08/05/2009

BEBENDO SUCO DE LARANJA PARA A GLÓRIA DE DEUS

 

John Piper

Quando me perguntam: “A Doutrina de Depravação Total é bíblica?”, minha resposta é: “Sim”. Uma das coisas que pretendo dizer com esta resposta é que todas as nossas ações (sem a graça salvadora) são moralmente maculadas. Em outras palavras, tudo o que o incrédulo faz é pecaminoso e, portanto, inaceitável a Deus.

Uma de minhas razões para crer nisto encontra-se em 1 Coríntios 10.31: “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. É pecado desobedecermos este mandamento das Escrituras? Sim.

Por isso, chego a esta triste conclusão: é pecado alguém comer, ou beber, ou fazer qualquer outra coisa, se não for para a glória de Deus. Em outras palavras, o pecado não é apenas uma lista de coisas prejudiciais (matar, roubar, etc.). Pecamos quando deixamos Deus fora de consideração nas realizações triviais de nossa vida. Pecado é qualquer coisa que fazemos, que não seja feito para a glória de Deus.

Mas, o que os incrédulos fazem para a glória de Deus? Nada. Conseqüentemente, tudo o que eles fazem é pecaminoso. É isso que pretendo dizer, quando afirmo que, sem a graça salvadora, tudo que fazemos é moralmente ruim.

Evidentemente, isto suscita uma questão prática: como podemos “comer e beber” para a glória de Deus? Tal como, por exemplo, beber suco de laranja no café da manhã?

Uma das respostas encontra-se em 1 Timóteo 4.3-5:

…[alguns] proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado.

Suco de laranja foi criado para ser “recebido com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade”. Portanto, os incrédulos não podem usar suco de laranja para cumprir o propósito que Deus tencionou - ou seja, uma ocasião para ações de graça sinceras, dirigidas a Ele, provenientes de um coração de .

Mas os crentes podem, e esta é a maneira como glorificam a Deus. O suco de laranja que eles bebem é santificado “pela palavra de Deus e pela oração” (1 Tm 4.5). A oração é a nossa humilde resposta de agradecimento do coração. Crer nesta verdade, apresentada na Palavra de Deus, e oferecer ações de graça, em oração, é uma das maneiras de bebermos suco de laranja para a glória de Deus.

A outra maneira é bebermos com amor. Por exemplo, não insista na porção maior. Isto é ensinado no contexto de 1 Co 10.33: “Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos“. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Co 11.1). Tudo o que fazemos - inclusive beber suco de laranja - pode ser feito com a intenção e a esperança de que será proveitoso para muitos, a fim de que sejam salvos.

Louvemos a Deus porque, pela sua graça, fomos libertos da ruína completa de nossos atos. E façamos tudo, quer comamos, quer bebamos, para a glória de nosso grande Deus!

fonte: Monergismo: Ao Senhor Pertence a Salvação! (Jonas 2:9) » Blog Archive » Bebendo Suco de Laranja para a Glória de Deus

ÉTICA NA EVANGELIZAÇÃO‎

 no meio da seara

 

Nosso assunto está diretamente ligado a natureza da fé cristã. Ética, santidade, respeito e amor ao próximo, fazem parte da essência do Cristianismo. Portanto, qualquer prática evangelística sem ética, nega por si mesma a natureza da mensagem pregada. Um comportamento ético na evangelização tem várias características. Vamos ressaltar somente quatro: 1) conhecimento das convicções religiosas do grupo que evangelizamos. 2) Entender as atitudes dos evangelizados. 3) Não atrelarmos o Evangelho a certeza da cura divina. 4) E nem nos aproveitarmos Financeiramente dos evangelizados. De antemão já presumimos que o evangelista terá conhecimento bíblico.

