30/05/2010

QUANDO TUDO COMEÇOU A CAMINHAR PARA O INFERNO

 

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“Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” (Salmo 9:17)

Os estudiosos e sociólogos dizem que hoje nós vivemos num período de experiência pós-moderna. De fato, convivemos com tecnologia avançada, globalização, comodismo (em todos os aspectos), e por aí se faz uma grande lista que, talvez amanhã já deva ser atualizada.
Mas se pararmos pra pensar, como vivemos, pensamos e agimos hoje é, nada mais, nada menos, do que um seqüela da maluquice cultural e histórica que explodiu em nosso país, especialmente nas décadas de 60 e 70.
Vou explicar…
Nos anos 40, em torno de 70 % dos brasileiros moravam na área rural, não havia sequer uma indústria de automóvel e as residências ainda não tinham televisão. A família brasileira era extremamente tradicional e conservadora. O desquite era motivo de preconceitos e vergonha. O racismo não era motivo de debates, porque o negro brasileiro não desenvolvia movimentos sociais. A estrutura social era marcada pelo coronelismo.
Nos anos 50, a liberdade começou a ser idealizada, pelo menos politicamente falando. A população deixava os campos e migrava para as grandes cidades e nelas se desenvolvia as artes, o turismo, a indústria naval e o petróleo. Quanto à família, ela ainda continuava tradicional e o seu padrão comportamental era ter filhos.
Já os anos 60, foram anos de muita agitação, de liberdade, da descoberta da pílula anticoncepcional. Anos do movimento hippie.
Embora a década de 60 ter sido para o Brasil, anos de ditadura e de censura, por conta do golpe militar, houve certa movimentação cultural e musical com a Jovem Guarda, a MPB e o Tropicalismo.
E, por fim, falando da década de 70, anos estes em que as músicas exaltavam o país, tais como “este é um país que vai pra frente e ninguém segura a juventude do Brasil”. O futebol esteve também em pauta contribuindo para a alienação do povo (não sou contra o futebol, mas naquela época o esporte serviu de escape para as grandes transformações e crises enfrentadas pelo país). Depois das torturas, dos exílios, de tantas prisões, e censura os anos 70 também vivenciaram o fim do Regime Militar e o ressurgimento dos movimentos sociais. Foi também nessa época em que se instalou o caos familiar e os crescentes índices de divórcio. A descoberta sexual na adolescência significou o amor livre no fim dos anos 70, o herpes em 1980 e a AIDS em 1990.
Mas pra quê tantas informações históricas? Agora sim, vou dizer onde quero chegar.
Se a Igreja está alcançando pessoas comuns com menos de 40 anos, então é muito provável que: uma em cada três mulheres tenha feito um aborto. Uma ou até duas em cada seis podem ter sido abusadas sexualmente. Mais de seis dentre dez pessoas pensam que viver junto, em vez de casar, é uma maneira inteligente de evitar o divórcio, e cinco dentre essas dez pessoas já viveram com alguém. A maior parte é sexualmente ativa. E a grande maioria dos homens deve lutar contra a pornografia ou problemas sérios em relação à luxúria. Uma em cada cinco a dez pessoas luta contra o uso excessivo de drogas ou álcool. E pelo menos uma, e até duas, em cada cinco talvez fume.
Resumindo: se a Igreja pretende trabalhar com a nova geração, então ela precisa criar uma cultura onde pessoas totalmente desajustadas sejam bem-vindas! Isso é um fato!
Todas essas mudanças históricas e, principalmente de comportamento criaram uma CULTURA DE SOLIDÃO, onde as pessoas estão totalmente CARENTES DE RELACIONAMENTOS GENUÍNOS.
As pessoas almejam hoje, como nunca antes almejaram estar em família, pois ela representa o autêntico apoio relacional para qualquer ser humano.
E o desafio para a Igreja do século XXI é exatamente esse: deixar de ser uma “igreja para visitantes” e passar a funcionar como uma família, um corpo bem ajustado, assim como ordena a Bíblia. Estratégias como boa música, teatro, cafezinhos são importantes sim, e até atraem muitas pessoas, mas tem pouca relação com o culto em si, pois mantê-las em unidade e levá-las até Cristo são responsabilidades que Deus deu a nós.
Não há desafio e oportunidade maiores para a Igreja do que lidar com os esmagadores sofrimentos emocionais que conduzem nossa geração.
É responsabilidade nossa criar uma nova cultura do tipo “venha como você está”. As pessoas não resistem à verdade; elas resistem à arrogância! Por isso devemos ser sábios e muito amorosos ao representar o Corpo de Cristo no mundo.

