“Deus sussurra a nós na saúde e prosperidade, mas, sendo maus ouvintes, deixamos de ouvir a voz de Deus. Então Ele gira o botão do amplificador por meio do sofrimento. Aí então ouvimos o ribombar de Sua voz” .
C.S. Lewis
05/06/2010
04/06/2010
SOBRE OS TREMORES E TEMORES – Rubinho Pirola
Falando em tremor de terra, abalos sísmicos (parece que está na moda)... É impressionante notar como, do nada, somos visitados e abalados com os tremores de chão existenciais.
São situações adversas, desafios atrevidos que nos chegam sem anunciar, notícias, dissabores, tantas coisas que fazem com que nos faltem o chão debaixo dos pés...
Até aquela advertência: "Aquele que está de pé, cuide para que não caia", ganha ares de vaticínio ameaçador à nossa alma, declarando a nossa fragilidade diante dos abalos a que estão sujeitos todos os mortais.
Mas tenho descoberto algo (a duras penas!): Tão infrutífero quanto tentar salvar o que prezamos, é tentar lutar contra Deus. Isso. Ele próprio.
Acontece, que vez por outra, Deus mesmo, aparece em cena com todo o interesse em nos abalar as estruturas e, principalmente aquilo tudo que pode ser abalado em nós, como que, num estremo ato de cuidado e amor, encarrega-Se o Soberano em derrubar ao chão, tudo o que, em nós, não tem firmeza alguma. Como que demolindo com antecedência. E por misericórdia, antes que nós próprios, num dia precisando nos apoiar, descubramos aterrados que essas estacas da existência não tinham a consistência que julgávamos e o tombo de machucar pra valer, esse sim nos sobrevenha.
Ontem, aconselhei e orei com uma jovem, bem nova ainda, aos prantos, ao constatar que o seu namoro depois de anos, afinal acabara. Como uma estaca que se partiu num leve sopro (leve para nós que estamos de fora, claro!), refleti sobre essa possibilidade, até já declarada na Palavra como certeza e propósito, vinda dos céus. A pobre moça, no mínimo, pode pensar e repensar melhor sobre o que tinha já por garantido.
Lendo o texto de Hebreus, me pergunto se, ao invés de nos lamentarmos pelos dissabores de vermos no chão as nossas bases, não nos perguntamos o quanto delas tinha a ver com o projeto eterno de Deus para nós, para o Reino (que não pode nunca ser abalado), e com o que de melhor pode nos acontecer?
Na hora dos abalos e terremotos, que eu não me esqueça disso e não me pegue a tentar segurar o que tem mais é que ser derrubado.
"Aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam. Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor;" Hb 12:26-28
fonte: Rubinho
Confissões de uma alface pensante
Quero viver uma boa vida.
Quero viver uma vida de vitórias, com o boi na sombra.
Quero andar nas nuvens, quero andar nos montes.
Cansei-me dos vales, das tristezas, das lágrimas, da pobreza, essa terrível maldição hereditária.
Só quero saber que meu milagre vai chegar, e que o melhor de Deus ainda está por vir.
Quero ir à igreja me encher de palavras de vitória.
Não quero chateações sobre meu modo de vida. Vou à igreja apenas para me alegrar. Afinal, tem diversão melhor?
Não quero aborrecimentos. Não quero saber dos africanos morrendo de fome, ou dos chineses escravizados – aliás, o celular chinês que comprei no natal para o meu apóstolo era tudibom! Também não quero saber das roubalheiras que alguns pretensamente levantam contra os meus apóstolos do coração. Sei que no meio desses frios presbiterianos e batistas tem umas roubalheiras tão cabeludas quanto as nossas, mas é porque eles são frios e não tem o Espírito Santo. Nós, ao contrário, sofremos perseguição do diabo porque estamos expandindo a visão, a audição e a alucinação para todo o Brasil. Afinal, qual o problema de se levar dólar na Bíblia? Fica até mais consagrado.
Quero subir mais alto.
Quero ir além. Além da imaginação.
Quero experimentar uma vitória com sabor de mel. Mel diet, de preferência.
Quero tudo e muito mais. Quero a unção de Abraão. E a de Salomão, que tinha mil mulheres. Hum, pensando bem, junto com mil mulheres vêm junto mil sogras e mil cunhados, então essa unção eu dispenso…
Quero ser como meu apóstolo: rico, bonito, perfumado, influente e sensual.Mas é que me insistem em falar sobre um sujeito galileu que viveu há muito tempo atrás e que seria a razão de eu ir à igreja. Mas, eu pensava que a razão fosse o apóstolo e também fugir do diabo, esse ser poderosíssimo que sabe de tudo!
Mas esse falatório sobre sujeito galileu está me incomodando muito. Ele era pobre, andava no meio de gente que não quero nem ver a cor, não era nem sacerdote, quanto mais apóstolo! Era só um carpinteiro, profissão de pobre!
Confesso que só pensar nesse sujeito me dá arrepios!Mas já resolvi o problema. Vou jogar fora minha Bíblia. Afinal, está empoeirada e ocupa o lugar do manual de conquista, sucesso e vida financeira que o apóstolo escreveu, junto com um gringo, um tal de Madoff.
