Conhecíamos Alexandre há mais de cinco anos. Chegou com 20 e poucos, com o cérebro já detonado pelo crack. Durante o curso de discipulado foi alcançando coerência, e, ao fim de seis meses, voltou à sua casa para fazer vestibular, ciente do que queria: ser piloto missionário. Terminou o ensino médio, inspirou o pai a estudar e fizeram vestibular juntos. O pai passou em direito -- Alexandre, ainda tratando de ser lúcido, não.
Vieram outras crises; a razão saía por uma fresta da janela, ficava uma algaravia religiosa indecifrável. Nas crises, ele nos visitava para longas conversas. Nunca foi mau o rapaz. Eu sempre lhe sabia gentil, apesar das incoerências. Meu marido tinha ouvidos para lhe decifrar as angústias no meio da verborragia. Aconselhava, ouvia.
Nos últimos meses, Alexandre começou a observar minha filha que se tornava menina moça e a notar-lhe a beleza florescendo. Ligava às três da manhã falando da menina que vira no balanço, de suas amiguinhas, do toque puro que lhe deu na perna, de como Deus ama os anjos. Meu instinto de mãe se põe de guarda. Aviso às coleguinhas e, quando Alexandre vem, eu o acompanho ao redor da floresta que circunda a comunidade.
Na terça-feira a bicicleta com adesivo Yokohama para na minha porta. Nesse dia Reinaldo está com pressa. Explica pro Alexandre:
-- Tô de saída. Tenho reunião com pastores na cidade.
O rapaz insiste, mais transtornado que nunca na esperança absurda que tem em Reinaldo.
-- Você é meu pai, meu pastor, eu preciso de você.
Reinaldo começa a se irritar. Explica que não dá. Alexandre implora.
-- Deixa eu voltar pra viver aqui com vocês.
-- Como? Você se droga, anda por aqui observando nossas crianças e me liga de madrugada falando nelas. Como posso confiar pra te deixar morar aqui?
-- Não vou fazer nada com elas, só quero ser como elas, nascer de novo numa família de Deus, Reinaldo. Eu quero ser de Deus e não sei como, será que elas me ajudam?
-- Hoje não posso. Tô atrasado demais. Olha, já fizemos tudo o que podíamos por você. Agora acabou.
-- Como acabou? Não acaba não, olha.
E mostrou um rolo de papel higiênico que tinha nas mãos.
Reinaldo se irritou com aquele rolo -- me contou depois --, mesmo assim segurou a ponta enquanto o menino desenrolava lentamente tirando de dentro uma Bíblia pequena amarfanhada, pra ler o Salmo 136.
-- Olha o que a Bíblia fala: “Rendei graças ao Senhor, porque seu amor dura para sempre”.
E assim foi lendo parado no sol quente ao lado do carro o Salmo todo enquanto Reinaldo tentava lhe dizer que estava atrasado, que era pastor, que conhecia a Bíblia, que voltasse depois ou nem isto.
Foi-se o pastor pra reunião e o garoto em desespero para a estrada quente de bicicleta. Reinaldo disse que ainda o viu quando voltava, pedalando, percebendo o carro, mas nem o parou de novo como seria seu costume. Virou o rosto como se dissesse: “Olhe, você, meu pastor, falhou, me trocou por uma reunião, não me ouviu, deixou que seu amor acabasse, sendo que o amor de Deus nunca acaba”.
Acabou também naquela tarde a história de Alexandre e sua busca por Deus. Na manhã seguinte sua irmã nos ligou, chamando para o velório. O rapaz se matou na tarde anterior nas rodas de uma carreta de carga depois de duas outras tentativas. Choramos eu e Reinaldo muitas lágrimas de angústia, desespero e culpa, e ainda choro enquanto escrevo isto. Por nós, e por todos os Alexandres da vida que encontram na rua os levitas e não os samaritanos.
• Bráulia Ribeiro, missionária em Porto Velho, RO, é autora de Chamado Radical. braulia.ribeiro@uol.com.brFONTE: Editora Ultimato - formação e informação
E quantos Alexandres andam perdidos por aí?
Oremos por eles!
17/10/2009
ALEXANDRE – Bráulia Ribeiro
ENTREVISTA COM A MISSIONÁRIA KELEM GASPAR
Entrevista realizada por Alan G. Sá, do blog Evangelismo Itaquerão - Pescadores de Almas
A Paz do Senhor Jesus Cristo, Missionária Kelem. Muito obrigado por nos conceder esta entrevista aos leitores de nossos blogs, para conhecimento e edificação do corpo de Jesus Cristo.