1. CONHECER AS CONVICÇÕES RELIGIOSAS DO GRUPO ALVO

Pode-se dizer que o Evangelho sempre será anunciado num ambiente hostil, pois nas palavras de Jesus, se fôssemos do mundo, o mundo nos amaria (Jo. 15:19). É verdade também, que o Evangelho encontrará maior resistência entre pessoas, cuja formação os leve a se oporem veemente ao Evangelho. Considere por um momento os testemunhas de Jeová ou os muçulmanos. Ambos grupos se formam em ambientes religiosos, que ensinam que as doutrinas cristãs estão erradas. Negam a divindade de Jesus, portanto, a Trindade. E por conseqüência a veracidades das Escrituras Bíblicas, pois estas sustentam nossas crenças cristãs. Ambos grupos, mantendo suas diferenças, negam a crucificação de Jesus. Os muçulmanos crêem que Jesus foi elevado ao céu, um pouco antes de seu aprisionamento. Portanto, a pessoa crucificada parecia com Jesus, mas não era Ele (Al. 4:157-158). Para os testemunhas de Jeová, Jesus teria morrido em uma estaca, e não na cruz. Não é o caso de entrar nos detalhes destas diferenças. Mas certamente indicam, que tanto para estas doutrinas, como para outras, que se faz necessário estar informado e preparado para dialogar, em evangelização, com pessoas destes grupos. O mesmo é verdade para outros ambientes antagônicos ao Cristianismo. Nosso preparo pré-evangelização deve ser precedido por obter informação sobre o grupo alvo. O contrário implica em descaso com a realidade das pessoas, que dizemos que amamos, querendo levá-las a Jesus.

Esta linha de raciocínio não é anormal no contexto bíblico. Veja que Jesus tanto conhecia as Escrituras, como as convicções religiosas de seus dias. Por isso, podia ensinar opondo-se as mesmas. No sermão da Montanha várias vezes Ele disse: ouviram o que foi dito (citando um mandamento cuja interpretação religiosa opunha-se ao bom entendimento). Porém, vos digo (Mt. 5:21-48). Desta forma, Jesus demonstrara estar informado sobre as convicções religiosas contrárias, por má interpretação, e ensinava o correto. Jesus era eficaz no ministério por várias razões. Mas certamente que ajudou ter sido conhecedor das existentes convicções contrárias, podendo logicamente se opor as mesmas à luz das Escrituras. Podia demonstrar com profundidade a revelação bíblica sobre os assuntos que abordava.

Paulo e Pedro seguiram nos passos de Jesus. Pedro afirmou que devemos estar preparados para responder a todo aquele que nos pedir razão da nossa esperança (1Pe. 3:15). A palavra razão deste verso, no grego, é apologia. Refere-se a: defesa verbal, discurso em defesa, ou, a argumento raciocinado. Portanto, Pedro presumia que devíamos estar intelectualmente Preparados, bem informados, para a evangelização. É necessário ter conhecimento bíblico, como conhecimento da realidade existencial do inquisidor. Incluímos nisso conhecimento quanto a sua realidade religiosa. Sem estes conhecimentos não ocorrerá a apologia: estar preparado para responder...

Paulo por sua vez, tinha como prática dialogar, expondo as Escrituras. Isso exige conhecimento das Escrituras (doutrinas) e da realidade sócio, cultural e religiosa do grupo alvo. Dois verbos indicam isso na prática evangelística de Paulo: dialegomai e dianoigo. Dialegomai tem vários significados, refere-se a: argüir, discutir, debater, ou arrazoar (At. 17:2). Por sua vez dianoigo, refere-se a: expor, abrindo a mente de alguém, fazendo com que compreenda algo, despertando a faculdade de entender (At. 17:3). Ambos verbos aparecem no capítulo que aborda a visita de Paulo a Atenas. Ele tanto dialegomai, como dianoigo. Isso entre os judeus e gentios (At.17). Paulo partia do contexto no qual se encontravam seus ouvintes. Tinha conhecimento para tal. E a partir daí, logicamente expunha o Evangelho, debatendo, argüindo, arrazoando, abrindo as mentes.

Vemos, portanto, que para Jesus, Pedro e Paulo, conhecer as Escrituras e a realidade do grupo que evangelizavam era importante. Isso demonstrava preparo para a tarefa de evangelização. Importar com as pessoas em seus contextos culturais, com suas convicções religiosas, é uma maneira de amá-las e demonstrar que são importantes para nós, mesmo que discordemos. Isso condiz com a boa ética, que abre a porta do respeito mútuo, necessário para evangelização relacional de médio e longo prazo. O descaso quanto a estar informado e preparado, só criará mal entendidos culturais e intelectuais, levando tudo a perder.

