01/06/2010

DONS ESPIRITUAIS: CONHECIMENTO

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“Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento;” (1 Cor. 12:8 NVI)

O Dom Espiritual de Conhecimento Definido

A palavra de conhecimento é a capacidade de pesquisar, recordar, e fazer uso efetivo de uma variedade de informações em uma série de diferentes temas.

Pessoas com o Dom de Conhecimento

Essas pessoas gostam de estudar, adoram aprender, e não ficam satisfeitas com um conhecimento superficial dos temas. Eles sentem-se compelidos a realizar estudos aprofundados e compilar as suas conclusões para que outros possam beneficiar-se das suas longas horas de estudo concentrado. Pessoas com este dom espiritual amam a Deus com toda a sua mente (Marcos 12:29-30). E essas pessoas tendem a gostar de notas de rodapé.

Conhecimento no Ministério de Jesus

Durante todo o seu ministério, Jesus freqüentemente citava as Escrituras do Antigo Testamento, de memória, porque tinha se comprometido a ser um estudante fiel das Escrituras. Jesus também repreendeu os estudiosos dos seus dias porque eles estudavam a Bíblia, mas não o amavam, que é o propósito de todo o estudo (João 5:39).

O conhecimento é ilustrado nas vidas de Esdras (Esdras 7:10), Salomão (Eclesiastes 1:13; 7:25; 8:9), e Timóteo (2 Timóteo 2:15).

Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

  • Você gosta de estudar?
  • Você tem uma boa memória que retém e compila grandes volumes de informação?
  • Outras pessoas freqüentemente chamam a atenção para a sua capacidade de conhecer e entender a Palavra de Deus?
  • As pessoas costumam vir até você com problemas e questões difíceis da Bíblia em busca do seu ponto de vista porque sabem que você tem respostas ou vai procurá-las?
  • Ao estudar a Palavra de Deus você tem percebido que novas perspectivas e o entendimento de temas difíceis são relativamente fáceis para você?
  • Você fica frustrado quando ouve ensino ruim de alguém que não se preparou adequadamente?

mark driscoll

FONTE: | vineyard café || blog

31/05/2010

E Vimos sua Glória - John Owen - (1616- 1683)

 

E vimos sua glória...

O Sumo sacerdote do Velho Testamento, após fazer os sacrifícios que eram exigidos, no dia da expiação, entrava no lugar santo com as suas mãos cheias de incenso perfumado que ele colocava no fogo diante do Senhor. Da mesma forma, o grande Sumo Sacerdote da Igreja, o nosso Senhor Jesus Cristo, tendo se sacrificado pelos nossos pecados, entrou no céu com o doce perfume de Suas orações pelo Seu povo. O seu eterno desejo para a salvação do Seu povo é expresso por João: "Para que vejam a minha glória" (Jo 17.24). José pediu a seus irmão que contassem a seu pai sobre toda a sua glória no Egito (Gn 45.13), não para dar uma amostra ostensiva daquela glória, mas para dar a seu pai a alegria de saber a sua alta posição naquela terra. Da mesma forma, Cristo desejava que Seus discípulos vissem a Sua glória para que pudesse estar satisfeito e usufruir a plenitude de Suas bençãos para todo sempre.

Uma vez tendo conhecido o amor de Cristo, o coração do crente estará sempre insatisfeito até a glória de Cristo ser vista. O clímax das petições que Cristo faz a favor dos Seus discípulos é que possam contemplar a sua glória.É por isso que eu afirmo que um dos maiores benefícios para um crente no mundo e no porvir é considerar a glória de Cristo

Desde que o nome do cristão é conhecido no mundo, não tem havido tanta oposição direta à singularidade e glória de Cristo como nos dias atuais. É dever de todos aqueles que amam o Senhor Jesus de testificar, conforme suas habilidades, da singularidade de Sua glória.

Eu gostaria, portanto, de fortalecer a fé dos verdadeiros crentes ao mostrar que ver a glória de Cristo é uma das maiores experiências e privilégios possíveis neste mundo ou no outro."Mas todos nós, com a cara descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2Co 3.18) Na eternidade seremos como Ele, porque O veremos como Ele é (1Jo 3.2).

Este conhecimento de Cristo é a via contínua e a recompensa de nossas almas. Aquele que tem visto a Cristo também tem visto o Pai; a luz do conhecimento da glória de Deus é vista apenas na face de Jesus Cristo (Jo 14.9; 2Co 4-6).

