25/06/2009

MISSÃO TRANSCULTURAL: o fenômeno migratório em Portugal

 

Missão transcultural: o fenômeno migratório em Portugal

O processo de imigração em Portugal teve vários momentos, desde a fixação de diferentes povos no processo de criação da nação portuguesa ao longo dos séculos. Atualmente, os imigrantes provém principalmente das ex-colónias portuguesas: Brasil , Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, India, Macau, Moçambique, São Tomé, São Tomé e Príncipe e do Timor Leste. Há muito que Portugal, tal como a Espanha, passou de um país de emigração para um país de imigração, ou seja, a entrada de pessoas é superior à saída.

Atualmente o tema “Imigração” está presente quase qe diariamente nas pautas das reuniões de cúpulas dos governos em toda a Europa. Tanto que para o Bloco Europeu, 2008 é o “Ano Europeu do Diálogo Intercultural”. No passado dia 27 de Fevereiro, o Ministro da Presidência, o Ministro da Cultura e a Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural convidaram todos os portugueses a serem parte ativa no Ano Europeu do Diálogo Intercultural (AEDI). Daí vê-se como este tema é relevante não só em Portugal, mas na Europa como um todo

Em Portugal, grande é o fluxo de imigrantes vindos também da Europa de Leste: Rússia, Ucrânia, Moldávia; também da Romênia e da Polônia. Porém, as maiores comunidades imigrantes legais em Portugal são os brasileiros, ucranianos, cabo-verdianos, e angolanos. A maioria desta comunidade fixou-se em volta da cidade de Lisboa.

A diversidade cultural na capital do país está para a humanidade como a biodiversidade está para a natureza. É verdade que, segundo atesta a história de Portugal, a expressão das multiculturas sempre compuseram sua paisagem tanto rural quanto urbana, mas os fluxos migratórios alteraram drasticamente o mosaico multi-étnico há muito conhecido em Portugal. Que o diga o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF): “Em 1980 residiam legalmente em Portugal cerca de 50.000 cidadãos estrangeiros, número que subiu para 108.000 em 1990, e que no ano de 2000 já atingia as 208.000 pessoas. Hoje, com os titulares de autorização de permanência residem em Portugal cerca de 400.000 cidadãos estrangeiros. A manter-se o actual fluxo e conscientes de que o fenómeno migratório tende a alimentar-se a si próprio, é previsível que a curto prazo se atinja o número de meio milhão de imigrantes”.

É claro e evidente que estes números do SEF dizem respeito apenas às comunidades imigrantes em situação regular. E quanto aos imigrantes ilegais? Quantos serão? Pela própria natureza da clandestinidade os números não são precisos, mas segundo a mesma entidade, pode-se seguramente somar a este número pelo menos mais 200 mil imigrantes em situação irregular no país. Uma coisa é certa: Dos 400.000 cidadãos estrangeiros em Portugal em situação regular, 233.000 residam na Área Metropolitana de Lisboa distribuídos, pasmem, em mais de 180 nações distintas, sem falar de grupos étnicos com seus variados idiomas!

O Desafio Da Missão Transcultural

Os dados acima são mais que suficiente para constatarmos que temos diante de nós, os que fazemos missões em Portugal, uma realidade multi-étnica muito semelhante àquela vivida um dia em Jerusalém:

“Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes - ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus. E todos pasmavam e estavam perplexos, dizendo uns aos outros: Que quer dizer isto? E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. ( At 2.9-12; 38-40). (ARA)

O desafio está dinte de nós, todos os dias, nas ruas, nas praças, nos mercados, nas escolas e universidades, nos prédios onde moramos, em nossas igrejas, etc e etc. Cada igreja evangélica em Portugal como um todo, mas especialmente na área da Grande Lisboa, deverá desenvolver planos estratégicos para alcançar os grupos étnicos aqui representados e dispor-se a alcançá-los com o Evangelho transformador de Jesus Cristo. Ainda em Atos (8. 26-39), sabemos da história de um homem, de etnia etíope, como Deus o alcançou através de Filipe, e a Etiópia conheceu o Evangelho por intermédio daquele “turista” de passagem por Jerusalém.