2. ENTENDER AS ATITUDES DOS EVANGELIZADOS

Você gostaria de ouvir um grande herético? Certamente que não. Provavelmente tentaria interrompê-lo muitas vezes. Testemunhas de Jeová e muçulmanos pensam que somos muito heréticos, por sustentarmos as doutrinas mencionadas acima. Por isso, nos interrompem tanto quando os abordamos. Além disso, no caso específico de muçulmanos, acreditam que nós cristãos cometemos o único pecado que não tem perdão, shirk. Na prática shirk refere-se a idolatria, sincretismo, quando se afirma que alguém ou algo é deus, além de Alá. No entendimento deles, ao afirmarmos que o homem de Nazaré (que na convicção islâmica é somente um profeta) é Deus, estamos cometendo shirk. Por isso, somos dignos do fogo do inferno. Na linguagem técnica do Alcorão, ao considerarmos Jesus Deus, estamos atribuindo parceiro a Alá. Isso é shirk, pois com esta crença colocamos um profeta no mesmo pé de igualdade de Alá, como uma parceiro de mesmo nível por ser divino. Segundo a convicção islâmica, para cristãos não há perdão, a menos que deixemos nossa crença na divindade de Jesus (Al. 5:72).

Uma vez que muçulmanos e testemunhas de Jeová nos interrompem tanto quando são evangelizados, por nos considerar heréticos, não ajuda nada durante as interrupções ficar irritado, impaciente e pensar que são pragas. Se são criados a imagem e semelhança de Deus não podem ser pragas. Precisamos compreender a razão por trás da atitude de nos interromper, pensam que somos heréticos. Sendo assim, é necessário estar preparados para suportar as interrupções, perseverando na amizade. Disto depende criar o relacionamento duradouro e obter a oportunidade de evangelização com qualidade. Infelizmente, muitas vezes os evangelistas de muçulmanos e testemunhas de Jeová estão despreparados e se irritam tanto. Não devemos deixar de amá-los por serem opositores, e nem mesmo deixar de amá-los, se após a evangelização decidirem permanecer nas trevas. É importante percebemos que é anti-ético considerar pessoas criadas em ambientes bem hostil ao Evangelho pragas. Isso não condiz com o Evangelho.

3. NÃO ATRELARMOS O EVANGELHO A CERTEZA DA CURA DIVINA

Não é anormal vermos hoje em dia campanhas evangelísticas prometendo cura divina, por ser Jesus o mesmo ontem, hoje e sempre. Neste caso, criam-se expectativas, que uma vez não cumpridas, exigem uma justificativa. Normalmente afirmam que a culpa é do enfermo, que não tem fé. Tal atitude é uma anomalia, presumindo um mundo sem dor, mesmo que houve a separação do homem de Deus. Nisso ignoram que a plenitude do Reino de Deus ainda não chegou. Claro que Jesus cura hoje. Mas não quer dizer que o fará em todos os casos. Deus em sua soberania sabe quando é hora de recolher, ou humilhar, julgar ou curar uma pessoa. É anti-ético fazer a promessa de cura para todos, todos os dias, como se pudéssemos determinar Deus em seus juízos e caminhos (Rm. 11:33-36).

4. NÃO DEVEMOS NOS APROVEITAR DOS EVANGELIZADOS

Infelizmente vivemos dias nos quais as pessoas são incentivadas a irem às igrejas, por aquilo que vão obter. Em parte não é errado, pois Jesus ainda atende o clamor dos desesperados. Porém, quando a vulnerabilidade do desesperado, quer seja por enfermidade ou por dificuldade financeira, é explorada, prometendo melhora em função de uma maior contribuição. Então, lamentamos muito isso. Pois em nenhum momento as Escrituras, ou ministério público de Jesus e dos apóstolos, nos permitem atrelar o atuar de Deus à generosidade de uma contribuição financeira. Há uma bênção financeira sobre aqueles que temem a Deus e são fiéis nos dízimos e ofertas. Contudo, esta bênção divina não deve ser ventilada na evangelização, incentivando as pessoas se aproximarem de Jesus por aquilo que podem ganhar. Pois na verdade, se forem sinceramente servos de Jesus não terão vida fácil, padecerão perseguições: Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos (2 Timóteo 3:12). A prática de atrelar bênçãos as contribuições financeiras, procurando assim atrair pessoas à igreja, ou a Jesus, é bem anti-ética e contrárias as Escrituras. Isso não possui respaldo no exemplo de Jesus e dos apóstolos.

