08/04/2009

O QUE É MESMO E-VAN-GE-LI-ZAR?

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Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo.
Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo.
Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo.
Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo.
Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo.
Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo.
Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo.
Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo.
Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo.
Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo.
Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos.
Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.
Marco Finito, no blog Lion of Zion.

FONTE: PavaBlog

A ÉTICA DE CRISTO E A ÓTICA LEGALISTA

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Falamos da graça, mas vivemos sob as leis...

Jesus nos ensinou que o mais importante da lei é a justiça, a misericórdia e a fé. Tiago, como para não deixar dúvidas a respeito de qual é a finalidade essencial do viver cristão, acrescenta que a misericórdia triunfa sobre a justiça. Mas não tem sido assim na igreja cristã. É a contradição e a incoerência que têm nos caracterizado. Pregamos paz e fazemos guerra. Falamos da graça, mas vivemos sob as leis determinadas por nossas tradições, concílios, encíclicas, convenções, regulamentos, regimentos, normas e princípios que muitas vezes invertem a lógica de Tiago e fazem o juízo ser maior que a misericórdia.

Pode olhar, mas não pode tocar...

Que igreja desejamos? Que igreja estamos perpetuando? Qual o nosso real critério de avaliação? Precisamos refletir sobre que tipo de ética tem norteado a nossa tomada de decisão frente aos problemas do cotidiano que de a muito escaparam do maniqueísmo do certo ou errado, bom ou ruim, céu ou inferno, justo ou pecador. Enquanto buscamos uma santidade apenas exterior baseada em não tocar, não provar, não manusear, outros estão com rapina, ódio, preconceito, ganância, cobiça, violência, indiferença, falta de perdão e arrogância em seus corações sem serem incomodados. Coamos mosquitos e engolimos camelos. Em um diálogo do filme “Advogado do Diabo”, o personagem de Al Pacino nos deu uma profunda radiografia da santidade cristã baseada em proibições: “Pode olhar, mas não pode tocar. Pode tocar, mas não pode provar. Pode provar, mas não pode gostar...”

O espírito farisaico e legalista sempre existiu. O profeta Isaias, setecentos anos antes de Cristo, já advertia que “este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens que maquinalmente aprenderam”. Este espírito se enraizou profundamente no imaginário religioso, mesmo a igreja cristã assume os mesmos moldes e os mesmos valores farisaicos contra os quais Jesus sempre lutou.

Até hoje nós seguimos uma ética legalista baseada em mandamentos morais e sociais que não podem ser ultrapassados. No entanto, esta não era a ética que Jesus seguia. Sua ética era eminentemente compassiva sem perder de visa o que é essência na palavra de Deus.

Esta ótica legalista não está presa aos tempos passados, nós também a seguimos

Vemos isto claramente no capítulo oito do evangelho de João. Nele a mulher adúltera, pega em pleno ato, é levada a Cristo para que ele dê o veredicto. A lei a este respeito era absolutamente clara: quem fosse pego em adultério deveria morrer apedrejado, tanto o homem quanto a mulher. Não havia espaço na lei para a misericórdia, ela apenas impunha a punição. Não havia nenhuma ressalva em relação à qualificação dos executores da pena; qualquer pessoa, por pior que fosse, tinha o direito de apedrejar aquele que fosse pego em adultério, era uma garantia da

lei. Pela ótica legalista, Jesus só poderia tomar duas atitudes: ou denunciar a ausência do homem que também pecou e, portanto, também deveria ser punido, ou orientar que trouxessem também o adúltero para que ambos fossem apedrejados e mortos, cumprindo assim a justiça que havia na lei. Esta ótica legalista não está presa aos tempos passados, nós também a seguimos. Por conta da nossa ótica legalista, muitos homens e mulheres estão “orando” pela morte de seu cônjuge para por fim a um casamento infeliz, outros estão começando casamentos fadados ao fracasso para não ficarem “abrasados” e uma multidão está vivendo na hipocrisia de uma santidade de aparências, visto que nós fazemos da aparência a medida de todas as coisas.

