. Assim seja. Tenho sido provavelmente influenciado pela leitura das Confissões de Agostinho, muito recentemente).

Ser o primeiro e acima de tudo um cristão significa também que eu me sinto solidário com um pentecostal na Argentina, um Quaker no Quênia, um membro da Irmandade, na Espanha, um católico da Índia, e um membro de uma igreja doméstica subterrânea na China. Outras diferenças nacionais, bem como denominacionais, são pálidas insignificâncias à luz da nossa fidelidade a Jesus Cristo. Se eu fosse um anglicano, simplesmente, essa identidade com outros grupos seria muito mais difícil de aceitar.

Quando eu digo, por outro, que eu sou um evangélico, quero dizer que eu pertenço a essa parte da comunidade cristã, que enfatiza a importância da Bíblia como fonte primária de autoridade da Igreja e do Evangelho como a fonte da vitalidade da Igreja . Há outras características no evangelicalismo, mas eu diria que todas as outras são secundárias a esta. Como John Stott (figura importante do evangelicalismo anglicano), diz: “Os evangélicos são pessoas da Bíblia, e eles são pessoas do Evangelho.” Para mim, estas duas concepções são tão centrais para o cristianismo autêntico como a Santíssima Trindade ou o mandamento de amar o meu próximo.

Suponho que, se toda a Igreja decidisse amanhã que a Bíblia e o Evangelho fossem tão importantes quanto os evangélicos acreditam, então o termo evangélico, não seria mais necessário. Até então, eu estou contente em ser chamado de evangélico, não como um “membro” de um “partido” (Deus me perdoe), mas por causa destas convicções acerca da Bíblia e do Evangelho.

E, em terceiro lugar, quando eu digo que eu sou um anglicano, bem, eu acho que não preciso explicar o que é ser anglicano. Quanto ao porquê eu sou um anglicano, gostaria de dizer que eu aprecio uma série de coisas. Uma tradição que tem um forte senso de história (para muitos outros evangélicos, não aconteceu muita coisa entre o final de Atos e Lutero pregando suas 95 teses na porta da igreja de Wittenberg, em 1517). A sensação de liberdade intelectual e espiritual dentro dos amplos limites cristãos (pensar e deixar pensar; “no essencial unidade, no não-essencial, liberdade; em tudo, amor”). A liturgia, que me liga com outras igrejas ao redor do mundo e através dos séculos (e não é dependente do capricho de um ministro, do indivíduo, do humor, do vocabulário, ou da espiritualidade). E o episcopado, pelo menos quando os bispos são fiéis e nos ensinam de forma piedosa.

E nos dias em que eu me pergunto por que eu fico nesta Igreja (e tem havido alguns desses recentemente), parte da minha resposta é: “Para quem havemos nós de ir?” Não que a Igreja Anglicana tenha “palavras de vida”, mas há outras coisas que eu aprecio, e, quando combinado com as palavras de vida, para mim é irresistível. (John Bowen)

Autor: John Bowen

fonte: O que é um anglicano evangélico?

19/08/2010

Conversão

 

A Palavra de Ordem é Conversão

At 9:1-20; Ap 5:11-14; Jo 21:1-19

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Converter-se, o que é?

NÃO É:

* Mudar de igreja
* Mudar de hábitos (deixar de fumar, de beber..)
* Adquirir novos hábitos
* Mudar a forma de se vestir

Conversão é uma mudança interior que promove a nossa união com Cristo e nos permite viver uma vida nova, plena e eterna. Na verdade, a palavra conversão significa mudança de rumo: e é isso que o Senhor quer que expressemos em nossa vida como cristãos e cristãs, uma vida que seja bênção onde quer que nós estejamos.

No textos de hoje contemplamos duas histórias de conversão que devem animar a nossa fé, conversões de duas das colunas da Igreja Cristã: São Paulo(na narrativa de Atos) e São Pedro (na narrativa do Evangelho)

Em Atos 9, conta-se a história de um tal Saulo que perseguia a Igreja e que quisera ir a Damasco, na Síria, a fim de perseguir e aprisionar cristãos. Um homem altamente religioso, sincero no que acreditava, mas que precisava de conversão, ou seja, ele sabia o que era religião, mas não conhecia a Jesus, aquele que, de fato, nos religa a Deus (lembrando que religião vem de religare). Saulo precisou de um evento “dramático”, uma visão, para reconhecer que estava errado. O perseguidor agora cria e precisava ser batizado.

No Evangelho temos a narrativa de Pedro, que já conhecia o Senhor, com Ele andara, convivera, mas também o negara três vezes. Interpelado pelo Senhor, por três vezes teve que afirmar que amava o seu Senhor.

Isso vem nos provar algumas coisas importantes para nós pensarmos a respeito da conversão:

* Todos precisam de conversão
* A experiência pode variar, não há um padrão a ser seguido
* O Senhor nos questiona, nos confronta com as nossas limitações, angústias medos, valores e mostra que Ele mesmo é maior e melhor que tudo isso
* Não é um processo estático: Paulo precisou ser discipulado por Ananias; Pedro foi novamente convidado pelo Senhor: Segue-me
* É preciso arrependimento e fé para se tornar discípulo de Jesus e enfrentar o futuro, sem se importar quais sejam as circunstâncias ou o que o futuro nos reserva.

O que podemos ver, portanto, é que é necessária conversão: E. Stanley Jones, grande missionário e escritor do século XX, afirmou que 2/3 dos membros das igrejas cristãs necessitam de conversão.

E do que precisamos nos converter ao Senhor?

