24/03/2010

DEUS SEJA LOUVADO E EXALTADO PARA TODO O SEMPRE: Leia o relato de @mossadihj

Estragaram com minha fé

Não é segredo para ninguém que minha mãe está com câncer terminal, uns anos atrás ela começou a sangrar e como ela é de uma família da roça ela simplesmente ignorou tudo e foi vivendo assim mesmo. Esse sangramento foi diagnosticado como câncer no útero e deram para ela uns dias de vida.

Eu vim do “adoração profética” pro extremo da ponta e preferi minha fé totalmente racional. Acreditar na cura, de leve e no escuro, aceitei que se for para Deus curar ele iria curar mas se não fosse eu aceitaria ela morrer para esse mundo e renascer para o mundo real. Eu não ligava muito para qual uma das alternativas, sério, para mim iria ser bom glorificar Ele em qualquer uma das duas

Domingo ela foi internada as 13hs. Hoje uma pessoa da minha família me liga às 19hs e me conta. Eu fico desesperado, ansioso, com medo, e resolvo dar uma de louco e ir no hospital as 22:40 sendo que o horário de visitas já tinha passado em 2:40, como conseguir só vestir um terno e falar que você é pastor. Cheguei no quarto vi minha mãe dormindo, fui conversar com a enfermeira chefe porque médicos desistem de trabalhar depois de certos horários, a enfermeira me mostrou uns doc e eu vi com meus olhos.

O câncer que ela tinha era no útero e tinha o tamanho de um mamão médio, já estava espalhando por todo a parte do utero e outras partes que prefiro não comentar, os primeiros médicos colocaram ela em dezenas de sessões de radio e em 6 sessões de quimo, sendo que um medico mais “realista” disse que ela poderia fazer 3 e morrer, porque iria enfraquecer ela demais. Ela fez todas. Existe um nível de câncer que eu não sei explicar, o dela era nível 4. Que depois de uns meses caiu para 3. Com 2 ela poderia operar. No domingo ela entrou na sala de operação e hoje quando eu falei com a enfermeira chefe ela falou que o tumor desapareceu. Todas as equipes do hospital ficaram fazendo exame das 9hs de hoje (22/03) até umas 16hs. E nada, o que aparece é um ponto do tamanho de uma semente de azeitona. Eu não acreditei quando uma pessoa da minha família me falou, eu só acreditei quando eu vi os exames.

Minha mãe possivelmente foi curada. O milagre não foi para ela, foi para mim, porque eu sou totalmente cético racional com minha fé. Estragaram com minha fé eu ser racional ao extremo.

fonte:  Estragaram com minha fé

23/03/2010

Como está sua vida de oração?

 D.M.Lloyd-Jones

Qual é o lugar da oração em sua vida? Que proeminência tem ela em nossas vidas? É uma pergunta que eu dirijo a todos. É necessário que ela atinja tanto o homem que é bem versado nas Escrituras e que tem um bom conhecimento de doutrina e teologia, quanto a qualquer outro. Que lugar a oração ocupa em nossas vidas e quão essencial ela é para nós? Será que temos percebido que sem ela desfalecemos?

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Nossa condição definitiva como cristãos é testada pelo caráter da nossa vida de oração. Isso é mais importante que o conhecimento e o entendimento. Não pensem que eu estou diminuindo a importância do conhecimento. Tenho passado a maior parte da minha vida tentando mostrar a importância de se ter um bom conhecimento e entendimento da verdade. Isso é de importância vital. Só há uma coisa que é mais importante: a oração. O teste definitivo da minha compreensão do ensino bíblico é a quantidade de tempo que eu gasto em oração. Como a teologia é, no final das contas, conhecimento de Deus, quanto mais teologia eu conheço, mais ela deveria me guiar na busca desse conhecimento. Não se trata de conhecer sobre Ele, mas de conhecê-lO. O objetivo inteiro da salvação é me trazer a um conhecimento de Deus. Eu posso aqui falar de uma maneira acadêmica sobre regeneração, mas o que é, afinal, a vida eterna? É que eles possam conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste. Se todo o meu conhecimento não me conduz à oração, certamente há algo de errado em algum lugar. Espera-se que ele faça exatamente isso. O valor do conhecimento é que ele me dá uma tal compreensão do valor da oração, que eu passo a dedicar tempo a ela e a me deleitar com ela. Se meu conhecimento não produzir esses resultados em minha vida, há algo de errado e espúrio nele, ou então devo estar lidando com este conhecimento de uma maneira completamente equivocada.