Há duas maneiras de ver a glória de Cristo: mediante a fé, neste mundo, e, por meio da fé, no céu eternamente. É a segunda maneira que se refere principalmente a oração sacerdotal de Cristo - que seus discípulos possam star onde Ele está, para contemplar sua glória. Mas a visão de Sua glóra pela fé, neste mundo, também está incluída e eu dou as seguintes razões para isso:

1. Nenhum homem jamais verá a glória de Cristo no futuro se ele não tiver alguma visão dela, pela fé, no presente. Devemos estar preparados pela graça para a glória, e pela fé para a visão. Algumas pessoas, que não tem fé verdadeira, imaginam que verão a glória de Cristo no céu; porém estão apenas se iludindo. Os apóstolos viram a Sua glória, "e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Essa não era uma glória deste mundo como a dos reis... Apesar de ter criado todas as coisas, Cristo não tinha onde reclinar a cabeça. Não havia glória ou beleza incomum em Sua aparência como homem. A Sua face e Suas formas se tornaram mais desfiguradas do que as de qualquer homem (Is 52.14; 53.2). Não era possível ser vista neste mundo a glória total da Sua natureza divina. Como então os apóstolos viram a sua glória? Foi pela compreensão espiritual da fé. Quando eles viram como Ele era cheio de graça e de verdade e o que Ele fazia e como falava, eles "o receberam e creram no seu nome" (Jo 1.12). Aqueles que não tinham essa fé não viram nenhuma glória em Cristo.

2. A glória de Cristo está muito além do alcance de nossa presente compreensão humana. Não podemos olhar diretamente para o sol sem ficarmos cegos. Semelhantemente, com nossos olhos naturais não podemos ter nenhuma visão verdadeira da glória de Cristo no céu; ela apenas pode ser conhecida pela fé.

Aqueles que falam ou escrevem sobre a imortalidade da alma, sem ter conhecimento de uma vida de fé, não podem ter convicção daquilo que dizem... O entendimento que vê apenas através da fé é que nos dará uma idéia verdadeira da glória de Cristo e criará um desejo para um completo desfrute dela.

3. Entretanto, se quisermos ter uma fé mais ativa e um maior amor para com Cristo, que dêem descanso e satisfação às nossas almas, precisamos ter um maior desejo de compreender melhor a Sua glória nesta vida. Isto significará que cada vez mais as coisas deste mundo terão menor atração para nós até que se tornem indesejáveis como algo morto. Não deveríamos procurar por nada nesta vida. Se estivéssemos totalmente convencidos disso estaríamos pensando mais nas coisas celestiais do que normalmente estamos.

Vantagens que surgem de pensarmos sempre na glória de Cristo:

A. Seremos moldados por Deus para o céu. Muitos pensam que já estão suficientemente preparados para a glória, como se eles a pudessem alcançar. Mas não sabem o que isso significa. Não há o menor prazer na música para o surdo, nem nas belas cores para o cego. Da mesma forma, o céu não seria um lugar de prazer para as pessoas que não tivessem sido preparadas para ele nesta vida pelo Espírito. O apóstolo dá ",,,graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz..." (Cl 1.12). A vontade de Deus é que devemos conhecer as primícias da glória aqui e a sua plenitude no futuro. Porém, somos feitos capazes de receber o conhecimento dessa glória pela atividade espiritual da fé. O nosso conhecimento atual da glória é nossa preparação para a glória futura.

B. Uma visão verdadeira da glória de Cristo tem o poder de mudar-nos até que nos tornemos semelhantes a Cristo (2Co 3.18).

C. Uma meditação constante sobre a glória de Cristo dará descanso e satisfação ás nossas almas. Trará paz às nossas almas que tantas vezes estão cheias de medos e pensamentos perturbadores. "Porque a inclinação da carne é a morte; mas a inclinação do espírito é vida e paz" (Rm 8.6). As coisas desta vida nada são quando comparadas com o grande valor da beleza de Cristo, como Paulo disse: "E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas as coisas, e as considero como esterco para que possa ganhar a Cristo" (Fl 3.8).