Os pontos acima foram mencionados por serem comuns em nosso meio evangélico. Precisamos ensinar quão importante é considerar as pessoas em seu contexto religioso. Da compreensão disto depende nossa civilizada apologia e paciente evangelização. Isso também nos permite entender as atitudes dos opositores do Evangelho O contrário leva evangelistas despreparados considerar opositores ao Evangelho, pragas, o que é bem antiético. Também é bem anti-ético prometer cura a todos, todo o tempo, e atrair pessoas ao Evangelho em troca de benefícios materiais. Nossa evangelização precisa seguir o modelo de Jesus, Pedro e Paulo, foram exemplares nos quatro pontos acima.

fonte: Ética na Evangelização ‎(SILAS & MÁRCIA TOSTES)‎

04/05/2009

A HISTÓRIA DE DANIEL NASH

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DANIEL NASH VIVEU DE 1775-1831, NO ESTADO DE NEW YORK , EUA,  E PASTOREOU UMA PEQUENA IGREJA NO INTERIOR DO ESTADO POR APENAS SEIS ANOS.

Charles Finney foi um grande pregador norte americano, no Século XIX. Ficou conhecido na história por ter pregado incessantemente e alcançado milhares de pessoas. A campanha evangelística mais conhecida de Finney foi em Rochester,Nova York. Mais de 100 mil pessoas se converteram durante aquelas reuniões em 1830. Dois homens se destacaram por liderarem os grupos de oração em prol daquela cruzada evangelística: Nash e Clarey. Os dois eram muito semelhantes em sua forma de oração. Tinham tanto fervor, e tanta agonia de alma, que resultava em cenas muito raras nos dias atuais. Nossas orações calmas alcançam poucos resultados, mas também nos custam tão pouco... O próprio Finney escreveu a respeito deles: “Nunca vi alguém suar sangue, mas conheci uma pessoa que orava,às vezes, até sangrar pelo nariz. E conheci pessoas que oravam até molharem a camisa de suor, nas temperaturas mais frias do inverno. Tenho visto pessoas orando por horas, até à exaustão, por causa da agonia das suas mentes. Tais orações prevalecem com Deus. Esta agonia na oração acontecia também nos avivamentos de Jonathan Edwards.” Existem vários relatos da oração exercitada por estes dois homens durante o avivamento de Rochester. Alguns citam Nash, outros Clarey, outros os dois. Pelo que se pode apurar, ficaram juntos em oração e jejum grande parte do tempo, chorando e clamando a Deus. Às vezes ficavam prostrados, sem forças para ficar em pé. Sua preocupação com os pecadores trazia grande pressão às suas mentes e corações. Gemiam sob a carga, arriscavam a saúde, abriam mão de confortos, tudo para que a batalha nas regiões celestiais pudesse ser ganha. Deus honrou a posição deles, e enviou avivamento. Oravam em particular, e Deus respondia publicamente. Praticamente todo o mundo na cidade se converteu. O único teatro da cidade foi transformado em estábulo, o circo em fábrica, e os bares e tavernas foram fechados. Hoje nos recusamos a lutar com Deus desta forma, e conseqüentemente não devemos nos surpreender diante da falta do poderoso mover do seu Espírito.