a vida se desenvolve em uma dimensão em que todos nós necessitamos da misericórdia de Deus

Jesus fez algo totalmente fora dos padrões da ética legalista. Para surpresa de todos, ele sacou, como que da manga, um argumento que nada tinha a ver com a lei do adultério e mostra que muito além dos reducionismos morais e dos maniqueísmos sociais a vida se desenvolve em uma dimensão em que todos nós necessitamos da misericórdia de Deus: “Atire a primeira pedra, aquele que não tiver pecado”.

A ética compassiva de Cristo nada tem a ver com a ética relativista moderna, em que cada um tem a sua própria ética e o que é certo para você pode não ser para mim. Muito pelo contrário, ela leva em conta as circunstâncias individuais e o momento histórico, mas repousa nos valores absolutos da fé e do amor ao próximo, portanto, transcende à visão individualista e egocêntrica que permeia o presente século. Ela é contextualizada sem ser permissiva. Ela é contemporânea justamente por ser atemporal.

Ela é humana, exatamente por ser divina.

Precisamos desta ética, precisamos vivê-la, experimentá-la, não apenas para nós, e nossos erros, mas também para o outro, pois aquele que julga sem misericórdia também será julgado sem misericórdia. Precisamos entender que a vida não é apenas um amontoado de regras em que classificamos o certo e o errado, mas, antes, é surpreendente nas nuances, incongruências, contradições e ambigüidades em que estamos envolvidos.

Sejamos éticos como Cristo foi, este é o princípio da santidade que agrada ao Senhor.

Pr. Denilson Torres

FONTE: www.frutodoespirito.com.br

06/04/2009

OLHANDO PARA CIMA: CRISE É SINAL DE BÊNÇÃO!

 

190435981_3b7e74365a_m “Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

Albert Einstein

Fonte : VERDES TRIGOS via Pavablog

31/03/2009

PORNOGRAFIA: POR QUE AINDA É DIFÍCIL FALAR SOBRE O ASSUNTO NAS IGREJAS?

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(Por João Neto) - No ano de 2006, o renomado ministro de louvor, Kirk Franklin, participou do famoso talk show norte-americano ”Oprah”. Durante aquela edição do programa, o maestro assumiu publicamente, enfrentar um vício que já o afetava desde a infância: a pornografia. ”Havia sempre aquele menino cujo irmão mais velho tinha revistas pornográficas. A primeira vez que vi uma, devia ter uns oito ou nove anos. A partir daí me tornei um viciado. E levei isso para meu casamento. Minha esposa ficou ciente da situação somente no segundo ano de casados”, relatou o músico.

Casos como o de Kirk Franklin já não são mais tão raros como se imagina. A Igreja tem sido afetada pela pornografia, que está presente nos lares de muitos jovens, crianças e adultos cristãos. Líderes de ministérios mantém este vício oculto em suas vidas e, muitas vezes, usam de seus cargos dentro da comunidade para esconder tal fraqueza. Em entrevista exclusiva ao Guia-me, Julio Severo — escritor de temas relacionados à sexualidade — falou das dificuldades para se tratar do assunto no meio cristão e medidas a serem tomadas para que as igrejas previnam-se contra este perigo. Confira, na íntegra, a entrevista feita com o pesquisador cristão.

Guia-me: Você enxerga motivos específicos para a Pornografia ainda não ser tratada, remediada ou até prevenida nas igrejas cristãs?

Julio Severo: A principal razão é a secularização das igrejas. Por secularização, quero dizer que os sentimentos e reações do mundo se tornaram parte das igrejas. O mundo nada vê de errado ou anormal em novelas, filmes e programas com conteúdo de nudez e sexo - em menor ou maior grau. O mundo também pouco se importa com a exposição de nudez, dentro de cada lar ou por meio da mídia. As igrejas não querem parecer diferentes do mundo. Daí, acabam caindo nas mesmas ciladas, onde programações patentemente pornográficas não são reconhecidas como tais, porque todos já se acostumaram às cenas. É a mundanização dos sentimentos e reações dos cristãos e a perda do ”antiquado” temor a Deus.

