Aqui estou novamente olhando o céu
Outras vezes me encontras-te andando ao léu
Em meio à solidão, em meio à dor
Eu tento ver o teu amor
Então percebo que nunca foste embora
Tenho tentado ter vitórias, mas é fardo pesado
Reconheço que minhas glórias são coisa do passado
Teu Espírito ainda repousa em mim
Tua palavra mesmo o disse assim
Então porque me sinto tão desanimado?
No entanto, olho a cruz de dor e vejo tua tortura
E Tu crucificado ali em forçada postura
Recordo toda aquela maldição
O sofrimento, a vergonha, a perdição
Que Tu passaste para me dar vitória
Aquieto a alma e ouço Tua voz falando com dulçor
Como brisa suave que vem me aliviar a dor
Também tiveste uma hora de terrível escuridão
Mas logo veio o dia alegre da ressurreição
E Tu vences-te a morte
Percebo que o ar sufocante deste nosso mundo
Pode nos querer derrubar, levar ao fundo
Mas depois da tempestade o sol aparece
Enche o céu de brilho e nos aquece
Tal como tua paz eterna
O choro pode durar uma noite longa e penosa
mas a alegria virá pela manhã sempre radiosa
E aprendo a louvar em meio à dor
Em ti posso ser mais que vencedor
E celebrar a cada dia a Vida!
21/01/2010
Ao Que Sofre – Pr. Joed Venturini
Cambridge seven
Sete amigos universitários transformam a Inglaterra, a China e o mundo em seis semanas.
por André Filipe, Aefe!
“Nunca antes na história das missões um grupo tão singular seguiu para o trabalho no campo estrangeiro”, foi a notícia que correu a Inglaterra em fevereiro de 1885: os sete estudantes de Cambridge estavam seguindo adiante para a missão na China, deixando atrás de si uma multidão de universitários em chamas.
O reavivamento:
Neste fim do século 19, a Inglaterra estava cheia de gente que se chama cristã, mas a poucos deles poderíamos chamar assim. Stanley Smith era um desses jovens que só se chamavam cristãos, assim como os outros seis, mas que foram tremendamente impactados pelo passeio do Espírito por aquelas paragens.
Em 1879, quando Stanley entrou em Cambridge, já tinha entregado sua vida verdadeiramente a Cristo em umas das pregações de Dwight Moody, um dos maiores evangelistas leigos americanos da passagem do século, que estava fazendo algumas cruzadas evangelísticas pela Inglaterra. Stanley e seu amigo inseparável desde seu antigo colégio, Montangue Beauchamp (Monty), eram excelentes esportistas do time de remo da Universidade. O esporte, por isso, tomou lugar nas preferências dos jovens. Cristo só veio a fazer diferença novamente quando Stanley passou a participar do Daily Prayer Meeting, na faculdade, uma espécie de ABU inglesa, e o remo deixou novamente de ser preferência na vida do estudante.
Embora Monty se dissesse cristão, Stanley gostaria que o amigo passasse por aquela transformação que tinha passado ao participar dos grupos de oração. Stanley comprometeu-se a orar 15 minutos por dia pela vida do amigo, que se entregou a Cristo verdadeiramente em outubro de 1881. Curiosamente, a família de Monty era amiga e patrocinadora do grande missionário para a China, Hudson Taylor.
O irmão de Dixon Hoste também era jogador de Remo na mesma Universidade e muito amigo de Stanley. Ambos oravam pela vida dele, pois ainda não havia se convertido. O jovem Hoste tinha uma patente de oficial de artilharia do exército real britânico. No inverno de 1882, Stanley levou Dixon Hoste a uma das cruzadas de Moody. Ele foi insistente, pois o jovem Hoste não queria ir. Na última noite, ele rendeu-se e foi à pregação do americano. Lá, ele entregou sua vida a Cristo e decidiu largar o posto militar para ser um missionário.
William Cassels estudava para ser pastor e era jogador do mesmo time de Stanley. Quando ele passou a freqüentar os grupos de oração, Cassels e ele aproximaram-se mais e oravam juntos no Campus.
