19/05/2010

DONS ESPIRITUAIS: FÉ

 

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“Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito;” (1 Cor. 12:8-9 NVI)

O Dom Espiritual de Fé Definido

O dom da fé é a capacidade de prever o que precisa ser feito e confiar em Deus para conseguir fazer ainda que pareça impossível para a maioria das pessoas.

Pessoas com o Dom de Fé

Pessoas com o dom da fé confiam em Deus em situações difíceis e até mesmo impossíveis quando outros estão prontos a entregar os pontos. Estas pessoas são frequentemente visionários que sonham grandes sonhos, oram grandes orações, e tentam grandes coisas para Jesus. Também tendem a ser otimistas, esperançosas, perseverantes, orientadas a mudanças e focadas no futuro. Estas pessoas também tendem a ser muito convincentes quanto à verdade das Escrituras porque elas próprias estão convencidas da verdade e do poder de Deus e da Sua Palavra.

Fé nas Escrituras

Em certo sentido, toda a vida e ministério de Jesus pode ser resumida como uma vida de fé porque ele continua e perfeitamente confiava em Deus, o Pai, em todas as coisas.

A fé também é ilustrada na vida de Paulo (Atos 27:21-25), Estevão, que estava “cheio de fé” ( Atos 6:5), e a mãe de Jesus, Maria, que confiou que Deus lhe daria um filho apesar dela ser virgem (Lucas 1:26-38). Hebreus 11 também enumera um grande número de fiéis que tinham o dom da fé.

Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

  • Você vê os obstáculos como oportunidades e confia em Deus para o impossível?
  • Você se pega freqüentemente gloriando-se do poder de Deus e do que O viu fazer?
  • Você se sente motivado por novos ministérios?
  • Sente-se contrariado por alguém que manifesta a opinião de que algo não pode ser feito ou consumado?
  • É comum outros crentes virem até você em busca de esperança quando se defrontam com uma tentação ou tarefa aparentemente esmagadora?
  • Você tem um ministério de oração eficaz, com muitas respostas maravilhosas à orações que eram impossíveis do ponto de vista humano?

mark driscoll

FONTE:  | vineyard café || blog

18/05/2010

Pregando Cristo numa cidade de Bruxos.

 

Abril 17, 2010

Por Renato Vargens

 

Acabei de chegar da cidade de Canchaque na Cordilheira dos Andes onde por três dias preguei o Evangelho do Senhor Jesus.
Durante a minha estadia na cidade fui muito bem recebido pela única igreja evangélica do vilarejo que durante todo tempo que lá estive ouviu a Palavra com avidez. Infelizmente Canchaque é uma cidade extremamente oprimida pelo diabo, o que nitidamente se percebe na fisionomia dos moradores do município. Somente no centro da cidade é possível encontrar seis bruxos atuantes que se sub-dividem em curandeiros, maleiros e feiticeiros, atendendo a turistas de todos os lugares do Peru e do mundo. ( Veja na foto ao lado o ritual de batismo xamã)
Lamentavelmente a maioria esmagadora dos crentes da cidade são superticiosos e carregam em si um enorme medo dos Bruxos. Todavia, pela graça de Deus preguei o Evangelho de Cristo denunciando as obras das trevas e proclamando a liberdade que somente Jesus pode dar. Na ocasião, pela primeira vez na história daquela Assembleia de Deus, inúmeras pessoas não cristas, entraram numa igreja evangélica pela primeira vez, abrindo os seus corações para o Senhor, rogando a Ele que mudasse suas vidas. Ao final do culto de ontem, atendi inúmeras pessoas que de forma bem quebrantada compartilharam suas dores e enfermidades na expectativa de que Cristo as salvassem das maldiçoes e dores provenientes do pecado.
Tive também a oportunidade de conversar longamente com o pastor local que abriu o coração pedindo ajuda. Ministrei também para os líderes da Igreja, incentivando-os a não temer os bruxos xamanistas e anunciar com intrepidez o Evangelho de Jesus Cristo a todos quantos puderem. Além disso, visitei inúmeras famílias que vivem na mais profunda e absoluta miséria, orando por eles, pregando o Evangelho, ministrando esperança àqueles que sofrem.
Soli Deo Gloria,
Renato Vargens

FONTE:   Renato Vargens: Pregando Cristo numa cidade de Bruxos.

17/05/2010

DONS ESPIRITUAIS: ENCORAJAMENTO

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“Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça… (Rm 12:6-8 NVI)

O Dom Espiritual de Encorajamento Definido

O dom de encorajamento (também chamado de dom de exortação) envolve motivar, encorajar e consolar outras pessoas de forma que elas amadureçam na sua caminhada com Jesus.

Pessoas com o Dom de Encorajamento

Cristãos com este dom têm uma sensibilidade incomum para com aqueles que estão desanimados ou em lutas e são atraídos para eles. Como resultado, as pessoas tendem a procurá-los em busca de palavras restauradoras, verdade graciosa e conselho compassivo. Estas pessoas também tendem a ter um alto grau de paciência e otimismo. Elas podem ter uma queda para relacionamentos um-a-um e preferem trabalhar com indivíduos ou pequenos grupos.

