28/12/2009

COMO AS SEITAS CONTROLAM A MENTE DOS ADEPTOS

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Nos últimos trinta anos a expressão ‘lavagem ao cérebro’ tem-se tornado muito comum. Em 1961 Robert J. Lifton escreveu o livro Thought Reform and the Psychology of Totalism [Reforma do Pensamento e a Psicologia do Totalitarismo], depois de ter estudado os efeitos do controlo da mente de prisioneiros de guerra americanos na China comunista. Lifton enumera oito aspectos principais que podem ser usados para determinar se um certo grupo é uma seita destrutiva. Todas as religiões autoritárias deviam ser submetidas a este teste para determinarmos exactamente quão destrutiva é a influência que elas têm sobre os seus adeptos. Que cada um julgue por si mesmo.

1. Controlo do Meio

As seitas usam várias técnicas para controlar o meio das pessoas que recrutam, mas usam quase sempre uma forma de isolamento. Os adeptos podem ser fisicamente separados da sociedade ou pode-se-lhes ordenar, sob pena de punição, que se mantenham afastados dos meios de comunicação social, especialmente se estes os levarem a pensar criticamente. Todos os livros, filmes ou testemunhos de ex-membros do grupo (ou de qualquer outra pessoa que critique o grupo) têm de ser evitados.
A organização ‘mãe’ arquiva cuidadosamente informações acerca de cada recruta. Todos são vigiados, para que não se afastem nem se adiantem em relação às posições da organização. Isto permite que a organização pareça omnisciente aos adeptos, pois sabe tudo sobre todos.

2. Manipulação Mística

Nas seitas religiosas, Deus está sempre presente nas actividades da organização. Se uma pessoa sai da seita, quaisquer acidentes ou outros infortúnios que lhes aconteçam são interpretados como uma punição de Deus. A seita diz que os anjos estão sempre a velar pelos fiéis e circulam histórias em como Deus está realmente a fazer coisas maravilhosas entre eles, porque eles são "a verdade". Desta forma, a organização reveste-se de uma certa "mística" que atrai o novo adepto.

3. Exigência de Pureza

O mundo é descrito a preto-e-branco, não há necessidade de se fazerem decisões baseadas numa consciência treinada. A conduta da pessoa é modelada de acordo com a ideologia do grupo, conforme esta é ensinada na sua literatura. Pessoas e organizações são descritas como boas ou más, dependendo do seu relacionamento com a seita.
Usam-se sentimentos de culpa e vergonha para controlar indivíduos, mesmo depois de eles saírem da seita. Eles têm grande dificuldade em compreender as complexidades da moral humana, pois polarizam tudo em bem e mal e adoptam uma posição simplista. Tudo aquilo que é classificado como mau tem de ser evitado e a pureza só pode ser atingida se o adepto se envolver profundamente na ideologia da seita.

4. O Culto da Confissão

Pecados sérios (segundo os critérios da organização) têm de ser confessados imediatamente. Os membros da seita que forem apanhados a fazer alguma coisa contrária às regras têm de ser denunciados imediatamente.
Existe muitas vezes uma tendência para ter prazer na degradação de si mesmo através da confissão. Isto acontece quando todos têm de confessar regularmente os seus pecados na presença de outros, criando assim uma certa unidade dentro do grupo. Isto também permite que os líderes exerçam a sua autoridade sobre os mais fracos, usando os "pecados" deles como um chicote para controlá-los.

5. A "Ciência Sagrada"

A ideologia da seita torna-se na moral definitiva para estruturar a existência humana. A ideologia é demasiado "sagrada" para se duvidar dela e requer-se que o adepto tenha reverência pelos líderes. A seita alega que a sua ideologia tem uma lógica infalível, fazendo parecer que é a verdade absoluta, sem contradições. Um sistema assim é atractivo e oferece segurança.

6. Linguagem Elaborada

Lifton explica que as seitas usam de forma abundante "clichés para acabar com o pensamento," expressões ou palavras que são forjadas para acabar a conversa ou a controvérsia. Todos conhecemos os clichés "capitalista" e "imperialista," usados por manifestantes anti-guerra nos anos sessenta. Estes clichés memorizam-se facilmente e têm efeito imediato. Chamam-se a "linguagem do não-pensamento," pois terminam a discussão, dispensando quaisquer considerações adicionais.
Entre as Testemunhas de Jeová, por exemplo, expressões como "a verdade," "a sociedade," "a organização," "o novo sistema," "a nova ordem," "os apóstatas" e "as pessoas do mundo" contêm em si mesmas um julgamento dos outros, não é necessário pensar mais neles.

