24/03/2009

DE OLHO NOS MÓRMONS E OS DIREITOS RELIGIOSOS

 95104303_f64d2ccbaf_m 189697877_c1d6c46967_m

POR: Mary Schultz


...o efeito denorex...
Muitos cristãos evangélicos são atraídos pelas idéias teológicas supostamente conservadoras dos Mórmons, fazendo restrições à sociedade moderna. Eles parecem ficar ao lado dos cristãos em assuntos tais como Aborto, Oração nas escolas públicas, Homossexualidade, etc. Façamos uma ligeira comparação entre a Teologia Mórmon e a Teologia Cristã Evangélica, no que se refere a tais assuntos e veremos que as intenções são totalmente opostas.
Aborto - Para os cristãos evangélicos, que lutam pela vida, posicionando-se contra o Aborto, a base teológica é a própria natureza de Deus. A Bíblia ensina que Deus é vida e o autor da vida. Sobre este fundamento muitos cristãos se opõem ao que consideram o assassinato de bebês inocentes, os quais não têm como se defender.
Superficialmente os Mórmons parecem declarar o mesmo, mas, como sempre acontece no Mormonismo, tudo não passa de aparência. Eles se opõem teologicamente ao Aborto, não por causa da natureza de Deus, mas por causa da natureza do homem. Todos os homens são filhos literais de Deus e suas esposas, no céu. E quando um Aborto é cometido, o feto, que é o espírito de um filho de Deus no céu, não terá oportunidade de ganhar um corpo físico e continuar a sua escalada até à divindade, que a Igreja SUD considera como sendo também a vida eterna.
Oração nas Escolas - Liderando a campanha a favor da oração nas escolas públicas, no Congresso Americano, está Earnest J. Istook e outros cristãos que a ele se juntaram. Os cristãos que desejam oração nas escolas públicas assim agem porque verificam a falta que tal prática tem feito às crianças em matéria de influência religiosa, no que estão corretos. Mr. Istook está elaborando a legislação e muitos cristãos evangélicos estão trabalhando com ele no sentido de chegarem todos a um acordo comum.
Os Mórmons desejam também a oração nas escolas públicas, mas por outra razão bem diferente. Pode-se afirmar com segurança que alguns deles fora de Utah constatam a falta de qualquer Igreja na vida de um jovem em idade escolar e se preocupam com o fato. Entretanto, quando a Igreja SUD se posiciona a favor da oração nas escolas públicas ela está apenas fazendo questão de aparentar uma boa imagem. Para os Mórmons, o fato de se juntarem aos cristãos evangélicos, lutando em favor desse decreto, os apresenta como parte integrante da Fé Cristã, sem, contudo, terem necessidade de mudar suas doutrinas definitivas.
Interessante é que vários cristãos em Utah são contra a oração nas escolas públicas, uma vez que lá são os Mórmons quem vão redigir e liderar tais orações.
Homossexualidade - Os cristãos evangélicos são contra a Homossexualidade simplesmente porque a Bíblia declara que isso é pecado. Está claro que no princípio Deus criou um homem para uma mulher. Ainda bem que a maioria dos cristãos evangélicos se opõe ao Homossexualismo, mas ama os homossexuais.
Isso pode soar familiar aos Mórmons, porém eles se opõem às relações homossexuais porque tais práticas não produzem bebês. Em conseqüência, os espíritos infantis resultantes
das relações de Deus com suas esposas no céu não terão oportunidade de ganhar seus corpos físicos e progredir até a exaltação e divindade.
Adaptação - Aparentemente os Mórmons parecem se enfileirar com os cristãos evangélicos em muitas de suas reivindicações dentro da comunidade cristã. Porém as razões da Igreja SUD por trás de tais reivindicações são totalmente diferentes das dos cristãos. Muitos problemas surgem para todos os cristãos que desejam cooperar com esta Igreja em tais assuntos. O que acontece é que tais convênios sempre conferem uma imagem cristã à Igreja SUD, barateando, assim, o Evangelho de Jesus Cristo.
Quem desejar entrar num acordo religioso com a Igreja SUD, primeiro faça uma pesquisa de suas doutrinas de ontem e de hoje. Compare todas elas com a Bíblia e veja as discrepâncias que existem. Uma doutrina de ontem (como a Poligamia) pode já estar fora de prática, mas continua nos livros doutrinários, que são muitos, pois além do Livro de Mormon, que não prega a Poligamia, nem o Serviço no Templo, nem que Adão é Deus Pai, etc., existem outros livros, escritos pelos líderes que surgiram após o fundador do Mormonismo, os quais pregaram abertamente essas doutrinas espúrias, como por exemplo, Brigham Young, Orson Pratt, etc.
O Mormonismo queria chegar à casa dos 10 milhões de membros, antes do novo milênio e conseguiu. Para tanto, abriu mão de várias doutrinas antigas, conformando-se a algumas doutrinas bíblicas, mas somente para enganar os incautos. No fundo, o Mormonismo é uma religião falsa, herética e terrivelmente perigosa!
Informações colhidas no jornal "The Evangel", edição julho/Agosto de 1997.
FONTE: MinistérioCACP - Os mórmons e os direitos religiosos

