09/06/2010

Arrancando o Pecado – James Packer

 

Os jardineiros estão em constante guerra com as ervas daninhas. O pior tipo dessas ervas é aquele que se espalha por baixo da terra, criando uma série de raízes embaraçadas, de onde brotam as plantas por toda parte. O sistema de raízes do pecado produz pecados específicos como seus brotos de uma maneira semelhante. Um pecado reforçará o outro, estando ligado a outro sob a superfície. Assim, o ciúme e a ambição se reforçarão mutuamente; o mesmo acontecerá com a luxúria, o orgulho e a ira; a avareza e a indolência fortalecerão as tendências de acabar com os padrões morais que, por sua vez, reforçarão a avareza e a indolência; e assim por diante.

O auto-conhecimento - que se expande e estende à medida que caminhamos com Deus, manifesta-se debaixo da pregação e ensino de sua Palavra e vive em sincera comunhão com seus santos - irá freqüentemente nos confrontar com ligações deste tipo dentro de nós. Isto força cada um de nós a entender que, como certa vez me disse um cristão veterano, "vejo que tenho algo do que me arrepen¬der". (Ele, então, saiu por uma hora, e fez o que havia dito). Descobrir as raízes embaraçadas e identificar os elementos perniciosos de nossas motivações prova ser, na prática, uma tarefa que não tem fim.

Como aqueles que estudam piano precisam estar constantemente exercitando sua habilidade com uma série ampla de exercícios destinados a resolver problemas específicos e aumentar a capacidade dos dedos, nós, alunos da escola da santidade de Cristo, temos de continuar nos arrependendo, uma vez que uma fraqueza após outra e falta após outra em nosso sistema moral e espiritual se tornam evidentes para nós. O que o Livro Anglicano de Oração chama de "arrependimento do coração [no sentido de sincero]" é, como vimos, a dimensão de crescimento para baixo no processo da santificação. O crescimento em santidade não pode continuar onde não acontece o arrependimento do coração.

Esta é uma maneira de dizer que a conversão deve ser contínua. Por mais de três séculos, os protestantes compararam a conversão ao que o Catecismo Menor de Westminster chama de "arrependimento para a vida" - "uma graça salvadora, pela qual o pecador, tendo uma verdadeira consciência de seu pecado e percepção da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza e de aversão por seus pecados, abandona-os e volta-se para Deus, totalmente determinado a prestar-lhe nova obediência". Para muitos cristãos, existe este momento de conversão consciente, e esta experiência da conversão "súbita" é uma grande bênção. Todos nós precisamos ter uma forma de entrar para um estado de conversão, na qual nenhum de nós pode encontrar por natureza. É uma alegria poder lembrar como aconteceu a nossa entrada para este estado.

Mas existe outra coisa: após "o primeiro instante em que cri", a conversão deve tornar-se um processo de vida. Neste ponto de vista, a conversão foi definida como uma questão de dar o máximo que se conhece de si mesmo, ao máximo que se conhece de Deus. Isto significa que o nosso conhecimento de Deus e de nós mesmos cresce (e ambos crescem juntos), assim a nossa conversão precisa ser constantemente repetida e ampliada.

Pensar nestes termos é entender a ideologia de João Calvino, que se refe¬riu explicitamente à "conversão súbita" (súbita conversió) como um meio pelo qual Deus "subjugou e fez com que fosse ensinado" seu coração endurecido e deu-lhe "certa prova e conhecimento da verdadeira divindade", e que também em seu livro Institutes of the Christian Religion estabelece um conceito de conversão como a prática do arrependimento ativo por toda a vida, o fruto da fé, que brota de um coração renovado.

A conversão a Deus como um todo é entendida sob o termo "arrependimento" (...) O termo no hebraico para "arrependimento" deriva-se de conversão ou retorno; no grego, de mente e propósito: e a questão em si se enquadra em cada derivação, pois sua essência é que, em desviando-nos de nós mesmos, nós nos voltamos para Deus, e em desfazendo-nos da nossa velha mente, nós recebemos uma nova. Assim, penso que o arrependimento pode ser bem definido como uma verdadeira conversão da nossa vida para Deus, resultando em um temor puro e sincero dele, e consistindo na mortificação de nossa carne e do velho homem, e na vivificação do Espírito.

É isso mesmo!

fonte:   Arrancando o Pecado – James Packer | O PRINCIPAL DOS PECADORES

08/06/2010

Dons Espirituais: Encorajamento

Mark Driscoll

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"Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça... (Rm 12:6-8 NVI)

O Dom Espiritual de Encorajamento Definido

O dom de encorajamento (também chamado de dom de exortação) envolve motivar, encorajar e consolar outras pessoas de forma que elas amadureçam na sua caminhada com Jesus.

Pessoas com o Dom de Encorajamento

Cristãos com este dom têm uma sensibilidade incomum para com aqueles que estão desanimados ou em lutas e são atraídos para eles. Como resultado, as pessoas tendem a procurá-los em busca de palavras restauradoras, verdade graciosa e conselho compassivo. Estas pessoas também tendem a ter um alto grau de paciência e otimismo. Elas podem ter uma queda para relacionamentos um-a-um e preferem trabalhar com indivíduos ou pequenos grupos.