7. Doutrina Acima das Pessoas

A experiência humana é subordinada à doutrina, independentemente de quão profunda ou contraditória tal experiência seja. A história da seita é alterada para se ajustar à lógica doutrinal. O indivíduo só tem valor na medida em que se conforma aos modelos pré-estabelecidos pela seita. As percepções do senso comum são desconsideradas, se forem hostis à ideologia da seita.

8. Dispensados da Existência

A seita decide quem tem o "direito" de existir e quem não tem. Eles decidem quem morrerá na batalha final do bem contra o mal. Os líderes é que decidem quais são os livros de história exactos e quais são os tendenciosos. As famílias podem ser destruídas e os estranhos podem ser enganados pois não merecem existir!

Fonte:ICP

Autor : Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.

VIA      PENSAR E ORAR: Como as Seitas Controlam a Mente dos Adeptos

DEUS SABE QUANTO PESA UMA ORAÇÃO

 

Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos. Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar.
O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família ela implorou:
- “Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver…”.
Ele lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja.
Em pé no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta.
Então o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:
- “Você tem uma lista de mantimentos?” - “Sim”, respondeu ela.
- “Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos”!
A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança. Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo.
Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado:
- “Eu não posso acreditar!”.
O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada. O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido…
Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado pois não era uma lista de compras e sim uma oração que dizia:
-”Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em Suas mãos…”
O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém. O freguês pagou a conta e disse:
- “Valeu cada centavo..” Só Deus sabe o quanto pesa uma oração…
Não existe impossível para DEUS! Jamais desista daquilo que você realmente quer. “A pessoa que tem grandes sonhos é mais forte do que aquela que possui todos os fatos.
Que Deus lhe dê tudo o que precisar”.

FONTE:    PENSAR E ORAR: DEUS SABE QUANTO PESA UMA ORAÇÃO

A VIDA MISSIONÁRIA

 

Vida Cristã é vida missionária. Vida missionária (missões) é a nossa prioridade. Mas, de que forma podemos afirmar que missões são a nossa prioridade? Hoje, no Brasil, por baixo, somos mais de 25 milhões de evangélicos. Se cada um contribuísse com R$ 1,00 por mês, nós teríamos condições de enviar 12 mil missionários para o campo, cada um com a renda, só do real, de R$ 2.000,00. Se 25 milhões de cristãos, por baixo, se motivassem a orar 10 minutos por dia, nós teríamos campos com mais de 173.500 pessoas orando a cada 10 minutos. Imaginem só... se um põe mil pra correr e 173.500 quantos porão? (Js. 23.10). Se 25 milhões de cristãos quisessem mandar 12.000 missionários, isso corresponderia a 0,05% aproximadamente. Nós temos mais de 25 milhões e menos de 1.000 missionários trans-culturais. Vejam só!
Vida cristã é vida missionária. Vida missionária é vida comprometida com o ir, orar e contribuir. Há muito tempo, pensava-se que você poderia fazer missões indo, orando ou contribuindo. Graças a Deus, já é aceito que, fazemos missões das três maneiras. Você é missionário quando vai, ora e contribui. Se você não for aos povos não alcançados, terá que enviar alguém, ou, será indesculpável diante de Deus. Se não orar e não contribuir é culpado diante de Deus. A Palavra diz: “E este evangelho do Reino será pregado em todo mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”; “Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia enumerar de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé, diante do trono do Cordeiro”. Será o Reino de Deus prioridade para os evangélicos? Ou é o nosso próprio reino, nossa denominação, nosso ministério, igreja? Por que será que todos temos que ir para todos os lugares, e não todos se unirem, e se fizerem representados por alguns?
Vida cristã é vida missionária. Vida missionária é vida totalmente comprometida com o cristianismo. É uma vida que reproduz Cristo na terra, reproduz as palavras, atitudes, disposição, entrega e o amor. Nós devemos fazer missões, desta forma, aqui, ali, além. Indo orando e contribuindo.
Vida cristã é vida missionária. Missões são as várias formas de se fazer a missão. A missão é a proclamação das boas novas. Quantos dos nossos melhores estão proclamando? Quanto das nossas arrecadações é destinado para missões?
Vida cristã é vida missionária. Vida missionária é a vida que mais agrada a Deus. Vida que nem sempre é vista, respeitada e valorizada, mas, é a vida que dá a Deus o que mais o alegra: almas. Uma alma vale mais que o mundo inteiro. Vale mais que conforto e aparências. Vale mais que aplausos e glórias.
Vida cristã é vida missionária. Vida missionária, vida que o mundo precisa, Deus espera, e que a igreja se revelará.
Por Pr. Vanilson Alcântara
Pastor da Segunda Igreja Batista Ebenézer Renovada de Aracaju