Kênia Siqueira

FONTE:   || vineyard café || blog

29/05/2010

O Movimento Puritano

 

Se tivéssemos sido contemporâneos dos Puritanos, o que nos haveria impressionado como suas características marcantes?

O movimento dos Puritanos deve-se entender primeiramente como um MOVIMENTO RELIGIOSO. A interpretação secular do Puritanismo é o produto de uma época irreligiosa e negligência o fato que, mesmo nas suas manifestações política, social e econômica, o Puritanismo expressava uma perspectiva religiosa.

Um Historiador moderno escreve: Quando terminamos nossos esforços para modernizar e secularizar o Puritanismo, este parece um fenômeno obstinadamente religioso”. Tanto nas suas manifestações privadas como públicas, o movimento Puritano foi povoado de pessoas OBCECADAS POR DEUS. A persistente pergunta de John Bunyan, “Como podemos ser salvos?”, era em última análise a questão importante para todo Puritano.

Um general do exército escreveu para Cromwell: “Meu Senhor, permita que o esperar em Deus seja feito mais do que comer, dormir e trocar idéias juntos”.


O Puritanismo também caracterizava-se por um forte consciência moral. Para os Puritanos, a questão do certo ou errado era mais importante do que qualquer outra.. Eles viam a vida como um contínuo conflito entre o bem e o mal. O mundo foi reivindicado por Deus e requerido por Satanás. Não havia campo neutro. Richard Sibbes expressou esta mentalidade de forma típico:

“Há dois grandes lados no mundo, ao qual todos pertencem: há o lado de Deus e aqueles que são seus, e há um outro lado que é de Satanás, e aqueles que são seus; dois reinados, dois lados, duas disposições contrárias, que perseguem uma à outra”.


Os crentes poderiam, com a ajuda de Deus, alcançar a vitória através de meios como vigilância, andar correto e mortificação.

O Puritanismo foi UM MOVIMENTO DE REFORMA. Sua identidade foi determinada por suas tentativas de mudar algo que já existia. No coração do Puritanismo estava a convicção de que as coisas precisavam mudar e que as “atividades normais” não eram uma opção. É difícil exagerar na avaliação do impacto que tal perspectiva produz na vida de uma pessoa. Também explica, incidentalmente, por que os Puritanos no seu tempo adotaram uma posição ofensiva e por que, quando se lê a polêmica literatura de época, os oponente dos Puritanos parecem estar sempre na defensiva.

De todos os termos chaves usados pelos Puritanos, os principais eram REFORMA, REFORMAÇÃO, ou o adjetivo REFORMADO. Estes termos não foram cunhados por historiadores posteriores, mas eram as palavras dos lábios de todos durante a própria era Puritana. Foi uma época em que se incitou os governantes a “reformarem seus países”, o clero e efetuar “a reforma da religião”, e os pais “a reformarem (suas) famílias”. A nível mais pessoal, o impulso Puritano era de “reformar a vida da pecaminosidade e da conduta ímpia”.


O movimento Puritano foi um MOVIMENTO VISIONÁRIO ativado por nada menos do que a visão de uma sociedade reformada. Alguém habilmente resumiu o programa Puritano assim: “A convocação pra uma reforma foi um chamado à ação, primeiro para transformar o indivíduo num instrumento capaz de servir à vontade divina, e depois papa empregar esse instrumento para transformar toda a sociedade”.


O Puritanismo também foi um MOVIMENTO DE PROTESTO, como era o movimento protestante em geral. Repetidas vezes nas páginas que se seguem, as perspectivas puritanas se encaixarão mais claramente se nos conscientizarmos de que os Puritanos protestavam contra atitudes do catolicismo romano e, menos freqüentemente, do anglicanismo. Em assuntos tais como trabalho, sexo, dinheiro, e culto, um bom ponto de partida para começar a entender os Puritanos é verificar aquilo a que eram contrários. Como diz Christopher Hill: “Havia um elemento de protesto social em quase cada atitude Puritana”.


