12/09/2009

O CÂNTICO DA ESPERANÇA

 Esperança

Qual a importância da esperança em meio às dores deste mundo? Ela nos faz caminhar, seguir em frente, quando parece já não haver mais o que fazer. Esperança é esta força interior que Deus nos deu, a fim de enfrentarmos a vida, porque algumas coisas parecem nunca mudar.

Ano passado escrevi um conto abordando este assunto. Publico hoje, dedicando-o aos que sofrem.

Certa noite, antes de dormir, Zumba perguntou a sua mãe:

- Por que somos escravos?

Zumba precisava esquecer a humilhação e a dor da surra que sofrera à tarde. Seu coração adolescente estava amargo. Nada parecia fazer sentido porque, há bem pouco tempo, era um príncipe livre em terras da África.

Na tentativa de amenizar sua dor através da esperança e enquanto passava delicadamente a mão em sua cabeça, a mãe respondeu com a seguinte fábula:

- Havia um mundo triste. Era tanto estranho, quanto triste. Há muito, a esperança que reinava iluminada, fora dominada e aprisionada pelo reino da desesperança. Densas nuvens cobriram a planície e tudo eram só trevas. Os habitantes do vale sofreram uma terrível maldição que os tornou nanicos, caolhos e com os olhos vendados.

Naquele estranho mundo, havia um nanico que era o pior de todos. Muitos dizem que o reino da desesperança emergira de seu próprio coração. Havia também uma ave rara, invisível, chamada Idéia. Tinha a aparência de um assum preto e o tamanho de um gavião. Era inconformada por natureza. Estava sempre voando entre os nanicos caolhos que tinham vendas nos olhos. Colocava em seus corações a lembrança do que um dia fora o reino da esperança. Contudo, eles não conseguiam vê-la, nem ouvi-la. Era parte de sua maldição. Todavia, aquela ave incomodava porque seu canto, apesar de quase inaudível, incitava à mudança aqueles que amavam a acomodação, o nanismo e a pouca visão. Tinham medo de mudar e desenvolveram o medo de ter esperança.

Em um feio dia, o mais gordinho dos nanicos, incomodado com o perigo que o canto da Idéia representava, coçou sua careca horrorosa, pensando em como capturá-la. Afinal, a desesperança reinante lhe dava certa sensação de poder. Quanto mais desesperançados estavam os nanicos, mais necessitavam do gordinho careca e barbudo. Assim, fez uma arapuca, capturou a Idéia e confinou-a numa masmorra. Ela foi oprimida, cuspida, amaldiçoada e banida do mundo dos nanicos.

Na masmorra, a Idéia encontrou-se com outra ave aprisionada, a Solidariedade. Ela tinha a aparência majestosa de uma garça, só que era maior. Sofreram muito na clausura, a Idéia e a Solidariedade. Seus olhos foram vazados, seus bicos cortados e suas asas podadas, para que não mais voassem, nem cantassem, nem enxergassem. Entretanto, quanto mais sofriam, mais se uniam e se fortaleciam. O canto, na dor, extraiu a mais bela melodia já entoada. Na dor, o canto da Idéia chama-se esperança e o da solidariedade, ação.

Em uma dessas noites escuras. Enquanto choravam e cantavam, raios e trovões encheram a masmorra. Uma luz muito forte e quente raiou e, como por milagre, ouviram uma voz suave encher todos os lugares da masmorra, unindo-se ao seu canto. Era a esperança que renascera porque, ainda que as idéias não tenham vez no mundo dos nanicos, o poder da solidariedade faz nascer um novo tempo.

Zumba levantou-se com os olhos arregalados pela curiosidade pré-adolescente e perguntou:

- E os nanicos caolhos de venda nos olhos?

Sua mãe sorriu e lhe respondeu em tom irônico, falando muito mais a si mesma do que a Zumba:

- Eles continuarão sempre assim: nanicos, caolhos e de venda nos olhos. Agora durma, para que o canto da esperança também encha seu coração. Amanhã será outro dia.

Moral da estória:

A razão da esperança, enquanto virtude, não é a vitória; é a não desistência. Ela traz expectativa de dias melhores, apesar dos seres esquisitos que habitam nosso mundo. Qual a utopia, ela nos faz seguir em frente, apesar de tudo.

Não desista.

DOMINGOS ALVES

FONTE PavaBlog

Quem nunca disse esses chavões… que atire a primeira pedra

1. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador.
2. Ninguém é perfeito.
3. Todo mundo tem seus defeitos…
4. Tudo bem, eu posso ter errado, mas...
5. A Igreja não é lugar de santos, mas sim de pecadores.
6. Nâo que eu queira julgar, mas que ele  errou feio, errou...
7. Quem é você para julgar?
Reserva justificativa
I. Tem gente que faz pior.
II. Pelo menos eu não mato, não roubo, dou meu dízimo e nunca falto nas reuniões…

NTE: Ofício dos Chavões: Quem nunca disse esse chavão que atire a primeira pedra.

11/09/2009

Willian Wilberforce – o legado de um herói

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Chuck Colson

William Wilberforce foi um estadista cristão que, durante 18 árduos anos, liderou a cruzada contra o abominável comércio de escravos da Inglaterra.

Falar de Wilberforce é falar de cosmovisão bíblica em ação. Quando Wilberforce, um dos membros mais jovens do Parlamento, veio a Cristo, ele pensou em abandonar seu cargo político e se tornar pastor.

