08/05/2010

Jesus com vergonha de ser chamado de Jesus

 

 

Já faz algum tempo que o nome de Jesus já não é mais o mesmo. Pois é, aliás, infelizmente, desde Constantino que o nome "Jesus" vem perdendo significado e respeito. Antes de você me chamar de herege ou desrespeitoso, saiba que eu não falo do Nome que é sobre todo nome, o qual, um dia, toda língua confessará como Senhor, o Nome proclamado com poder e autoridade pelos apóstolos do Novo Testamento, diante do qual os poderes malignos tremem e se dissipam até hoje. Não falo do Nome anunciado como libertação por mudos e ouvido por surdos, não se trata do Nome Eterno do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e que independe da conjunção correta das vogais e consoantes.
Que fique bem claro! Não estou falando do Nome que transcende o nome histórico ou cultural de "Jesus". O Nome do Verbo de Deus é irretocável, não há como ser mal interpretado, distorcido ou distanciado do Nome do Deus Conosco, Príncipe da Paz, Maravilhoso, Deus Forte e Conselheiro visto que este Nome faz efeito é no coração dos que crêem e não em suas cordas vocais.
Entretanto, é preciso entender que existe Jesus e "Jesuses"... o primeiro é Senhor de todas as coisas, até mesmo das nossas vontades, levou sobre si as nossas dores, enfermidades e pecados. O castigo que nos trás a Paz foi posto sobre Ele, apesar dele mesmo não ter cometido nenhum mal ou pecado... este orou por seus inimigos e os abençoou, ensinou o perdão e o amor incondicional. Se ofereceu como fiador e resgatador das nossas dívidas de sangue, mesmo sendo, nós, ainda pecadores e maus, sem merecimento algum. O Jesus, Senhor, ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. E por graça, misericórdia e bondade Dele nos salvou quando expôs os principados e as potestades ao vexame de serem subjugados e vencidos por Ele, em Sua morte inocente na cruz.
Mas existem os "Jesuses" proclamados e "evangelizados" mundo afora que, não obstante seus nomes serem escritos e pronunciados com as mesmas letras que compõem o nome histórico de Jesus, nada tem a ver com o Nome de Jesus, Senhor dos senhores.
O Jesus que pede oferta para abençoar, curar, prosperar ou livrar do "devorador" não é o mesmo Jesus anunciado pelo nosso irmão e apóstolo Pedro, na entrada do templo, ao paralítico que, de um salto, se pôs em pé pelo poder do Nome do Senhor.
Há quem insista em fazer de Jesus um deus pedinte, mesquinho e barganhador, um deus nada misericordioso, que ama somente na medida em que é amado e servido por aqueles "da fé" ou da "visão", que despreza os que não sabem pronunciar seu nome corretamente ou não se desgastam em sacrifícios intermináveis de campanhas, atos proféticos e propósitos puramente humanos.
Sim! O Jesus Senhor, tem vergonha de ser confundido com o Jesus das multidões, das massas de manobra, do mercado do Jesus Gospel, da moda e das fábricas de "levitas" e "ungidos" que proclamam com os pulmões cheios de emoção o nome do Jesus Show e o Jesus Curandeiro ou Exorcista, que fazem o que fazem não para anunciar a chegada do Reino de Deus, mas para lucrar e construir o seu reino particular de mansões nada celestiais.
O próprio Senhor nos preveniu dos "Jesuses" que viriam em seu nome: "Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade."
(Mateus 7.22-23)
O Jesus simples do Evangelho, não pode ser confundido com o Jesus que ensina a obtenção egoísta dos bens de consumo, da ostentação e acúmulo de tesouros onde a traça e a ferrugem destroem, dos templos de mármore e ouro construídos na areia das vaidades de alguns dos modernos "apóstolos", "missionários", "sacerdotes" e "pastores".
O Jesus, Palavra da Vida, não é dobrado pelos decretos do homem, não é convencido pelo muito falar, não é "profetizável" de acordo com a vontade do homem, mesmo que este seja um "homem de Deus", mas o Jesus Senhor é galardoador de todos os que o buscam com gratidão e consciência da boa notícia de que já está tudo pago e que é tudo de graça agora, para qualquer um.
Não é difícil diferenciar o Jesus, Pão da Vida, do Jesus que vive do pão, do dinheiro depositado no altar não com gratidão, mas como bolsa de valores. O Jesus da Verdade ensina que a vontade soberana é sempre de Deus e não dos caprichos humanos. O Jesus Vivo não é o Jesus da religião, do templo ou do proselitismo institucional, político e eleitoral, mas sim o Jesus que tem as chaves da morte e do inferno, que tem as Palavras de Vida Eterna.
Não digo estas coisas afim de ofender ninguém, pelo contrário! Minha oração é para que aqueles que falam em nome deste Jesus poste-ídolo, arrependam-se e creiam no Evangelho genuinamente enquanto há tempo, pois "Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.
E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.
" (2 Pedro 2.1-3)
O Jesus, Verdadeiro Deus, não é o Jesus Mitra ou Maytreia, não é o Jesus restrito ao Cristianismo somente, não é o Jesus Acusador ou Exterminador dos infiéis. O Jesus, Consolador, é o caminho de volta para Deus sem preço, sem mistério, sem magia, sem véus, em qualquer tempo ou lugar, até mesmo onde não se conhece o nome Jesus, mas se confessa na vida o Nome sobre todo o nome do Jesus Senhor.
O Deus que tem o Nome sobre todo o nome te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

fonte:  Ovelha Magra

Uma outra mulher em minha vida...