* De nossos pecados
* De nossos caminhos que parecem retos, mas ao cabo dão em caminhos de morte
* De nossa religiosidade barata, que prejudica a nossa comunhão com Jesus Cristo e a verdadeira prática do Cristianismo
* De conceitos e valores mundanos que negam a Deus e à sua palavra.

Conclusão:

É preciso que saiamos da presença do Senhor diferentes, renovados. Por que não hoje?

fonte:  Teologando - Falando de teologia e historia

18/08/2010

Gênesis o que é?

 

Gênesis

Chave: Princípio

Gênesis; Do grego genesis, origem.

Comentário:

Gênesis pode ser descrito com exatidão como o livro dos inícios. Pode ser dividido em duas porções principais. A primeira parte diz respeito à história da humanidade primitiva (caps. 1-11). A segunda parte trata da história do povo específico que Deus escolheu como o Seu próprio (caps.12-50), para si. O autor apresenta o material de forma extremamente simples. Oferece dez "histórias que podem ser prontamente percebidas segundo o esboço do livro. Algumas dessas histórias são breves e muito condensadas, mas, não obstante, ajudam a completar o conteúdo. É bem possível que o autor do livro tenha empregado fontes informativas, orais e escritas, pois seus relatos remontam à história mais primitiva da raça humana. Embora muito se tenha escrito sobre o assunto das possíveis fontes literárias do livro de Gênesis, há muitas objeções válidas que nos impedem de aceitar os resultados da análise destas "fontes".

O livro de Gênesis salienta, por todas as suas páginas, a desmerecida graça de Deus. Por ocasião da criação do munto, a graça se exibe na maravilhosa provisão preparada por Deus para as Suas Criaturas. Na criação do homem, a graça de Deus se manifesta no fato que ao homem foi concedida até mesmo a semelhança com Deus. A Graça de Deus se evidencia até mesmo no dilúvio. Abraão foi escolhido, não por merecimento, mas antes, devido ao fato de Deus ser cheio de graça. Em todos os seus contatos com os patriarcas. Deus exibe grande misericórdia: sempre recebem muito mais favor do que qualquer deles poderia ter merecido.

Há uma outra importante característica do livro de Gênesis que não se pode esquecer, a saber, o modo eminentemente satisfatório pelo qual responde nossas perguntas sobre as origens. O homem sempre haverá de querer saber como o mundo veio à existência. Além disso, sente bem dolorosamente o fato de que alguma grande desosordem caiu sobre o mundo, e gostaria de saber qual a sua natureza; em suma, preocupa-se em saber como o pecado e todas as suas tremendas consequências sobrevieram. E, finalmente, o homem precisa saber se existe alguma esperança básica e certa de redenção para este mundo e seus habitantes de que consiste essa esperança, e como veio a ser posse do homem.

Autor:

Ninguém pode afirmar com absoluta certeza que sabe quem escreveu o livro de Gênesis. Visto que Gênesis é o alicerce necessário para os escritos de Êxodo a Deuteronômio, e visto que a evidência disponível indica que Moisés escreveu esses quatro livros, é provável que Moisés tenha sido o autor do próprio livro de Gênesis. A evidência apresentada pelo Novo Testamento contribui para essa posição (cfe. especialmente João 5:46-47); (Lucas 16:31; 24:44). Na tradição da Igreja, o livro de Gênesis tem sido comumente designado como Primeiro Livro de Moisés. Nenhuma evidência em contrário tem sido capaz de invalidar essa tradição

fonte:   Viver Missões: Gênesis o que é?

17/08/2010

SINTONIA

 

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(Uma história de John Wimber)

John White é canadense, psiquiatra, conferencista e autor de vários livros, muitos deles editado no Brasil pela ABU. É dele o testemunho abaixo, publicado em “Quando o Espírito vem com poder”, da ABU.

“Num domingo, dia 16 de fevereiro de 1986, ouvi um homem da Irlanda do Norte falar no culto da noite da Comunidade Vineyard, em Anaheim. Com poucas e breves palavras ele descreveu a terrível situação que seu país enfrentava e expressou a esperança de que Deus viria despertar e usar a igreja da Irlanda do Norte para impedir uma tragédia. Nós nos dividimos em pequenos grupos para orar brevemente, depois do que John Wimber deu início à mensagem daquela noite. Ele tinha proferido apenas poucas palavras quando parou e disse:

- Creio que o Espírito Santo quer compartilhar conosco o coração de Deus para com a Irlanda do Norte.

Por alguns momentos houve silêncio. Então pôde ser ouvido o som de choros abafados por todo o auditório.

Observei e prestei atenção com o interesse de um psiquiatra. De repente, e para minha grande surpresa, soluços começaram a subir do fundo do meu ser. Eu os reprimi, e ao esforçar-me nesse sentido os meus ombros e o meu peito começaram a tremer. Por um momento eu não sabia o que pensar. Então percebi que tinha que parar de ser naquela hora um psiquiatra, e começar a interceder pela Irlanda e pelo povo de Deus lá, e logo me vi (em meio a soluços abafados) clamando silenciosamente a Deus por sua misericórdia para com aquele país infeliz. Por que isso aconteceu comigo justo naquela hora?

Enquanto choravam e oravam, John Wimber nada fez para explorar a situação, mas permaneceu calado por vários minutos. Então ele orou: “Agora, Senhor, concede a teus servos um espírito de paz!” Em menos de um minuto todo choro tinha cessado, e sem maiores comentários Wimber prosseguiu com a sua exposição.  Nem o choro, nem a cessação do choro foram produzidos pelo pregador. Wimber não fez menção alguma a chorar, e permaneceu em silêncio durante todo o tempo que isso acontecia. Deus tinha por algum tempo compartilhado o seu coração com o seu povo”

milton paulo

FONTE:  | vineyard café || blog