D. O conhecimento da glória de Cristo é a fonte de nossa bem-aventurança eterna. Vendo-O como Ele é, seremos feitos em semelhança a Ele. (1Ts 4.17 - Jo 17.24; 1Jo 3.2)

John Owen - 1683

fonte:   ayflower: E Vimos sua Glória - John Owen - (1616- 1683)

30/05/2010

QUANDO TUDO COMEÇOU A CAMINHAR PARA O INFERNO

 

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“Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” (Salmo 9:17)

Os estudiosos e sociólogos dizem que hoje nós vivemos num período de experiência pós-moderna. De fato, convivemos com tecnologia avançada, globalização, comodismo (em todos os aspectos), e por aí se faz uma grande lista que, talvez amanhã já deva ser atualizada.
Mas se pararmos pra pensar, como vivemos, pensamos e agimos hoje é, nada mais, nada menos, do que um seqüela da maluquice cultural e histórica que explodiu em nosso país, especialmente nas décadas de 60 e 70.
Vou explicar…
Nos anos 40, em torno de 70 % dos brasileiros moravam na área rural, não havia sequer uma indústria de automóvel e as residências ainda não tinham televisão. A família brasileira era extremamente tradicional e conservadora. O desquite era motivo de preconceitos e vergonha. O racismo não era motivo de debates, porque o negro brasileiro não desenvolvia movimentos sociais. A estrutura social era marcada pelo coronelismo.
Nos anos 50, a liberdade começou a ser idealizada, pelo menos politicamente falando. A população deixava os campos e migrava para as grandes cidades e nelas se desenvolvia as artes, o turismo, a indústria naval e o petróleo. Quanto à família, ela ainda continuava tradicional e o seu padrão comportamental era ter filhos.
Já os anos 60, foram anos de muita agitação, de liberdade, da descoberta da pílula anticoncepcional. Anos do movimento hippie.
Embora a década de 60 ter sido para o Brasil, anos de ditadura e de censura, por conta do golpe militar, houve certa movimentação cultural e musical com a Jovem Guarda, a MPB e o Tropicalismo.
E, por fim, falando da década de 70, anos estes em que as músicas exaltavam o país, tais como “este é um país que vai pra frente e ninguém segura a juventude do Brasil”. O futebol esteve também em pauta contribuindo para a alienação do povo (não sou contra o futebol, mas naquela época o esporte serviu de escape para as grandes transformações e crises enfrentadas pelo país). Depois das torturas, dos exílios, de tantas prisões, e censura os anos 70 também vivenciaram o fim do Regime Militar e o ressurgimento dos movimentos sociais. Foi também nessa época em que se instalou o caos familiar e os crescentes índices de divórcio. A descoberta sexual na adolescência significou o amor livre no fim dos anos 70, o herpes em 1980 e a AIDS em 1990.
Mas pra quê tantas informações históricas? Agora sim, vou dizer onde quero chegar.
Se a Igreja está alcançando pessoas comuns com menos de 40 anos, então é muito provável que: uma em cada três mulheres tenha feito um aborto. Uma ou até duas em cada seis podem ter sido abusadas sexualmente. Mais de seis dentre dez pessoas pensam que viver junto, em vez de casar, é uma maneira inteligente de evitar o divórcio, e cinco dentre essas dez pessoas já viveram com alguém. A maior parte é sexualmente ativa. E a grande maioria dos homens deve lutar contra a pornografia ou problemas sérios em relação à luxúria. Uma em cada cinco a dez pessoas luta contra o uso excessivo de drogas ou álcool. E pelo menos uma, e até duas, em cada cinco talvez fume.
Resumindo: se a Igreja pretende trabalhar com a nova geração, então ela precisa criar uma cultura onde pessoas totalmente desajustadas sejam bem-vindas! Isso é um fato!
Todas essas mudanças históricas e, principalmente de comportamento criaram uma CULTURA DE SOLIDÃO, onde as pessoas estão totalmente CARENTES DE RELACIONAMENTOS GENUÍNOS.
As pessoas almejam hoje, como nunca antes almejaram estar em família, pois ela representa o autêntico apoio relacional para qualquer ser humano.
E o desafio para a Igreja do século XXI é exatamente esse: deixar de ser uma “igreja para visitantes” e passar a funcionar como uma família, um corpo bem ajustado, assim como ordena a Bíblia. Estratégias como boa música, teatro, cafezinhos são importantes sim, e até atraem muitas pessoas, mas tem pouca relação com o culto em si, pois mantê-las em unidade e levá-las até Cristo são responsabilidades que Deus deu a nós.
Não há desafio e oportunidade maiores para a Igreja do que lidar com os esmagadores sofrimentos emocionais que conduzem nossa geração.
É responsabilidade nossa criar uma nova cultura do tipo “venha como você está”. As pessoas não resistem à verdade; elas resistem à arrogância! Por isso devemos ser sábios e muito amorosos ao representar o Corpo de Cristo no mundo.