Encorajamento nas Escrituras

Jesus nos disse para amar até mesmo os nossos inimigos e fazer bem a eles (Lucas 6:27-35), e exortou as pessoas a deixarem sua vida de pecado (João 8:11). Barnabé, cujo nome significa “Filho do Encorajamento” (Atos 4:36), encorajou a Paulo (Atos 9:27) e João Marcos (Atos 15:39). Paulo tinha este dom (Atos 14:21-22; 16:40; 20:1) como também Judas e Silas (Atos 15:31-32).

Você tem esse dom?
  • As pessoas te procuram para aconselhamento e encorajamento?
  • Você gosta de caminhar com alguém através de dificuldades?
  • Você é atraído em direção àqueles que estão sofrendo e necessitados?
  • Você é paciente com as pessoas?
  • Você preferiria falar pessoalmente com alguém sobre os seus problemas do que enviar outra pessoa para ajudar?
  • Você acha fácil expressar alegria na presença daqueles que estão sofrendo?

mark driscoll

FONTE: | vineyard café || blog

16/05/2010

O Tesouro de Davi - Salmo 4

 

O TESOURO DE DAVI


Comentário ao Livro dos Salmos, compilados por Spurgeon

Salmo 4


Se o terceiro Salmo pode ser titulado o Salmo matutino, este, pelo seu conteúdo, merece por sua vez o título de «Hino vespertino».
No primeiro versículo David pede ajuda a Deus. No segundo increpa os seus inimigos, e continua dirigindo-se a eles até ao fim do versículo 5. Depois, do versículo 6 em adiante, deleita-se contrastando a sua própria satisfação e segurança com a inquietação dos ímpios até no melhor dos estados em que possam achar-se. C. H. S.

