25/03/2010

LODEBAR: O TRIUNFO DA GRAÇA

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por Mário Machado

Eu não deveria estar aqui!

Olhe pra mim! Mal consigo andar com as próprias pernas!

Faz tanto tempo que caí!

De lá  pra cá, vivo escondido em Lodebar, nas montanhas, nas cavernas...

Conheço todos os lugares onde um homem pode se esconder!

Quando soube que o rei me procurava, o desespero tomou conta de mim!

Pensava saber qual seria exatamente a minha sorte!

Estava seguro de que havia chegado o meu fim.

Pensei talvez ser melhor encarar logo a morte!

Viver em Lodebar nunca foi mesmo mais do que isto;

Morrer aos poucos, da pior maneira, sem esperança...

Órfão de uma glória que eu nunca houvera visto.

Sou hoje um cão morto; embora já tivesse sido um príncipe quando criança.

Então, quando a guarda real chegou e bateu em minha porta,com todo o seu resplendor,

Encontrou um homem rendido, resignado do seu destino.

Fui com eles encarar um rei por mim, desconhecido, embora ouvisse dele dês de menino.

Quando cheguei no palácio de cabeça baixa, olhar vazio, eu já  estava morto; um cão morto.

Um homem simples caminhou em minha direção, me olhou nos olhos e disse que eu me parecia com meu pai!

Me beijou na face e com algumas ordens, em questão de segundos, mudou toda a minha vida! Décadas de medo, miséria, rancor e tristeza, ficaram para traz!

Tudo isso enquanto meu coração assustado com tanta glória gritava ai de mim! Ai! A i!

Passado o susto, me vi assentado aqui, na mesa do rei Davi! Onde depois de tanto fugir,

Encontrei enfim guarida.

Eu não deveria estar aqui!

Junto aos valentes! Aos nobres!

Minha história é de covardia, sou um cão morto, sou pobre!

Mas estou vestido como eles! E minhas pernas imprestáveis, estão debaixo da mesa da graça que me cobre!

Da ponta, Ele olha pra mim Com benevolência e simpatia.

Parece se divertir com a ironia, enquanto no seu intimo rumina: Quem diria! Você aqui Marião! Quem diria!

Para ruminar vida afora:

"Ele nos transportou do reino das trevas, para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados..." Colossenses 1:13

irmaos.com - Licença Poética

24/03/2010

DEUS SEJA LOUVADO E EXALTADO PARA TODO O SEMPRE: Leia o relato de @mossadihj

Estragaram com minha fé

Não é segredo para ninguém que minha mãe está com câncer terminal, uns anos atrás ela começou a sangrar e como ela é de uma família da roça ela simplesmente ignorou tudo e foi vivendo assim mesmo. Esse sangramento foi diagnosticado como câncer no útero e deram para ela uns dias de vida.

Eu vim do “adoração profética” pro extremo da ponta e preferi minha fé totalmente racional. Acreditar na cura, de leve e no escuro, aceitei que se for para Deus curar ele iria curar mas se não fosse eu aceitaria ela morrer para esse mundo e renascer para o mundo real. Eu não ligava muito para qual uma das alternativas, sério, para mim iria ser bom glorificar Ele em qualquer uma das duas

Domingo ela foi internada as 13hs. Hoje uma pessoa da minha família me liga às 19hs e me conta. Eu fico desesperado, ansioso, com medo, e resolvo dar uma de louco e ir no hospital as 22:40 sendo que o horário de visitas já tinha passado em 2:40, como conseguir só vestir um terno e falar que você é pastor. Cheguei no quarto vi minha mãe dormindo, fui conversar com a enfermeira chefe porque médicos desistem de trabalhar depois de certos horários, a enfermeira me mostrou uns doc e eu vi com meus olhos.

O câncer que ela tinha era no útero e tinha o tamanho de um mamão médio, já estava espalhando por todo a parte do utero e outras partes que prefiro não comentar, os primeiros médicos colocaram ela em dezenas de sessões de radio e em 6 sessões de quimo, sendo que um medico mais “realista” disse que ela poderia fazer 3 e morrer, porque iria enfraquecer ela demais. Ela fez todas. Existe um nível de câncer que eu não sei explicar, o dela era nível 4. Que depois de uns meses caiu para 3. Com 2 ela poderia operar. No domingo ela entrou na sala de operação e hoje quando eu falei com a enfermeira chefe ela falou que o tumor desapareceu. Todas as equipes do hospital ficaram fazendo exame das 9hs de hoje (22/03) até umas 16hs. E nada, o que aparece é um ponto do tamanho de uma semente de azeitona. Eu não acreditei quando uma pessoa da minha família me falou, eu só acreditei quando eu vi os exames.

Minha mãe possivelmente foi curada. O milagre não foi para ela, foi para mim, porque eu sou totalmente cético racional com minha fé. Estragaram com minha fé eu ser racional ao extremo.

fonte:  Estragaram com minha fé

23/03/2010

Como está sua vida de oração?

