30/11/2009

ROMANOS 8 – Uma leitura

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por Ariovaldo Ramos

Deus não tem mais nada contra os que estão em Cristo, porque os que estão nessa situação têm o poder do Espírito Santo atuando em si, de maneira que não estão mais condenados a viver em estado de rebelião, o pecado não os controla mais. Foram libertos pelo sacrifício de Cristo, tanto da prisão espiritual quanto desse controle.

Basta que se deixem conduzir pelo Espírito Santo, que é o que os distinguem como filhos de Deus, que viverão de modo agradável a Deus. Eles ainda têm a velha natureza neles, mas não são mais obrigados por essa natureza a nada, porque a presença do Espírito Santo, neles, manifesta uma nova natureza.

É fato que, o que é verdade para a dimensão espiritual não o é na física; ainda morrerão, mas com a certeza da ressurreição.

Ressuscitarão porque o Espírito de Deus, que ressuscitou a Jesus, vive neles, por isso eles não são mais prisioneiros da velha natureza; pelo contrário, podem anulá-la e às suas obras.

Eles não precisam mais viver de maneira medíocre, são filhos, chamam a Deus de Pai, foram adotados por Ele, e podem viver de acordo com o seu novo estado. Não precisam ter medo, o próprio Espírito é quem lhes garante que são filhos de Deus. Podem acreditar nisso e viver baseado nisso. Sempre que eles forem nessa direção, o Espírito os fará alcançar esse padrão de vida.

Eles estão identificados com Jesus, receberão tudo o que Jesus recebeu mas, agora, compartilham do sofrimento de Cristo. Eles o suportam, pois sabem que não dá para comparar com o que receberão.

Aliás, toda a criação sofre também porque Deus, por causa do crime da raça humana contra Ele, ao invés de aniquilar a humanidade, submeteu-a ao sofrimento (pôde fazer isso por causa do sacrifício de Jesus Cristo). E o sofrimento humano se estende a todas as criaturas sobre quem o ser humano tinha domínio (Gn 1.28) – daí porque a doença e a morte.

Todos, portanto, aguardam o grande dia da ressurreição da humanidade e de tudo o que estava debaixo da mesma. Todo o planeta será renovado. Por isso, é de se esperar que já, agora, os que sabem de sua ressurreição ajam em favor de toda a criação, preservando e restaurando, dentro de suas possibilidades, o meio ambiente. Porque os que aguardam a ressurreição, compreendem a dor das demais criaturas.

Eles, os que têm o Espírito Santo, que já saboreiam um pouco da glória futura, confiam que receberão todas as promessas que pertencem aos filhos, e esperam com paciência e certeza.

No dia-a-dia contam com o Espírito Santo, que intercede por eles com uma profundidade inalcançável, mas  segundo a vontade de Deus, que é transformá-los em pessoas cada vez mais parecidas com Jesus. De modo que, tudo o que lhes acontece, coopera para que cheguem mais perto desse modo de viver. Deus decidiu que faria isso com eles desde antes da criação do mundo – o Pai decidiu que o Filho teria irmãos, passando de unigênito para primogênito, mas que todos os irmãos seriam como o irmão mais velho.

Ninguém consegue ser, de fato, contra eles, porque Deus é por eles. E não tem como eles serem acusados, porque Deus os declarou sem culpa – Ele os perdoou. Deus lhes deu o seu próprio Filho e, com ele, tudo o que eles precisassem para ser como Jesus de Nazaré.

Portanto, eles sofrem não porque Deus não os ama, mas porque eles se identificam com Cristo, e sofrem por estarem do lado de Cristo, e por tudo o que faria Cristo sofrer. Mas eles estão prontos! Eles sabem que são ovelhas que estão se identificando com o sacrifício de seu pastor, Jesus.

Assim, eles sabem que o amor de Cristo sempre estará com eles ajudando-os a ser mais que vencedores em qualquer sofrimento. A vitória deles não é não sofrer, é não ser derrotado por nenhum sofrimento.

FONTE: Portal Missão Integral - ARTIGOS - ariovaldoramos.com.br

29/11/2009

O DIA…

 THINK

…em que o Diabo foi mais misericordioso que o Deus dos Homens....