Fonte: http://blogdonatalino.blogspot.com

27/12/2009

O Sofrimento na Vida Missionária

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Antonia Leonora van der Meer – Tonica

O sofrimento faz parte da carreira missionária dos que seguem os passos e o ministério de Jesus. Foi assim com nosso mestre e Ele nos advertiu de que também sofreríamos e nos chamou a calcular os custos para ver se estamos dispostos a ir até ao fim (Lucas 9:23, 57-62; 14:25-33). Jesus não facilitou a vida dos seus seguidores.

Hoje estamos acostumados a uma fé evangélica consumista, buscando os cultos e programas e o louvor que mais nos agradam, e o lugar onde podemos obter mais bênçãos com menor custo. Esse não é o caminho da cruz a que Jesus nos convida a andar, seguindo os seus passos.

Não quero buscar intencionalmente o sofrimento, mas se queremos alcançar os perdidos menos alcançados, teremos de servir em selvas, entre grupos que vivem muito longe da civilização, e onde nossa presença vai ser questionada, vamos ter inimigos simplesmente por estarmos ali em nome de Cristo. Teremos de servir entre povos orgulhosos de sua cultura e da sua religião, que as defendem porque representam sua identidade e porque vêem o Cristianismo como imposição do Ocidente capitalista. Teremos de servir entre povos que sofrem os horrores da guerra, que perderam seus entes queridos, crianças traumatizadas que presenciaram a morte violenta de seus pais, pessoas física e emocionalmente estraçalhadas. Teremos de servir em lugares onde o simples interesse em ler ou ter uma Bíblia já pode causar intensa oposição ou mesmo a morte. Temos de reconhecer que de fato causamos algumas reações negativas pela maneira como a missão tem sido feita. Mas a razão maior não é a questão da cultura, mas é porque há uma batalha espiritual, querendo impedir que novos povos ou grupos de pessoas sem Deus e sem esperança venham a descobrir as alegres e boas novas do amor de Deus.

Além disso, teremos de aprender línguas complicadas, mudar nossa forma de viver por outras formas que nos são estranhas, permitir que nossos filhos se integrem e se tornem parte de uma cultura que talvez não nos agrade. Podemos estar servindo com toda dedicação e fidelidade e ser mal-interpretados, questionados, nossa presença ser ressentida porque somos estrangeiros.

Depois vêm as saudades da pátria, da família, da igreja, dos amigos. A preocupação com os pais que estão ficando mais idosos, e precisando de nossa presença. A preocupação constante com a vida e os estudos dos filhos, e com o futuro deles.  Será que estamos lhes prejudicando ao obrigá-los a compartilhar a vida missionária conosco? Vem a solidão e a necessidade de alguém que nos entenda.  Acabamos sendo duplamente estrangeiros, no campo, e talvez ainda mais quando voltamos ao lar – é aí que percebemos o quanto mudamos.  Mesmo nossa família, ou nossos melhores amigos não entendem as coisas que mais ardem em nosso coração.

Será que vale a pena enfrentar tudo isso? Eu creio que sim. Em primeiro lugar porque é muito pouco em resposta àquilo que o Senhor da glória fez para me salvar e me tornar filha amada do Deus Pai. Também porque nossa vocação é aquilo que no fundo mais satisfaz nosso ser, é aquilo para que fomos feitos, nos causa imensa satisfação e alegria estar no centro da vontade de Deus. E ainda cada pequeno fruto, ou broto, ou sinal de vida, quanta alegria nos traz. Como foi bom, quando estava em Angola, depois de meses de debates difíceis com um ou outro marxista convencido, ver como a luz de Deus penetrava sua mente e mudava sua perspectiva e o transformava em filho de Deus, em testemunha do amor de Jesus que o alcançou. Visitando os hospitais com os doentes com pouquíssimos recursos e os feridos da guerra, encontrando muito desespero, e vendo como o amor de Jesus transformava a vida dessas pessoas, lhes dando nova coragem, nova razão para viver, para lutar pelo que é bom e servir aos outros. Ver pessoas que conheci como estudantes secundaristas ou universitários, servindo a Deus e ao próximo com sabedoria, alegria e dedicação… Ver o ministério entre deficientes físicos que comecei a sonhar há anos, sendo desenvolvido sacrificialmente pelos próprios deficientes, com garra e amor. Sim valeu a pena!FONTE:    O Sofrimento na Vida Missionária | O Cuidado Integral de Missionários