Uma coisa que faz o Puritanismo parecer moderno é a extensão até onde ele era UM MOVIMENTO INTERNACIONAL. Primeiro, muitos líderes originais do movimento gastaram meses e até anos no continente, especialmente durante os tempos de perseguição. Eles absorveram os princípios e a prática de culto das “melhores igrejas reformadas”, frase que usavam para denotar o protestantismos europeu. Além do mais, depois que a migração pra a América tornou-se uma característica do Puritanismo, houve uma contínua integração entre os líderes do movimento dos dois lados do Atlântico. “Por trás dos Puritanos”, escreve M.M. Knappen, “estava a força de um crescente protestantismo internacional”.


O Puritanismo inglês (embora não o Puritanismo americano ) era UM MOVIMENTO DE MINORIA. Embora os Puritanos ingleses tivessem ganho imenso poder dentro da sua sociedade (especialmente no Parlamento ), eles nunca foram uma maioria numérica. O Puritanismo, portanto, revelou algumas das mesmas características que descrevem outras minorias: um forte senso de fidelidade interna e princípios comuns, um sentimento de vulnerabilidade, uma tendência na direção do pensamento bipolar em que o mundo se divide em dois campos: nós e eles. A.G. Dickens considera corretamente o Puritanismo “como uma força mais apropriada para permear do que para dominar o espírito inglês”, enquanto Paul Seaver acha que os Puritanos “prosperaram através do fracasso”.


Na Inglaterra o movimento existiu sem estruturas institucionais estáveis e foi poupado da tendência de seus adeptos de depositarem sua fidelidade nas instituições e não nos ideais.

Os Puritanos não eram apenas uma minoria, MAS UMA MINORIA PERSEGUIDA. Na Inglaterra forma sujeitos à hostilização e perseguição em virtualmente cada estágio da sua história (excetuando-se, é claro, é claro, meados do século XVII, quando se tornaram o partido reinante no governa e na igreja ). Os líderes Puritanos estiveram para dentro e fora da prisão como um espécie de Modus vivendi. Leigos foram arrastados até o tribunal por realizarem encontros religiosos em suas casas. Os Jovens Puritanos que não assinavam o Ato de Uniformidade não se graduavam nas universidades de Oxford e Cambridge. Os ministros que se recusavam a vestir trajes anglicanos ou a apoiar cerimônias anglicana ou ler cultos do Livro de Orações eram removidos de suas posições. A consciência da alienação concedeu aos Puritanos seu melhor arquétipo, o peregrino atravessando um mundo alienado para chegar ao seu verdadeiro país.

Apesar do significativo papel desempenhado pelos pregadores e professores Puritanos, o sucesso do movimento dependeu definitivamente de ser UM MOVIMENTO LEIGO. Como disse um estudioso: “O movimento Puritano foi notável pela sua vigorosa participação leiga””. É verdade que o clero e os professores forneceram a teoria intelectual pra o movimento. Foram eles que equiparam a maioria dos leigos com a força para desafiar as estruturas existentes.

Houve, é claro, abundância de paradoxos na situação; no próprio ato de solapar a hierarquia e o privilégio clerical tradicionais, os pregadores Puritanos atraíram enorme séqüito de partidários leigos e acabavam eles mesmos gozando de um aposição de poder. Seu poder, no entanto, ampliou-se apenas até onde alcançou sua habilidade de influenciar o pensamento da pessoa leiga comum.

O Puritanismo foi UM MOVIMENTO NO QUAL A BÍBLIA ERA CENTRAL EM RELAÇÃO A TUDO. Num certo sentido a primeira questão do movimento Puritano ( como da Reforma em geral ) – foi a questão da autoridade. Os Puritanos resolveram a questão da autoridade ao colocar a Bíblia como autoridade final de crença e prática.

John Owen, sempre considerado como o maior teólogo Puritano, disse que “os protestantes supõem que a Bíblia tenha sido dada por Deus para ser... uma perfeita e completa regra de ...fé”. “Quem, então eram estes Puritanos originais?” – pergunta Derek Wilson, “basicamente foi sua atitude em relação à autoridade da Bíblia que os destacou de outros protestantes ingleses”.


O movimento Puritano foi UM MOVIMENTO ERUDITO. Seu objetivo era a reforma da vida religiosa, nacional e pessoa, e seus adeptos rapidamente sentiram que um dos meios mais eficazes de influenciar sua sociedade era através das escolas. Tanto na Inglaterra como na América; o movimento Puritano este intimamente ligado às universidades.