Fonte: Extraído do site www.reformationtheology.com

Tradução: Centurio

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Como está sua vida de oração?

DESAFIOS? SEMPRE HAVERÁ DESAFIOS

 

Os japoneses tinham um problema. Estava cada vez mais difícil conseguir um de seus alimentos prediletos: peixe fresco, o ingrediente primordial para sushis e sashimis. Devida à poluição das águas que circundavam o Japão, os cardumes tinham migrado para muito longe.
Para não deixar o país desabastecido, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e foram atrás de atuns, linguados e robalos. Obviamente, quanto mais longe iam, mais demoravam para voltar. É certo que traziam os peixes, mas eles não eram frescos e, por isso, os japoneses não gostavam.
Para resolver esse problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Esses imensos freezers, além de dar mais autonomia e mais capacidade aos barcos, também evitariam que os peixes estragassem. Tudo isso de fato ocorreu, mas os japoneses também não gostaram dos peixes congelados. Um dia alguém teve uma idéia: se o problema é manter o peixe fresco, porque não colocar tanques com água salgada nos barcos? Assim, os peixes retirados do mar seriam depositados nesses imensos aquários e, por mais que a viagem demorasse, chegariam vivos e frescos em terra firme.
O plano parecia infalível. Mas não foi. Ninguém previu que, espremidos como sardinhas em lata, os peixes, por falta de espaço, paravam de se debater, vencidos pelo cansaço. E a carne desses peixes tinha gosto de abatimento e apatia, não de frescor.
Esse era o problema. Imagine agora que você fosse chamado para resolver esta questão. Se fosse contratado pela indústria pesqueira japonesa, o que proporia? Eis a solução. Atualmente, os barcos ainda mantêm os peixes dentro de tanques. A diferença é que, dentro de cada tanque, além de uma quantidade menor de peixes, também é colocado um pequeno tubarão. O tubarão come alguns peixes, mas os que nadam alucinadamente para fugir daqueles dentões chegam vivos, e muito vivos! Além de frescos (com sabor, com gosto). Isso ocorre porque esses peixes, ao contrário dos anteriores, são desafiados a sobreviverem.
Como os peixes dentro do aquário com o tubarão, o cristão só progride em ambientes desafiadores. Fora deles, tende a acomodar-se. Quantas vezes não ouvimos falar de ministérios que foram afundados, simplesmente porque não souberam atentamente vigiar? Não conseguiram enxergar as ameaças que os rondavam. Isso não aconteceria se as pessoas estivessem constantemente vigiando, orando, revestindo-se do poder do alto, sobrevivendo (num mundo ao qual não pertencemos).
Em vez de fugirmos dos problemas, encaremos nossos desafios. Enfrentemos os inimigos que se postam no meio de nossa trajetória espiritual. Repensemos na nossa jornada.
O tubarão, quando persegue o peixe, faz, inconscientemente, com que o peixe tenha gosto, conserve o seu sabor. Nós, cristãos, somos o sal da terra e a luz do mundo, por isso não podemos nos acomodar jamais. Lutemos para seguir rumo aos céus ilesos, “com sabor”, pois sempre haverá um tubarão no nosso tanque.