Graças a Deus, William Pitt, que se tornou mais tarde o mais jovem primeiro-ministro da Grã-Bretanha, o convenceu do contrário. Numa carta a seu estimado amigo, Pitt escreveu: “Certamente os princípios e as práticas do Cristianismo são simples e levam não só à meditação, mas também à ação”.

E aliás, para Wilberforce, a fé cristã significava ação. Ele não conseguia ficar de braços cruzados e ver a imago Dei de cada pessoa, a imagem de Deus, abusada. Sua cruzada muito impopular contra o comércio de escravos arruinou sua saúde e custou-lhe um elevado preço político. Ele agüentou agressões verbais e até foi desafiado a um duelo por um irado capitão de navio negreiro.

E quando a Revolução Francesa começou, o que havia sido uma posição impopular se tornou perigosa. À medida que clamores de liberdade, igualdade e fraternidade irromperam da França para a Inglaterra, Wilberforce e seus colegas abolicionistas que criam tão fortemente na igualdade humana foram de repente vistos com suspeita pelo povo britânico.

Apesar disso, Wilberforce perseverou ano após ano. Escrevendo sobre se desistir da luta, Wilberforce comenta, “um homem que teme a Deus não tem liberdade” de fazer isso.

Mas a cosmovisão de Wilberforce o conduziu a se envolver em mais do que apenas a questão da escravidão. Ele lutou pela reforma do sistema prisional. Ele fundou ou participou de 60 instituições de caridade. Ele convenceu o Rei George III a decretar uma proclamação incentivando a moralidade e restabeleceu a Sociedade da Proclamação para assegurar a promoção da moralidade. Ele cuidava da criação de Deus, fundando a Sociedade para a Prevenção de Crueldade contra os Animais. E ele promoveu iniciativas missionárias, como fundar a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.

Creio que à medida que vamos entendendo a profundidade de nossa própria cosmovisão cristã, ela não nos forçará a uma vida meramente de contemplação, mas de ação. Só podemos conhecer mais a Deus sendo movidos a amar mais os outros— e ter interesse ardente na justiça, misericórdia e verdade

Leia a matéria completa em: Feliz aniversário Willian Wilberforce – o legado de um herói « E Agora, Como Viveremos?

09/09/2009

Ensino da Igreja x Ensino dos tele-evangelistas

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Inúmeros pastores têm compartilhado as suas preocupações com os ensinamentos ministrados por alguns dos tele-evangelistas. Há pouco, um pastor amigo me disse: “A gente dá um duro absurdo ensinando aos membros de nossas igrejas a sã doutrina para que esses lobos vorazes desconstruam tudo que ministramos, através de seus programas televisivos.”

Isto posto, afirmo sem a menor sombra de dúvidas que aquilo que a igreja ensina, os tele-evangelistas negam, senão vejamos:

1º - A igreja ensina que em Cristo o escrito de dívida que constava contra nós foi cancelado; já os tele-evangelistas ensinam que os crentes precisam se libertar das maldições hereditárias.

2º - A Igreja ensina que Jesus é o Senhor; os tele-evangelistas que Deus é o gênio da lâmpada mágica.

3º - A igreja ensina que as Escrituras nos bastam; já os tele-evangelistas de que o mais importante são as experiências.

4º - A igreja ensina que devemos orar segundo a vontade de Deus; os tele-evangelistas que devemos decretar a bênção.

5º - A igreja ensina que aqueles que buscam o reino de Deus, todas as coisas lhes serão acrescentadas; os tele-evangelistas de que em Cristo seremos ricos.

6º - A igreja ensina que Jesus Cristo é Deus; os tele-evangelistas de que ele é fonte de vitória.

7º - A igreja ensina sobre a trindade; os tele-evangelistas o unitarismo.

8 º -A igreja ensina sobre a mordomia cristã; os tele-evangelistas de como extorquir dinheiro do povo.

9º - A igreja ensina sobre um Deus soberano que governa sobre todas as coisas; os tele-evangelistas de que Deus pode ser surpreendido por catástrofes e tragédias.

10º - A igreja ensina que os nossos cultos devem ser cristocêntricos; os tele-evangelistas de que devem ser antropocêntricos.

11 º A igreja ensina que adorar a Deus é humilhar-se pedindo perdão pelos pecados; os tele-evangelistas de que adorar é saltar de alegria nos famigerados shows gospel.

12º - A igreja ensina de que não devemos perder tempo com o diabo; os tele-evangelistas de que devemos entrevistá-los.

13º - A igreja ensina a simplicidade do evangelho; os tele-evangelistas a zooteologia, onde cães, leões, águias e outros bichos mais se fazem presentes nas manifestações de louvor a Deus.

14º - A igreja ensina que os ritos sacrificiais e as festas judaicas foram abolidos definitivamente por Cristo na cruz do calvário; Os tele-evangelistas judaizaram a fé.

15º - A igreja ensina que o maligno não nos toca; os tele-evangelistas de que basta dar legalidade que o diabo faz um inferno na vida do crente.

16º - A igreja ensina sobre discipulado; os tele-evangelistas sobre coronelismo e cobertura espiritual.

17º - A igreja ensina que avivamento se faz presente através do choro e arrependimento; os tele-evangelistas que avivamento é barulho.

18º - A igreja ensina o perdão, os tele-evangelistas o ódio.

Pois é cara pálida, dias difíceis os nossos! Que Deus tenha misericórdia da sua grei!

Pense nisso!

Renato Vargens

fonte: PavaBlog: O que a Igreja ensina e os televangelistas negam