16/08/2009

AS TRÊS CAPINAS – história real

 
Adriano é um irmão humilde e trabalhador de uma igreja batista do interior do Estado de São Paulo. Casado com Divanete, ambos levam a vida típica da gente simples do chamado Brasil profundo, lutando com as dificuldades e sempre buscando uma renda extra para fazer frente aos gastos da família. Adriano tem um trabalho digno e aproveita os dias de folga para fazer alguns bicos e ganhar um dinheirinho honestamente. Um desses bicos é capinar terrenos baldios, algo muito necessário nas cidades do interior. Num dia muito quente, Adriano foi capinar um terreno e, conversando com o pastor da sua igreja, este lhe aconselhou que usasse um chapéu, pois o sol estava muito forte naquele dia, mas Adriano não lhe deu ouvidos. Foi capinar com a cabeça desprotegida e quando estava na metade do serviço, percebeu - tarde demais - que o pastor tinha razão. O sol estava de "rachar mamona", como se diz na roça, e ele já estava se sentindo mal, se expondo aos riscos de uma insolação. Não teve dúvidas: parou o serviço e orou, pedindo a Deus que lhe ajudasse a suportar o calor. Pouco depois, capinando uma moita, viu que atrás dela, no meio do mato, estava um boné novinho em folha, o que o deixou muito feliz. Parou o serviço novamente e deu glórias a Deus por ter respondido a sua oração.
Algum tempo depois, surgiu outro terreno para capinar, cujo proprietário lhe havia pedido urgência, pois precisava começar uma obra no dia seguinte. Já declinando a tarde, a enxada que Adriano usava soltou a cunha, e a gambiarra que ele fez não ajudava muito, já que ele mal conseguia capinar com aquela peça bamba. Recriminou-se por não ter pego uma enxada melhor. Não teve dúvida, parou tudo e orou pedindo ajuda a Deus. Pouco depois, deu uma enxadada numa quiçaça e ali, para sua grata surpresa, tinha uma cunha semi-enterrada, que cabia perfeitamente na sua enxada. Diante do achado, levantou as mãos ao céu e glorificou a Deus efusivamente, o que deve ter assustado a vizinha que via pela janela a cena insólita de um homem cansado, no fim da tarde, agradecendo a Deus por uma cunha. Pelo canto dos olhos, Adriano só teve tempo de ver a cortina se fechando rapidamente.
Passados alguns dias, outra pessoa pediu a Adriano um serviço de urgência, que ele não podia recusar nem fazer num dia só sem a ajuda de outra pessoa. Combinou com o seu irmão, mas este avisou-lhe a tempo que não poderia ir. Chamou um rapaz que às vezes lhe ajudava, mas no dia e hora combinados, ele simplesmente não deu as caras. Lá estava o terrenão enorme pedindo enxada, e só Adriano a lhe encarar. Decidiu-se a fazer o que podia, mas já terminava o dia e ainda faltava muito chão para capinar. Exausto e já próximo do desespero, não teve dúvida: parou tudo e clamou a Deus por socorro. Mal teve tempo de dizer o "amém", quando percebeu uma sombra estranha denunciando um vulto enorme que se aproximava. Era um homem negro, grande, mal encarado, como aquele personagem condenado à morte no filme "À Espera de Um Milagre", o que lhe deixou com um baita medo naquele ermo do sem fim. O homem se aproximou e disse:
- Ei, rapaz, você não quer que eu te ajude? Tem muito terreno ainda e eu posso te ajudar por um trocadinho qualquer...
Adriano combinou o preço com o socorro recém-enviado dos céus - que, segundo ele, era um verdadeiro trator - e terminou o seu dia feliz, levando dinheiro para casa e dando glórias a Deus.
Esta é uma história verídica...
Ouvindo esta história, eu fiquei pensando cá com os meus botões: esta é a fé que Deus honra. Não uma pseudo-fé auto-imputada, arrogante, soberba, que trata Deus como um menino de recados ou um escravo obrigado a "honrar" quem alega segui-lO, de preferência cobrindo-o de bens, mas uma fé simples, inocente, dedicada, que se dispõe e põe a mão no arado e na enxada com vontade de ser feliz, e não tem vergonha da sua condição, nem de pedir auxílio a Deus quando as coisas não saem exatamente como se pensava, e em tudo dando glória a Ele. Simples assim...
Fonte original: Bereianos

