12/08/2010

O Senhor não zomba das almas humildes

 
C.H.Spurgeon
Banco da Fé
25 de janeiro

“(Ele - Deus) Olhará (olha) para (sobre) os homens, e (aquele que) dirá (disser): Pequei, e perverti o direito, o que de nada me aproveitou. Porém Deus livrou (livará) a minha alma de ir para a cova, e a minha vida verá a luz.” (Job 33:27-28 ACF [*] (1) )
Esta é uma palavra verdadeira, extraída da experiência de um homem de Deus, e equivale a uma promessa. O que o Senhor tem feito, e está fazendo, continuará a realizar enquanto o mundo subsista. O Senhor receberá no Seu seio todos os que a Ele venham com uma confissão sincera de seu pecado; de fato, Ele está sempre vigiando para descobrir alguém que esteja triste por causa dos seus pecados.
Não podemos nós servir-nos da linguagem usada aqui? Não temos pecado e pecado pessoalmente, para dizer: “Eu tenho pecado”? Não temos pecado voluntariamente, havendo pervertido o que é reto ? Pecado, de modo a descobrirmos que nada nos aproveitou e que só alcançámos perda eterna? Vamos, pois, a Deus com esta confissão sincera. Ele não pede mais. Nós não podemos fazer menos.
Apresentemos a Sua promessa em nome de Jesus . Ele livrará a nossa alma do abismo do Inferno, cuja boca está aberta para nos tragar; Ele nos concederá vida e luz. Por que desesperamos? Por que temos dúvidas ainda? O Senhor não zomba das almas humildes. Ele diz a sério o que afirma. Os culpados podem ser perdoados. Os que merecem execução podem receber absolvição gratuita. Senhor, a Ti confessamos os nossos pecados e imploramos o Teu perdão!
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Notas:
[*] ACF - Bíblia, edição João Ferreira de Almeida, Corrigida Fiel, versão e-Sword, SBU 1968
(1) El mira sobre los hombres; y al que dijere:
Pequé, y pervertí lo recto,
Y no me ha aprovechado, Dios redimirá su alma para que no pase al sepulcro,
Y su vida se verá en luz. (Job 33:27-28, versão La Santa Biblia, Reina-Valera 1960)
TRADUTOR: : Carlos António da Rocha
FONTE: No Caminho de Jesus

VIA: O Senhor não zomba das almas humildes | Projeto Spurgeon

11/08/2010

A Verdade Sobre Os Sinais dos Tempos

 

Quais São os Sinais do Fim da Era da Igreja?

Salvo algumas exceções, a era da Igreja não é um período de cumprimento profético. Pelo contrário, a profecia será cumprida depois do Arrebatamento, em relação à ação de Deus com a nação de Israel nos sete anos da Tribulação. A atual era da Igreja, em que os crentes vivem hoje, não tem uma cronologia profética específica, como Israel e sua profecia das setenta semanas de anos (Daniel 9:14-27). No entanto, o Novo Testamento dá características gerais que descrevem a era da Igreja.

Até mesmo profecias específicas cumpridas durante a era da Igreja estão relacionadas ao plano profético de Deus para Israel e não diretamente para a Igreja. Por exemplo, a destruição profetizada de Jerusalém e seu Templo em 70 d.C. é relativa a Israel (Mateus 23.28; Lucas 19.43-44; 21.20-24). Portanto, não é contraditório que as preparações proféticas relacionadas a Israel já estejam acontecendo com o restabelecimento de Israel como nação em 1948, apesar de ainda estarmos vivendo na era da Igreja.

A era da Igreja não é caracterizada por eventos proféticos historicamente verificáveis, exceto seu início no Dia de Pentecostes e seu fim com o Arrebatamento. Mas o rumo geral desta era foi profetizado e pode oferecer uma visão panorâmica do que se pode esperar durante esta era.

Existem sinais relacionados ao plano divino do fim dos tempos para Israel?

Sim, existem muitos sinais relacionados ao programa divino do fim dos tempos para Israel. No entanto, devemos ter cuidado com a maneira como os relacionamos a nós hoje durante a era da Igreja. Já que os crentes de hoje vivem na era da Igreja, que terminará com o Arrebatamento da Igreja, sinais proféticos relacionados a Israel não são cumpridos nos nossos dias. Ao invés disto, o que Deus está fazendo profeticamente nos nossos dias é preparando o mundo ou "montando o cenário" para a hora em que Ele começará Seu plano relacionado a Israel, que envolverá o cumprimento dos sinais e dos tempos. Um indicador importante de que provavelmente estamos próximos do começo da Tribulação é o fato evidente de que a nação de Israel foi reconstituída depois de quase 2000 anos.

O que significa "montar o cenário"?