 

A idealizadora do Dia das Mães foi Ana Jarvis, nascida em 1846, na cidadede Granfton, Virgínia - EUA. Ana diplomou-se em 1883 pela Faculdade de Maru Baldwip e exerceu o magistério em sua cidade natal. Era crente no Senhor Jesus como único e suficiente salvador. Em 9 de maio de 1905 perdeu sua mãe, passando a ser responsável por sua irmã Elsirone, que era cega. Em 1907, a Igreja que Ana freqüentava promoveu uma homenagem à sua mãe, pelo muito que ela havia trabalhado pela obra do Senhor. No ano seguinte, ainda no segundo domingo de maio, realizou-se, pela primeira vez, uma celebração pública como mesmo objetivo. Foi quando Ana sugeriu que a homenagem fosse estendida a todas as mães. Através do Deputado J. Thomas Heflin, do Alabama e o Senador Morris Sheppard do Texas, apresentaram proposta conjunta para tornar-se oficial em todo o país, a comemoração do Dia das Mães. O projeto foi aprovado pelo Congresso norte-americano no dia 10 de maio de 1913 e o presidente Wodrow Wilson o promulgou tornando ferido nacional o segundo domingo de maio.

No Brasil, a iniciativa coube à Associação Cristã de Moços de Porto Alegre/RS. No dia 13 de maio de 1919, eles tomaram a iniciativa de promover pela primeira vez, a solenidade comemorativa da data. A festa foi presidida pelo escritor Álvaro Moreira, sendo oradora oficial a poetisa Júlia Lopes de Almeida. Em junho de 1931, Alice Tibiriçá, presidente do 10º Congresso Internacional Feminino, dirigiu ao presidente da República, Getúlio Vargas, a mensagem que solicitou a oficialização do Dia das Mães. No ano seguinte, em 5 de maio de 1932, pelo Decreto nº 21. 336, o presidente tornou oficial no Brasil o Dia das Mães.

Carlo leitor, que enorme privilégio é desfrutar da presença de uma mãe, não é verdade? Considero-me privilegiado por ainda possuir a minha. Pensando nisso fiz algo inusitado. De supetão ao final da tarde de hoje passei na casa de minha mãe e a convidei para sair. Ela se arrumou e juntos rumamos a uma boa casa de chá no centro de Niterói. Ao chegarmos ao restaurante solicitamos um delicioso lanche e enquanto este não vinha conversamos alegremente sobre a vida, família e sonhos.

Durante duas horas rimos, festejamos e celebramos a vida. Saímos de lá felizes e alegres por podermos desfrutar de momentos extremamente abençoadores.

Caro amigo, o dia das mães se aproxima e com ele a possibilidade de desfrutar de momentos extremamente abençoadores com aquela que lhe gerou. Que tal separar alguns instantes em sua agenda e dedicar exclusivamente a sua mãe? Agindo desta maneira com certeza você proporcionará a ela momentos de extrema satisfação pessoal.

Pense nisso!

Renato Vargens

fonte:   Renato Vargens: Uma outra mulher em minha vida...

CHORA NENÉM!!

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Então é assim; fica combinado!

Não temos mais comunhão, é cada um pro seu lado!

Crente pode ser emo, egoísta ou estressado?

Se o uso do véu é doutrina, criar facção na igreja é pecado.

Então é assim, tá tudo certo!

Posso deixar de ser santo, desde que eu seja esperto?

Não sou necessariamente; mas, presumo estar bem perto.

Meu mundo é uma ilha, minha igreja é um buraco, meu caráter é um deserto.

Então é assim, tá tudo bem.

Uns valem pelo que são e outros pelo que têm.

No reino de Deus é diferente, quem não é servo, não é ninguém.

Tem presbitério reunindo no berçário! Chora neném!

Vamos falar sério, deixar de brincadeira!

O mesmo Deus que aprecia os Hinos e Cânticos,

Também curte o meu rock pauleira!

Romper a comunhão por besteira, virou diversão de legalista,

Numa igreja presunçosa e encrenqueira.

Se é vinho ou suco de uva… é como molhar o jardim embaixo de chuva!

A igreja que briga por tudo, é a mesma que não liga pra nada.

Esquece a sua missão, compromisso, vocação e morre estagnada.

É isso aí! Mas, deixa pra lá!

A coisa é tão complicada, que não dá nem pra falar!

Tanta discussão por nada! Quanta história mal contada!

Quantos caídos à beira da estrada! Tantas almas a salvar!