Dentro da igreja a palavra MUNDO sempre foi usada para dar significado as coisas que não são de Deus.
Não poucas vezes ouvi: “Isso é coisa de gente de mundo....” A tradução é: “Coisa de gente que não é de Deus...”
Claro que nunca gostei do evangeliquês das igrejas, expressões sempre preconceituosas e sem criatividade.
A história que vou contar, pasmem, verdadeiramente aconteceu e com um grande amigo meu.
Rodolfo meu jovem amigo conheceu a Carla uma jovem linda, simpática e divorciada.
Ele, nascido e criado dentro da igreja, ela nascida e criada ...bom sei lá onde... Mas uma pessoa ótima, simpática, bonita....
Tempos depois resolveram marcar a data do casamento, enviaram os convites a todos os familiares, todos da igreja, convidaram o Pastor para fazer a cerimônia o coral para cantar...
Parecia estar tudo sob controle, tudo comprado, convites enviados....
Porém... eis que senão quando.....
Faltando uma semana para o casamento, Rodolfo recebe a noticia que a Averbação do divórcio de sua futura esposa – documento de divórcio definitivo que libera a pessoa a casar-se novamente - só ficaria pronta 2 dias DEPOIS do casamento dele na igreja.
Bom, um problema pequeno, julgou ele, afinal de contas o que há demais não é mesmo?
ERRADO..... Quem disse que a igreja é feita de amor e misericórdia hein..quem..quem.... quem...
O Pastor Solicitou a documentação para o casamento naquela semana e foi informado que a averbação da Carla ficaria pronta 2 dias depois do casamento na igreja.
A reação foi imediata.
“Só posso fazer o casamento se toda a documentação estiver ok....” Disse o Pastor.
Rodolfo pediu que fizesse o casamento assim mesmo, questionou, argumentou, disse que os convites já haviam sido enviados e tudo estava pago...
De nada adiantou.
O desespero era completo. O casamento não poderia ser feito no dia marcado e não havia mais tempo de avisar a todos, cancelar ou mudar a data.
A “dês-graça” estava feita.
Rodolfo meu amigo vendo o tempo se esvair e não obtendo sucesso com a “Santa, amada, idolatrada salve-salve Igreja”, correu para o cartório.
Já que a igreja não abria mão do dito papel para que o casamento fosse feito, quem sabe a Instituição Burocrática e cheia de eternas filas conhecida como Cartório de Notas pudesse ser mais compreensível com a sua situação.
No final da história meu amigo Rodolfo e Carla casaram-se na “Idolatrada Igreja Pseudo-misericordiosa e cheia de “graça” salve-salve” no dia certo como queriam com os papéis todos certinhos e averbação carimbada.
Mas não foi a igreja nem o Pastor que abriram mão para que o casamento acontecesse no dia esperado.
Ao final fica a pergunta: Quem nessa história teve misericórdia ?
Talvez esteja na hora de nos lembramos que muitas prostitutas nos precedem no Reino de Deus.”
Mateus 21:31

posted by fabio.fino

FONTE:   Reformado

28/11/2009

CULINÁRIA, UM DOM DIVINO

 

Um dia desses eu conversava com um sujeito, um cara legal mas de visão muito tacanha. Daqueles que ainda acham que o homem é dono da mulher e que a palavra marido traz consigo a prerrogativa de mandar na parceira. Daí entre uma e outra varada n’água, ele soltou o que pensa sobre homem cozinhar.

Já posso te adiantar que não lhe causava admiração alguma homem na cozinha. E mais: como bom machista, tal lugar – a seu ver – é reservado para as mulheres. Ele cozinhando?, nem pensar... seria um demérito.