1.Atualmente, esta empenhada em que obra?
Atualmente estamos trabalhando no interior do estado do Pará, construindo um centro de treinamento em missiologia transcultural, para preparar obreiros para trabalharem nas aldeias não alcançadas no Brasil e em toda América Latina.
2.Quais tem sido as dificuldades que tem enfrentado nesta obra?
Moramos em uma casa coberta de palha, sem energia elétrica e nossa água ainda é de um poço. Mas a principal dificuldade é encontrar parceiros comprometidos com a obra missionária e dispostos a investir mais do que ferro sem resistencia, geladeira sem motor, ventilador sem hélice.
3. Nos fale um pouco sobre a irmã. Qual a sua naturalidade e como foi o seu encontro com Jesus Cristo?
-Sou paraense e nasci no evangelho.
4. Como foi o seu chamado para a obra Missionária? Houve algum preparo espiritual ou intelectual?
Fui chamada em um culto de missões aos 15 anos. Fiz teologia, magistério, enfermagem e li a biografia de muitos missionários igualmente chamados para conquistar povos distantes para Cristo.
5. Sabemos que a obra missionária é prazerosa, porém árdua. Segundo as suas experiências, do seu ponto de vista, qual as maiores nescessidades do campo missionário hoje em nosso país?
A obra missionária está precisando de pessoas que a amem realmente e estejam dispostas a fazer alguma sacrifício por ela. Hoje, ninguém quer mais comprometer seu bem estar e seu conforto em favor da obra de Deus. Precisamos de intercessores apaixonados, mantenedores fiéis e candidatos que amem mais a Cristo do que a si mesmo.
6. E já existiu, se puder responder, problemas com outras denominações cristãs durante o exercício de seu ministério. Se sim, não precisa dizer a denominação, apenas a situação.
Alguns missionários de denominações diferentes e até mesmo da mesma denominação são competitivos e desunidos, isso costuma acontecer quando o candidato ainda tem falhas em sua personalidade, áreas de seu caráter que precisam ser trabalhadas, moldadas por Cristo. Tive problemas uma vez com uma missionária ciumenta, que não entendia que a obra era para Cristo, que a recompensa vinha de Cristo, e que a honra pelo trabalho bem feito era toda para Cristo. O que deveria importar, sempre, é o crescimento do Reino. Não nosso ego ou nossa vaidade.
7. Existe algum obreiro ou obreira missionária que te inspirou no ministério?
Li biografias e conheci missionarios das quais o mundo não era digno. Todo missionário que conheço é superior a mim em alguma coisa.
8. Como a igreja do Senhor pode ajudar o ministério que o Senhor lhe confiou?
Amando e respeitando. Nós missionários, não somos pessoas que não deram certo na vida e por isso optamos por missões. Somos representantes do Senhor, realizando um trabalho precioso para o mestre.
9. Obrigado pela entrevista que com certeza servirá de inspiração para muitos obreiros do Senhor. deixe uma Palavra final Para nossos leitores.
Trabalhemos enquanto é dia por que a noite vem, quando ninguem mais poderá trabalhar. O relógio de Deus está correndo,o tempo está passando, milhares partem para a eternidade sem Cristo e o dedo de Deus está apontando pra nós, acusando-nos de não dar o devido valor a obra pela qual Cristo morreu, de não empregarmos todos os esforços, de não aproveitarmos todas as oportunidades, de não amarmos realmete, mas ainda é tempo. Levantemo-nos, então.
AJUDE A MISSIONÁRIA KELEM NESTA OBRA MISSIONÁRIA!
Você pode ajudar este ministério, adquirindo o CD ou o DVD onde relato meu testemunho. Envie-me um e-mail: missgaspar@ig.com.br
Você pode ainda contribuir financeiramente conosco.
Nossa conta:Banco do Brasil, Ag 1436-2 , C/C 6993-0
Visite o blog da missionária Kelem: http://www.missionariakelem.blogspot.com/
FONTE: Veredas Missionárias: ENTREVISTA COM A MISSIONÁRIA KELEM GASPAR
16/10/2009
CARTA DE DIETRICH BONHOEFFER
Carta escrita por D. Bonhoeffer no presídio de Tegel (Berlim) para Eberhard Bethge em 21 de julho de 1944.