Para ruminar vida afora:

“Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos.” Gálatas 5:15

FONTE: | vineyard café || blog

07/05/2010

A TRAJETÓRIA DE VIDA DA MISSIONÁRIA ALMA WRIGHT

 

 

 

 

 

 

 

 

por: Derval Dasilio
Gestos heróicos se apagam neste tempo de extrema ênfase na religião de mercado. Verdadeiros missionários de Deus estão desaparecendo. Estiveram no Brasil num século de grandes tragédias. Estes, porém, nos remeteram a algo profundo e imprescindível: o evangelho de Jesus Cristo traz esperança para o oprimido e o excluído. Um mundo novo é possível. O falecimento da missionária Alma Wright (12/08/1923 – 17/04/2010), agente da esperança cristã, causa grande consternação e tristeza. Somos gratos pela vida e pelo testemunho dela no Brasil, entre igrejas irmãs e parceiras. Esta missionária presbiteriana teve cinco filhos, com Jaime Wright, o mais destacado brasileiro protestante na luta contra o regime militar desde 1964.
Esses missionários amavam o presbiterianismo e o ecumenismo proféticos. Encontraram abrigo na IPU, atuando diretamente no presbiterianismo brasileiro. Juntos, representam os vultos do protestantismo libertário no Brasil ainda na segunda metade do século 20. Começam com origem tradicional, na grande tradição da “Central Brazil Mission” (Missão Brasil Central) da igreja norte-americana no Brasil, em educação e evangelização, desde a larga trajetória deste esforço educativo nos passos de John Mackay e Richard Shaull.
Graças a eles, nunca se esquecerá que a Igreja Presbiteriana no Brasil compromete-se ecumenicamente no parto doloroso, que envolviam o protestantismo conservador, fundamentalista, e o autoritarismo militar. Foram capazes de questionar as velhas e carcomidas estruturas do protestantismo brasileiro e a própria sociedade religiosa. Mudava o protestantismo, mudava o catolicismo. Mudava o presbiterianismo na direção do ecumenismo comprometido, hoje expresso no CONIC. A palavra “ecumenismo”, ainda hoje, é pronunciada com cuidado ou escárnio no meio tradicional.
Escrevendo sobre o drama do protestantismo no Brasil, temos o dever de relatar fatos interessantes referentes à luta de Jaime Wright e Alma pela informação durante os “anos de chumbo” sob a ditadura militar. Alma, além de prover os cuidados domésticos da família, facilitando a atuação direta do marido, na “resistência teológica” contra o autoritarismo religioso, fundamentalista, e a ditadura militar, sustentava com sua força o gigante, que foi seu marido. Historiadores tímidos do presbiterianismo conservador referem-se a ele apenas como “ativista dos direitos humanos” (assunto recusado, até hoje, neste meio). Esqueceram-se que lideres cristãos da Noruega, Suécia, Dinamarca, Holanda, Austrália, Alemanha, Suíça, França e outros países estavam envolvidos, nos anos de chumbo, na solidariedade com o Brasil e a América Latina oprimida. E Jaime Wright era seu “homem”, “missionário de Deus”, abaixo da linha do Equador. Assim, nos anos 70 e 80 muitas visitas foram organizadas nos países latinos e caribenhos, onde havia repressão ou autoritarismo.
Quando Jaime Wright coordenou o projeto Clamor, por justiça a perseguidos e refugiados políticos, e torturados, sendo este um grupo de resistência ao autoritarismo e à ditadura militar, Alma garantia a retaguarda. Filhos pequenos para cuidar, e da casa para o repouso, se bem que ocasional. Jaime viajava a Genebra, trazia dirigentes do CMI à realidade das ditaduras militares e civis desde a Nicarágua ao Brasil. Corria riscos incríveis em aeroportos internacionais, sujeito a detenções. Com ele vinham suprimentos financeiros para sustentar organizações e pessoas envolvidas com a resistência política, refugiados, torturados pelos regimes de exceção. Inclusive o Brasil.
Jaime abdicou da dupla cidadania que possuía, como dirigente da Missão Central do Brasil da PC-USA. Alma, cidadã norte-americana, permaneceu com seus direitos intactos, o que fez muito bem, para a proteção dos filhos, à mercê do autoritarismo impiedoso. Jaime, porém, arriscava-se e serviu à Igreja Presbiteriana Unida na qualidade de secretário geral. Moraram em Vitória, próximo da sede da IPU, depois que deixaram São Paulo.
Quem espera que o presbiterianismo renuncie à sua história, aos seus vultos fundantes, à sua teologia libertária, da qual emerge ecumênica, protestante original, encontrará nas biografias de Alma e Jaime Wright o espírito profundo de resistência, enraizado na fé cristã, em toda parte onde a memória libertária se manifesta, em quaisquer das igrejas protestantes brasileiras. Essa herança preciosa o protestantismo brasileiro cultiva. Com afinco e respeito à história do presbiterianismo no Brasil, Alma Wright, embora estrangeira, tem seu nome escrito no céu do país a quem serviu até morrer. Descansa em paz, cumprida a missão.
• Derval Dasilio é pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. www.derv.wordpress.com

fonte:  Editora Ultimato - formação e informação