Não é impressionante que não temos problema com pessoas que se desgastam nos esportes por prazer, que trabalham por dinheiro, que se entregam à política para conseguir prestígio e poder, ou que se dedicam ao extremo em obras sociais, mas será que achamos que é fanático orar desta forma em favor das almas perdidas? Podemos até morrer pela liberdade da nossa pátria, mas nunca em favor do progresso do Reino de Deus. É algum motivo de espanto testemunharmos tão pouco dos grandes feitos de Deus em nossos dias? Nash orava até ficar de cama, totalmente debilitado e doente, por causa da pressão espiritual que sentia. Talvez o mundo não criticasse se eles orassem por algum outro motivo. Mas o que incomoda realmente é que eles oravam em favor das almas perdidas. Por que, então, nós também consideramos como algo tão estranho? Novamente a respeito das orações de Nash, Finney escreveu: “Muitas vezes ele entrava em agonia, antes do pregador subir no púlpito, com receio de que sua mente estivesse anuviada, ou seu coração frio, ou que ele não tivesse unção – e assim viéssemos a perder a bênção do Senhor. Ele orava até receber convicção interior de que Deus estaria comigo na pregação. Às vezes orava até ficar doente. Sua mente ficava cheia de ansiedade, e saía então para orar, uma vez, duas vezes, ou mais, até que finalmente voltava para a congregação com o rosto em paz, e dizia: ‘O Senhor veio, e estará conosco’. Nunca vi um caso em que ele estivesse errado.” A maior parte da oração, para quem deseja ser usado assim, precisa ser em particular. É preciso buscar, não os olhos ou os ouvidos humanos, mas o ouvido de Deus.

É preciso buscar um canto sozinho com Deus. Mas, embora orasse em particular, muitas vezes Nash orava com tanto fervor que outros o ouviam. Não era intencional, mas acontecia por causa da grande carga que sentia na sua alma. Muitas pessoas usam listas sistemáticas de pessoas e motivos de oração. Ser metódico e perseverante ajuda a ser mais eficaz, e também a registrar as respostas para poder oferecer louvor e agradecimento a Deus. Nash usava este método. Ele tinha uma lista de pessoas por quem orava diariamente. As respostas a estas orações se tornam mais notáveis ainda quando se descobre que ele não colocava nomes de pessoas que já seriam prováveis candidatos à conversão, mas geralmente pessoas que eram mais obstinadas e resistentes. Uma das questões mais importantes sobre se elaborar uma lista de oração é conhecer a vontade de Deus sobre quem deve ser colocado na lista. Ir por aparências é andar por vista e não pela fé.

Para se ter uma base firme para crer em Deus pela salvação de alguém requer direção sobre quem Ele quer na lista. Finney escreveu: “A verdade clara do assunto é que o Espírito Santo leva a pessoa a orar. Se Deus leva alguém a orar, a conclusão pela Bíblia é que Deus tem um propósito de salvar aquele indivíduo. Se descobrirmos, por comparar nosso estado de mente com a Bíblia, que fomos guiados pelo Espírito a orar por alguém, temos boa evidência para crer que Deus está preparado para abençoá-lo”. E contou um exemplo de como Deus operou em resposta à oração de Nash. Numa cidades onde Finney estava pregando havia um homem muito violento e perseguidor declarado do evangelho. Ele tinha uma taverna naquela cidade, e seu prazer era de praguejar e usar linguagem suja sempre que houvesse cristãos por perto. A casa dele era um ponto de encontro para as pessoas que se opunham ao evangelho.

O irmão Nash ouviu as pessoas da cidade falando a respeito dele como um caso muito difícil, e de como um novo convertido que morava perto dele queria vender sua casa, tamanha era a perseguição que sofria. Nash ficou profundamente entristecido e angustiado. E colocou seu nome na sua lista de oração. Este caso passou a pesar na mente de Nash quando estava acordado, e quando estava dormindo. Pensava continuamente sobre este a orar por pessoas ou questões que normalmente não chamariam sua atenção, e assim oram de acordo com a vontade de Deus. “Poucos dias depois”, contou Finney, “estávamos numa reunião à noite, com a casa lotada, e quem entra pela porta, senão aquele homem? A presença dele causou considerável agitação na congregação, pois as pessoas temiam que fosse criar confusão ali.Tanto foi que, depois que ele entrou, alguns homens ímpios que estavam ali levantaram e saíram. Ele orou vários dias em favor deles.