Kênia Siqueira

FONTE:   || vineyard café || blog

29/05/2010

O Movimento Puritano

 

Se tivéssemos sido contemporâneos dos Puritanos, o que nos haveria impressionado como suas características marcantes?

O movimento dos Puritanos deve-se entender primeiramente como um MOVIMENTO RELIGIOSO. A interpretação secular do Puritanismo é o produto de uma época irreligiosa e negligência o fato que, mesmo nas suas manifestações política, social e econômica, o Puritanismo expressava uma perspectiva religiosa.

Um Historiador moderno escreve: Quando terminamos nossos esforços para modernizar e secularizar o Puritanismo, este parece um fenômeno obstinadamente religioso”. Tanto nas suas manifestações privadas como públicas, o movimento Puritano foi povoado de pessoas OBCECADAS POR DEUS. A persistente pergunta de John Bunyan, “Como podemos ser salvos?”, era em última análise a questão importante para todo Puritano.

Um general do exército escreveu para Cromwell: “Meu Senhor, permita que o esperar em Deus seja feito mais do que comer, dormir e trocar idéias juntos”.


O Puritanismo também caracterizava-se por um forte consciência moral. Para os Puritanos, a questão do certo ou errado era mais importante do que qualquer outra.. Eles viam a vida como um contínuo conflito entre o bem e o mal. O mundo foi reivindicado por Deus e requerido por Satanás. Não havia campo neutro. Richard Sibbes expressou esta mentalidade de forma típico:

“Há dois grandes lados no mundo, ao qual todos pertencem: há o lado de Deus e aqueles que são seus, e há um outro lado que é de Satanás, e aqueles que são seus; dois reinados, dois lados, duas disposições contrárias, que perseguem uma à outra”.


Os crentes poderiam, com a ajuda de Deus, alcançar a vitória através de meios como vigilância, andar correto e mortificação.

O Puritanismo foi UM MOVIMENTO DE REFORMA. Sua identidade foi determinada por suas tentativas de mudar algo que já existia. No coração do Puritanismo estava a convicção de que as coisas precisavam mudar e que as “atividades normais” não eram uma opção. É difícil exagerar na avaliação do impacto que tal perspectiva produz na vida de uma pessoa. Também explica, incidentalmente, por que os Puritanos no seu tempo adotaram uma posição ofensiva e por que, quando se lê a polêmica literatura de época, os oponente dos Puritanos parecem estar sempre na defensiva.

De todos os termos chaves usados pelos Puritanos, os principais eram REFORMA, REFORMAÇÃO, ou o adjetivo REFORMADO. Estes termos não foram cunhados por historiadores posteriores, mas eram as palavras dos lábios de todos durante a própria era Puritana. Foi uma época em que se incitou os governantes a “reformarem seus países”, o clero e efetuar “a reforma da religião”, e os pais “a reformarem (suas) famílias”. A nível mais pessoal, o impulso Puritano era de “reformar a vida da pecaminosidade e da conduta ímpia”.


O movimento Puritano foi um MOVIMENTO VISIONÁRIO ativado por nada menos do que a visão de uma sociedade reformada. Alguém habilmente resumiu o programa Puritano assim: “A convocação pra uma reforma foi um chamado à ação, primeiro para transformar o indivíduo num instrumento capaz de servir à vontade divina, e depois papa empregar esse instrumento para transformar toda a sociedade”.


O Puritanismo também foi um MOVIMENTO DE PROTESTO, como era o movimento protestante em geral. Repetidas vezes nas páginas que se seguem, as perspectivas puritanas se encaixarão mais claramente se nos conscientizarmos de que os Puritanos protestavam contra atitudes do catolicismo romano e, menos freqüentemente, do anglicanismo. Em assuntos tais como trabalho, sexo, dinheiro, e culto, um bom ponto de partida para começar a entender os Puritanos é verificar aquilo a que eram contrários. Como diz Christopher Hill: “Havia um elemento de protesto social em quase cada atitude Puritana”.


Uma coisa que faz o Puritanismo parecer moderno é a extensão até onde ele era UM MOVIMENTO INTERNACIONAL. Primeiro, muitos líderes originais do movimento gastaram meses e até anos no continente, especialmente durante os tempos de perseguição. Eles absorveram os princípios e a prática de culto das “melhores igrejas reformadas”, frase que usavam para denotar o protestantismos europeu. Além do mais, depois que a migração pra a América tornou-se uma característica do Puritanismo, houve uma contínua integração entre os líderes do movimento dos dois lados do Atlântico. “Por trás dos Puritanos”, escreve M.M. Knappen, “estava a força de um crescente protestantismo internacional”.