via Blog do Eli Sanches

14/08/2009

PESCANDO PESCADORES

“Eles pescavam mas não conheciam o Mestre dos pescadores, até o dia em que chegaram uns pescadores de homens, então a história mudou."
Em 1986 nasceu a MEAP (Missão Evangélica de Assistência aos Pescadores), com a missão de comunicar o evangelho de Cristo, plantando igrejas entre os pescadores artesanais do Brasil. Uma minuciosa pesquisa identificou mais de 2.000 comunidades sem o evangelho ao longo dos 8.000 km de nosso litoral. Era início de 1990 e dois importantes resultados foram colhidos. O primeiro foi parceria com várias igrejas, que ajudaram a alcançar as ilhas, plantando novas igrejas. De acordo com a necessidade de cada comunidade, foram nascendo creches, escolas, centros de alfabetização, cursos de capacitação profissional e programas de alimentação e de saúde integral, com médicos e dentistas voluntários trabalhando com prevenção, tratamento e compartilhando testemunhos de relacionamento com Deus. Surgiram ainda projetos de perfuração de poços, construção de casas aos mais pobres e vários outros.
O segundo resultado foi mobilização de muitas igrejas que, por si só e embaladas pelo Espírito de Salvação, largaram sua zona de conforto e invadiram as ilhas e costeiras mais remotas, levando graça e vida por onde passaram e treinando líderes locais onde permaneceram. Quase 1.600 vilas de pescadores artesanais receberam o evangelho nos últimos 18 anos! Restam aproximadamente 400 comunidades a serem alcançadas, quase todas ao redor da ilha do Marajó. Para suprir esta necessidade a MEAP pretende formar, em Janeiro de 2006, sua última base ao longo da costa brasileira (em Macapá-AP). Depois disto se unirá àqueles que têm trabalhado na árdua e tão necessária tarefa de levar o evangelho integral às mais de 30.000 comunidades ribeirinhas de nossa pátria.
Cada cristão brasileiro tem a responsabilidade de unir-se a um projeto missionário e cumprir sua parte na evangelização do Brasil. A MEAP oferece oportunidade ímpar aos que desejam fazê-lo.”
Artigo de Márcio Garcia, pastor e diretor executivo da MEAP – Missão Evangélica de Assistência aos Pescadores - http://www.meap.org.br
Este artigo foi tirado da Revista Evangelizar número 04 “Brasileiros não Alcançados”. Para fazer sua assinatura é muito fácil, ligue para 0800-121-911 e fale com um missionário da AMME Evangelizar. Teremos prazer em atender sua ligação.

Fonte: http://www.evangelizabrasil.com

FONTE: Veredas Missionárias

13/08/2009

REVENDO A MASCULINIDADE

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O que nos falta é uma imagem bíblica de masculinidade redimida que atrai, inspira e fortalece uma masculinidade frutífera. O lugar para começar é Jesus, mas mesmo aqui precisamos remover algumas confusões. Muitos aspectos da Sua personalidade são substituidos na percepção popular por suas qualidades mais “seguras” e “simpáticas”.

Homens pagãos na minha cidade ficam surpresos ao descobrir que Jesus passou muito tempo ignorando protocolos, defendendo os fracos, chocando multidões com as suas palavras, envergonhando hipócritas, falando a verdade “nua e crua” a políticos, dando apelidos aos seus melhores amigos (incluindo “satanás” em uma ocasião) e se irando muito!