22/03/2009

O QUE A TEMPESTADE NOS ENSINA?

 passrinhos

Uma coisa que o crente depressa descobre é que "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos... diz o Senhor» (Is.55:8). Nem sempre nos é fácil descobrir a vontade do Senhor, ou discernir qual o seu alvo em certas circunstâncias, e faz parte da nossa educação espiritual  investigar o que Ele tem para nós nas circunstâncias em que nos encontrarmos.
Em Mateus 14:22,36 lemos que o Senhor tinha dito aos Seus discípulos para irem para o outro lado do lago no seu barco. Naturalmente pensavam que, como o Senhor lhes tinha dito isso, tudo deveria correr às mil maravilhas! Mas foi precisamente o contrário! O Senhor mandou-os para o meio duma grande e medonha tempestade! O Senhor tinha se enganado?
Não temos nós tido a mesma experiência? Ouvimos tão claramente a voz do Senhor, obedecemos esperando que tudo seja bom, e encontramo-nos no meio da maior confusão! Quantas dúvidas, quantas ideias, quantas horríveis tentações não nos encheram a mente e coração, e muitas vezes acabamos convencidos de que foi a voz do diabo que ouvimos e não a do Senhor!
Os discípulos fizeram o que qualquer homem teria feito, tentaram sair dessa situação o  quanto antes. Mas, não podiam, pois fatigavam-se em remar e parece que não faziam progresso. O seu alvo era um, e o do Senhor era outro; eles queriam SAIR dessa tempestade, e o Senhor queria ensinar-lhes alguma coisa NELA.
Quão depressa desejamos livrar-nos das provações!
Muitas vezes, com a nossa pressa, perdemos a revelação que o Senhor tinha para nós. Quando nos encontrarmos em tais circunstâncias, descansemos e deixemos soprar o vento, esperemos na escuridão e perguntemos «Senhor, o que tens Tu nisto para mim?» A revelação virá. Há duas coisas que não devemos fazer: entrar em pânico e voltar  atrás. Isso só trará mais confusão.
Estes discípulos não perderam, de todo, o alvo, que eles sabiam o Senhor tinha para eles. O Senhor tinha-os mandado para o outro lado, e eles persistiram no seu propósito, ainda que não fizessem progresso!
Temos um exemplo desta verdade, na vida de Paulo, em Atos 23:11. O Senhor disse-lhe que ele havia de testificar em Roma. Por tudo quanto se seguiu: prisão, tribunais, alvoroços, tempestades, etc., Paulo nunca perdeu essa certeza nem largou a promessa do Senhor, que ele de qualquer maneira havia de chegar a Roma.
Uma vez possuidor de uma promessa do Senhor, o crente pode firmar-se nela, ainda que os montes sejam transportados para o meio do mar!
No meio da sua confusão, medo e fadiga, naquela noite, o Senhor apareceu por cima do mar. A Sua Presença, a Majestade do Seu andar, a maravilha do Seu domínio sobre ventos, ondas, o Seu «Tende bom ânimo», tudo isso devia ser maravilhoso para os Seus discípulos; devia ser uma grande lição de confiança e de fé, mais uma vez, de que o Senhor Jesus nunca chega tarde.
Mas, com tudo isso, e com tudo quanto podemos receber de tal manifestação do Seu Poder e Glória, creio que os discípulos receberam uma lição ainda mais maravilhosa.
Pedro queria ter a certeza de que era o Senhor, de modo que exclamou «...Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas!». O Senhor responde com uma só palavra «Vem!» (Mt.14:28).
Pedro desce do barco para ir ter com Jesus. Ora Pedro estava acostumado ao mar, mas não a andar por cima dele! Cheio de fé põe os pés sobre as águas, e maravilha das maravilhas, começa a andar! Mas Pedro nunca o tinha experimentado e as ondas eram alterosas e o vento forte, e o Senhor ainda estava a alguma distância dele. O vento assopra ainda mais fortemente, e Pedro cambaleia com as ondas debaixo dos pés; começa a ter medo, a perder a fé, e os pés a afundarem-se nas águas. Ele clama ao Senhor e o Senhor estende a Sua Mão e o segura (o que prova que Pedro já tinha andado bastante!)
Sim, uma outra lição de fé para Pedro e os outros discípulos: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?».
Temos pensado em como Pedro voltou para o barco?
Estavam a alguma distância dele, e a Palavra diz que subiram para o barco.
Estou certo de que o Senhor não levou Pedro nos braços! Havia de andar. Foi o mesmo mar, no mesmo temporal, com o mesmo vento (só quando subiram para o barco é que o temporal parou) mas sem cair, sem medo e com toda a confiança.
A única diferença, mas a enorme diferença, era que tinha a sua mão segura na Mão do Senhor! Foram juntos para o barco. Sim, a lição mais maravilhosa era que os discípulos tinham um Senhor que dominava sobre terra, mar e ar, e o Senhor nos diz «...Sem Mim nada podeis fazer» (Jo.15:5).
Nós, como os discípulos, talvez saibamos que temos um Salvador Todo-Poderoso, Aquele que tem todo o poder no céu e na terra.
É bom termos tal visão do Senhor, que já pôs todas as coisas debaixo dos Seus pés. Pedro tinha-a, mas, ainda assim, ia para o fundo, falhava. Pode ser que nós, com esse conhecimento, ainda falhemos quando vêm os temporais.
Conhecimento, não basta; precisamos da experiência, da união com o Senhor. Assim, ligados com Ele, onde a «ida» tem sido tempestuosa, cheia de medo, cambaleando e caindo, a «volta» será segura, vitoriosa, no poder d'Aquele que morreu por nós. Senhor Jesus não tira as provações, dá-nos vitória nelas.