Temos que ser atuais. Afinal, quem precisa mesmo de um livro antigo escrito em uma língua esquisita? Se ainda fosse em inglês…
E Deus deixou eles me tocarem...
Duas coisas afetam a identidade de uma mulher: uma é quando seu pai deixa de abraçá-la e lhe dar atenção e amor, a outra é se ela foi molestada. Nos dois casos a mulher recebe a mensagem que não é amada. Existem milhares de mulheres já adultas com 20, 30 ou 40 anos que ainda se sentem assim: não amadas.
Isso faz com que elas busquem duas coisas em especial:
1) Buscam o reconhecimento desse amor que lhes foi negado na promiscuidade sexual. Com inúmeros envolvimentos, relações e práticas sexuais para suprirem essa carência que é puramente afetiva. O sexo, pelo menos por algum tempo, diz para a mulher que ela é amada, respeitada, valorizada e importante para aquele homem. Mas quando isso termina ela se sente mais desamparada ainda e muitas procuram sentir-se protegidas e amadas novamente alimentando essas práticas quase de maneira compulsiva.
2) Se afastam totalmente do sexo, porque têm medo que ele seja tão traumatizante quanto o fato de terem sido violentadas, humilhadas e agredidas em suas vontades e limitações. Isso as torna “religiosas” no sentido sexual. Quase puritanas. Ficando longe da prática sexual elas acham que irão se proteger de serem “violentadas” novamente. Evitando relações afetivas elas se sentem mais seguras. Claro que quando isso é alimentado pela religião esse sentimento se torna maior e mais respaldado ainda. Trazem a convicção espiritual que estão com razão por se manterem distantes de toda “impureza sexual e afetiva”.
Em ambos os casos precisamos entender que há a mão de Deus. Você não precisa Renegar o seu passado e nem Rejeitar. Tão pouco Declarar ou Negar as suas experiências como alguns que ministram “Cura Interior” ensinam. Precisam simplesmente entender que há um Caminho de Deus em todas as coisas que acontecem em nossas vidas (Leia Romanos 8:28).
Em Êxodo vemos o povo de Deus pedindo, clamando um libertador. O povo estava sendo afligido, sofrendo e escravizado pelos Egípcios e começou a clamar a Deus para que lhes libertasse (Leia Êxodo 1:13-22)
O que aconteceu então? O Faraó mandou executarem TODOS os bebês recém nascidos. Muitos morreram, muito sofrimento e dor foram causados. Você consegue imaginar quantas mães e pais perderam seus filhos? Consegue entender esse sofrimento?
Finalmente uma mulher coloca o filho em um cesto e o joga no Rio afim de salva-lo da matança do Faraó, lá na frente a filha do Faraó encontra o cesto com um lindo bebê dentro. Ela então faz essa criança de “seu filho” e o chama de Moisés, faz mais que isso: torna Moisés um homem livre.
Como poderia Deus enviar um libertador “escravo” para o seu povo? Deus fez de Moisés um homem livre, porque faria dele o libertador do seu povo.
Você consegue entender o Caminho de Deus? Eu não consigo, mas entendo que o Senhor tem Caminhos diferentes dos nossos. Todo o sofrimento causado pela morte dos bebês agora se justifica: Deus levanta Moisés, homem livre, tirado do cesto, para ser o libertador de um povo e logo depois disso veio Jesus, nascido desse povo, homem livre, para libertar um mundo escravo.
Então, todo o sofrimento que você vive, precisa ser encarado de maneira diferente. Ao contrário do que muitas igrejas Evangélicas “vendem” por aí, Deus não se importa com o seu sofrimento, Ele se importa com o resultado que isso vai lhe causar.
Glória a Deus queridos! Esse é o nosso Deus, você pode achar isso cruel e injusto. Mas as coisas que pensamos não mudam o amor de Deus por nós. Ele não poupou o seu próprio Filho por amor a nós, deverá poupar eu e você do sofrimento?
DEUS permite toda a dor que Ele poderia impedir, pra levar você aonde você precisa chegar.
Os seus traumas do passado e suas dores do presente tentaram fazer com que você se sinta menos amado por Deus. Mas seus traumas e dores têm apenas um objetivo: torná-lo um homem ou uma mulher “livre” e próximo de Deus. Tão próximo que você poderá sentir a sua respiração. Isso é Deus em você! Deus próximo, Deus conosco, Emanuel. Entenda seus traumas, respeite as suas experiências negativas, tente encontrar DEUS nelas.
Eu sou um bom exemplo disso: meu pai separou-se da minha mãe quando eu tinha apenas 5 anos, entenda o quanto traumatizante isso foi pra mim. Mas Deus me fez compreender que se meu pai tivesse ficado em casa, sendo tão violento, dado à magia negra e outros atos espirituais... hoje eu não estaria no Caminho que o meu Verdadeiro Pai me preparou. Você é o resultado das suas piores experiências, por isso precisa tanto de Jesus!
Os meus sofrimentos foram usados por Deus, e Deus deixou eles me tocarem...
Abraço a todos em Cristo, onde deve redundar toda nossa fé e confiança.
Por: Soli Limberger