É sabido que a economia mundial está arruinada e que a imigração não passa de uma miragem para aqueles que pensam em enriquecer-se, sem falar da desigualdade social em todas as sociedades mundial, ou seja, o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre! Mas Deus tem as suas maneiras de trabalhar e quem sabe se o Evangelho não será o bem mais precioso que estes imigrantes realmente encontrarão por cá? Se assim o for, sem dúvida levarão para os seus países de origem a resposta daquela pergunta que fizeram os perplexos em Jerusalém: “Que faremos, irmãos? (At 2. 37). O mesmo Espírito que operou em Pedro também opera em nós e a resposta já está pronta: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. (At 2.38-40).

Soli Deo Glória!

Pr. Samuel S. Silva é Articulista, Teólogo e Pedagogo. Prfº de Teologia Sistemática. Prfº da COMACEP (Comiss. para Ação Educativa Evang. nas Esc. Públicas). Membro da CGADB. Missionário credenciado pela SENAMI. Pastoreia a Ass. De Deus Missões – ADM em Almada, Portugal. samuelprof@ibest.com.br

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Fonte: Igreja Assembléia de Deus de Missões

Equattoria: Missão transcultural: o fenômeno migratório em Portugal

24/06/2009

DEPENDE DAS MÃOS...



Poesia enviada para Marta Carriker

Uma bola de basquete em minhas mãos vale uns R$ 35,00,
Uma bola de basquete nas mãos do Michael Jordan vale uns $70 milhões de dólares
Depende das mãos que a seguram.
Uma bola de vôlei nas minhas mãos vale uns R$ 25,00,
Uma bola de vôlei nas mãos do Tande vale uns R$50.000,00.
Depende das mãos que a seguram.
Uma raquete de tênis em minhas mãos não tem uso algum,
Uma raquete de tênis nas mãos do Guga o tornou o atual número 1 do mundo e ganha 6 milhões de dólares por ano.
Depende das mãos que a seguram.
Uma vara em minhas mãos vai manter animais afastados de mim,
Uma vara nas mãos de Moisés abriu o mar Vermelho.
Depende das mãos que a seguram.
Um estilingue nas minhas mãos é um brinquedo,
Um estilingue nas mãos de Davi se tornou uma arma poderosa.
Depende das mãos que o seguram.
Dois peixes e cinco pães em minhas mãos se tornarão alguns sanduíches,
Dois peixes e cinco pães nas mãos de Deus podem alimentar multidões.
Depende das mãos que os seguram.
Pregos em minhas mãos podem significar a construção de uma casa,
Pregos nas mãos de Jesus significam a salvação do mundo inteiro.
Depende das mãos…
Como você pode concluir agora, que tudo depende das mãos…
Então, coloque suas preocupações, interesses, temores, anseios, sonhos, sua família, e seus relacionamentos nas mãos de Deus.
Pois tudo depende das mãos que os têm.