Encorajamento nas Escrituras

Jesus nos disse para amar até mesmo os nossos inimigos e fazer bem a eles (Lucas 6:27-35), e exortou as pessoas a deixarem sua vida de pecado (João 8:11). Barnabé, cujo nome significa "Filho do Encorajamento" (Atos 4:36), encorajou a Paulo (Atos 9:27) e João Marcos (Atos 15:39). Paulo tinha este dom (Atos 14:21-22; 16:40; 20:1) como também Judas e Silas (Atos 15:31-32).

Você tem esse dom?
  • As pessoas te procuram para aconselhamento e encorajamento?
  • Você gosta de caminhar com alguém através de dificuldades?
  • Você é atraído em direção àqueles que estão sofrendo e necessitados?
  • Você é paciente com as pessoas?
  • Você preferiria falar pessoalmente com alguém sobre os seus problemas do que enviar outra pessoa para ajudar?
  • Você acha fácil expressar alegria na presença daqueles que estão sofrendo?

fonte:  Dons Espirituais: Encorajamento

07/06/2010

Dons Espirituais: Misericórdia

Mark Driscoll

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"Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Rm 12:6-8 NVI)

O Dom Espiritual de Misericórdia Definido

O dom de misericórdia é a capacidade de sentir e expressar compaixão e solidariedade incomum para com aqueles em situações difíceis ou de crise e lhes proporcionam a ajuda e apoio necessários para atravessar tempos difíceis.

Pessoas com o Dom de Misericórdia

Eles têm a capacidade de "se colocar na situação de outros" e de sentir a dor e o fardo que eles carregam. Eles desejam fazer uma diferença na vida de pessoas que sofrem sem serem críticos. Eles podem ter dificuldade de avaliar as intenções dos outros e por vezes parecem ingênuos.

Misericórdia nas Escrituras

Jesus ensinou sobre a misericórdia (Mt. 5:7; 9:13; 23:23). Ele é constantemente descrito como tendo compaixão (Mt. 9:36; 15:32; 23:37; Lc. 7:13) e era tão cheio de misericórdia que por vezes chegou a chorar (Jo. 11:35). A misericórdia de Jesus incluiu uma atenção e preocupação pelas crianças (Mt. 19:14). Dorcas era "notável pelas boas obras e esmolas que fazia" (Atos 9:36). Além disso, o bom samaritano é uma das mais clássicas histórias já contadas sobre o tema da misericórdia (Lc. 10:30-37).

Você tem esse dom?
  • Você se sente atraído a pessoas carentes, sofridas, doentes, deficientes ou idosas?
  • Freqüentemente pensa em formas de ministrar àqueles que sofrem?
  • Você sente uma grande compaixão por pessoas que enfrentam problemas pessoais e emocionais?
  • Você sente que quando visita aqueles que sofrem isso te traz alegria em vez de te deixar deprimido?
  • Você se vê respondendo às pessoas mais com compaixão do que com julgamento?

fonte:  ons Espirituais: Misericórdia

06/06/2010

JESUS e o Underground

 

Imagine Jesus vivendo em pleno século 21. Agora, imagine Ele andando com pessoas que você acha totalmente esquisitas.. E para ir mais além, imagine Jesus chamando alguns deles para ser seu discípulo. Qual seria sua reação? Ficaria indignado se não chamasse você, e sim um deles? Porquê? Acha que sua aparência é mais adequada e se acha mais santo? Seja sincero, ficaria indignado? Se sua resposta for sim, pode ter certeza você crucificaria á Jesus em pleno século 21.

Acredito que nesse momento você está me chamando de louco, ou achando isso uma blasfêmia, espero que não esteja agindo assim. O que eu quero dizer com tudo isso é, que somos todos iguais e que a aparência não importa, pois se Jesus olhasse a aparência, Pedro nunca seria seu discípulo, Maria Madalena seria proibida de lavar seus pés, Bartimeu não seria curado, o ladrão na cruz não seria salvo, Paulo não seria chamado e usado e dentre outros exemplos e para ser super realista, Jesus nunca deixaria a sua glória para morrer por nós.

A questão é que Deus mandou o seu filho para morrer por todos e com isso todos podem se tornar filhos, não importa a tatoo, os brincos, o cabelo, a roupa, nada importa e sim a fé. Já nós seres humanos criamos a religião e com ela os paradigmas, ou seja, criamos barreiras e idéias preconceituosas que muitas vezes impedem de muitos obterem a salvação e, de serem usados por Deus.

Deixa eu mandar mais um "heresia", Jesus no século 21, invadiria o meio underground, talvez ficaríamos sabendo que um metaleiro lavou os seus pés, que um hippie dormiu em seu peito, que um punk foi chamado para ser seu discípulo, que um emo foi consolidado, curado e salvo, que um homossexual foi salvo de ser apedrejado.    ( Isso não é piada). Falo sério e, acredito que Ele poderia fazer coisas mais loucas e admiráveis do que essas, e nós como somos religiosos gritaríamos: Crucifica-o. Devemos parar com essa paranóia, se Ele nos aceitou, se Ele ama a todos, significa que devemos fazer o mesmo.
Marcos Wlrich

fonte:  Profetas das ruas: Underground