John Knowles escreveu ao Governador Leverett de Massachusetts que “se morrer a universidade, as igrejas... não viverão muito tempo depois disso”. Uma autoridade moderna fala da “preeminência e continuidade da liderança universitária do movimento Puritano”. Mão surpreende, portanto, que o Puritanismo tenho sido UM MOVIMENTO ALTAMENTE LITERÁRIO que possuía uma “vital voracidade pela articulação”

L. Ryken

fonte:   Mayflower: O Movimento Puritano

28/05/2010

Qual o grau do seu murmurômetro?

Como é fácil começarmos um lindo dia murmurando por fúteis motivos. Como é fácil, após um dia de atividades e de lutas, deitarmos em nossas camas no fim do dia murmurando do dia que passou. Não é à toa que muitos perdem o sono.

Não há nada que provoque mais a Deus do que a murmuração, pois toda murmuração é contra Deus (Ex 16:8). Se Deus é o grande responsável pela vida humana, reclamar de nossa vida é reclamar contra o próprio Deus.

Murmurar é reclamar da boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Murmurar é concordar com Satanás de que Deus não está no controle de todas as coisas; é ser seduzido pela serpente como Adão e Eva foram.

Murmuração é a porta de entrada do maligno na vida de muitas pessoas; é a causa principal do fracasso de muitos crentes (1 Co 10.10).

Você é um murmurador? Responda as seguintes perguntas e avalie o seu grau de murmuração.

1. Quando você acorda pela manha para trabalhar/estudar, você:

( ) a- Murmura por ter que acordar cedo.

( ) b- Agradece a Deus por mais um dia em sua presença.

2. Ao tomar o café da manhã, você:

( ) a - Murmura por não ter o pão fresquinho à mesa.

( ) b - Agradece a Deus por começar a primeira refeição do dia com a tua família.

3. Em seu trabalho/estudo, você:

( ) a - Murmura diante dos desafios.

( ) b - Agradece a Deus pela força, capacidade e inteligência que Deus te dá para resolver os conflitos.

4. Após um dia de trabalho/estudo, você:

( ) a - Murmura por causa do seu cansaço.

( ) b - Alegra-se nas promessas de Deus em renovar as suas forças

5. Quando você retorna à sua casa, você:

( ) a - Murmura por causa do trânsito ou por causa do coletivo.

( ) b - Agradece por não ter que voltar à pé para sua casa.

6. Ao chegar à sua casa, você:

( ) a - Murmura por causa de seus familiares que não cumpriram os seus deveres.

( ) b - Agradece a Deus pela tua família e por poder estar com eles por mais um dia.

7. Ao entrar na casa do Senhor, você:

( ) a - Murmura por causa do louvor, da liturgia ou da pregação.

( ) b - Alegra-se por poder prestar culto na casa do Senhor.

8. Ao ouvir a Palavra, você:

( ) a - Murmura pela ausência de loquacidade e persuasão.

( ) b - Aceita os desafios apresentados pela Palavra.

9. Ao olhar para a sua vida, você:

( ) a - Murmura por causa das suas dificuldades.

( ) b - Alegra-se na expectativa da ocorrência de um milagre.

10. Ao se olhar no espelho, você:

( ) a - Murmura por causa do murmurador que você é.

( ) b - É grato a Deus porque ele tem o poder de te transformar em um verdadeiro adorador.

Some o número de suas murmurações (item a) e descubra o seu grau de murmuração.

PONTOS: (10) Perfeito murmurador; (9-6) Crente rabugento; (5-1) Crente ingrato; (0) Adorador

MURMURAÇÃO: A CHAVE DO FRACASSO

"Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus." (1 Ts 5.18)

FONTE:   ASSEM-BEREIA DE DEUS: Qual o grau do seu murmurômetro?

27/05/2010

Teologia do "cocô de mosquito"

 

Certa vez, eu ouvi de meu pai algo bastante interessante: as moscas fazem cocô nas lâmpadas. Sim, isso mesmo! Sabe estas lâmpadas elétricas redondinhas comuns que temos em casa? As moscas adoram aliviar seus ventres lá por alguma razão desconhecida à leiga pessoa que vos escreve. Esta é a razão, ele disse, da luminosidade da lâmpada ir ficando mais amarelada com o passar do tempo.

