07/12/2008

AQUELE QUE DIZ: "VOU", NEM SEMPRE VAI...



Os dois irmãos da parábola que aparece em Mateus 21.28-32 eram possuídos de temperamento e reações diferentes, como na parábola do filho pródigo, que envolve também “um homem que tinha dois filhos” (Lc 15.11-32). Naquela parábola, o filho mais velho disse que iria trabalhar na vinha a pedido do pai, mas acabou não indo. O mais novo afirmou de pronto que não iria, mas, depois, arrependeu-se e foi.
O primeiro rapaz retrata aqueles que têm um bom começo e pronto. O segundo é o protótipo daqueles que encontram uma indisposição inicial, mas mudam o curso dos acontecimentos. No primeiro caso há uma disposição aparente, verbal, sem firmeza, sem provas. No segundo, uma resposta áspera seguida de arrependimento e ação positiva. O filho mais velho faz a vontade própria -- não a vontade do pai. O mais novo faz a vontade do pai -- não a própria.
O que vale perante Deus, no final das contas, não é a mera disposição, não são palavras, mas o obedecer. Não há substituto para a obediência: “Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra?” (1 Sm 15.22). Jesus sempre mostrou a necessidade de se obedecer e relacionou a segurança do crente com a obediência (Mt 7.24-27). O que faz a vontade de Deus liga-se a ele por laços de parentesco espiritual; é seu “irmão, irmã e mãe” (Mt 12.50). Quando a mulher dentre a multidão disse a Jesus: “Bem-aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaram”, o Mestre respondeu: “Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” (Lc 11.27-28).
Elben César

Fonte:"http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&util=1&categoria=1&registro=887">Editora Ultimato - formação e informação

13/11/2008

CUIDADO COM AS SEITAS!


Movimento de Boston .Igreja de Cristo Internacional.
Alexandre Galante.
Um dos mais novos movimentos pseudo-cristãos da atualidade e de maior crescimento no mundo é a Igreja de Cristo Internacional (ICI), conhecida no início como Movimento de Boston.   Sob a capa de uma teologia aparentemente ortodoxa, esta seita se considera a igreja renascida do 1º século, a única igreja verdadeira de Deus na terra. O Movimento baseia-se sobretudo no evangelismo, discipulado intensivo e proselitismo, rebatizando principalmente jovens cristãos de outras denominações.

No site da ICI na Internet existe uma declaração que diz: “Pelo que conhecemos, nós somos o único grupo que ensina os princípios bíblicos de discipulado como uma parte necessária do processo de salvação”.

Atualmente o número de adeptos  cresce cerca de 10% ao ano. Segundo os últimos dados disponíveis, o número de membros estaria em torno de 175 mil, em mais de 292 igrejas no mundo. O Movimento encontra-se ativo em mais de 115 países, inclusive no Brasil (onde chegou em 1994) e o objetivo da ICI é plantar pelo menos uma igreja numa cidade de mais de 100 mil habitantes em cada nação, um ambicioso plano de evangelização para atingir o mundo todo em poucos anos. Isso é possível com o uso do sistema de pirâmide semelhante ao empregado nas empresas de marketing de rede, pois os membros discipulam e batizam uns aos outros, resultando num crescimento em progressão geométrica.

Rápido crescimento

O fundador da ICI, Kip McKean, de 43 anos de idade, começou com 30 pessoas numa pequena igreja no subúrbio de Boston, Lexington – EUA, em 1979. Renomeada como Igreja de Cristo de Boston, a congregação cresceu rapidamente com o novo método de discipulado.

McKean cresceu num ambiente Metodista e se tornou cristão quando era estudante na Universidade da Flórida em Gainesville, através da Igreja de Cristo, uma  denominação radical conhecida por abolir os instrumentos musicais nos cultos. Em 1987 a Igreja de Cristo expulsou o grupo de McKean, considerando-o como causador de divisão, autoritário e perigoso. McKean disse em entrevista ao Jornal Miami Herald em 1992: “Nós não somos uma seita. Aqui você não tem que raspar a cabeça ou dar todo seu dinheiro à igreja. Mas você tem que dar seu coração. Nas nossas mentes, estamos apenas tentando voltar à Bíblia.”

Al Baird, que está no movimento desde 1983, disse também numa entrevista: “Se alguém abandona esta Igreja, ele está abandonando a Jesus e certamente perderá sua salvação.”

No final da década de 80, o psicólogo e pesquisador Flavil R. Yeakley da Universidade Cristã de Abilene, realizou uma série de testes psicológicos, levantando os perfis de personalidade de 900 membros do Movimento de Boston, com a aprovação do grupo.