Aqui eu estou apenas desdobrando a idéia de masculinidade lançada nas páginas iniciais da Bíblia. Adão, desde o primeiro dia, foi chamado para uma vida de trabalho, responsabilidade e, quando necessário, conflito (Gen. 2:16-17). Na verdade, foi a sua passividade com a serpente que o levou à sua queda.

O fato é que homens são os principais – não exclusivos – criadores de cultura.
Estatísticas provam que se um homem se converte a Cristo, sua esposa e filhos são muito mais propensos a seguir Jesus do que se a mulher se converte primeiro. Claro que queremos ver mulheres e crianças salvos, mas estou dizendo que nós também vamos alcançá-los se focarmos nos homens da casa.

As três vocações principais de formador de cultura, lider e guerreiro, apesar de não serem exclusivas aos homens, certamente são priorizadas a eles. E é a Bíblia e a cosmovisão que ela ensina que nos dá essa identidade digna e inspiradora para homens – uma identidade que só é alcançada em virtude da criação à imagem e semelhança de Deus e da redenção em Cristo pela graça. Homens vão trabalhar em, liderar e lutar por qualquer objetivo da Igreja. E é somente através do evangelho que pregamos que essas características podem ser utilizadas corretamente.

Então, como que essa visão de mundo com tantas recompensas para a masculinidade consegiu alienar tantos homens nesses dias? Onde foi que erramos? Eu sou tentado a sugerir (e eu devo ser menos tentado e mais corajoso) que nós criamos ambientes eclesiásticos que são afeminados, muitas vezes desencorajando muitos homens.

Joel Virgo - TheResurgence.com

Fonte: Solomon

Pr Julio Soder

11/08/2009

ESTÁ NA NET...

Recebemos a dica da própria autora, a missionária Alzira Sterque: Leia gratuitamente online o excelente livro DA ARTE DE PREGAR ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES, escrito pela irmã Alzira juntamente com o Pr. Alek Sandro Batista Dias.





Interessante também conhecer este novo serviço de publicação online, o Bookess.
Admiro muito a liberalidade da irmã Alzira. Enquanto uns fazem questão de um simples poema, outros publicam livros inteiros liberalmente... Estou com estes últimos, com absoluta certeza. Num mundo moldado por Cristo simplesmente não haveria o que se chama direitos autorais, pelo menos não da forma atual, que a lógica do lucro impôs e nós, 'cristãos', aceitamos como coisa natural. Simplesmente não consigo associar isso a cristianismo - e estranho é ver que a liberalização de informação (vê a Wikipédia?) partiu em maior escala do mundo secular, e não dos cristãos. Não apóio descaradamente a pirataria - por que creio que ela, no caso cristão, pura e simplesmente não deveria existir - pois a boa informação cristã deveria ser disponibilizada gratuitamente, como Jesus faria, para quem quiser. Me parece que é o que Jesus faria - você pode visualizar algo diferente? Mas quem afinal ainda se faz essa pergunta, 'o que Jesus faria?', quem ousa contextualizá-la para hoje, para si? Alguém pode argumentar, 'mas o obreiro não é digno de seu salário?', mas devemos como cristãos buscar o meio-termo. O acesso à verdade e à capacitação da igreja não pode ficar mesquinhamente condicionado ao 'cadê o meu $?', 'quem não paga não leva'. Fale, por exemplo, aos tele-proponentes da Teologia da Prosperidade sobre disponibilizar pelo menos UM livro de seu catálogo, gratuitamente, como fiz a alguns anos, quando de minha conversão: serás exconjurado!
Mas muitos já pensam diferente, graças a Deus. São muitos os pastores , escritores e ministérios que disponibilizam grande quantidade de informação (e-books, cursos, gráficos, etc) na internet, no Brasil e principalmente no exterior, de forma gratuita.

O panorama geral está a mudar, e creio que em breve futuro assistiremos a uma revolução nunca vista nesta questão de direitos autorais e acesso à informação. Quem viver verá! Só gostaria que tal revolução partisse macissamente dos cristãos - seria um grande, um mega testemunho para esse mundo da informação que avança.

Fonte: Sammis Reachers