"Lembro-me de uma conversa que tive há 13 anos na América com um jovem pastor francês".
Simplesmente, nos pusemos a perguntar um ao outro sobre o que afinal desejávamos da vida.
Então ele disse: eu gostaria de tornar-me um santo (e eu acredito que ele o conseguiu).
Aquilo me impressionou profundamente. Mesmo assim eu me opus e disse, com efeito, que eu gostaria de aprender a crer. Por muito tempo não compreendi a profundidade deste contraste.
Pensei que pudesse aprender a ter fé, vivendo eu mesmo algo como uma vida santa....
Mais tarde eu experimentei e experimento até este momento que só vivendo plenamente neste mundo aprendemos a crer. Quando desistimos completamente de fazer algo importante de si mesmo, ou seja, ser um santo ou um pecador convertido ou um eclesiástico, um justo ou um injusto, um doente ou são. Viver plenamente neste mundo significa viver na plenitude das tarefas, dos problemas, dos sucessos e fracassos, das experiências e perplexidades, assim nos lançamos completamente nos braços de Deus, e não mais levamos tão a sério os nossos próprios sofrimentos, mas levamos a sério o sofrimento de Deus no mundo, e então vigiamos com Cristo no Getsêmani e penso que isto é fé, isto é arrependimento. Assim nos tornamos cristãos e homens. Quem se tornaria arrogante com os sucessos ou desanimado com os fracassos, tendo uma vida assim, participando dos sofrimentos de Deus?
Creio que entendes o que quero dizer, mesmo que o diga assim em poucas palavras. Sou muito grato por ter podido descobrir isso e sei que só o pude mesmo reconhecer no caminho que tive de andar.
Por isso lembro com gratidão e em paz do que passou e permaneço assim no presente....
Deus nos guie com sua bondade através dessa época, mas acima de tudo Deus nos guie até a sua presença.
Fontes: Sociedade Bonhoeffer ; Práxis Cristã; Via Postagem Livre
ONDE ESTAVA DEUS NO 11 DE SETEMBRO?
Há alguns anos atrás a filha de Billy Graham, Anne Morrow Graham Lotz, foi entrevistada num talk show pela apresentadora Jane Clayson e esta lhe perguntou:
- Anne, como Pastora e Missionária evangélica, você poderia nos dizer como Deus permitiria algo tão terrível em 11 de setembro de 2001 sobre a nossa nação?
Ao que Anne lhe respondeu:
-Os Estados Unidos da América foram precursores na formação dos missionários enviados para vários outros países, em nosso dinheiro se lê que confiamos em Deus, em nossa cultura, é clara a influência do evangelho de Jesus. Tudo aqui teve sua raiz no temor a Deus.
Nas escolas, era parte do currículo a leitura da Bíblia e as orações em classe.
Porém, eu creio que tudo começou quando a ateísta Madalyn Murray O’Hair se queixou em rede nacional que era impróprio fazer orações nas escolas americanas, e nós dissemos: “sim”.
Quando um outro alguém disse que não era bom colocar leitura bíblica na grade curricular, nós dissemos: “sim”.
Quando o Dr. Benjamin Spock disse que corrigir os filhos era uma agressão às suas personalidades e à auto-estima, nós dissemos : “um perito nesse assunto deve saber o que está falando!”, e concordamos com ele. Quero lembrar que depois disso o filho do Dr. Spock cometeu suicídio.
Depois disso, outro alguém sugeriu que nossas filhas fizessem legalmente o aborto se assim desejassem, e nós dissemos: “está bem”.
A indústria do entretenimento começou a promover shows e filmes que promovem a profanação, a violência, o sexo explícito, o satanismo.
A indústria fonográfica lançou músicas que estimularam o uso das drogas, suicídio, assassinato, cultos satânicos, e nós dissemos: “Isto é só diversão e não produz efeito prejudicial”
Agora nós perguntamos porque nossos filhos não tem consciência e não sabem discernir entre bem e mal quando matam os colegas de classe.
Se o povo americano analisar, vai compreender que está colhendo exatamente aquilo que tem semeado: O RESULTADO DE COLOCAR DEUS FORA DE SUAS VIDAS.
Tire suas conclusões…FONTE: Blog da Pastoragente