Os irmãos Arthur e Cecil Phollil-Thurner eram jogadores fora de série de cricket, um jogo que não é muito conhecido por aqui, mas que na época, na Inglaterra, era muito popular. O irmão de Charles Studd, amigo de Stanley e freqüentador do grupo de oração, convidou Arthur para assistir a uma pregação de Moody. Arthur converteu-se a Cristo naquele dia, e empenhou-se em levar o irmão Cecil a Cristo. Fez o irmão prometer que leria pelo menos dois versículos da Bíblia por dia. Cecil cumpriu e não resistiu à força da oração do irmão e da Palavra de Deus.
Charles Thomas Studd (C.T), foi o mais notável missionário do grupo e certamente sua historia merece um texto a parte. Mas não somente como missionário, já em Cambridge, antes mesmo de se converter, C.T destacou-se, apesar de seu corpo não muito atlético, no jogo de crícket, tornando-se não só o melhor jogador da Universidade, mas foi considerado o maior jogador da Inglaterra. C.T era o Kaká da Inglaterra! No entanto, embora C.T tenha participado das reuniões de oração no seu colegial, na Universidade tinha deixado de participar. Em novembro de 1883, no entanto, seu irmão caiu em grave doença e caminhava para a morte. Quase tão famoso quanto ele, Studd percebeu que, diante da morte, fama e prestígio não valiam de nada. Impactado por aquela doença do irmão, foi ouvir uma pregação de Moody e entregou sua vida a Cristo.
Após estas conversões, estes estudantes testemunharam sua história diante de seus conhecidos, e sua fama, carisma e talento causou um tremendo impacto na Universidade. Stanley e Monty montaram um grupo de estudo bíblico com o time de remo e oravam pela conversão de todos. Dixon, deixando o exército, falou de Jesus a todos os seus parentes. William tornou-se pastor de uma igreja local, Arthur foi para um seminário e C.T, através de sua fama, falou sobre Jesus Cristo a muitos jogadores.
O comissionamento:
Monty também tinha se tornado um seminarista e estava muito próximo de Arthur, por isso oravam e estudavam a Bíblia juntos. Arthur foi o primeiro a ouvir de Deus um chamado para a China. Em 1883, Stanley, Monty e Arthur formavam o protótipo do Cambridge Seven, pregando e falando de missões pela Universidade.
Dixon, já se preparando para o trabalho missionário, foi o segundo a ser chamado por Deus para ir à China. Stanley foi o terceiro, ao entrar em contato pessoalmente com Hudson Taylor, o famoso missionário fundador da Missão para o Interior da China.
O jovem Stanley, o mais persuasivo e entusiasta do grupo, foi procurar William, que se preparava para o trabalho missionário na África. O carisma do amigo foi tão forte que William decidiu também ser um missionário para a China.
Em setembro de 1884, Stanley, Dixon e William foram até a missão de Hudson Taylor para se candidatarem oficialmente como missionários.
Em novembro deste mesmo ano, Stanley convidou C.T para uma pregação de um missionário que retornava da China. O jovem jogador de crícket foi confrontado com o desafio de ser enviado ao país como missionário, aceitando-o prontamente.
Monty, no entanto, que havia ajudado Stanley a convencer C.T, e que participava de tudo sem muito envolvimento, foi profundamente tocado pelo envolvimento de C.T, e por isso, também se candidatou à missão.
Por causa da decisão de C.T., a viagem dos 3, agora 5, foi postergada, já nos propósitos de Deus. Enquanto isso, Stanley, C.T, Monty, William e Hoste testemunhavam sua decisão aos colegas na Universidade, e desta forma, impactavam os estudantes de Cambridge. Certa vez, junto a Hudson Taylor, os 5 deram vários testemunhos na Universidade, e ao fazerem um apelo, somente um estudante atendeu: Arthur Phollil-Thurner.
Cecil Phollil-Thurner, neste tempo, já estava por demais constrangido, por ele mesmo ter sido um dos que tinha encorajado C.T ao trabalho missionário, ele mesmo ainda não havia se comprometido. Em janeiro de 1885, os irmãos Turner vão juntos até Hudson Taylor e oferecerem-se para o trabalho na China.
Agora, a Missão para o Interior da China possuía sete jovens candidatos que deveriam divulgar seu trabalho pela Inglaterra e pela Escócia. Nas seis semanas seguintes que antecederam a viagem, os sete visitaram muitas cidades e Universidades, onde impactavam por onde passavam a vida de estudantes. Foi neste período que ganharam o apelido de Cambridge Seven.