A atual era da Igreja não é uma época em que a profecia bíblica está sendo cumprida. A profecia bíblica está relacionada com um período depois do Arrebatamento (o período de sete anos da Tribulação). Porém, isto não quer dizer que durante a atual era da Igreja, Deus não esteja preparando o mundo para esse período futuro – na verdade, Ele está. Mas isto não é "cumprimento" específico de profecia bíblica. Portanto, mesmo que a profecia não esteja se cumprindo na nossa época, isto não quer dizer que não podemos identificar "tendências gerais" na atual preparação para a Tribulação vindoura, principalmente porque ela acontecerá logo depois do Arrebatamento. Chamamos esta abordagem de "montagem de cenário." Assim como muitas pessoas separam a roupa na noite anterior para usá-la no dia seguinte, Deus está preparando o mundo para o cumprimento certo da profecia no futuro.

O Dr. John Walvoord explica:

Mas se não há sinais para o Arrebatamento em si, quais são as fontes legítimas que levem a crer que o Arrebatamento esteja próximo desta geração?

A resposta não é encontrada em nenhum dos eventos proféticos previstos antes do Arrebatamento mas no entendimento dos eventos que seguem ao Arrebatamento. Assim como a história foi preparada para a primeira vinda de Cristo, ela está sendo preparada para os eventos que levam à Sua Segunda Vinda... Sendo assim, isto leva à conclusão inevitável de que o Arrebatamento pode estar inevitavelmente próximo.[1]

A Bíblia fornece profecias detalhadas sobre os sete anos da Tribulação. Na verdade, Apocalipse 4-19 oferece um esboço detalhado e ordenado dos participantes e eventos principais. Com base em Apocalipse, o estudante da Bíblia pode harmonizar as centenas de outras passagens bíblicas que falam da Tribulação num modelo claro do que será o próximo período de tempo no planeta Terra. Com esse modelo para nos guiar, podemos ver que Deus já está preparando ou montando o cenário para o mundo, no qual o grande drama da Tribulação se desdobrará. Assim, esse período futuro lança sobre a nossa época uma sombra de expectativa, de tal forma que os eventos atuais oferecem sinais discerníveis dos tempos. (Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)

Notas

1. John F. Walvoord, Armageddon, Oil and the Middle East Crisis, revised (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1990), p. 217.

Extraído do livro A Verdade Sobre Os Sinais dos Tempos.

fonte:   Verdade Sobre Os Sinais dos Tempos | Artigos | Chamada

10/08/2010

Existe amor à primeira vista?

 

A carência tem sido a marca da juventude cristã. É muita gente que afirma estar precisando de um par pra ser feliz. Parafraseando Madonna "Maldito o homem cujo os prazeres dependem da permissão de outro", ou então "Maldito o ser humano que depende de outro pra ser feliz".

O conceito bíblico de felicidade é comunitário sim, mas não fica restrito ao amor Éros. O amor de homem pra mulher que gera a libido e que faz com que pessoas se apaixonem loucamente pelas outras. Ele se manifesta através do amor ágape que emana da comunhão também.

O problema é que hoje, vejo muitos jovens se entregando a paixões repentinas e tomando decisões preciptadas por conta da alegação de que foi amor a primeira vista. Já vi namoro, noivado e casamento sair em 3 meses por conta dessa alegação. Pode dar certo? Claro! Mas a probabilidade de dar errado é imensa, e quando se trata de assuntos ligados ao coração então, melhor tomar cuidado redobrado.

O que muitos chamam de amor à primeira vista hoje pode ser traduzido por medo da solidão. Muita gente por conta de diversos motivos não consegue ficar sozinha esperando um relacionamento saudável e acaba cedendo ao primeiro bonitinho que aparece pela frente. E o resultado inúmeras vezes é trágico.

A Bíblia não diz que o amor é apressado, mas paciente, logo esse fogo alucinado que surge entre os jovens precisa ser controlado e ponderado para que então calmamente enxerguemos se é amor ou apenas a labareda da paixão arrebatando a gente. E você o que acha? Existe amor à primeira vista?

E no mais, tudo na mais santa paz!

fonte: Existe amor a primeira vista? | Blog do Pastor Márcio de Souza

09/08/2010

Profetas das ruas: A Teologia da Anti-Missão

Ao olhar para igreja atual parece que há algo de errado, que de alguma forma ela conseguiu mudar seu propósito e sua natureza, conseguiu desviar-se do que a princípio foi estabelecido pelo próprio Jesus.

A igreja Brasileira nos últimos anos foi invadida por aquilo que denominamos de teologias da anti-missão. Uma dessas teologias é a teologia da prosperidade que levou a igreja evangélica brasileira a uma mudança de paradigma. As igrejas, bem como seus ministérios, suas pregações e suas ações deixaram de servir para serem servidas. Neste processo nossa igreja busca somente satisfazer seus próprios interesses.

Nos últimos anos a igreja deixou de ser agente missionário para se tornar uma instituição mercadológica onde o evangelho é vendido sem escrúpulos, e onde o melhor vendedor é aquele que possui uma mega-igreja ou uma igreja de destaque na sociedade, não por aquilo que faz mais pela aparência que tem. Tenho uma séria preocupação com o modo com que à igreja brasileira absorve modelos pré-prontos, tornando-os mais importantes os princípios teológicos da missão. Quando olhamos atentamente para a igreja brasileira percebemos que ela sofre de uma síndrome que a distancia a cada instante da sua natureza missionária. Nossas igrejas não conseguem desenvolver uma ação prática que possa transformar nossa comunidade.