(Alzira Sterque)

22/03/2010

O APOCALIPSE E O NADA

Bráulia Ribeiro


 

 

 

“Deus me mostrou com a tragédia no Haiti que não sou nada. Nossa vida não é nada.”
“A Bíblia diz que isto aconteceria no final dos tempos. Desastres vão ocorrer, pessoas vão morrer aos montes, o mundo se destruirá.”
Ouvi essas frases repetidas vezes nos últimos dias. Infelizmente, elas não geram fé, e sim um desânimo niilista que domina sutilmente nossa cultura cristã.
O niilismo, que é a negação da importância da vida, da moral e do bem, começou na filosofia quando a ideia de Deus como centro da vida foi sendo abandonada. Sem a transcendência de um Deus que nos cria, nos ensina e nos atribui valor, a vida humana se mediocriza, as individualidades se homogeneízam e tudo se nivela no nada. Sem o milagre do “imago Dei”, somos apenas animais racionais, condenados ao sofrimento perplexo.
Incomodo-me quando escuto cristãos falando isto: “Não somos nada -- chegamos a essa conclusão depois da tragédia”. Como assim não somos nada? Aquelas centenas de milhares de pessoas enterradas lá não são nada? Zilda Arns não é nada? Aquela esposa encontrada viva depois de seis dias debaixo dos escombros pelo marido incansável não é nada? Sua vida não tem importância, assim como a minha? Se tenho tais pensamentos, eles vieram da minha cosmovisão humanista e aleijada -- e não da Bíblia. A Bíblia nos revela um Deus que sofre por uma vida humana, por mais insignificante que nos pareça.
Somos aqueles a quem ele ama. Somos aqueles feitos por ele individualmente, cada um de nós predestinados para o bem, para a vida. Cada vida debaixo dos escombros tem um valor específico e transcendente e, por isso, será insubstituível. Deus conhecia a todos.
E o que dizer do: “Haverá terremotos, o amor se esfriará, haverá guerras”? Sim, está mesmo escrito. A conclusão a que chegamos é que está errada: “Portanto, porque está escrito, eu me acostumo, me adormeço numa passividade fatalista, pensando que ter fé é apenas esperar conformado que as desgraças aconteçam”.
Mais uma vez deixamos de conhecê-lo. Deus não tem dubiedade de intenção. Seu caráter é de luz, sem treva nenhuma. Quando ele nos alerta sobre o que há de vir, não o faz num ímpeto sádico de nos oprimir com a tragédia inexorável, mas como o pai que alerta seu filho do perigo, que o ensina a superar os problemas e as adversidades da vida, que prevê o mal para que se escolha o bem. A profecia nos instrui.
O livro de Apocalipse começa com: “Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito” (Ap 1.3). Podemos aprender o que é fé com o jovem haitiano resgatado depois de dois dias pinçado num vergalhão embaixo das ruínas de um prédio de cinco andares: “Minha vida está nas mãos de Jesus. Estou feliz com ele”. O rapaz estava preparado, conhecia o caráter de Deus. Ele não se compraz no mal, mas é capaz de usá-lo para nos fazer o bem.
Haverá guerras e desastres naturais e o pecado vai aumentar; portanto, tenho que agir. Tenho que salgar para que o amor não se esfrie. Estabelecendo-se o niilismo, a ajuda humanitária desaparece. Vou me preparar, farei cursos de primeiros socorros, criarei um fundo de ajuda emergencial, mobilizarei uma equipe especial para responder aos desastres. Reconstruirei casas, restabelecerei a esperança nos corações que sofreram tantas perdas, falarei do amor daquele que nos ama, e não nos considera um nada.
Longe de me conduzir ao desânimo amargo do niilismo, uma leitura correta do Apocalipse me faz ter esperança de dias melhores. Porque eu estou aqui e, enquanto tiver vida, posso mudar as coisas ao meu redor.
• Bráulia Ribeiro
trabalhou na Amazônia durante 30 anos. Hoje mora em Kailua-Kona com sua família e está envolvida em projetos internacionais de desenvolvimento na Ásia. É autora de Chamado Radical (Editora Ultimato). braulia.ribeiro@uol.com.br

FONTE:   Editora Ultimato - formação e informação