“Nunca antes na história das missões um grupo tão singular seguiu para o trabalho no campo estrangeiro”, foi a notícia que correu a Inglaterra em fevereiro de 1885: os sete estudantes de Cambridge estavam seguindo adiante para a missão na China, deixando atrás de si uma multidão de universitários em chamas. Em 18 de março de 1885, o grupo inusitado chega em Shangai.
O impacto entre os estudantes da Inglaterra, Escócia e Estados Unidos:
Todos os sete, especialmente C.T, eram jovens muito ricos da Inglaterra. Calcula-se que C.T. tenha herdado cerca de meio milhão de dólares atuais. Além disso, eram extremamente talentosos e inteligentes. Muitos em sua época consideraram o ato um grande desperdício de talentos. Porém, maior que o impacto que estes jovens causaram na China, foi o seu testemunho entre os estudantes. O folheto com seus testemunhos, “The Evangelisation of the World: The Cambridge Seven” se tornou um Best seller nas universidades e chegou às mãos da Rainha Vitória. A Missão Para o Interior da China, em 1885, ano que os jovens fizeram o trabalho, recebeu 168 novos missionários, passando para 800 em 1900, representando um terço da força missionária da Inglaterra.
O folheto e a história do grupo chegou aos EUA influenciando muitos estudantes, especialmente Robert Wilder, que foi um dos estudantes a liderar o maior avivamento estudantil que ergueu a mais impactante onda missionária da história cristã, o Movimento de Estudantes Voluntários.
Fonte:
TUCKER, Ruth A. Até os confins da terra. Vida Nova, SP.
WINTER, Ralph D. e HAWTHORNE, Steven C. Missões Transculturais: um perspective histórica.
WONG, Anthony B. The Cambridge Seven. Link: http://www.wholesomewords.org/missions/mscambridge7.html
Wikipédia inglesa.Fonte: Confeitaria Cristã
20/01/2010
A MENSAGEM DA CRUZ
O que significa a cruz de Cristo para você? Você compreende realmente a mensagem da cruz? Ela ocupa seu pensamento em alguma parte de seu dia? Este é o grande assunto da sua vida?
A sombra da cruz estendeu-se do Éden perdido ao Calvário. Ela era vista nos cordeiros imolados da era patriarcal e nos serviços do santuário hebreu. O sacrifícios de animais apontavam para a cruz. A cruz do Calvário, a Cruz de Cristo.
Muito cedo, em Sua vida, Jesus entendeu que aqueles sacrifícios simbolizavam a Sua morte. Durante o Seu breve ministério de três anos e meio, Jesus revelou aos discípulos que deveria padecer e ser morto.
Toda a obra que Cristo fez, ensinando e curando, Ele fez com a consciência de que viera ao mundo, para o supremo fim de morrer pela humanidade.
Chegou por fim a grande hora. Jesus se dirige para Jerusalém, come a páscoa com os Seus discípulos, institui a Santa Ceia, discorre sobre importantes temas e então, com alguns discípulos, entra no horto do Getsêmani.
Naquele tranquilo retiro Ele contemplaria o preço a ser pago pela redenção do homem. Ao considerar o sacrifício pelo qual teria que passar, a Sua humanidade como que recua diante de tremenda prova.
A Bíblia declara que três vezes Jesus rogou : “Meu Pai: Se possível passe de mim este cálice!” Mateus 26: 36-46. O Salvador sofre intensamente. A agonia que domina e faz o Seu suor se tornar “como gotas de sangue”. (Lucas 22:44).
Alí mesmo no jardim Jesus é preso e levado aos dirigentes religiosos, que numa farsa de julgamento, O condenam à morte. O procurador romano ratifica a sentença. Então Ele é conduzido ao Calvário, pregado numa cruz e levantado entre salteadores.
Que quadro impressionante! O inocente Filho de Deus sofrendo num madeiro, entre criminosos comuns! A própria natureza simpatiza com o seu Autor: o Sol se recusa a brilhar e densas trevas cobrem a região; a terra treme e as rochas se fendem.
No auge do Seu sofrimento o Salvador exclama: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? ” Mateus 27:46. Esse brado de Jesus vem de sentir-se abandonado por Deus. A luz da presença do Pai fora dEle retirada.
Durante aquelas negras horas, na cruz, Jesus se fizera pecado. A Bíblia diz: “Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós.” II Coríntios 5:21. Jesus assumia a culpa do mundo - os pecados de toda a humanidade em todos os tempos, incluindo os teus pecados e os meus pecados também.