20/03/2009

EXCESSOS…

 

Não sejas excessivamente nada...
Nada em excesso faz bem...
Não sejas excessivamente bom, para que não te enredes em tua própria bondade, e, assim, te corrompas na presunção de tuas próprias leis de nobreza e misericórdia.
Não sejas excessivamente justo, para que a tua justiça não se torne em perversidade.
Não tentes ser amor, mas apenas ama. Somente Deus é amor. Nós não sabemos como é ser amor.
Não sejas completamente inclusivo, pois, assim, perderias o teu caráter.
Não sejas completamente exclusivo, pois, assim, perderias a tua alma e tornar-te-ias empedrado.
Um santo tem que antes ser um bom pecador. E o caminho para a santidade é vereda do reconhecimento do pecado.
Não busques nem as alturas e nem os abismos. Se tu chegares num desses pólos... que tenhas sido apenas levado pela vida, não por ti mesmo. Antes, busca o caminho do equilíbrio e a vereda plana.
Todo excesso destrói o ser!


Caio Fábio, em texto de 2004.

FONTE: PavaBlog

19/03/2009

DESTE “deus” SOU ATEU

Marcos Inhauser
Recebi o seguinte e-mail do meu amigo, pastor Marcos Kopeska: “(No) censo [...] divulgado pelo IBGE [...] me chamou a atenção [...] o aumento [...] do contingente de pessoas que se declaram sem religião. Até os anos 70, este percentual estava abaixo de 1% [...]. Nos anos 90 subiu para 5,1%. Atualmente, chega a 7,3%. A cifra global, inferior a 10%, pode não ser tão expressiva, mas o ritmo de crescimento impressiona. Penso que o crer ou não na existência de Deus já é uma disputa ultrapassada e fora de moda [...]. Albert Einsten [...] declarou: ‘Quanto mais acredito na ciência, mais acredito em Deus. O universo é inexplicável sem Deus’. Abraham Lincoln, uma das dez maiores personalidades de todos os tempos, concluiu: ‘Eu entendo que um homem possa olhar para baixo, para a Terra, e ser um ateu; mas não posso conceber que ele olhe para os céus e diga que Deus não existe’. [...] O que me preocupa são os conceitos deformados que estão se formando a respeito de Deus. Confesso que já encontrei muitos ‘deuses’ diferentes nesta ‘teologia tupiniquim’ que pairou sobre nossa pátria a partir dos anos 80 e pegou em cheio o cristianismo. O Deus soberano, criador e sustentador do universo foi trocado pelo ‘deus do mercado da fé’, disposto a leiloar sua imagem em cada reunião. Trocamos o Deus Altíssimo, onisciente e onipresente, que independe de nós, pelo ‘deus Papai Noel’ (aquele que, para conquistar admiradores e adoradores, sai distribuindo presentes a granel). Trocamos o Deus que nos guia mesmo nos vales escuros da vida pelo ‘deus paternalista e superprotecionista’, que, em nome de um triunfalismo barato e sem propósitos, não nos deixa passar pelas provações. Trocamos o Deus que nos ensina a viver em paciência e longanimidade pelo ‘deus micro-ondas’ [...] imediatista, que é obrigado a fazer o que eu quero aqui e agora. Concluo que crer ou não crer não é mais a questão. A questão é em que Deus temos crido”.
Quando ouço os pregadores que fazem da fé um show, que fazem seu reino universal, e mesmo outros em igrejas chamadas históricas, preciso dizer que, se Deus é o que estas pessoas dizem que é e ensinam, eu não acredito nele. Sou ateu do deus deles. O deus dos pregadores televisivos e anunciadores do sucesso é um deus mecânico, muito ao estilo das “vending machines”: basta colocar a moeda e pegar a benção. É um deus subserviente, mecânico, previsível, movido pela gasolina das ofertas, impiedoso, que não conhece a graça.
De minha parte, prefiro o Deus do evangelho de João, que vai em busca dos necessitados, que dá a quem não pediu, que abençoa quem não merece, que ama os seus até o fim.


Marcos Inhauser é pastor, presidente da Igreja da Irmandade e colunista do jornal Correio Popular.

FONTE: Editora Ultimato - formação e informação