A conclusão do Dr. Yeakley foi: “O Movimento de Boston está produzindo em seus membros o mesmo padrão não-saudável de mudança de personalidade observado em outros estudos de conhecidas seitas manipuladoras.” Apesar das conclusões de Yeakley, o Movimento de Boston alegou que “os membros estão se conformando mais à imagem de Jesus Cristo”.

O discipulado da ICI

A ICI usa a Bíblia, radicalizando e torcendo suas verdades, para controlar mentalmente seus membros através de reconstrução cognitiva e indução, manipulando a vida dos membros em todos os detalhes, provocando despersonalização, quebra de vínculos afetivos, invasão da intimidade do lar, abandono de empregos, carreiras e ideais pessoais. A ICI ensina que a fé somente não pode garantir a salvação, sendo necessário o batismo nas águas (ou o rebatismo, caso o candidato já tenha sido batizado noutra igreja) e a confissão periódica de todos os pecados a um discipulador, além de ter que evangelizar diariamente. Na ICI os jovens aprendem que “um discípulo que não faz discípulos, não é um verdadeiro discípulo de Cristo.”

Hoje no mundo o número de ex-membros é o dobro do número de membros ativos. E a maioria dessas pessoas que deixaram o Movimento carrega profundas seqüelas produzidas pelo abuso de autoridade e pela metodologia psicológica praticada pela ICI. Alguns tentaram o suicídio, outros enlouqueceram e a maioria dos ex-membros não quer mais ouvir falar em qualquer forma de cristianismo.

Mantendo um estilo de vida de alto desempenho, o discípulo da ICI vai ficando exausto ao invés de aliviado. O que vemos acontecer com várias ex-membros é o oposto do que o Senhor Jesus disse quando chamou as pessoas para o Seu discipulado. Em Mt.11:28 Ele pede para as pessoas virem para serem aliviadas de todos os fardos e exigências que os líderes religiosos lhes colocaram. Jesus disse: “Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.

12/11/2008

O QUE FAZER COM OS HOMOSSEXUAIS QUE ADENTRAM OS ÁTRIOS?


Houve tempo em que os pastores não se preocupavam muito com a questão gay. Poucas pessoas apresentavam esse tipo de comportamento. E as que tinham tendências para a homossexualidade procuravam lutar contra ela, mesmo que em silêncio.  Os tempos mudaram. Os homossexuais começaram a se organizar em grupos de militância supostamente defendendo os direitos dos homossexuais, mas na verdade tentando provar e convencer toda a sociedade, inclusive a Igreja, que o homossexualismo é genético e irreversível - o que cientificamente não tem respaldo nenhum. Toda esta movimentação em torno da homossexualidade não só transformou gays e lésbicas em pessoas mais ousadas como atraiu para esta prática muitas outras pessoas que, de outra maneira, talvez nunca se tornariam homossexuais.

O problema, como sempre, não ficou confinado ao mundo lá fora.  Ele chegou aos nossos arraiais na pessoa de cada homossexual que foi se integrando às nossas igrejas. Estes se dividem basicamente em dois grupos: os que passaram a amar a Jesus e buscaram libertação e os que só estão na igreja tentando a última alternativa, ou até mesmo para atrair outros a si.

Diante do problema, os pastores também se dividem.  Existem aqueles que procuram ajudar sabendo lidar com o problema (poucos) ou mesmo sem o saber (a maioria).  E existem aqueles que tentam ignorar o problema ou até maltratam os que lutam contra esta tendência, ora dizendo coisas que só prejudicam, ora expondo-os publicamente na igreja ao primeiro sinal de pecado.

É fundamental que os queridos colegas de ministério procurem se informar melhor acerca do assunto. A questão, mais do que área de estudo das ciências do comportamento, passa pela teologia, ética, eclesiologia e missiologia.  Por isso, pastores amigos, não podemos fechar os olhos frente à enorme demanda de gays e lésbicas por libertação e cura.  Precisamos ler, estudar e comungar com aqueles que estão mais avançados na reflexão sobre este assunto e no tratamento dos que se envolveram em tal prática.

Há poucos anos, quase não havia literatura evangélica sobre o assunto. Hoje, no entanto, várias editoras têm investido nesta área. Livros como O Movimento Homossexual (Ed. Betânia), A Operação do Erro (Ed. Cultura Cristã), Deixando o Homossexualismo (Ed. Mundo Cristão) e Os Fatos Sobre a Homossexualidade (Ed. Chamada da Meia-Noite) são excelentes fontes de consulta.  Cada um fala sobre uma faceta diferente da questão gay, portanto todos indispensáveis na biblioteca do pastor.