A Bíblia declara: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos.” Isaías 53:6. E em I Pedro 2:24 nós lemos: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro os nossos pecados, para que nós mortos aos pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados”.
O pecado é a rebelião contra o Céu e traz em si a separação de Deus. Assumindo o pecado do homem, Jesus sofreu o que o homem teria que sofrer por ter pecado, ser abandonado por Deus.
Esta é a mais tremenda experiência em que pode sobrevir a um ser humano. O afastamento da presença de Deus. A consciência de separação do Pai, e o senso do abandono, envolveram Jesus em densas trevas e produziram nEle angústia tal que jamais será plenamente compreendida pelo homem. Essa dor moral em muito excedia o Seu sofrimento físico, e provocou a morte de Jesus em poucas horas. Ele morreu de coração quebrantado.
E isso Ele fez voluntariamente. Não porque os líderes religiosos quisessem. Não porque O forçaram. Quando Pedro usou a espada para defendê-Lo, no Getsêmani, Jesus o repreendeu, com as palavras: “Acaso pensas que não poderia rogar ao meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? ” Mateus 26:53.
Poderosos anjos de Deus - milhares deles - estariam ao Seu lado para o defender, se o quisesse. Mas, por Sua livre escolha, Jesus Se deixou prender, e amarrar e maltratar; deixou-Se pregar à cruz, na qual morreu pelo pecador.
Foi por amor que Jesus tudo sofreu. O amor de Jesus transcende o nosso entendimento. Nós amamos os que nos amam. Ele amou seus inimigos. Em Romanos 5:8 nos é dito: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós sendo nós ainda pecadores.”
A cruz de Cristo não é só o instrumento de Deus para a expiação do pecado. Nela, Jesus de fato pagou a pena dos nossos pecados.
E se aceitarmos o que Ele fez, se O aceitarmos como Salvador pessoal, Deus considera expiada a nossa culpa; e nos perdoa e nos salva.
Mas, a cruz é mais que isto. Ela é o supremo argumento de Deus para que confiemos nEle e para que voltemos a Ele. Pois é o monumento do amor - do amor divino.
Toda história sagrada é a história do amor de Deus para com Seus filhos. Mas, na cruz esse amor se sublima. O Calvário foi em nosso benefício. A morte de Jesus não deve ser encarada como um mero acontecimento histórico, para ser conservado nos livros e lembrado uma vez por ano.
Sua morte deve ser comemorada cada dia, pelos que amam o Salvador.
Naquele dia escuro, Jesus expiou a culpa de todos os nossos pecados e abriu a porta do Céu, para você e para mim.
Se você fosse o único habitante da terra, Jesus morreria, faria tal sacrifício de amor, mesmo que fosse somente por você.
Eu desejo convidar você agora para entregar a Jesus a sua vida, como um gesto de amor.
Dê, a Cristo hoje, o seu coração. E Ele verá que o Seu sacrifício não foi em vão. Este é o verdadeiro significado da Cruz do Calvário. É a mensagem da cruz alcançando os corações.
A história de Mary Jones
A admirável determinação de uma menina galesa em conseguir um exemplar da Bíblia inspirou a fundação da primeira Sociedade Bíblica. Conta-se que as Sociedades Bíblicas, entidades dedicadas à produção e distribuição do Livro Sagrado, em atividades no mundo todo, tiveram sua origem na bela história de uma menina. O lema das Sociedades Bíblicas - levar a bíblia a todos os povos, em uma língua que possam entender e a um preço que possam pagar - teria sido inspirado na humildade, determinação e coragem de Mary Jones, que viveu no Pais de Gales (Gra-Bretanha), durante o século XVIII. Em 1792, aos 8 anos de idade, Mary Jones começou a acalentar um sonho: ter a sua própria Bíblia. Ela queria poder ler, em sua casa, aquelas histórias tão bonitas que costumava ouvir na igreja. Esse desejo, no entanto, parecia impossível de ser realizado. Mary, que morava em uma pequena vila chamada Alan, ainda não sabia ler - e, infelizmente, não havia escolas nas redondezas. Além disso, naquele tempo, as Bíblias - assim como os demais livros - eram muito raras e caras. Só poucos privilegiados podiam ter um exemplar das Escrituras Sagradas. E este não era o caso da menina, cuja família era muito pobre. Mesmo assim, Mary Jones fez uma promessa a si mesma: um dia, ele teria a sua própria Bíblia.