Eu, sinceramente, não sei se a informação que ouvi de meu pai é verdadeira ou se se trata apenas de alguma sabedoria popular equivocada. Mas o fato é que, com o passar do tempo, a luz de uma lâmpada realmente começa a ficar cada vez mais amarelada e, quando você a retira da boquilha (cujo nome predial correto é “receptaco”), você consegue observar uma série de pontinhos de sujeira no entorno da lâmpada.

O engraçado é que o ciclo de vida de cada mosca comum é relativamente pequeno (cerca de oito dias), e mesmo assim sua influência é grande sobre a aparência externa da luz da lâmpada: mosca após mosca, cocô após cocô, a lâmpada vai se amarelando progressivamente.

A certeza sobre a veracidade deste hábito das moscas não é necessário para a analogia que vou propor neste texto. Aliás, a dúvida é até benéfica neste caso.

Quando lemos o livro de Atos, percebemos que o Evangelho irradiou clara e fortemente por todo o mundo antigo. A despeito de toda perseguição que os discípulos de Cristo sofreram por parte dos judeus e do Império Romano, o Evangelho brilhou!

Sua mensagem continha algo que fazia as pessoas abandonarem todo o conforto que tinham, toda a tradição cultural e religiosa que defendiam, para viver sob o risco de não ver a luz do sol no dia seguinte.

A luz brilhante do Evangelho foi tão forte que cegou o brilhante pensador Saulo de Tarso por alguns dias, e o fez posteriormente considerar tudo o que antes considerava valoroso como refugo (lixo)!

Mas atualmente a luz do Evangelho não brilha mais no mundo como brilhava antigamente. Escândalos e mais escândalos pulam feito pipoca na mídia semanalmente: desde os mais “comuns”, como pedofilia, corrupção e desvio, até casos mais absurdos, como de pastores contrabandeando armas para traficantes brasileiros.

O problema não está com o Evangelho, como muitos pensam. O problema está exatamente em nós e o que fazemos com ele. Nós, assim como as moscas, sujamos o Evangelho todos os dias com pequenos pontinhos, a ponto de, depois de algum tempo, sua luz não causar mais o mesmo efeito brilhante de outrora. A luz do Evangelho – que antes era irradiante, clara, bela e confrontadora – por causa dos seres humanos começa a ficar (aos olhos do mundo) amarelada, desagradável e fosca.

Será que os grandes avivamentos são os períodos em que Deus limpa a lâmpada do Evangelho, retirando as caquinhas que nós frequentemente depositamos lá? Como este texto é uma analogia, pode ser.

Todo momento de avivamento é precedido por uma forte limpeza da Igreja, onde inevitavelmente muitos a deixam.

As igrejas clamam sobre o “avivamento” do Brasil, mas clamam um “avivamento” que se identifica apenas por números. Um avivamento aos moldes capitalistas: resultados, metas, "prosperidade".

A se levar em conta apenas o “avivamento” dos números, as coisas na África devem estar indo de vento em poupa! Há apenas um século atrás menos de 10% da população africana se dizia cristã, hoje este total já alcança 50% da população do continente (D’SOUZA, A Verdade Sobre o Cristianismo, Thomas Nelson, 2008). Que grande avivamento devemos ter lá, não!? Para acompanhar o “avivamento” africano é só abrir os jornais...

O país pode estar do jeito que estiver: fome, desigualdade, corrupção... nada disso precisa mudar. Não importa se a luz da lâmpada esteja fosca com nossas bostinhas. Basta apenas ao mundo estar aos “pés de Cristo”. Nada mais deve nos preocupar além de “salvar” as pessoas de modo integral a "alma" das pessoas, afinal viveremos mesmo é na Glória, não é?!

A analogia da lâmpada é limitada, sim, a criei em poucos minutos. Mas o importante é que reconheçamos que somos nós (eu e você) aqueles que têm sujado a Lâmpada da Verdade. Neste ponto, não há como atribuir culpa a Fulano ou Sicrano: todos nós somos responsáveis por tornar o Evangelho cada vez mais amarelo e sem relevância para a sociedade.

Que Deus nos ajude!

Eliel Vieira

FONTE:   ASSEM-BEREIA DE DEUS: Teologia do "cocô de mosquito"