Vers. 1. Ouve-me quando eu clamo. Não devemos imaginar que Aquele que nos ajudou em seis tribulações vai abandonar-nos na sétima. Deus não faz nada pela metade, e Ele nunca deixa de nos ajudar até que cessa a necessidade. O maná cairá cada manhã até que cruzemos o Jordão. C. H. S.
A fé é um bom orador e um nobre lutador na contenda; pode aduzir partindo da disposição de Deus a escutar. David Dickson
Vers. 2. Até quando? Agora pergunta-lhes até quando tentam eles fazer burla da sua honra e mofa da sua reputação. Um pouco de regozijo deste tipo já é excessivo; por que têm de continuar na sua diversão? C. H. S.
Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia?, etc. Poderíamos imaginar cada sílaba deste precioso Salmo usado por nosso Senhor em alguma tarde, quando estava para sair do Templo naquele dia para retirar-se para o seu acostumado repouso em Betânia (vers. 8), depois dos seus inúteis chamamentos aos homens de Israel. Andrew Bonar
Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? Crisóstomo disse uma vez que «se ele fosse o homem mais apto do mundo para pregar um sermão a todo mundo congregado ao seu redor para o escutar, e tivesse alguma alta montanha como púlpito da qual pudesse ter todo mundo ante a sua vista, e estivesse provido de uma voz de bronze, uma voz que ressonasse como as trombetas do arcanjo, de modo que todo mundo pudesse escutá-lo, escolheria como texto do seu sermão este dos Salmos: «Oh mortais, até quando amareis a vaidade, e procurareis a mentira?» Thos. Brooks
Selah. Sem dúvida nós também temos de determo-nos e meditar sobre a insensatez inveterada dos maus, e sobre a sua persistência na maldade, para a sua destruição segura; e podemos aprender a admirar esta graça que nos tem feito diferentes, e nos ensinou a amar a verdade e procurar a justiça. C. H. S.
Vers. 3. Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que é piedoso. David era rei por decreto divino, e nós somos o povo de Deus da mesma maneira; digamos na cara dos nossos inimigos, que estão lutando contra Deus e o destino. quando se afanam em excesso por nos derrubar. C. H. S.
Vers. 4. Meditai no vosso coração estando na vossa cama, e calai-vos. «Tremam e não pequem.» Quantos há que invertem o conselho e pecam, mas não tremem. Oh, se os homens seguissem o conselho deste versículo e meditassem nos seus corações. C. H. S.
O meditar contribuirá muito para dobrar a tua obstinação, as tuas paixões. A meditação séria, como lançar terra entre as abelhas, vai acalmar os afectos desordenados e impetuosos, que fazem tanto ruído e são tão desagradáveis. George Swinnock
Vers. 6. Muitos são os que dizem: Quem me mostrará o bem? Havia muitos entre os próprios seguidores de David que preferiam ver a crer. Ai, esta é a mesma tendência hoje em dia! Quanto aos mundanos, isto é o que dizem: «Quem nos mostrará o bem?» Nunca estão satisfeitos, movendo-se ofegantes em todas direcções, com o coração vazio, ansiosos de beber qualquer engano que inventam os impostores; e quando estes falham, logo cedem ao desespero e declaram que não há nada bom no céu ou na terra. C. H. S.
Os homens querem o bem; aborrecem o mal, porque traz dor, sofrimento e a morte consigo; e desejam achar o bem supremo que vai dar por satisfeito o seu coração e os salvará do mal. Mas os homens confundem este bem. Procuram dar gratificação à suas paixões; não têm ideia de uma felicidade que não venha por meio dos sentidos. Por isso, rechaçam o bem espiritual, rechaçam o Deus supremo, embora seja só por meio d’Ele que podem ser satisfeitas todas as potências da alma do homem. Adam Clarke
Para que as riquezas não sejam contadas como más em si mesmos, Deus às vezes as dá aos justos; e para que não sejam consideradas como o bem principal, concede-as com frequência aos maus. Mas, em geral, são antes a porção dos seus inimigos que a de seus amigos. Ai!, de que utilidade é receber mas não ser recebido, e não possuir outros rocios de bênção que os que por necessidade irão ser seguidos pelo fogo e pelo enxofre?
O mundo é uma ilha flutuante, e se nós metemos nele as nossas andas, vamos ser arrastados por ele. Deus, e tudo o que Ele tem feito, não é mais que Deus sem nada do que tem feito. Ele é suficiente sem a criatura, mas a criatura não é nada sem Ele. Por tanto, é melhor gozar d’Ele sem nada mais, que gozar de todo o resto sem Ele. Wm. Secker
Vers. 7. Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho. «É melhor sentir o favor de Deus uma hora nas nossas almas arrependidas, que estar sentado durante eras sob o sol mais quente que oferece este mundo.» Cristo no coração é melhor que o grão no celeiro ou o vinho na cuba. O trigo e o vinho são os frutos deste mundo, mas a luz do rosto de Deus é o fruto abundante do céu. Que o meu celeiro esteja vazio, porque eu estou cheio ainda de bênçãos porque Jesus Cristo me sorri; mas se tiver todo mundo, continuo sendo um pobre se não o tenho a Ele.
Este versículo são as palavras do justo em oposição aos ditos de muitos. Quão rapidamente dá evidência a língua do carácter! «Fala, para que possa ver-te!», disse Sócrates a um jovem de bom parecer. O metal de um sino conhece-se melhor pelo som. Os pássaros revelam a sua natureza ao cantar. C. H. S.
Que loucura é que os favoritos do céu tenham de invejar os homens do mundo, que no melhor dos casos se alimentam das migalhas que caem da mesa de Deus! Thos. Brooks
Vers. 8. Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança. Uma consciência tranquila é uma boa companhia no travesseiro. Quantas vezes nossas horas de insónia podem ser atribuídas à nossa mente em desordem e desconfiada. Aquele a quem a fé embala no seu sonho dorme docemente. Não há travesseiro tão doce como uma promessa; não há cobertura tão quente como um interesse seguro em Cristo. C. H. S.
Agora temos de nos retirar um momento da contenda e da disputa e da hostilidade aberta dos inimigos, à quietude e intimidade da nossa alcova. E ali há algo deve ser inefavelmente doce para o crente, porque mostra-lhe o cuidado delicioso de Deus, a individualidade do Seu amor; a forma em que Ele condescende e obra, não só nas coisas importantes, mas também nas pequenas; não só quando se pode obter a glória de grandes resultados, mas também quando não tem de alcançar nada, excepto, a gratidão e o amor de uma pobre criatura, cuja vida foi protegida e preservada num período de sonho. Que bem-aventurado seria se pensássemos n’Ele como estando presente em todas as horas da enfermidade, da inquietação e da dor!
Há algo comovedor neste «me deitarei» do Salmista. Neste deitar-se, ele renuncia voluntariamente a toda guarda pessoal de si mesmo. Muitos crentes deitam-se, mas não dormem. Quiçá se sintam seguros quanto ao seu corpo, mas os cuidados e a ansiedade invadem a intimidade da sua residência. Há uma prova na quietude; e com frequência a residência quieta exige mais confiança que um campo de batalha. Oh, se pudéssemos confiar mais em Deus para as nossas coisas pessoais! Oh, se Ele fosse o Deus da nossa alcova, assim como dos nossos templos e lares em geral!
O irmão do bispo Ridley ofereceu-se-lhe para permanecer a seu lado durante a noite que precedeu a noite do seu martírio, mas Ridley declinou o oferecimento, dizendo que «queria deitar-se e dormir tão confiado como o tinha feito em toda a sua vida». Philip Bennett Power

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Tradução de Carlos António da Rocha

Fontes:

http://www.spurgeon.org/treasury/treasury.htm

El Tesoro de David, C.H.Spurgeon, edição em pdf de 747 páginas, encontrada sem restições na 'rede'.

FONTE: No Caminho de Jesus

VIA:  Tesouro de Davi - Salmo 4 | Projeto Spurgeon