O Primeiro Passo
Ao completar 10 anos, a menina viu surgir uma oportunidade de aprender a ler. Seu pai foi vender tecidos numa vila próxima, chamada Aber, e soube que ali seria aberta uma escola primária. Tempos depois, quando a escola começou a funcionar, Mary foi uma das primeiras crianças a se matricular. Muito motivada, ela logo se tornou uma das primeiras alunas de sua classe. Em pouco tempo, aprendeu a ler.
Enquanto isso, a menina continuava firme em seu propósito de conseguir a sua Bíblia. Agora que já sabia ler, a grande dificuldade era conseguir a quantia necessária para comprá-la. Para isso, fazia pequenos trabalhos, com os quais ganhava alguns trocados. Pegava lenha na mata para pessoas idosas e cuidava de crianças. Depois, com a intenção de ganhar um pouco mais, a menina comprou algumas galinhas e passou a vender ovos.
Passado o primeiro ano de economias, Mary abriu o cofre para conferir quanto havia guardado. Mas chegou a uma triste conclusão: havia conseguido economizar apenas uma pequena parte do que precisava para comprar a Bíblia. Durante o segundo ano em que estava economizando dinheiro, Mary aprendeu a costurar. Com isso, conseguiu guardar um valor maior - embora não o suficiente, ainda para concretizar o seu sonho.
Mais um ano
EntCo, no correr do terceiro ano, Mary teve de enfrentar uma acontecimento imprevisto - seu pai, ficou doente e deixou de trabalhar. Por isso, ela teve que dar tudo o que havia economizado durante aquele ano para sua família. E, desta vez, Mary não pode colocar nada no cofre. Mas continuou trabalhando e, no final do quarto ano, conseguiu completar a quantia de que precisava para comprar a Bíblia. Nessa época, Mary tinha 15 anos de idade.
Ela já podia, então, comprar a sua tão sonhada Bíblia. Mas onde iria encontrá-la? O pastor de sua igreja lhe informou que não era possível comprar Bíblias em Alan, nem nas vilas vizinhas. Ela só conseguiria encontrar um exemplar na cidade de Bala, que ficava a 40 quilômetros dali. Naquela cidade, morava o Rev. Thomas Charles, que costumava ter em sua casa alguns exemplares das Escrituras Sagradas, para vendê-los às pessoas da região.
Com esta informação, Mary foi para casa e pediu a seus pais que a deixassem ir a cidade de Bala. No inicio, eles não queriam que ela fosse sozinha. Mas a mocinha insistiu tanto, que os pais acabaram concordando.
Sem sapatos
A longa jornada de Mary Jones foi feita a pé. Pensando em poupar seus sapatos da dura caminhada, a fim de poder usá-los na cidade, ela resolveu ir descalça. Depois de caminhar por todo o dia, por fim, no início da noite, Mary chegou à casa do Rev. Thomas Charles. Ali, no entanto, mais uma dificuldade a esperava: o Rev. Thomas havia vendido todas as Bíblias. Ele ainda tinha alguns poucos exemplares, mas esses já estavam encomendados.
Ao receber essa notícia, Mary começou a chorar. Em seguida, mais calma, ela contou a sua longa história ao Rev. Charles. Entao o pastor, comovido, dirigiu-se até um armário, retirou de lá uma das Bíblias vendidas e entregou-a à Mary.
Impressionado com a história daquela menina, o Rev. Thomas resolveu contar o que tinha ouvido aos diretores da Sociedade de Folhetos Religiosos, uma entidade Crista local. Profundamente tocados com a luta de Mary Jones para conseguir seu exemplar da Bíblia, os diretores daquela organizaçao chegaram à conclusão de que experiências como a dela nao deveriam mais se repetir. Decidiram, então, fazer alguma coisa para tornar a palavra de Deus acessível a todos. E, depois de muito estudo e oração, resolveram organizar uma nova sociedade, com a finalidade de traduzir, imprimir e distribuir a Bíblia. Foi assim que, no dia 7 de dezembro de 1802, foi fundada a primeira Sociedade Bíblica, que recebeu o nome de Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.
Depois de ler essa história você não fica motivado a ler a Bíblia? Faça esse propósito de conhecer mais a Palavra de Deus.
fonte: A história de Mary Jones - eJesus - Cristianismo On Line - O site que Proclama os Ensino de Jesus