LOJA DE BRINQUEDOS, McDonald´s, Embraer --- dos modelos eclesiásticos

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Que Deus está de volta todos nós sabemos; igualmente que Ele parece morar mais no hemisfério sul. E como as Igrejas novas do hemisfério sul se relacionam com as Igrejas velhas do hemisfério norte, nessa nova globalização eclesiástica?
Sabemos que as pessoas, quando crianças, naturalmente imitam seus pais. Quando crescem, guardam marcas familiares, mas desenvolvem a sua própria personalidade. É normal imitar papai e mamãe aos 10 anos; não é muito normal continuar a fazê-lo aos 40 anos...
Todo cantor, ou cantora, inicia sua carreira imitando o seu ídolo, ou ídola, Depois, amadurecem, e, mesmo mantendo influências de sua formação, desenvolvem um estilo próprio. O mesmo não acontece com os “covers”...
O Evangelho vem das velhas Igrejas com o seu conteúdo eterno e a sua roupagem cultural. O que se espera é que se mantenha o conteúdo, mas se atualize o guarda-roupa. Mas, nem sempre. Há uma diferença entre ortodoxia (conteúdo) e tradicionalismo (forma).
Certa vez, na então Missão do Amor Cristão, em Maceió, Alagoas, falei que eles deveriam ser gratos à Paróquia que os fundou, e guardar o seu bom legado, mas que deveriam desenvolver uma personalidade própria, encarnando a fé na alagoanidade. Para que fui falar! Depois do culto, um dos líderes, bastante aborrecido, verberou: “Nós não queremos nada disso que o senhor falou. O que nos queremos é ser uma cópia fiel da Paróquia que nos fundou (em outra cidade, e em outro Estado)”. Ao que respondi: “Então vocês vão ter que clonar o pastor e o rebanho”.
Um grupo estava trabalhando na formulação de uma pastoral familiar, quando chegou o projeto do Encontro de Casais com Cristo (ECC). O projeto anterior foi suspenso, e o ECC adotado. Um membro da Junta Paroquial e eu nos dirigimos ao Pároco, e propomos a criação de uma comissão, para adaptar o ECC ao modo de ser da nossa Paróquia e a nossa cultura regional. Vermelho de raiva, o Pároco reagiu: “E quem são vocês para terem a pretensão de aperfeiçoar um modelo perfeito e bem sucedido?”. Nos retiramos do gabinete, e não porque tivéssemos nada contra o ECC, ou os seus dirigentes, mas por uma concepção missiológica, nos recusamos a participar de qualquer pacote fechado, sacralizado, imutável, inaperfeiçoável.
Olhando para as Igrejas do hemisfério sul, descobrimos três modelos:
As Igrejas Lojas de Brinquedos: não projeta, não fabrica, apenas vende, para o público local, produtos importados (made in China, made in Malásia, etc.). Estarão sempre buscando as novidades, para atrair os seus fregueses;
As Igrejas McDonald's: funcionam como uma franquia. Os funcionários podem ser morenos, falar português e receber em real, mas os produtos serão exatamente iguais à matriz. Até refrigerante só vende coca-cola, fanta e sprite, nem guaraná, mesmo estando no Brasil. Esse modelo se aplica, também, para missionários brasileiros no exterior: são morenos, mas tão originais quanto os vendedores da Amway...;
As Igrejas Embraer: podem importar ideias e componentes de vários lugares, mas fabricam aqui e aperfeiçoam aqui. Começaram com os “xavantes” e os “bandeirantes” (kombis voadoras...), para, depois, com o EMB, concorrer no mercado de aviões de médio porte com a franco-canadense Bombardier, e hoje, com o novo Embraer, apresentar o modelo maior, altamente competitivo.
Quando os irmãos Vieira Ferreira, maranhenses e ex-presbiterianos fundaram a primeira denominação nacional: a Igreja Evangélica Brasileira, ainda no século XIX, quando foi criada a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), no início do seu século XX, ou quando o missionário Manoel de Melo – descolando da Assembleia de Deus e da Igreja do Evangelho Quadrangular – funda a Igreja Pentecostal “O Brasil para Cristo”, nos anos 1950, quando a Congregação Cristã no Brasil se descola da sua tríplice influência de origem (valdense, pentecostal, irmãos livres), quando a Assembleia de Deus mergulha na religiosidade popular do nordeste, se diferencia das suas mães suecas e norte-americanas, presenciamos o “modelo Embraer”.
Não seria esse modelo responsável pelo “Reavivamento do Leste da África”, nos anos 1930, pela fundação das igrejas nativistas como a Igreja Kimbanguista, ou pelo crescimento das igrejas coreanas, que chegam ao cenário cristão mundial com produtos próprios?
O Brasil tem recebido muito de Deus: natureza, liberdade, evangelho. O que lhe dá muita responsabilidade para o amadurecimento do Corpo de Cristo e para as missões mundiais. Mas, com o que estamos contribuindo para o enriquecimento do todo e para a renovação/atualização do eterno?
Tenho orado e trabalhado por esse amadurecimento, para o dia em que superaremos o modelo Loja de Brinquedos e o modelo McDonald's, e entraremos no mercado, honrando ao Senhor, com um possante avião, por nós desenhado e pilotado!
Robinson Cavalcanti, bispo anglicano

PavaBlog

23/06/2009

UMA LINDA HISTÓRIA DE NOBREZA HUMANA

Placido e Carreras