O Puritanismo inglês (embora não o Puritanismo americano ) era UM MOVIMENTO DE MINORIA. Embora os Puritanos ingleses tivessem ganho imenso poder dentro da sua sociedade (especialmente no Parlamento ), eles nunca foram uma maioria numérica. O Puritanismo, portanto, revelou algumas das mesmas características que descrevem outras minorias: um forte senso de fidelidade interna e princípios comuns, um sentimento de vulnerabilidade, uma tendência na direção do pensamento bipolar em que o mundo se divide em dois campos: nós e eles. A.G. Dickens considera corretamente o Puritanismo “como uma força mais apropriada para permear do que para dominar o espírito inglês”, enquanto Paul Seaver acha que os Puritanos “prosperaram através do fracasso”.


Na Inglaterra o movimento existiu sem estruturas institucionais estáveis e foi poupado da tendência de seus adeptos de depositarem sua fidelidade nas instituições e não nos ideais.

Os Puritanos não eram apenas uma minoria, MAS UMA MINORIA PERSEGUIDA. Na Inglaterra forma sujeitos à hostilização e perseguição em virtualmente cada estágio da sua história (excetuando-se, é claro, é claro, meados do século XVII, quando se tornaram o partido reinante no governa e na igreja ). Os líderes Puritanos estiveram para dentro e fora da prisão como um espécie de Modus vivendi. Leigos foram arrastados até o tribunal por realizarem encontros religiosos em suas casas. Os Jovens Puritanos que não assinavam o Ato de Uniformidade não se graduavam nas universidades de Oxford e Cambridge. Os ministros que se recusavam a vestir trajes anglicanos ou a apoiar cerimônias anglicana ou ler cultos do Livro de Orações eram removidos de suas posições. A consciência da alienação concedeu aos Puritanos seu melhor arquétipo, o peregrino atravessando um mundo alienado para chegar ao seu verdadeiro país.

Apesar do significativo papel desempenhado pelos pregadores e professores Puritanos, o sucesso do movimento dependeu definitivamente de ser UM MOVIMENTO LEIGO. Como disse um estudioso: “O movimento Puritano foi notável pela sua vigorosa participação leiga””. É verdade que o clero e os professores forneceram a teoria intelectual pra o movimento. Foram eles que equiparam a maioria dos leigos com a força para desafiar as estruturas existentes.

Houve, é claro, abundância de paradoxos na situação; no próprio ato de solapar a hierarquia e o privilégio clerical tradicionais, os pregadores Puritanos atraíram enorme séqüito de partidários leigos e acabavam eles mesmos gozando de um aposição de poder. Seu poder, no entanto, ampliou-se apenas até onde alcançou sua habilidade de influenciar o pensamento da pessoa leiga comum.

O Puritanismo foi UM MOVIMENTO NO QUAL A BÍBLIA ERA CENTRAL EM RELAÇÃO A TUDO. Num certo sentido a primeira questão do movimento Puritano ( como da Reforma em geral ) – foi a questão da autoridade. Os Puritanos resolveram a questão da autoridade ao colocar a Bíblia como autoridade final de crença e prática.

John Owen, sempre considerado como o maior teólogo Puritano, disse que “os protestantes supõem que a Bíblia tenha sido dada por Deus para ser... uma perfeita e completa regra de ...fé”. “Quem, então eram estes Puritanos originais?” – pergunta Derek Wilson, “basicamente foi sua atitude em relação à autoridade da Bíblia que os destacou de outros protestantes ingleses”.


O movimento Puritano foi UM MOVIMENTO ERUDITO. Seu objetivo era a reforma da vida religiosa, nacional e pessoa, e seus adeptos rapidamente sentiram que um dos meios mais eficazes de influenciar sua sociedade era através das escolas. Tanto na Inglaterra como na América; o movimento Puritano este intimamente ligado às universidades.

John Knowles escreveu ao Governador Leverett de Massachusetts que “se morrer a universidade, as igrejas... não viverão muito tempo depois disso”. Uma autoridade moderna fala da “preeminência e continuidade da liderança universitária do movimento Puritano”. Mão surpreende, portanto, que o Puritanismo tenho sido UM MOVIMENTO ALTAMENTE LITERÁRIO que possuía uma “vital voracidade pela articulação”

L. Ryken

fonte:   Mayflower: O Movimento Puritano