Outra coisa que pode e deve ser feita por nós pastores é tomar parte em seminários, conferências ou congressos a respeito do assunto. É muito importante fazer a escolha certa. Deve-se averiguar quem está promovendo o encontro, quais são os objetivos e qual é a visão dos organizadores a respeito da homossexualidade, da Bíblia, de Deus, etc.  O Moses, por exemplo, estará promovendo o II Seminário sobre Homossexualidade no mês de outubro. Pastores não têm desculpa para não participar. Mais cedo ou mais tarde vão se deparar com a necessidade das informações que ali serão passadas. E não adianta querer apagar incêndio depois que o fogo se alastrar.  É preciso se preparar.

Se, em contrapartida, você investiu tempo e oração para ajudar algum homossexual que desistiu no meio do caminho, não fique desanimado.  Lembre-se que muitas pessoas já passaram por sua igreja e não ficaram. Este não é um fenômeno que atinge só homossexuais. Da mesma maneira, muitos homossexuais perseverarão e serão transformados assim como o foram outras pessoas que são uma bênção em sua igreja.

Como qualquer outro pecador - inclusive nós pastores - o homossexual pode ser perdoado e transformado pela graça de Deus.  Se em sua igreja há algum gay ou lésbica, não duvide que Deus o colocou ali para receber o que precisa, mas também para ensinar-lhe muito sobre as lutas que precisam ser enfrentadas para vencer este pecado e como se alcança a vitória. No processo, ganham todos, menos satanás. E é nosso dever nos assegurarmos de que assim seja.  Portanto, “sê forte e corajoso, porque tu farás a este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais.” (Js. 1:6).  Nenhum esforço é demais para se alcançar homens e mulheres para o Reino de Deus e salvá-los, arrebatando-os do fogo. (Jd. 23). Continue lutando e seja humilde para contar com a ajuda de quem possui mais experiência.  O Senhor é contigo!

Pr. Sergio Viula

02/11/2008

Quando cheguei aqui, meu Senhor já estava - Pr. Júlio Soder

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Ao contrário daqueles que vêm demônios atrás de cada árvore, prefiro ver Deus em tudo. Afinal de contas toda iniciativa é dEle. Quando nós tomamos consciência e respondemos, já estamos a meio caminho andado do Seu plano. E achamos que é aí que começa a nossa história. Ainda nos vemos no centro da história. Ainda não temos noção das idéias que o nosso orgulho é capaz de produzir.

Também Ele não tem nenhuma obrigação de usar métodos segundo os padrões humanos. Ele pode se manifestar de forma incompreensível, confundido com um fantasma, causando confusão e terror a todos. Os humanistas ficam escandalizados quando Ele usa métodos "extra humanos" que eles reinterpretam como "desumanos". Quando tentamos explicar seus fins parecemos mais com tolos "amigos de Jó".

Nestes dias, internado neste hospital, pude perceber o quanto preciso de Sua presença. Alguns, "teologicamente corretos" podem contrapor que a Sua presença nunca se afastou. Concordo, mas eu posso me tornar alheio à ela. E aqui, despido de alguns dos meus "brinquedinhos", mas não dos meus pensamentos, vi que ainda há um último reduto em que posso tentar me esconder dEle. No próprio momento que escrevo este texto corro o risco de me afundar no perigoso e encantador terreno dos pensamentos e das idéias e perder a consciência da Sua doce presença, tão necessária ao meu viver.

A prisão dos pensamentos, idéias e divagações é a prisão mais terrível, pois ela nos dá a falsa sensação de que estamos conhecendo Deus quando na verdade estamos nos afastando dEle. Não estou defendendo a ignorância generalizada e nenhum sistema filosófico que, por acaso, se enquadre nesta descrição.

Imagino que Deus tenha vetado ao homem a árvore do conhecimento pois ele ainda não estava maduro para isso. E parece que ainda não está. (E tem gente que acha que estamos evoluindo!...). Conhecimento sem humildade só dá inchaço, diz Paulo.

Deus é para ser experimentado, a descrição é secundária (Ai, ai...lá vai dogma de novo).

Quão mais felizes são aqueles que não perscrutam mas deixam-se perscrutar, como criança desmamada no colo de sua mãe.

Jesus deu graças pelo Pai ter escondido coisas dos sábios e entendidos e as ter revelado aos pequeninos (simples).

Só a Sua presença abre e dilata os canais do amor e da genuína  revelação. Revelação sem a presença produz profetas de olhos secos e coração frio.

Só a Sua presença pode nos dar idéia da Sua grandeza e poder; e infundir em nós o temor e nos conduzir a verdadeira adoração.

Idéias e explicações sobre Deus te satisfazem?

Não tens tu sede de Deus, de Deus mesmo?

Pois Ele é tudo o que eu preciso...o resto, é adereço.

Pr Julio Soder