A respeito da realidade da igreja brasileira, Ariovaldo Ramos a descreve desta forma:

A face mais visível da igreja brasileira e, aparentemente, a que mais cresce, em vez de denunciar a injustiça social e propor e viver uma economia solidária, passou a pregar uma teologia que sustentava a desigualdade, ao afirmar que a riqueza deveria ser o alvo do crente, e que o caminho é a fé atestada pelo nível de contribuição e pela capacidade de arbitrar, por, decreto, sobre o que Deus deve fazer. (...)Em vez de viver , sinalizar e anunciar o reino, passou a caçar os principados e potestades nas regiões celestiais, ora localizando e derrubando os seus potes-ídolos, ora ungindo de alguma forma criativa a cidade, inaugurando o que James Houston chamou de evangelização cósmica.

(...)Outro houve que assumiu a igreja como uma empresa, sonhando também com impérios, e passou a importar modelos de gerenciamento que a organizasse, desenvolvesse excelência ministerial e produzisse crescimento, usando muitas vezes o princípio do apartheid as ovelhas foram transformadas em mão-de-obra e os pastores, em gerentes de programa. (Ramos, 2005, p. 201-203)

Diante deste quadro tão preocupante que se encontra a igreja brasileira, para que possamos retomar os princípios neo-testamentários a cerca da missão é necessário redescobrir na igreja de que forma a missão cristã pode exercer mudanças em nossa geração, buscar a luz de uma pesquisa teológica e bíblica quais são os princípios e valores inerentes à função da igreja cristã em nossa sociedade.

David Bosh ao falar sobre esta natureza da igreja diz:

Na eclesiologia emergente, a igreja é vista como essencialmente missionária. O modelo bíblico que está por trás dessa convicção e que tem sua expressão clássica em AG2 ("A igreja peregrina é missionária por sua natureza"), é aquele que encontramos 1 Pedro 2.9. Aqui a igreja não é a remetente, mas a remetida. Sua missão (o fato de "ser enviada") não é secundária em relação à sua existência; a igreja existe ao ser enviada e edificar-se visando à sua missão (Barth 1956:725 - estou me baseando aqui no original alemão, e não na tradução inglesa). A eclesiologia, portanto, não constitui uma atividade periférica de uma igreja firmemente estabelecida, [está] queimando fulgurantemente (...) A Atividade missionária não é tanto uma ação da igreja, mas é simplesmente a igreja em ação (Bosh, 2002, p. 447)

Através de um estudo aprimorado sobre a identidade da igreja e sua ação missionária quero propor um novo pensamento a cerca de nossa caminhada e uma ação mais efetiva que possa trazer mudanças palpáveis em nossa sociedade, principalmente entre aqueles que necessitam de uma transformação integral, mostrar apontamentos de como podemos reverter essa realidade.

É preciso retomar nossas idéias, parar com tudo e entrar num processo de reavaliação de nossos conceitos e paradigmas. Deixar de lado nossa ansiedade em "evangelizar" o mundo e começar a pensar em missão como um processo de transformação integral na vida daqueles que são atingidos por ela.

Nosso primeiro passo deve consistir em buscar de forma bíblica e teológica os conceitos da missão deixada a nós por Cristo, identificar quais são as verdades bíblicas a respeito deste tema e quais são os modismos que devemos abandonar, pois nossos modismos nos levam a servir muito mais a nós mesmos do que aos que ainda não conhecem o evangelho.

Sem uma visão clara a cerca da missão, corremos o risco de nos tornarmos uma simples instituição mercadológica preocupada só com o numero de almas ou com as metas numéricas que devemos alcançar.A igreja deve deixar seus programas gerenciais e voltar-se a vida das pessoas, trazendo um evangelho integral que atenda as necessidades. Precisamos tornar nossas igrejas úteis aos necessitados, nossos cultos acessíveis a todos sem exceção, assim poderemos vivenciar e demonstrar o amor de Deus pelos povos. Um dos grandes passos para a igreja atual é romper com o evangelho apenas falado e começar a viver um evangelho prático que caminha em direção às pessoas.

Usando Cristo como exemplo, poderemos encontrar os parâmetros necessários para o cumprimento desta missão. Olhar para Cristo nos levará a abandonar nosso orgulho e hipocrisia que gera um muro que nos separa da missão autêntica.

Quando deixarmos de lado nosso próprio eu, daremos espaço para que o Espírito Santo aja através de nós.A missão começa quando nós experimentamos uma intimidade autêntica com Deus que nos leva a compreender seu amor, sua graça e sua bondade. Mesmo que isso não seja uma atitude fácil, e não é, precisamos caminhar para um processo de busca neo-testamentária, seguindo o exemplo dos cristãos do primeiro século.

De forma prática a busca para responder ao chamado da missão, deve ser um só:

Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que embora sendo Deus, não considerou o ser igual a Deus era algo que devia apegar-se; mas se esvaziou a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.E sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! (NVI, p. 941)

Por Paulo Feniman. Acesse: http://www.miaf.org.br/home.asp

via  Profetas das ruas: A Teologia da Anti-Missão