 D.M.Lloyd-Jones

Qual é o lugar da oração em sua vida? Que proeminência tem ela em nossas vidas? É uma pergunta que eu dirijo a todos. É necessário que ela atinja tanto o homem que é bem versado nas Escrituras e que tem um bom conhecimento de doutrina e teologia, quanto a qualquer outro. Que lugar a oração ocupa em nossas vidas e quão essencial ela é para nós? Será que temos percebido que sem ela desfalecemos?

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Nossa condição definitiva como cristãos é testada pelo caráter da nossa vida de oração. Isso é mais importante que o conhecimento e o entendimento. Não pensem que eu estou diminuindo a importância do conhecimento. Tenho passado a maior parte da minha vida tentando mostrar a importância de se ter um bom conhecimento e entendimento da verdade. Isso é de importância vital. Só há uma coisa que é mais importante: a oração. O teste definitivo da minha compreensão do ensino bíblico é a quantidade de tempo que eu gasto em oração. Como a teologia é, no final das contas, conhecimento de Deus, quanto mais teologia eu conheço, mais ela deveria me guiar na busca desse conhecimento. Não se trata de conhecer sobre Ele, mas de conhecê-lO. O objetivo inteiro da salvação é me trazer a um conhecimento de Deus. Eu posso aqui falar de uma maneira acadêmica sobre regeneração, mas o que é, afinal, a vida eterna? É que eles possam conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste. Se todo o meu conhecimento não me conduz à oração, certamente há algo de errado em algum lugar. Espera-se que ele faça exatamente isso. O valor do conhecimento é que ele me dá uma tal compreensão do valor da oração, que eu passo a dedicar tempo a ela e a me deleitar com ela. Se meu conhecimento não produzir esses resultados em minha vida, há algo de errado e espúrio nele, ou então devo estar lidando com este conhecimento de uma maneira completamente equivocada.

Fonte: Extraído do site www.reformationtheology.com

Tradução: Centurio

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Como está sua vida de oração?

DESAFIOS? SEMPRE HAVERÁ DESAFIOS

 

Os japoneses tinham um problema. Estava cada vez mais difícil conseguir um de seus alimentos prediletos: peixe fresco, o ingrediente primordial para sushis e sashimis. Devida à poluição das águas que circundavam o Japão, os cardumes tinham migrado para muito longe.
Para não deixar o país desabastecido, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e foram atrás de atuns, linguados e robalos. Obviamente, quanto mais longe iam, mais demoravam para voltar. É certo que traziam os peixes, mas eles não eram frescos e, por isso, os japoneses não gostavam.
Para resolver esse problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Esses imensos freezers, além de dar mais autonomia e mais capacidade aos barcos, também evitariam que os peixes estragassem. Tudo isso de fato ocorreu, mas os japoneses também não gostaram dos peixes congelados. Um dia alguém teve uma idéia: se o problema é manter o peixe fresco, porque não colocar tanques com água salgada nos barcos? Assim, os peixes retirados do mar seriam depositados nesses imensos aquários e, por mais que a viagem demorasse, chegariam vivos e frescos em terra firme.
O plano parecia infalível. Mas não foi. Ninguém previu que, espremidos como sardinhas em lata, os peixes, por falta de espaço, paravam de se debater, vencidos pelo cansaço. E a carne desses peixes tinha gosto de abatimento e apatia, não de frescor.
Esse era o problema. Imagine agora que você fosse chamado para resolver esta questão. Se fosse contratado pela indústria pesqueira japonesa, o que proporia? Eis a solução. Atualmente, os barcos ainda mantêm os peixes dentro de tanques. A diferença é que, dentro de cada tanque, além de uma quantidade menor de peixes, também é colocado um pequeno tubarão. O tubarão come alguns peixes, mas os que nadam alucinadamente para fugir daqueles dentões chegam vivos, e muito vivos! Além de frescos (com sabor, com gosto). Isso ocorre porque esses peixes, ao contrário dos anteriores, são desafiados a sobreviverem.
Como os peixes dentro do aquário com o tubarão, o cristão só progride em ambientes desafiadores. Fora deles, tende a acomodar-se. Quantas vezes não ouvimos falar de ministérios que foram afundados, simplesmente porque não souberam atentamente vigiar? Não conseguiram enxergar as ameaças que os rondavam. Isso não aconteceria se as pessoas estivessem constantemente vigiando, orando, revestindo-se do poder do alto, sobrevivendo (num mundo ao qual não pertencemos).
Em vez de fugirmos dos problemas, encaremos nossos desafios. Enfrentemos os inimigos que se postam no meio de nossa trajetória espiritual. Repensemos na nossa jornada.
O tubarão, quando persegue o peixe, faz, inconscientemente, com que o peixe tenha gosto, conserve o seu sabor. Nós, cristãos, somos o sal da terra e a luz do mundo, por isso não podemos nos acomodar jamais. Lutemos para seguir rumo aos céus ilesos, “com sabor”, pois sempre haverá um tubarão no nosso tanque.

(Alzira Sterque)