Meu pai foi chefe de cozinha, e hoje não sendo chefe de nada continua a cozinhar – divinamente, diga-se de passagem. E ele foi versado na cultura mineira, então imagine só os pratos que faz.
Eu mesmo nunca havia tentado fazer prato algum. Até que saí de casa para viver só em outro Estado. Pois bem, quando essas coisas acontecem a gente aprende que nem todos gostam daquilo que a gente gosta, que nem todos se dispõe a nos agradar, e que quando tentam... nem sempre conseguem. Conclusão, temos que aprender a fazer nossos próprios cardápios. (Ah, e vale ressaltar o que muita gente já sabe, comida de restaurante não é tão saborosa quanto comida caseira – com raras exceções).
Agora tenho aprendido um e outro prato. Só cozinho coisas simples, fáceis de se fazer e que não me tomem muito tempo, afinal o tempo é curto. Contudo, tenho descoberto a magia da culinária, e o prazer de terminar o preparo de uma refeição e poder agradecer a Deus por ela, sabendo que fui eu mesmo que fiz. Até nisso exercemos o papel de cocriadores junto ao Criador.
Talvez o que não entre na cabeça do cara que mencionei no início desse nosso papo seja o fato de que aquele que cozinha, na maioria das vezes, não o faz só para si mas também para outros. O que o torna servo daqueles a quem ele atende com seu trabalho, seja ele remunerado ou não.
Eu não tenho problema com isso, muito pelo contrário. Sou daqueles que ouviram as palavras de Jesus e pensam que ela faz muito sentido, e a respeito disso ele mesmo falou que “aquele que quiser ser maior dentre vós, seja servo de todos”. E mais: não sei de onde Deus tirou a receita do Maná, mas ele caprichou, porque não há um só registro de reclamação do povo hebreu sobre este alimento dispensado por Ele a seu povo no deserto.
Logo se vê que os bons cozinheiros têm a quem puxar...

FONTE:    Visão Integral

27/11/2009

FOLHAS SECAS…

 

Para que servem folhas secas

Foto de Adib Valentim

República Centro-Africana, década de 60.
Um jovem casal suiço é enviado como missionário em um país tenso e recém independente.Um país sem litoral, rodeado de conflitos, exageradamente quente e apinhado de inúmeras aldeias com costumes primitivos e falta de qualquer modernidade.
Eles se instalam em uma casa que pertencera a outra familia, agora em viagem pelo mundo. As casas de aldeia são sempre simples e rústicas, paredes claras e sem acabamento. O chão eventualmente é de terra batida feito com argila especial, e alguns cômodos pode ter um pouco mais de refinamento, com o chão de cimento alisado.
Mas o casal descobriu, em meio a tanta simplicidade, que existia um capricho deixado pelo morador anterior. Encantados, notaram que o chão da sala e o quarto tinham um desenho todo especial, que tentaram reproduzir na construção de um próximo cômodo.
A cobertura de cimento, após ser alisada sobre a terra, corria o risco de rachar devido ao forte calor da casa. Os nativos ensinavam um recurso criativo para atrasar a secagem e impedir fissuras no piso: cobriam tudo com centenas de folhas secas que se acumulavam lá fora, caídas das mangueiras da região, capazes de reter parcialmente a umidade e permitir uma secagem gradual.
A surpresa é que, ao retirarem as folhas após os dias da secagem, o cimento ficava impregnado com os contornos gerados pelo pigmento, tatuado involuntariamente. Eram centenas delas, feito um tapete amarelo esverdeado, cobrindo o piso com incomparável e surpreendente beleza.
Ouvi esse relato há anos de Pierre e Lily Waridel, amigos de longa data. Se não me engano, ele chegava a suspirar quando dizia que aquele “piso de folhas” era um dos mais bonitos que tivera em todas as casas e países nos quais morou ao longo da vida. Era a beleza que surgia do inesperado. A marca deixada por algo que aparentemente não tem mais valor, utilidade ou sinal de vida: folhas caídas das árvores.

Não é preciso ir longe na analogia para entender que nem sempre aquilo que se resolve com extrema rapidez seja o melhor caminho. Por vezes, é necessário um certo tardar, um certo esperar, um certo aquietar, uma porção de folhas secas sem utilidade. Sem desvarios, sem afobação.
Às vezes a ansiedade e a pressa racham aos poucos a nossa alma, que precisa ser cicatrizada com delicadeza e amor. Mais horas de sono, de ócio, de abraços sem utilidade, de risadas, de sonhos. Mais banhos demorados, caminhadas inventadas, menos vidros fechados às pressas nos sinais, menos olhares perdidos, menos empáfia, menos etiqueta nas roupas, menos grife.
Quem sonha não pode ter pressa, porque, para ‘acordar-se pra dentro’, como dizia Quintana, é preciso usar as muitas folhas secas que esse dia nos deixou.
Helena Beatriz Pacitti, do Timilique! fONTE:       PavaBlog