Guia-me: Existe alguma forma das igrejas se prevenirem, evitando que a pornografia afete os seus jovens, crianças e adultos? Se sim, em que consistem estas medidas?

Julio Severo: O ministério sacerdotal consiste em ensinar diferenças ao povo, isto é, o líder tem a responsabilidade de ensinar frequentemente a diferença entre o santo e o profano, o certo e o errado, o puro e o impuro, etc. A pregação e estudos bíblicos nos lares precisam tratar diretamente dos prejuízos e perigos que programas de TV, cinema e uso inadequado da internet podem trazer. É preciso especificar aos jovens regularmente o que é bom e o que é inaceitável nas ofertas deste mundo. Por outro lado, há uma necessidade premente de encorajar os jovens a ler abundantemente a Palavra de Deus. Para eles, recomendo a Bíblia NTLH — Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Guia-me: Quais necessidades você identifica em uma pessoa que já se encontra envolvida por este vício? Necessidades espirituais, psicológicas, físicas etc?

Julio Severo: Se é alguém que não conhece Jesus, precisa de liberação e salvação, quer esteja na igreja ou não. Se é alguém que conhece o Evangelho, a necessidade urgente é cultivar o temor do Senhor, a santificação. Marido e esposa precisam entender que pelo simples fato de poderem ver sua própria nudez eles não estão também autorizados a verem a nudez de todos os outros.

Guia-me: Por que as pessoas procuram tanto a pornografia? O que elas buscam saciar ao ver filmes, revistas ou acessar sites com este conteúdo?

Julio Severo: Modernamente, a procura vem por desleixo moral. A pornografia visual — seja de revistas, TV e internet — é um vicio majoritariamente masculino. Esse vício vem sendo cultivado em lares liberais e permissivos onde meninos e meninas são literalmente criados aos pés de entretenimentos onde a nudez ou semi-nudez é normal. Há também a exposição de nudez dentro da própria família, onde crianças criadas em ambientes afetados por teorias psicológicas de criação de filhos acabam desde cedo sendo acostumadas a ver a nudez do pai e da mãe e dos irmãos. Meninos de lares assim não têm dificuldade nenhuma de se viciar em pornografia e tratar as meninas e mulheres como meros objetos sexuais. Meninas criadas em lares desse tipo conseguem facilmente se deixar fotografar ou filmar pornograficamente, ou coisas piores.

Guia-me: Como uma pessoa de dentro da igreja pode buscar esconder o seu vício (no caso, em pornografia)? De quem ela busca esconder esta fraqueza? De Deus, do pastor, da família, dos amigos, dela mesma?

Julio Severo: Sim, há casos em que se esconde o vício da pornografia. Até mesmo alguns líderes escondem não só o seu vício de pornografia, mas outros pecados ocultos da igreja, como a prática do nudismo fora do relacionamento conjugal entre marido e esposa, onde crianças e adolescentes ficam expostos à nudez do pai e da mãe. Eles não se preocupam com Deus, por não temê-Lo, mas se preocupam com a reação das outras pessoas da igreja.

Guia-me: Após descobrir que a pessoa está sofrendo com tal fraqueza, qual a atitude que a Igreja deve tomar diante desta situação?

Julio Severo: Se o viciado em pornografia e nudismo é um pastor, ele precisa se consertar com Deus e com sua família e, se possível, pedir ajuda a um pastor de confiança bem mais velho. Se for um membro de igreja, ele precisa buscar em Deus sua libertação e procurar a ajuda de alguém de confiança e que seja maduro espiritualmente para fazer um acompanhamento da situação.

Fonte: Portal Guia-me