Fiquei observando-o atentamente, e logo percebi que ele não viera para criar tumulto, pois estava em grande angústia de mente. Sentou-se, mas se contorcia no seu lugar, e não conseguia ficar em paz. Em pouco tempo, levantou-se e, tremendo, perguntou se podia falar algumas palavras. Dei-lhe permissão, e em seguida, aquele homem fez uma das confissões mais sinceras que já ouvi. Seu arrependimento público incluiu tudo: de como tratava Deus, os outros cristãos, a pregação, e tudo que tinha boa fama. Isto ajudou a ‘lavrar muita terra dura’ nos corações daquele lugar. Era o meio mais forte que Deus poderia ter usado, naquela ocasião, para dar ímpeto à sua obra.” Oração precisa ser eficaz. Precisa haver um resultado definido. O propósito deve ser definido e claro para aquele que está orando. Isto encherá a mente do intercessor, e será um foco claro de pensamento, preocupação e oração. Orar de forma dispersa em várias direções tem pouco valor. Uma lista é um ponto de partida neste sentido.

No entanto, os itens na lista precisam ser focalizados um por um, se quisermos ver resultados. Tal oração requer um esforço definido para direcionar no alvo certo com verdadeiro envolvimento da alma. Partir de um genuíno peso de oração e alcançar fé sólida geralmente envolve passar pelo caminho de agonia da alma. Temos uma tendência muito grande de desistir por fatalismo, falta de verdadeiro interesse, ou transferência de responsabilidade. Pode ser necessário lutar em oração para alcançar a bênção desejada. Isto está num plano muito superior ao plano físico. Estas lutas na alma e no espírito podem produzir até exaustão física. Porém, a agonia do corpo é apenas o resultado de tal oração, não uma parte integral. Alguns querem imitar esta luta da alma através de manifestações físicas. Isto pode enganar o homem, mas tal hipocrisia não trará resultado algum das cortes celestiais.

Nash acreditava que tinha uma responsabilidade pelo destino das almas. Sentia que Deus entregou grandes ferramentas em nossas mãos, e o uso ou desuso destas ferramentas era assunto sério, pelo qual teríamos de prestar contas a Deus. Seu ministério de oração tinha esta premissa básica. De acordo com Charles Finney, os últimos dias de Nash foram passados em oração. Ele dizia que estava morrendo por falta de forças para orar. O corpo estava esmagado, ele sentia o peso do mundo, mas como podia deixar de orar! Ele tomava o mapa do mundo, e orava, olhando para os diferentes países. Expirou no próprio quarto, orando, no dia 20 de dezembro, de 1831, com 56 anos. Verdadeiramente, era um príncipe que perseverou com Deus em oração! Será que Deus encontrará pessoas na nossa geração para se entregar a ele desta forma?

FONTE: CLAMOR DO AVIVAMENTO

SONHOS POSSÍVEIS




Mais uma pérola, uma poesia que veio lá de Luanda, pelo meu amigo Shunnoz:
Se a santidade fosse o meu caminho, não procuraria a felicidade
Se o amor vivesse em verdade em mim, conheceria a Tua misericórdia
Se a paz estivesse nas minhas palavras, minha linguagem seria adoração

Se o meu coração fosse instruído pelo Teu trocaria o meu amor pela dor dos outros

Se a vida do meu corpo fosse dada em sacrificio de louvor
Jamais olharia para os feitos de satanás no mundo
Se a Tua vontade encontrou morada dentro de mim, não viveria preocupado com as coisas que me fazem suar e chorar fora de mim

Se os meus olhos estivem colados na Tua visão
O olhar ilusório da carne morreria na solidão
Se verdadeiramente é a Tua liberdade que guardo na minha mente
Estaria distante dessas cadeias de dúvidas e medos

Se os Teus sonhos fossem o mestre dos meus sonhos
Meus caminhos teriam, na sua essência, as marcas da Tua beleza salvífica

Se os meus braços abraçassem os conselhos do Teu reino
Dentro de mim existiria poucos sinais dos caminhos dos pecadores

Se os meus lábios só molhassem a falar de Ti, minha saliva daria visão aos cegos

Se as minhas mãos fossem limpas nas águas da justiça do céu, nenhum enfermo dançaria diante de mim a dança do desespero

Se o meu espírito fosse apenas cheio do Teu Espírito Santo, minha vida seria um mar cheio de ondas de adoração em espírito e em verdade para o Senhor, e amor não fingido pelo próximo.

Por: Shunnoz Fiel